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PF apreende moto de luxo e BMW na casa de Ciro Nogueira


A Polícia Federal (PF) apreendeu, na manhã desta quinta-feira (7/5), dois veículos de lixo do senador Ciro Nogueira (PP): uma motocicleta Honda CB1000 e um carro BMW.

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Polícia Federal (PF) apreendeu uma motocicleta Honda CB1000 na casa do senador Ciro Nogueira (PP)
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Polícia Federal (PF) apreendeu uma motocicleta Honda CB1000 na casa do senador Ciro Nogueira (PP)

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PF faz busca em endereço ligado a Ciro Nogueira
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PF faz busca em endereço ligado a Ciro Nogueira

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Motocicleta Honda CB1000 e carro BMW 440i foram apreendidos na casa do senador Ciro Nogueira (PP)
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Motocicleta Honda CB1000 e carro BMW 440i foram apreendidos na casa do senador Ciro Nogueira (PP)

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A Polícia Federal realiza operação de busca e apreensão na residência do senador Ciro Nogueira
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A Polícia Federal realiza operação de busca e apreensão na residência do senador Ciro Nogueira

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Senador Ciro Nogueira (PP) é investigado na operação Compliance Zero, que investiga o escândalo do Banco Master
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Senador Ciro Nogueira (PP) é investigado na operação Compliance Zero, que investiga o escândalo do Banco Master

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Agentes cumpriram buscas na casa de Ciro Nogueira, no Lago Sul
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Agentes cumpriram buscas na casa de Ciro Nogueira, no Lago Sul

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 moto apreendida na casa do Ciro Nogueira
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moto apreendida na casa do Ciro Nogueira

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Senador é alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero
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Senador é alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero

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Presidente do PP é alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Compliance Zero
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Presidente do PP é alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Compliance Zero

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As apreensões ocorrem na 5ª fase da operação Compliance Zero, que investiga o escândalo financeiro do Banco Master. Além dos veículos, a PF levou um malote com evidências recolhidas na casa do senador, no Lago Sul, em Brasília (DF), por volta das 8h40.

A investigação da PF aponta que o presidente do Partido Progressistas (PP) teria recebido repasses mensais de R$ 500 mil de Daniel Vorcaro, dono do Master. A 5ª fase da Compliance Zero aprofunda investigações sobre suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Os policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária no Piauí, em São Paulo, em Minas Gerais e no Distrito Federal. No DF, a PF foi a endereços ligados a Ciro Nogueira.

As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).



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Chamado de “grande amigo”, Ciro Nogueira negou vínculo com Vorcaro


O senador Ciro Nogueira (PP) alvo da quinta fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (7/5), mantinha uma relação próxima com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que se referia ao parlamentar como um “grande amigo” com quem tinha encontros frequentes, conforme mostrou quebra de sigilo telemático do banqueiro.

Em troca de mensagens com a ex-noiva, Vorcaro disse que gostaria de apresentá-la senador, que era “muito amigo” do banqueiro. “Quero te apresentar. Um dos meus grandes amigos de vida“, disse Vorcaro sobre o senador, presidente do Partido Progressistas (PP), para a então namorada, Martha Graeff.

Em raço deste ano, por meio da sua assessoria de imprensa, Ciro Nogueira disse que manter diálogos com um número significativo de pessoas “não o torna próximo apenas por, eventualmente, interagir com elas”. O presidente do PP ainda negou ter “qualquer conduta inadequada” relacionada ao caso Master.

Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde o dia 4 de março. A prisão ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).

“Bomba” de Ciro

Em outra troca de mensagens com a ex-namorada, no dia 13 agosto de 2024 – obtida pelo Metrópoles, na coluna do Tácio Lorran -, Daniel Vorcaro comemora uma emenda apresentada pelo senador que, de acordo com o banqueiro, seria uma “bomba atômica” para o mercado financeiro e poderia beneficiar o Banco Master.

“Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes! Está todo mundo louco”, escreveu. “Se fosse filme, não teria tantos desdobramentos loucos”, completou.

O “projeto” citado pelo do Banco Master, na verdade se trata de uma emenda que propunha elevar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por depositante. O texto, no entanto, não foi incluído na redação final aprovada pelo Congresso Nacional.

Carona em helicóptero

Documentos obtidos pela PF indicam que Ciro Nogueira e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, também voaram em um mesmo helicóptero ligado ao ex-banqueiro. A mensagem com detalhes dos voos foi enviada pela Prime You, empresa de táxi aéreo, ao e-mail pessoal de Vorcaro. O ex-banqueiro era sócio da companhia.

