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GO: síndico que matou corretora em emboscada pode ir a júri popular


GoiâniaPreso acusado de matar e ocultar o corpo da corretora de imóveis Daiane Alves, o síndico Cléber Rosa de Oliveira pode ser levado a júri popular. Nessa quarta-feira (6/5) ele passou pela primeira fase da audiência de instrução, que teve duração de quase 6 horas, e que baseia a decisão da Justiça.

O rito processual, que busca confirmar os indícios de autoria e materialidade do crime, terá continuidade em julho, quando a magistrada deverá proferir a sentença de pronúncia sobre o julgamento do réu.


Emboscada contra corretora

  • O crime aconteceu em 17 de dezembro de 2025, em Caldas Novas (GO), quando Daiane desapareceu após descer ao subsolo do condomínio onde morava e trabalhava.
  • Conforme as investigações, segundo o processo, a corretora foi atraída para uma emboscada, ao ter energia de seu apartamento cortada propositalmente para que ela fosse ao encontro do agressor.
  • A motivação, conforme o inquérito policial, foi uma desavença profissional. Daiane havia assumido a gestão de diversos apartamentos que antes eram administrados pelo síndico, o que gerou uma disputa comercial no setor imobiliário local.
  • Ela foi assassinada com disparos de uma pistola calibre .380, em uma região de mata, às margens da GO-213, onde o corpo foi ocultado por cerca de 40 dias.
  • O síndico confessou o crime no dia 28 de janeiro.

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Júri popular

A sessão de instrução e julgamento de Cléber começou por volta das 13h30 e se estendeu até depois das 19h. Durante a tarde, a juíza responsável ouviu as 13 testemunhas de acusação, que detalharam as circunstâncias que envolveram o desaparecimento e a morte da corretora de imóveis.

Nesta fase do processo, a magistrada avalia se as provas apresentadas pelo Ministério Público são sólidas o suficiente para que ele seja julgado pelo Tribunal do Júri, formado por sete cidadãos comuns.

Contudo, o desfecho do rito terá ainda uma segunda etapa da audiência de instrução já foi agendada para o mês de julho, ainda sem data específica divulgada. Nesta nova fase, deverão ser concluídas as oitivas restantes e o interrogatório do réu.

Cléber Rosa de Oliveira responde pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Caso a juíza decida pela “pronúncia”, ele será oficialmente encaminhado ao banco dos réus para enfrentar o veredito popular.

O síndico Cléber Rosa de Oliveira, acusado de matar e ocultar o corpo da corretora Daiane Alves, passou nesta quarta-feira (6/5) pela primeira fase da audiência de instrução, onde a Justiça decidirá se ele será levado a júri popular. Durante a sessão, que durou mais de cinco horas em Caldas Novas, 13 testemunhas foram ouvidas, todas arroladas pela acusação.

Caso Daiane

O caso do desaparecimento e morte de Daiane gerou repercussão nacional. A investigação avançou após o síndico confessar o crime e indicar o local onde havia ocultado os restos mortais, em uma área de mata.

Outro ponto crucial para a perícia técnica foi a localização do celular da vítima, encontrado dentro da caixa de esgoto do condomínio. No aparelho, a polícia conseguiu encontrar vídeos recuperados que registraram o momento do ataque contra Daiane, servindo como prova material contundente contra o acusado.

Na época do crime, o filho do síndico, Maicon Douglas, também chegou a ser detido sob suspeita de envolvimento, mas foi solto pouco tempo depois por falta de indícios que justificassem a manutenção da prisão. Atualmente, Cléber permanece em prisão preventiva, uma vez que a Justiça de Caldas Novas rejeitou os pedidos de liberdade da defesa, citando a gravidade da conduta.



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PF prende suspeita de esquema de migração ilegal para os EUA


A sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), foi presa preventivamente nesta quinta-feira (7/5), em Goiânia (GO), no âmbito da Operação Travessia, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O governador e a esposa dele, Iara Netto Vilela, não são alvos da investigação.

Maria Helena de Sousa Netto Costa é suspeita de chefiar um dos cinco grupos investigados pela PF por promover migração ilegal de brasileiros para os EUA.

As organizações criminosas são acusadas de movimentar R$ 240 milhões entre 2018 e 2023. O grupo liderado por Maria Helena teria movimentado R$ 45 milhões no período. Para mascarar o esquema e a origem ilícita do dinheiro, a investigação aponta que eram utilizadas empresas de fachada.

