Um homem foi morto a facadas após uma discussão nessa sexta-feira (1º/5). O caso ocorreu em uma rua de São Sebastião (DF). Após ser atacada, a vítima, esfaqueada e sangrando, andou até uma casa, pediu socorro e, em seguida, caiu no chão.
Imagens:
1 de 3
Momento do ataque
Imagem cedida ao Metrópoles
2 de 3
Vítima pedindo ajuda em uma casa
Imagem cedida ao Metrópoles
3 de 3
Sangrando, homem sai andando na rua
Imagem cedida ao Metrópoles
O Corpo de Bombeiros foi acionado. O homem foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
O homicídio é investigado pela Polícia Civil. O motivo do ataque ainda não foi informado.
No terreno de uma mansão esquecida pelo tempo, erguida em uma das áreas mais valorizadas da capital da República, a velha máxima que “nem tudo que reluz é ouro” ganha forma concreta. Empoeirada, mas ainda altiva, uma réplica de um clássico esportivo repousa silenciosa na garagem: inspirada no icônico Porsche Carrera 911, a peça chama atenção pela riqueza de detalhes, mesmo castigada pelo clima seco de Brasília. Ao seu lado, um discreto Fiat Marea parece compartilhar o mesmo destino: o esquecimento.
A cópia do lendário modelo alemão impressiona à primeira vista. Com acabamento refinado e ostentando um brasão que remete ao cavalo empinado, símbolo que lembra o da concorrente italiana Ferrari, o veículo sugere ter sido construído sobre uma plataforma comum em carros artesanais brasileiros, como os modelos da Puma ou Baja, frequentemente equipados com motores 1.8 AP.
Embora robusto, esse conjunto mecânico está longe de alcançar o desempenho do originalíssimo Porsche 911 Carrera de 1995, geração 993, equipado com um motor boxer de seis cilindros e 3.6 litros aspirado naturalmente. O coupé é referência mundial em confiabilidade e sonoridade.
Veja fotos da réplica de Porsche 911 Carrera:
1 de 10
A cópia do lendário modelo alemão impressiona à primeira vista. Com acabamento refinado e ostentando um brasão que remete ao cavalo empinado
Luís Nova/Especial para o Metrópoles
2 de 10
O veículo sugere ter sido construído sobre uma plataforma comum em carros artesanais brasileiros, como os modelos da Puma ou Baja
Luís Nova/Especial para o Metrópoles
3 de 10
Ainda assim, no mercado de entusiastas, uma réplica bem conservada pode atingir valores próximos de R$ 150 mi
Luís Nova/Especial para o Metrópoles
4 de 10
Empoeirada, mas ainda altiva, uma réplica de um clássico esportivo repousa silenciosa na garagem
Luís Nova/Especial para o Metrópoles
5 de 10
inspirada no icônico Porsche Carrera 991, a peça chama atenção pela riqueza de detalhes, mesmo castigada pelo clima seco de Brasília
Luís Nova/Especial para o Metrópoles
6 de 10
Ironicamente, ali, sob uma fina camada de poeira e folhas secas, seu valor parece reduzido a mero detalhe diante do cenário de abandono
Luís Nova/Especial para o Metrópoles
7 de 10Luís Nova/Especial para o Metrópoles
8 de 10Luís Nova/Especial para o Metrópoles
9 de 10Luís Nova/Especial para o Metrópoles
10 de 10Luís Nova/Especial para o Metrópoles
Réplica que custa caro
Ainda assim, no mercado de entusiastas, uma réplica bem conservada pode atingir valores próximos de R$ 150 mil. Ironicamente, ali, sob uma fina camada de poeira e folhas secas, seu valor parece reduzido a mero detalhe diante do cenário de abandono.
Escondida entre galhos sem poda, a residência contrasta com os jardins bem cuidados de um condomínio de alto padrão no Park Way, área nobre do DF, próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília. O imóvel, que já foi lar de uma família, viralizou nas redes sociais por seu estado decadente e atmosfera sombria.
A equipe de reportagem do Metrópoles esteve no local e encontrou um cenário inquietante: móveis cobertos de poeira, teias de aranha que parecem tecidas há meses e uma piscina tomada por água escura, praticamente invisível sob a vegetação densa. O silêncio é interrompido apenas pelo som do vento atravessando estruturas deterioradas.
Na garagem, além do esportivo abandonado, há também um jetski, duas motocicletas e o próprio Marea. Todos deixados para trás, como peças de um quebra-cabeça incompleto.