De acordo com a Polícia Federal, a rede criminosa teria sido articulada em meados dos anos 2000. Apesar de cada grupo possuir estrutura própria e independente, a PF afirma que as organizações tinham a “mesma dinâmica transnacional” voltada à migração irregular.

“As diligências também revelaram que os grupos atuavam de forma estruturada, organizando toda a logística da viagem, desde a saída do Brasil por via aérea até a passagem por países da América Central, especialmente México e Panamá, culminando na travessia irregular da fronteira terrestre em direção aos Estados Unidos”, concluiu a PF.

Mais de 600 vítimas, diz PF

As apurações apontam que ao menos 477 brasileiros entraram ilegalmente nos EUA com apoio dos grupos investigados. A polícia acredita, no entanto, que o número de vítimas pode ultrapassar 600 pessoas.

Os grupos ainda contavam com integrantes em outros estados e também no exterior, responsáveis por apoio logístico, recepção de migrantes e intermediação financeira das operações.

Além de Maria Helena, outras três pessoas foram presas em Goiânia por suspeita de envolvimento. A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e sete de prisão preventiva nos estados de Goiás e Amapá.

Dois investigados tiveram os nomes incluídos na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

Governador de Goiás se manifestou sobre o caso

Em nota, o governador de Goiás negou qualquer relação com o caso.

“O caso envolvendo a senhora Maria Helena de Souza Costa não tem absolutamente nenhuma relação com o governador Daniel Vilela e com sua mulher, Iara Netto Vilela. São fatos investigados desde meados dos anos 2000, segundo divulgou a própria Polícia Federal, e não envolvem em nenhum momento o governador ou o governo de Goiás”, afirmou.



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Dino pede vista e suspende julgamento dos royalties do petróleo no STF


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista nesta quinta-feira (7/5) e suspendeu o julgamento que pode mudar a divisão de cifras bilionárias dos royalties do petróleo no Brasil.

Dino pediu mais tempo para analisar o caso depois de a relatora, ministra Cármen Lúcia, votar pela derrubada de trechos de uma lei de 2012 que privilegia estados e municípios não produtores na distribuição dos royalties.

O ministro afirmou que, apesar de acompanhar a discussão por mais de uma década, não se sentia confortável de votar na “penumbra”.

O Supremo analisa uma lei aprovada pelo Congresso em 2012 que reduz a fatia dos royalties destinada aos produtores e amplia os repasses ao restante do país. A mudança foi aprovada, mas a aplicação está suspensa desde março de 2013, quando Cármen Lúcia concedeu uma liminar para suspender a nova divisão.

A disputa, que se arrasta há 13 anos, coloca de um lado estados e municípios produtores, que temem perdas bilionárias e impacto nas contas públicas, e do outro governos que defendem uma redistribuição mais ampla e igualitária dos recursos.

Em jogo, está o destino de cifras bilionárias pagas por empresas para compensar a exploração de petróleo no país. Apenas em 2025, esse repasse para o governo federal, estados e municípios chegou a R$ 62,2 bilhões. O montante deve crescer neste ano e nos próximos, impulsionado pela possível exploração na Margem Equatorial.

Pelo regimento interno do Supremo, Flávio Dino poderá “segurar” o processo por até 90 dias. Ele não deu qualquer sinalização de quando pretende devolver o caso à pauta do STF.

O voto da relatora

A ministra Cármen Lúcia foi a única a votar nesta quinta. Ela afirmou que as mudanças aprovadas pelo Congresso alteraram o “figurino” estabelecido pela Constituição sobre o direito originário aos royalties.

“Não se tratam apenas de percentuais. Alterou titularidade, e a titularidade está posta pelo constituinte”, disse.

A magistrada também disse não ter dúvida de que os prejuízos pela exploração “se concentram nas regiões de exploração”.

“Os percentuais devidos à União, aos estados e municípios produtores — em todos os cenários de exploração — sempre foram significativamente maiores que os não produtores justamente pela natureza compensatória no sentido previsto pela pela Constituição”, declarou Cármen.

Representantes do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo — os maiores produtores do país — argumentaram que a Constituição prevê os royalties justamente como uma compensação pelos impactos econômicos, sociais e ambientais nos locais de exploração. A Advocacia-Geral da União (AGU) também compartilhou da mesma tese, defendendo que a redistribuição aprovada pelo Congresso é inconstitucional.

Procuradores de estados não produtores e advogados de associações municipais afirmaram, por outro lado, que a compensação pela exploração do petróleo pertence à União e deve ser distribuída de forma mais equilibrada entre os membros da federação.