Congelada no tempo
Apesar da deterioração externa, o interior da casa guarda detalhes quase intactos. Um vidro quebrado na porta principal, protegida por correntes e cadeados, permite vislumbrar um ambiente parado no tempo. Quadros decorativos ainda pendem nas paredes, móveis permanecem organizados e um porta-retrato repousa sobre a lareira.
Sobre a mesa de centro, um tabuleiro de xadrez permanece montado, com peças cuidadosamente posicionadas, como se aguardassem o retorno de jogadores que jamais voltaram.
Esse contraste entre abandono e preservação alimenta o mistério que intriga moradores da região.
Dívidas, Justiça e descaso
Segundo registros oficiais, o imóvel foi adquirido em 1996 por um ex-servidor público e sua esposa, sendo esta a única propriedade registrada em seu nome. Com o passar dos anos, o casal deixou de pagar as taxas de condomínio — inicialmente em torno de R$ 300 mensais — acumulando uma dívida que hoje ultrapassa R$ 140 mil.
Após diversas tentativas frustradas de cobrança, o caso foi parar na Justiça. Em 2024, a casa foi penhorada. Um depoimento anexado ao processo revela uma frase atribuída ao proprietário, dita em 2023: “abandonei o imóvel, a Justiça que resolva”.
Mesmo aparecendo ocasionalmente no local, ele nunca buscou regularizar a situação, tampouco realizou qualquer manutenção ou retirada dos bens abandonados.
Leilão e incertezas
O terreno, com mais de 2 mil metros quadrados e estrutura de dois andares, área de lazer e pergolado — hoje parcialmente desmoronado — será leiloado para quitar as dívidas. O primeiro leilão está marcado com lance inicial superior a R$ 1 milhão. Caso não haja interessados, uma segunda tentativa ocorrerá com valor reduzido.
Enquanto isso, a propriedade segue como um símbolo de decadência em meio ao luxo — um lembrete silencioso de que riqueza sem cuidado pode rapidamente se transformar em ruína.
Alerta e mistério
Além do impacto visual, o abandono traz riscos concretos. Moradores relatam que o terreno está repleto de perigos: folhas acumuladas que afundam sob os pés como areia movediça, água parada propícia à proliferação de insetos e árvores ameaçando cair.
O que antes foi um espaço de conforto e ostentação hoje se tornou um cenário de alerta e mistério. A casa permanece lá, imóvel, cercada por dúvidas. E enquanto o tempo avança, a pergunta continua sem resposta: o que levou ao abandono de tudo isso?
Porque, ali, mais do que poeira e silêncio, permanece a sensação inquietante de que algo foi deixado para trás, não apenas bens, mas histórias interrompidas.
O outro lado
Por meio de nota, o dono do lote no Park Way negou a situação de abandono. Segundo o homem, os veículos e móveis estão trancados e protegidos dentro da casa, que tem “acompanhamento” e “constante visitação” dele.
Ao Metrópoles, o proprietário disse que o imóvel passa por “litígio em um processo de separação judicial e divisão de bens entre cônjuges”. Além disso, atribuiu a responsabilidade da atual situação do terreno à “incompetência da Justiça” no processo de divórcio.
Conforme informou, a ex-companheira não foi intimada, prejudicando a “solução do problema” e majorando “a dívida” do condomínio. De acordo com ele, a falta da citação da mulher também “impedirá a realização do leilão”. “Como foi o caso de outro imóvel leiloado indevidamente em 2014”, declarou.
Na nota, o proprietário confirmou a existência de outros processos por inadimplência. “[São] sobre os veículos que lá [na casa colocada a leilão] estão devidamente guardados, aguardando a solução judicial”, explicou.
Ele negou, ainda, ter cometido agressões ou ameaças: “Posso afirmar que são mais especulações infundadas e mentirosas, já que nunca agredi ninguém em minha vida. A única questão, quanto a alguns profissionais da Secretaria de Saúde, foi devidamente denunciada na ouvidoria do GDF”.
Uma paciente em tratamento contra o câncer de colo de útero emocionou as redes sociais ao compartilhar que conseguiu ir a um show mesmo durante a internação. Diana Borges, 43 anos, está sob cuidados no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e recebeu apoio da própria equipe médica para participar do Festival Micarê, neste sábado (2/5), no Estádio Mané Garrincha.
Frequentadora do evento desde a adolescência, a gerente administrativa de uma clínica odontológica esteve acompanhada de familiares, amigos e da equipe do Hran enquanto curtiu as atrações. A ida ao festival foi possível por meio de uma parceria entre o hospital e a organização do evento.
“Já tinha comprado o ingresso para vir, mas fui internada. Quando vi que não conseguiria ir, foi uma tristeza. Minha história com a Micarê vem desde a adolescência, antes mesmo de ser um evento fechado. Quando voltou a acontecer em Brasília, passei a vir todos os anos. Sou apaixonada”, contou Diana.