O que diz a lei aprovada em 2012

  • Como é hoje (com a liminar de Cármen Lúcia): a maior fatia fica com quem produz. Estados e municípios produtores recebem 26,5% cada um. Já os fundos destinados a estados e municípios não produtores ficam com apenas 8,75% dos recursos.
  • O que propõe a lei de 2012 (regra inicial): a arrecadação dos produtores encolhe (cai para 20% aos estados e 17% aos municípios). Em contrapartida, o repasse para os fundos dos não produtores salta para 40%.
  • Como fica após a transição de seis anos: no fim do período de adaptação previsto pela lei, os repasses aos municípios produtores despencariam para apenas 4%. Já as regiões não produtoras passariam a concentrar 54% de toda a verba.
  • Como fica a fatia da União: cairia de 30% para 20% dos royalties. Nas participações especiais, a queda seria de 50% para 46%.

O Rio de Janeiro é o estado mais ameaçado por uma eventual mudança na partilha dos royalties. Maior produtor do país, o Rio concentra cerca de 84% dos royalties destinados aos estados.

O governo fluminense fala em um colapso das contas públicas com uma eventual alteração na compensação do petróleo. A estimativa é de uma perda anual de R$ 9 bilhões para os cofres do estado e de R$ 13 bilhões para as prefeituras.

São Paulo também projeta perdas, estimadas em R$ 2,5 bilhões ao ano, e um risco para o plano de refinanciamento da dívida paulista com a União.

A União também tem interesse direto no caso, já que também pode perder receita. Pela lei em discussão no STF, a participação nos royalties cairia de 30% para 20%, e nas participações especiais, de 50% para 46%.

No voto desta quinta, a ministra Cármen Lúcia afirmou que o artigo da Constituição que trata dos objetivos da República não pode ser interpretado como um mandamento para a distribuição obrigatória e igualitária de recursos obtidos pela exploração do petróleo.

“Tenho para mim que não pode ser entendido, não pode ser interpretado, como uma distribuição obrigatória igualitária e exata dos recursos — incluídos os recursos naturais nacionais — notadamente pela peculiaridade dos entes confrontantes que sofrem ônus ambientais, ônus administrativos, ônus financeiros das populações na exploração desses recursos”, declarou.

Cármen Lúcia também fez menção aos impactos financeiros que uma nova distribuição poderia causar nos estados produtores. Ela avaliou que uma eventual validação da lei pode levar a um “desequilíbrio federativo”.

“O direito das entidades federadas — União, estados e municípios — constitucionalmente assegurado decorre portanto de uma condição que foi eleita pelo constituinte originário, depois, no caso da União, pelo constituinte reformador e dos ônus que eles têm de suportar empreender pela sua condição geoeconômica, assumindo-se portanto ônus decorrentes dessa exploração. Daí, a garantia constitucional de que participam no resultado e compensam-se pela exploração”, disse.



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Balança comercial tem superávit de US$ 10,5 bilhões em abril


A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 10,5 bilhões em abril. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (7/5).

Houve uma aumento de 37,5% no superávit em relação ao mesmo período de 2025, que registrou saldo positivo de US$ 7,7 bilhões.

Em relação às importações, houve crescimento de 6,2% na comparação com o mesmo período de 2025, com US$ 23,6  bilhões em abril de 2026, frente aos US$  22,2 bilhões no mesmo mês ano anterior.

Já sobre as exportações a alta foi de 14,3%, chegando a US$ 34,1 bilhões em 2026, ante os US$  29,9 bilhões no mesmo período do ano passado.

A corrente de comércio, soma das importações e exportações, alcançou US$ 57,8 bilhões em abril, elevação de  10,8% com relação a 2025 (US$ 52,1 bilhões).

Exportações para os Estados Unidos

As exportações para os Estados Unidos recuaram 11,3% em abril. Os países vivem em um momento de tensão marcada pelo tarifaço imposto ao Brasil pelo presidente americano, Donald Trump.

Após negociação entre os países, alguns produtos tiveram a isenção das tarifas, mas as embarcações ainda não se recuperaram e continuam a ser afetadas.

As importações dos Estados Unidos recuaram 18,1% em abril e o montante ficou em US$ 3,10 bilhões.

Destaques das exportações em abril:

Agropecuária: US$ 9,2 bilhões (+16,1%);
Indústria Extrativa : US$ 8,3  bilhões (+17,9%);
Indústria de transformação: US$ 16,4 bilhões (+11,6%).