Segundo relato publicado por ela, profissionais do hospital também disponibilizaram uma ambulância equipada para garantir o deslocamento com segurança até o festival.
1 de 5Imagem cedida ao Metrópoles
2 de 5Imagem cedida ao Metrópoles
3 de 5Imagem cedida ao Metrópoles
4 de 5Imagem cedida ao Metrópoles
5 de 5Imagem cedida ao Metrópoles
A iniciativa veio após uma reunião entre a equipe de saúde e a família, quando também foi confirmado o diagnóstico de um câncer agressivo que também atinge os rins e a bexiga.
Sem possibilidade de cirurgia no momento, a paciente aguarda a definição do tratamento oncológico. Enquanto isso, segue internada realizando procedimentos para estabilizar o quadro, como a nefrostomia e a colocação de cateter duplo.
“É um momento indescritível. Não tem nem como agradecer, só vou curtir”, disse a paciente sobre a ida ao festival.
Apesar da gravidade da doença, a mensagem compartilhada por ela é de força e otimismo. “Virão tempos de luta, mas a glória será alcançada porque eu acredito e Deus está no comando”, escreveu.
Ela também pediu orações, mas reforçou que não quer ser vista com tristeza. “Quero alegria, amor e amizade. Com vocês, sou mais forte”, afirmou.
Durante patrulhamento tático, a equipe identificou um homem com características semelhantes às registradas em imagens de câmeras de segurança já divulgadas, relacionadas a uma invasão de imóvel ocorrida dias antes na região.
Na abordagem, o suspeito foi entrevistado e admitiu espontaneamente participação no crime, detalhando a dinâmica da ação.
Diante dos indícios, ele foi encaminhado à delegacia da área para os procedimentos legais. Foi constatado que ele possui diversas passagens criminais, incluindo furto, falsidade ideológica, roubo, furto em interior de veículos, roubo a transeunte e furto em residência — crime pelo qual já havia sido preso anteriormente por duas vezes.
Também foi verificado que o suspeito estava em prisão domiciliar desde o dia 30 de março deste ano.
Embora não estivesse em flagrante, a autoridade policial iniciou o registro da ocorrência e a coleta de depoimento, visando à adoção das medidas judiciais cabíveis. Após prestar depoimento na delegacia, ele foi liberado.
Entenda o caso
Na madrugada da última quarta-feira (29/4), moradores da quadra 403 Sul viveram momentos de tensão após um furto que, por pouco, não terminou em tragédia.
Um homem invadiu um apartamento em um bloco residencial após escalar o prédio e acessar o imóvel por uma janela do quarto, cuja tela de proteção foi cortada. O criminoso fugiu do prédio descendo as escadas completamente pelado. O suspeito chegou a ser filmado pelas câmeras de segurança do edifício.
Dentro do apartamento estavam duas irmãs, de 23 e 43 anos, que dormiam sem imaginar o risco que corriam. Segundo as primeiras informações apuradas pela coluna, o criminoso entrou pela janela de um dos quartos voltado para os fundos do prédio e passou a circular livremente pelos cômodos, permanecendo no local por mais de uma hora — tempo suficiente para vasculhar os ambientes e cometer diversos furtos.
O suspeito chegou ao prédio por volta de 1h50 e deixou o local apenas às 3h11. Durante esse período, furtou um celular, um notebook e algumas bijuterias, além de R$ 40.
Ele também foi até a cozinha, abriu a geladeira e consumiu alimentos e bebidas. Também deixou vários produtos jogados no chão antes de fugir, entre eles refrigerantes, cerveja sem álcool e até uma lata de leite condensado já aberta.
A situação ganhou contornos ainda mais alarmantes quando o homem entrou em um dos quartos onde uma das moradoras dormia. De acordo com o relato, ele já estava sem roupas e chegou a puxar o cobertor da vítima. Assustada, a mulher gritou, o que fez o criminoso fugir imediatamente, ainda nu, pela porta do apartamento.
Imagens das câmeras de segurança do prédio flagraram o momento da fuga (veja vídeo acima). O suspeito aparece completamente nu no hall de entrada e, em seguida, começa a se vestir antes de deixar o local. As imagens agora são peça-chave para a investigação.
Policiais civis da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) investigam um caso de estelionato envolvendo uma clínica de estética e emagrecimento. O proprietário do estabelecimento registrou Boletim de Ocorrência na última terça-feira (28/4), relatando que uma mulher iniciou tratamento no local e realizou pagamentos por meio de comprovantes falsos de Pix. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 10 mil.
Segundo o dono da clínica, a paciente – que é servidora pública e trabalha como assessora da administração regional do Arapoanga (DF) – começou os procedimentos em 17 de fevereiro com foco em emagrecimento. Inicialmente, passou por acompanhamento nutricional e, posteriormente, evoluiu para tratamentos com tirzepatida e outros procedimentos estéticos.
“Deixamos ela linda e maravilhosa”
Nas redes sociais, o dono da clínica gravou um vídeo comentando o ocorrido: “Hoje, tivemos uma paciente presa dentro da clínica, porque aplicou um golpe via Pix contra nós. Era uma paciente com a qual tivemos um resultado de quase 13 quilos a menos. Deixamos ela linda e maravilhosa e descobrimos que ela nos deu um golpe.”
O comerciante informou que os pagamentos eram enviados via WhatsApp, com comprovantes que apresentavam datas e horários inconsistentes. A fraude só foi identificada em abril, durante a conferência dos extratos bancários da clínica.
A mulher foi detida e levada para a delegacia. De acordo com o registro policial, ela admitiu ter realizado os procedimentos e confessou ter editado os comprovantes de pagamento em um aplicativo de edição de imagens. Ainda segundo o documento, a paciente afirmou que “se arrepende profundamente de suas ações e expressou o desejo de ressarcir a pessoa prejudicada”.
A coluna Na Mira tenta localizar a defesa da investigada. O espaço segue aberto para manifestações.
Pesquisa da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) identificou que 75% da população prisional da capital não recebe o atendimento médico de modo continuado pelas equipes de saúde.
Segundo o estudo, em março de 2026, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do sistema prisional, apresentavam déficit de pessoal, incluindo o posto responsável por atender o Complexo Penitenciário da Papuda.
Em março de 2026, as UBSs do sistema penitenciário tinham 134 servidores com carga horária semanal total de 4.814 horas. No entanto, os parâmetros de dimensionamento da Secretaria de Saúde (SES-DF) apontam que seriam necessárias 5.664,4 horas para atendimento das demandas.
O sistema prisional tem nove UBSs. A pesquisa indicou déficit de profissionais de saúde em todas as categorias da saúde, como, por exemplo, enfermeiros, assistentes sociais, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.
Em algumas unidades, a ausência é ainda mais crítica. Muitas UBSs funcionam sem assistente social, psicólogo ou cirurgião-dentista.
Doenças contagiosas agravadas com superlotação
O estudo também diagnosticou 10 doenças infectocontagiosas entre os presos. A lista de doenças inclui: tuberculose, dengue, HIV, Aids, hepatite viral, gripe, candidíase na pele e sífilis.
A superlotação das unidades prisionais favorece a transmissão desse tipo de doenças, seja por contato direto entre pessoas, seja por via sexual.
Com base nos dados públicos disponíveis, não é possível determinar se as doenças apontadas foram transmitidas no ambiente prisional ou contraídas antes do ingresso no sistema.
Crise no sistema prisional
Além da fragilidade do sistema de saúde, o sistema prisional enfrenta uma crise estrutural. Policiais penais deflagraram uma mobilização e grande parte dos policiais entregou os cargos de chefia. Com isso, as visitas das famílias e o transporte de presos, inclusive para atendimento médico, estão prejudicados.
Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF, deputado distrital Fábio Felix (PSol), a situação revela um quadro grave na assistência à saúde dentro do sistema prisional do DF.
“Cerca de 75% das pessoas privadas de liberdade não têm recebido atendimento continuado pelas equipes de saúde, o que fragiliza o monitoramento clínico, a prevenção de agravos e o cuidado longitudinal”, alertou.
Para o parlamentar, o levantamento aponta déficit generalizado de profissionais, baixa continuidade do cuidado e presença de agravos infectocontagiosos em um contexto de superlotação.
Superlotação e falta de profissionais
A situação sanitária também é afetada pela superlotação. O sistema prisional do DF registra déficit crítico de 5.782 vagas, com unidades que alcançam ocupação de até 256%.
“O estudo conclui que a combinação entre superlotação, escassez de profissionais e descontinuidade assistencial impõe limites objetivos ao cumprimento do direito à saúde das pessoas privadas de liberdade”, afirma o presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF. Ele alerta que a saúde no sistema prisional do DF exige resposta institucional imediata.
Equipes complementares
A Secretaria de Saúde informou que o sistema de saúde prisional do DF está estruturado conforme os parâmetros estabelecidos por portaria do Ministério da Saúde (GM/MS nº 2.298/2021).
A pasta informa que as equipes de saúde prisional são organizadas conforme o porte da população carcerária, incluindo equipes ampliadas e complementares.