Em atualização.



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PM que ajudou patroa a torturar doméstica grávida se entrega à polícia


O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de ajudar a patroa Carolina Sthela a torturar uma doméstica, grávida de 19 anos, se entregou à polícia nesta quinta-feira (7/5). Michael se apresentou à polícia após Carolina ser presa no Piauí, onde tentava fugir da Justiça, segundo a Polícia Civil do Maranhão (PCMA).

De acordo com as investigações, a tortura ocorreu em 17 de abril, na casa da patroa, situada no município de Paço do Lumiar, na Grande São Luís (MA). Michael, que estava armado, participou da tortura ao segurar a doméstica ajoelhada, enquanto a patroa agredia e ameaçava a vítima.

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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante
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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante

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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante

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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante

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Segundo a polícia, Carolina arrastou a funcionária pelos cabelos, a agrediu com coronhadas e colocou uma arma na boca dela por desconfiar de que ela teria roubado uma joia
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Segundo a polícia, Carolina arrastou a funcionária pelos cabelos, a agrediu com coronhadas e colocou uma arma na boca dela por desconfiar de que ela teria roubado uma joia

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Hematomas das agressões sofridas por Samara
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Hematomas das agressões sofridas por Samara

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Conforme a PCMA, Carolina arrastou a funcionária pelos cabelos, agrediu a trabalhadora com coronhadas e colocou uma arma na boca da doméstica por desconfiar de que ela teria roubado uma joia. Segundo a patroa, o policial também teria colocado a arma na boca como forma de ameaça sob o pretexto de um suposto furto.

Presa no Piauí após decisão da Justiça, a patroa havia viajado ao estado para “cuidar do filho”, segundo a defesa. No entanto, a polícia trata o caso como tentativa de fuga diante do contexto da situação, uma vez que Carolina não estava em casa quando policiais cumpriram mandado de busca na casa dela, no Maranhão, nesta quinta.

Segundo a PCMA, após constatada a ausência da patroa em casa, foi realizado um trabalho de inteligência interestadual. Com as investigações, agentes descobriram que ela saiu de casa sentido ao Piauí. Assim, ela foi localizada em um carro, no trânsito e, posteriormente, presa.

Ela foi recambiada para São Luís, no Maranhão e será interrogada nas próximas horas. Michael não saiu do estado e se entregou à polícia nesta quinta.



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PEC da 6X1 abordará regra geral e PL trará outros casos, diz relator


O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da jornada de trabalho de seis dias trabalhos para um de descanso, deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), afirmou nesta quinta-feira (7/6) que uma regra geral deve ser tratada por PEC, e casos específicos de trabalho serão via Projeto de Lei (PL).

“A ideia não é minha, eu dou mérito e é do [ministro Luiz] Marinho. E eu concordo com o Marinho. Nós vamos tratar na PEC a regra geral. E os específicos a gente trata no projeto de lei. Eu acho que assim também a gente encontra um formato jurídico”, afirmou em entrevista a jornalistas na Paraíba.

O relator afirmou que a ideia de reduzir o teto para 40 horas semanais está “quase consensuada”, mas trouxe o exemplo da área de saúde em que a jornada é de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso. “A gente precisa a partir daí tratar as especificidades”, declarou.

Nessa quarta-feira (6/5), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu que, além da PEC, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), dê andamento a dois projetos de lei para tratar de regras específicas.

“A PEC tem tarefa e o PL também. Da PEC, a tarefa é determinar qual a jornada máxima que vai vigorar no país. Mas as especificidades têm papel no PL, então não faz sentido a PEC andar e os PLs continuarem parados”, disse o ministro.

O presidente da comissão, deputado federal Alencar Santana (PT-SP), também sinalizou ser a favor da tramitação do PL para estabelecer as regras posteriormente à aprovação da PEC.

“Os dois são extremamente importantes. De uma certa maneira, o PL vai regular a partir da mudança constitucional. Se vai ser concomitante, é uma hipótese, se vai ser um pouco depois, é uma hipótese. O que não pode é ser depois do prazo estabelecido na Constituição para garantia desse direito efetivo ao trabalhador”, declarou.



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STF tem maioria para manter deputado estadual Thiago Rangel preso


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta quinta-feira (7/5), para manter a prisão preventiva do deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ), suspeito de participação em fraudes ligadas à Educação do Rio de Janeiro.

Rangel foi preso nessa terça-feira (5/5), em operação da Polícia Federal que apura fraudes em contratos e compras da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o parlamentar estaria ligado a um núcleo que atuava no direcionamento de contratações dentro da pasta.