“O DF adotou equipes complementares psicossociais em todas as unidades, o que demonstra a ampliação da cobertura assistencial para além dos parâmetros mínimos”, argumentou a pasta.
A pasta destacou ainda que existem 24 equipes de saúde prisional.
“A SES/DF destaca que a cobertura das equipes, considerando os critérios do Ministério da Saúde, é de 100% em relação ao porte populacional das unidades com exceção pontual de déficit de uma equipe complementar psicossocial na unidade do Centro de Detenção Provisória (CDP)”, completou a secretaria.
De acordo com a pasta, foram realizados mais de 13 mil atendimentos individuais, 344 atividades coletivas e cerca de 34 mil procedimentos de saúde apenas nos meses de janeiro e fevereiro de 2026.
A Secretaria de Saúde informou que segue monitorando o dimensionamento das equipes e já adotou providências para recomposição do quadro de profissionais em áreas específicas, como a assistência farmacêutica.
Prevenção de riscos
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) também se manifestou diante da crise, informando que tem adotado medidas para reduzir os impactos sobre o funcionamento do sistema. Entre as ações, citou o remanejamento temporário de policiais penais da área administrativa para o regime de plantão.
Sobre as visitas presenciais nas unidades prisionais, a secretaria garantiu que tem atuado na prevenção de riscos. Segundo a pasta, as visitas serão remarcadas assim que a situação de saúde esteja normalizada.
“A Secretaria vem implementando ações voltadas à mitigação de fragilidades que possam evoluir para situações de crise com atenção especial à segurança das unidades prisionais”, assegurou a pasta.
As recentes mortes em acidentes de trânsito na BR-020 abrem uma discussão sobre a segurança de quem trafega pela via. Segundo o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), somente nos três primeiros meses de 2026, nove pessoas perderam a vida em acidentes no local — número que triplicou em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados três óbitos.
Os dados também apontam um crescimento na quantidade de acidentes fatais na via: de três, em 2025, o número passou para oito neste ano. De acordo com o Detran-DF, a BR-020 é a única rodovia que registrou aumento tanto na quantidade de acidentes, quanto no número de mortes.
Acidente trágico
O crescimento exponencial em 2026 pode ser creditado ao trágico acidente ocorrido na via, em fevereiro último, quando uma van com 13 pessoas e um caminhão colidiram de frente. O acidente resultou na morte de oito pessoas, cinco delas pertenciam à mesma família.
Outros sinistros também contribuíram para o aumento nas estatísticas. Um outro caso foi de um motociclista de 50 anos que morreu após se envolver em uma colisão com um carro. O acidente ocorreu no trecho da BR-020 próximo ao bairro DVO, em Planaltina (DF).
1 de 3
Acidente na BR-020 deixou oito mortos nesta terça-feira (21/4) na BR-020
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
2 de 3
Um motociclista morreu, em fevereiro, na BR-020
Divulgação/CBMDF
3 de 3
Dias antes, na mesma via, cinco pessoas que estavam em uma van também morreram em um acidente com um caminhão
Lara Abreu/Arte Metrópoles
Alta velocidade e riscos aos pedestres
Especialistas ouvidos pelo Metrópoles apontaram, principalmente, o conflito de interesses de condutores como uma das principais causas dos acidentes na BR-020.
Líder do grupo de pesquisa em segurança viária (GPSV) da Universidade de Brasília (UnB), Michelle Andrade, pontuou que a sobreposição de diferentes padrões de circulação viária contribui para a elevada taxa de sinistros observada na rodovia que corta o DF.
“Por lá , convivem simultaneamente o tráfego local, associado aos deslocamentos urbanos e regionais, e o tráfego de passagem, composto por viagens de média e longa distância”, ressaltou.
Segundo ela, o elevado volume de veículos, somado à fatores como velocidade e comportamentos dos motoristas, torna a operação da rodovia mais complexa.
“Essa combinação aumenta os pontos de conflito, reduz a previsibilidade das manobras e eleva a exposição ao risco para todos os usuários da via”, avaliou.
O especialista em segurança viária e vice-presidente do Conselho de Trânsito do DF, Arthur Magalhães, aponta que a BR-020 é a rodovia federal com a maior quilometragem dentro do DF. Ele também observa que há riscos para os pedestres que passam pelo local.
“Por mais que tenham sido edificadas passarelas em alguns pontos, o pedestre, infelizmente, busca sempre o caminho mais curto, ocasionando em atropelamentos”, pontuou.
Na opinião do especialista, as tentativas para solucionar o problema passam por estratégias e ações de engenharia de tráfego.
“Seja com redutores de velocidade ou com fiscalização, também é preciso educar condutores e pedestres. Muitas pessoas que moram nas regiões às margens da BR-020 precisam adotar comportamentos de segurança para o deslocamento em uma rodovia alta velocidade. Nesses casos, a atenção e o cuidado devem ser muito maiores”, reforçou.
Duplicação
Em nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela gestão da BR-020, informou que as obras de duplicação de 12 km da via estão em execução. As obras contemplam a travessia urbana de Formosa (GO) — município do Entorno do DF em que ocorreu a tragédia mais recente, matando oito pessoas — além da construção de viadutos na rodovia.
Ainda segundo o órgão, o projeto para a duplicação do trecho que liga Formosa ao distrito de Bezerra está em fase final de elaboração. O objetivo é garantir a melhoria contínua da segurança viária na BR-020.
O DNIT reiterou ainda que realizou, no segundo semestre de 2025, ações educativas com os motoristas da rodovia, abordando dicas de segurança e o uso da faixa de domínio, entre outros temas.
“Além disso, a autarquia orienta os usuários continuamente no posto de pesagem localizado em Formosa, por meio de seus agentes de trânsito”, pontuou a nota.
A autarquia também recomendou aos motoristas que, ao trafegarem na BR-020 e em outras rodovias, adotem as seguintes precauções:
Não ultrapassar em faixa contínua
Obedecer à sinalização e à velocidade permitida na via
Não dirigir sob cansaço ou sono, fazendo pausas para descanso
A chamada Lua Cheia das Flores encantou moradores de Brasília neste sábado (2/5). O fenômeno pôde ser observado logo no início da noite, quando a lua cheia surgiu no horizonte com um tom alaranjado intenso, criando um contraste com o céu escuro da capital.
Registro do Metrópoles, feito na Esplanada dos Ministérios, mostra o satélite natural apareceu próximo à Catedral Metropolitana de Brasília.
Veja imagens:
1 de 3KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
2 de 3KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
3 de 3KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
A coloração surge por conta da dispersão da luz na atmosfera terrestre quando o satélite aparece baixo. O evento marca a primeira lua cheia do mês e antecede outro evento raro: uma segunda lua cheia em maio, chamada de Lua Azul, prevista para o dia 31/5.
Por que Lua das Flores?
O termo Lua Cheia das Flores é a tradução de “Flower Moon”, nome dado pelos indígenas Comanche, nativos dos Estados Unidos, à lua cheia de maio. O nome é uma referência ao período de florescimento da primavera no Hemisfério Norte.
Como será uma microlua neste ano, na prática, ela pode parecer um pouco menor e menos brilhante do que o habitual, embora a diferença seja sutil a olho nu.
A nomenclatura reflete a relação entre os ciclos naturais e a observação do céu utilizada por esses grupos indígenas.
Outros povos indígenas variam em como se referem ao satélite nesta época do ano. Entre as variações de nomes, o fenômeno também é chamado de “Lua Rosa”, apelido simbólico em referência às flores flox, nativas dos Estados Unidos, que começam a desabrochar com o início da primavera.
Povos como Creek e Choctaw associam o período à “Lua da amora”, em referência ao amadurecimento do fruto.
Manifestantes de esquerda trocaram chutes, socos e xingamentos com um grupo de manifestantes da oposição, durante a manifestação da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF), nessa sexta-feira (1°/5), em Brasília. As agressões aconteceram após supostas provocações feitas pelos manifestantes de direita, que chegaram ao local com um boneco de papelão do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).
Veja:
Os vídeos divulgados em perfis nas redes sociais mostram os apoiadores do ex-presidente se posicionando com a figura de Bolsonaro, embrulhada com uma bandeira do Brasil, na via oposta do Eixão Sul, onde ocorria a manifestação.
O grupo, então, ficou parado próximo a uma equipe de militares da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) que realizava a segurança do ato.
Ao notarem a presença da oposição, os manifestantes começaram a bater boca com os apoiadores do ex-presidente. Em certo momento, os bolsonaristas começaram a provocar e chamar os integrantes do ato para se aproximarem deles.
Em virtude disso, uma confusão generalizada se iniciou. Um dos manifestantes de direita foi escorraçado com chutes e socos, enquanto tentava se afastar dos outros manifestantes.
Com a escalada da confusão, os militares tiveram que intervir e conter os manifestantes de direita para dentro da viatura.
Nesse momento, enquanto eles estavam sendo preparados para ser escoltados para fora do local, manifestantes da esquerda começaram a proferira gritos, como: “Sem anistia” e “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*”.