Nessa quarta, o ministro Alexandre de Moraes havia mantido a prisão preventiva do deputado e decidido barrar a possibilidade de a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realizar votação para autorizar ou negar a prisão do parlamentar.

Moraes foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin. Falta votarem a ministra Cármen Lúcia e o ministro Luiz Fux.

Afastou a possibilidade de a Alerj barrar a prisão

Na decisão, o relator, Moraes, ressalta que a prisão preventiva de Rangel deve ser mantida, “independentemente da manifestação da Assembleia Legislativa local”. O ministro afastou a possibilidade de aplicação do artigo 102, inciso 2º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, que dispõe que a prisão de um deputado estadual fluminense deve ser aprovada pela Alerj.

Moraes afirma que o STF reconhece a constitucionalidade de decisões de assembleias locais sobre medidas judiciais contra deputados estaduais, mas argumenta que este entendimento tem sido usado para garantir um “sistema de total impunidade” aos parlamentares.

“Efetiva e lamentavelmente, as Assembleias Legislativas de diversos estados têm utilizado o entendimento deste Supremo Tribunal Federal para garantir um sistema de total impunidade aos deputados estaduais, sendo que, em 13 prisões de parlamentares por infrações sem qualquer relação com o exercício do mandato parlamentar, 12 foram afastadas, sendo oito no Estado do Rio de Janeiro”, escreveu o ministro na decisão.

A ressalva de Moraes vem após o caso de Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Alerj, que foi solto por decisão da assembleia após ter tido prisão decretada pelo STF, em dezembro do ano passado.



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Com alta de 0,1% em março, indústria acumula elevação de 3,1% no ano


A produção industrial do Brasil variou 0,1% na passagem de fevereiro para março de 2026. Em fevereiro, o índice havia apresentado avanço de 0,9%.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (6/5).

Em comparação com março de 2025, a indústria avançou 4,3% na produção. Em 2026, acumula alta de 3,1%. Na soma dos últimos 12 meses — de abril de 2025 a março de 2026 —, o avanço é de 0,4%.

Com esses resultados, a produção industrial se encontra 3,3% acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020, mas ainda está  13,9%  abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

O crescimento da produção industrial foi registrado crescimento nas quatro grandes categorias econômicas e em oito dos 25 ramos pesquisados.

Entre as atividades as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%) e produtos químicos (4,0%).

“Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%) e produtos químicos (4,0%), com a primeira marcando o quarto mês consecutivo de crescimento e acumulando expansão de 11,5% neste período; e a segunda eliminando o recuo de 1,5% verificado em fevereiro”, destaca o gerente da PIM, André Macedo.

Entre as atividades que apresentaram recuo, as principais influências vieram da produção de bebidas (-2,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%).

Entenda a Produção Industrial

A PIM produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970, relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Em março de 2023, o índice passou por reformulação e teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial do país.



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Quem é Felipe Cançado, primo de Vorcaro e operador financeiro do Master


O empresário Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso nesta quinta-feira (7/5) durante a Operação Compliance Zero, que investiga suposto esquema de corrupção contra o Sistema Financeiro Nacional ligado ao Banco Master.

Felipe, sócio de 14 empresas, é apontado pela Polícia Federal como cérebro operacional do núcleo financeiro do Master.

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Carro chega à residência de Ciro Nogueira em meio à busca e apreensão da Polícia Federal (PF)
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Carro chega à residência de Ciro Nogueira em meio à busca e apreensão da Polícia Federal (PF)

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Felipe Vorcaro
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Felipe Vorcaro

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A Polícia Federal realiza operação de busca e apreensão na residência do senador Ciro Nogueira
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A Polícia Federal realiza operação de busca e apreensão na residência do senador Ciro Nogueira

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Agentes cumpriram buscas na casa de Ciro Nogueira, no Lago Sul
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Agentes cumpriram buscas na casa de Ciro Nogueira, no Lago Sul

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Motocicleta Honda CB1000 e carro BMW 440i foram apreendidos na casa do senador Ciro Nogueira (PP)
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Policiais federais levaram um malote com evidências apreendidas na casa de Ciro Nogueira
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Policiais federais realizam busca e apreensão na casa do senador Ciro Nogueirano Lago Sul, em Brasília
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Policiais federais realizam busca e apreensão na casa do senador Ciro Nogueirano Lago Sul, em Brasília

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A Polícia Federal realiza operação de busca e apreensão na residência do senador Ciro Nogueira