Somado a isso, os manifestantes de esquerda ainda pegaram a figura de papelão de Bolsonaro e rasgaram sob gritos de comemoração, que se estendeu com a saída dos apoiadores do ex-presidente com cantos, como: “Olê, olê, olá, Lula”.
O nome curioso guarda um perigo silencioso à população: duas voçorocas têm crescido às margens das BRs 020 e 040, importantes rodovias que cruzam o Distrito Federal de Norte a Sul.
O problema é discreto e pode até ser desconhecido. Quem passa pela BR-040 sentido Plano Piloto, por exemplo, talvez nem se dê conta que uma enorme cratera se formou há anos na lateral da pista e segue aberta até hoje. Para ter a real dimensão da gravidade, é necessário ter acesso a imagens aéreas, como as feitas pelo Metrópoles na última terça-feira (28/4) e anexas ao longo desta reportagem.
Valparaíso (GO)
A voçoroca em Valparaíso (GO) está localizada sentido Plano Piloto, ao lado do Brasil Center Shopping, próximo à passarela amarela que liga os bairros Valparaíso I e II. A cratera tem cerca de 500 metros de comprimento e 20 de profundidade.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Goiás (Semad-GO) estima que a voçoroca se formou há cerca de 20 anos. Recentemente, o buraco foi cercado com grades de metal e parcialmente tampado com pedras para evitar o agravamento da erosão.
1 de 11
Duas voçorocas têm crescido às margens das BRs 020 e 040
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
2 de 11
A da BR-040 fica em Valparaíso de Goiás (GO), próximo a um shopping
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
3 de 11
Voçoroca está localizada sentido Plano Piloto
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
4 de 11
Atualmente, quem passa pela rodovia vê apenas o cercado
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
5 de 11
Problema é discreto e pode até ser desconhecido
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
6 de 11
Imagens do alto, no entanto, dão real dimensão da cratera
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
7 de 11
Voçoroca tem 20 metros de profundidade e 500 metros de altura
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
8 de 11
Em meados de 2025, Prefeitura de Valparaíso fez contenção emergencial
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
9 de 11
Instalação de pedras, no entanto, não corrige o problema por completo
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
10 de 11
Segundo o Dnit, projeto para restauração do solo já está aprovado
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
11 de 11
Não há, contudo, datas para realização
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
Sobradinho
Se em Valparaíso a cratera não ameaça casas e prédios, a voçoroca em Sobradinho nasceu ao lado de um residencial próximo à cabeceira do Ribeirão Sobradinho. As imagens abaixo mostram a cratera e, ao fundo, os imóveis do Condomínio Alto da Boa Vista.
Segundo moradores, o problema nasceu em 2013. Em 2020, a voçoroca já possuía cerca de 10 metros de profundidade. Atualmente, há casas a 22 metros da cratera, estima o síndico Tony Pimentel. O residencial, ainda segundo Pimentel, tem aproximadamente 10 mil moradores.
“Famílias vivem hoje a cerca de 22 metros da voçoroca, em situação real de risco, convivendo com insegurança e medo sem que haja resposta do poder público”, afirma.
1 de 8
Cratera em Sobradinho fica ao lado do Alto da Boa Vista
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
2 de 8
Casas ficam a 22 metros da voçoroca
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
3 de 8
Problema teve início em 2013 e persiste até hoje
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
4 de 8
Em 2020, a voçoroca já tinha 10 metros de profundidade
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
5 de 8
Ibram considerou desnecessária criação de grupo de trabalho para correção da voçoroca
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
6 de 8
Órgão entende que o problema é do condomínio
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
7 de 8
Imagens feitas pelo Metrópoles mostram a proximidade da cratera com as casas
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
8 de 8
Cratera também fica às margens da BR-020. Especialista explica se há perigo
Luis Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
O que é voçoroca
Voçorocas são grandes erosões, geralmente causadas pela água da chuva. De acordo com a Defesa Civil do DF, a construção excessiva de calçadas e asfalto impede a infiltração natural da água no solo, gerando um escoamento para outras partes e resultando nas crateras.
Além disso, a falta de infraestrutura para captação de águas pluviais, o desmatamento às margens de rios e riachos, o acúmulo de lixo e a ocupação desordenada de terrenos próximo a áreas frágeis aumentam as chances da criação de voçorocas. A Defesa Civil diz ainda que o solo do Cerrado é naturalmente propenso a erosões.
O professor e mestre em Planejamento e Gestão Ambiental Raimundo Pereira Barbosa dá mais detalhes sobre o fenômeno.
“Voçoroca é um estágio avançado da erosão, transformando-se em uma cratera profunda e larga, o que aumenta o carreamento de sedimentos”, detalha. O especialista confirma ainda que a cratera pode atingir dezenas de metros solo abaixo e alcançar o lençol freático.