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Polícia Federal (PF) apreendeu uma motocicleta Honda CB1000 na casa do senador Ciro Nogueira (PP)
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Senador Ciro Nogueira (PP) é investigado na operação Compliance Zero, que investiga o escândalo do Banco Master
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Senador Ciro Nogueira (PP) é investigado na operação Compliance Zero, que investiga o escândalo do Banco Master

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Motocicleta Honda CB1000 foi apreendida na residência de Ciro Nogueira
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Senador é alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero
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Senador é alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero

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Carro BMW 440i foi apreendido na residência do presidente do Partido Progressistas (PP)
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Carro BMW 440i foi apreendido na residência do presidente do Partido Progressistas (PP)

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PF faz busca em endereço ligado a Ciro Nogueira
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PF faz busca em endereço ligado a Ciro Nogueira

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A decisão, expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, expõe a função de Felipe na estrutura criminosa associada ao banco Master.

Segundo o documento, Felipe interligava as decisões estratégicas do grupo ao executar movimentações financeiras e manobras societárias.

Além de primo de Daniel Vorcaro, Felipe é filho de Oscar Vorcaro, que aparece como diretor da BRGD S.A., instituição fonte primária do dinheiro ilícito, de acordo com a investigação.

Felipe, ex-presidente da Green Investimentos, associada ao Banco Master, negociou a venda de 30% da empresa para o irmão de Ciro Nogueira por apenas R$ 1 milhão, sendo que o valor de mercado era de R$ 13 milhões.

O primo de Vorcaro chegou a sugerir um “contrato de gaveta” para despistar irregularidades e fiscalizações.

“Felipe, que era presidente da Green Investimentos, ressaltou a necessidade de utilização de ‘instrumento particular’ —verdadeiro ‘contrato de gaveta’— para contornar restrições do acordo de acionistas da Trinity, considerando que seria a participação que a Green teria nessa outra empresa que asseguraria a percepção”, detalha decisão do ministro Mendonça.

Felipe também era responsável por repassar mesadas de R$ 300 mil que chegaram ao valor de R$ 500 mil ao senador Ciro Nogueira. Em diálogos, ele demonstra preocupação com o fluxo de caixa para manter esses pagamentos em dia.

5ª fase da operação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a quinta fase da Operação Compliance Zero, que aprofunda investigações sobre suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Entre os alvos, está o presidente do Partido Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, e o primo de Daniel Vorcaro.

A decisão judicial também determinou o bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, direitos e valores ligados aos investigados.



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PF apreende moto de luxo e BMW na casa de Ciro Nogueira


A Polícia Federal (PF) apreendeu, na manhã desta quinta-feira (7/5), dois veículos de lixo do senador Ciro Nogueira (PP): uma motocicleta Honda CB1000 e um carro BMW.

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Polícia Federal (PF) apreendeu uma motocicleta Honda CB1000 na casa do senador Ciro Nogueira (PP)
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PF apreende moto de luxo e BMW na casa de Ciro Nogueira - imagem 4
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Senador Ciro Nogueira (PP) é investigado na operação Compliance Zero, que investiga o escândalo do Banco Master
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Senador Ciro Nogueira (PP) é investigado na operação Compliance Zero, que investiga o escândalo do Banco Master

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Agentes cumpriram buscas na casa de Ciro Nogueira, no Lago Sul
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Agentes cumpriram buscas na casa de Ciro Nogueira, no Lago Sul

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 moto apreendida na casa do Ciro Nogueira
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moto apreendida na casa do Ciro Nogueira

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PF apreende moto de luxo e BMW na casa de Ciro Nogueira - imagem 9
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Senador é alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero
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Senador é alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero

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Presidente do PP é alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Compliance Zero
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Presidente do PP é alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Compliance Zero

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As apreensões ocorrem na 5ª fase da operação Compliance Zero, que investiga o escândalo financeiro do Banco Master. Além dos veículos, a PF levou um malote com evidências recolhidas na casa do senador, no Lago Sul, em Brasília (DF), por volta das 8h40.

A investigação da PF aponta que o presidente do Partido Progressistas (PP) teria recebido repasses mensais de R$ 500 mil de Daniel Vorcaro, dono do Master. A 5ª fase da Compliance Zero aprofunda investigações sobre suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Os policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária no Piauí, em São Paulo, em Minas Gerais e no Distrito Federal. No DF, a PF foi a endereços ligados a Ciro Nogueira.

As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).



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