“As erosões representam perigo real à população, podendo empobrecer o solo, obstruir rios destruir estradas e até mesmo engolir casas, edifícios e outras construções.”
Perigo às casas e rodovias
O mestre Raimundo Barbosa, que também é especialista em Avaliação de Risco Ambiental, alerta que a voçoroca da BR-040 pode, sim, alcançar a rodovia e causar uma interdição forçada. No caso de Sobradinho, o perigo é em relação às moradias.
“A erosão da BR-040 está bem próxima à rodovia e pode destrui-la naquele trecho se não forem tomadas providências para contenção. A voçoroca de Sobradinho também evolui a cada período chuvoso e pode derrubar a cerca e as casas do Condomínio Alto da Boa Vista”, adverte o profissional.
Na visão do especialista, ambas as voçorocas fugiram do controle, não cabendo mais ações preventivas. “Agora, as autoridades têm que mitigar esse processo fazendo obras de engenharia para resolver definitivamente o problema que já se criou”.
Para evitar que novas voçorocas de dimensões elevadas como as das BRs 020 e 040 surjam nos solos do DF e Entorno, os órgãos competentes precisam, no mesmo grau de atenção, gerir o escoamento das águas da chuva e fiscalizar ativamente pontos onde se iniciam pequenas erosões.
“Para conter erosões e voçorocas, as autoridades devem fazer a gestão do escoamento das águas da chuva, construindo a infraestrutura para escoamento de águas pluviais e melhorando a drenagem urbana”, recomenda Raimundo Barbosa. “Também é preciso fazer fiscalização ativa pra detectar os pontos onde se iniciam esses processos erosivos”.
A Secretaria do Entorno no DF (Seent-DF) visitou o local em 13 de abril deste ano, viu de perto as voçorocas e incentivou o prefeito de Alexânia, Warley Gouveia, a apontar o cenário emergencial do município por meio de um relatório.
1 de 3
Vistoria em Alexânia (GO) foi realizada em 14 de abril
Divulgação
2 de 3
Um dia antes, prefeito decretou situação de emergência
Divulgação
3 de 3
Visita técnica da Secretaria do Entorno do DF em Alexânia (GO)
Divulgação
Respostas
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão federal responsável pelo trecho da BR-040 próximo à voçoroca em Valparaíso (GO), informou ao Metrópoles que há um projeto de recuperação da erosão já aprovado. A próxima fase é de licitação para contratação de empresa responsável pela obra. O governo federal deve gastar R$ 9 milhões com a intervenção.
O Dnit não deu detalhes do projeto aprovado e não estimou quando a fase de licitação deve ser iniciada.
Em julho de 2025, a Prefeitura de Valparaíso anunciou que faria uma intervenção emergencial no local, em parceria com o próprio Dnit. A ação consistiu na alocação das pedras e na instalação do cercado, como mostram as imagens feitas pelo Metrópoles nessa semana, o que não elimina o problema.
No caso de Sobradinho, os moradores do Alto da Boa Vista travam uma batalha com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram). O órgão considera que o condomínio é o causador da voçoroca e precisa ser responsabilizado formalmente, conforme indica ofício assinado pelo presidente Valterson da Silva em 15 de abril deste ano.
O referido ofício responde a Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF) quanto à solicitação de uma reunião para criar de um grupo de trabalho voltado à correção da voçoroca às margens do residencial. No documento, o presidente do Ibram menciona que o condomínio “foi reconhecido como responsável pelo dano ambiental” e, por isso, não haveria necessidade de elaboração de uma equipe institucional para trabalhar.
Portanto, na visão do Ibram, é o próprio condomínio quem tem de promover obra na voçoroca.
Ofício do Ibram assinado em 15 de abril deste ano
O síndico do Condomínio Alto da Boa Vista (CABV), Tony Pimentel, contesta a postura do Ibram. “O CABV possui sistema estruturado de drenagem, com galerias pluviais e 10 bacias de contenção, que amortecem o escoamento de águas. O lançamento ocorre de forma controlada e em nível inferior ao ponto de erosão, inexistindo nexo causal com a voçoroca“, pontua.
‘Tenta-se transferir ao cidadão — neste caso, aos moradores do condomínio — uma responsabilidade que, em grande medida, é consequência direta da ausência de planejamento e execução de infraestrutura pública adequada.”
A reportagem buscou contato com o órgão para confirmar o posicionamento e buscar declarações quanto ao contraponto feito pelo síndico do Condomínio Alto da Boa Vista. O espaço segue aberto para manifestações.