Nos documentos que o Metrópoles teve acesso, a empresa descreve três voos realizados no dia 3 de novembro de 2024, dentro de um intervalo de 1 hora e 17 minutos. Todos tinham o mesmo trecho: embarque no HELPN Kartódromo Ayrton Senna, em São Paulo, com destino ao Aeroporto de Congonhas.

O primeiro voo tinha como passageiros “Antônio Rueda e 07 convidados”. O segundo, “Daniel Vorcaro e 07 convidados”. O terceiro levava apenas Ciro Nogueira, segundo o registro. O helicóptero utilizado tem prefixo PS-MAS e foi adquirido pela empresa de táxi aéreo por R$ 16,4 milhões.



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“Ciclone bomba”: frente fria avança e promete temporais no Sul


A formação de uma nova frente fria associada a um ciclone extratropical que pode evoluir para um “ciclone bomba” deve provocar temporais no Sul do país entre estas quinta-feira (7/5) e sexta-feira (8/5), com maior risco para áreas do oeste e do sul do Rio Grande do Sul.

O sistema avança pelo país até o dia 11 de maio e provoca temporais, rajadas intensas e queda de temperatura. De acordo com a Climatempo, a frente fria é do tipo continental, o que significa que os efeitos não ficam restritos ao litoral e avançam pelo interior do Brasil.

Segundo meteorologistas, o sistema será organizado por uma área de baixa pressão entre Argentina e Uruguai.

Confira a previsão

Os mapas meteorológicos indicam aumento da instabilidade sobre o Sul ao longo do dia, com áreas de chuva mais expressiva avançando pelo território gaúcho. A tendência é de formação de núcleos carregados, especialmente perto da fronteira com o Uruguai. Em algumas áreas, as pancadas podem ocorrer com intensidade moderada a forte.

O termo “ciclone bomba” é usado quando há queda muito rápida da pressão atmosférica em um intervalo de 24 horas, intensificando o sistema. Apesar do nome, meteorologistas ressaltam que o fenômeno é relativamente comum nas latitudes mais ao sul da América do Sul nesta época do ano.

Enquanto o Sul concentra as instabilidades, o Sudeste segue sob influência de uma massa de ar mais estável. Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais devem continuar com tempo firme e variação de nebulosidade. As temperaturas seguem elevadas durante a tarde, com máximas perto dos 30°C em áreas paulistas e fluminenses.

No litoral do Espírito Santo, porém, ainda há condição para chuva isolada ao longo do dia, favorecida pela circulação de umidade vinda do oceano. A previsão também aponta formação de nevoeiro em pontos do Sudeste nas primeiras horas da manhã.

No Centro-Oeste, o tempo permanece mais seco e estável, reforçando o padrão típico do outono. As manhãs continuam mais amenas, enquanto as tardes seguem quentes, especialmente em Mato Grosso e Goiás.

Já no Norte e em parte do Nordeste, a chuva continua frequente e mais volumosa. Áreas do Amazonas, do Maranhão, do Piauí e do Ceará seguem sob influência da Zona de Convergência Intertropical, que mantém corredores de umidade e favorece pancadas persistentes ao longo do dia.



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Decisão sobre transição do fim da 6×1 pode ficar para depois da PEC


Com o andamento da proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 na Câmara, deputados estudam passar as regras de transição para um projeto de lei a ser discutido pela Casa depois da aprovação do texto. A PEC ainda precisa ser chancelada pelo plenário e, posteriormente, pelo Senado.

A separação é levantada pelo relator Leo Prates (Republicanos-BA), que estuda que o texto discutido na comissão especial foque somente no estabelecimento do teto de 40 horas semanais e oito diárias, e das duas folgas remuneradas. Para o deputado, esse seria um “caminho interessante”, dada a complexidade do tema.

Na quarta-feira (6/5), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu que, além da PEC, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), dê andamento a dois projetos de lei para tratar de regras específicas.

“A PEC tem tarefa e o PL também. Da PEC, a tarefa é determinar qual a jornada máxima que vai vigorar no país. Mas as especificidades têm papel no PL, então não faz sentido a PEC andar e os PLs continuarem parados”, disse o ministro.

O presidente da comissão, o petista Alencar Santana (SP), no entanto, a exemplo de Prates, também sinalizou ser a favor da tramitação do PL para estabelecer as regras posteriormente à aprovação da PEC.

“Os dois são extremamente importantes. De uma certa maneira, o PL vai regular a partir da mudança constitucional. Se vai ser concomitante, é uma hipótese, se vai ser um pouco depois, é uma hipótese. O que não pode é ser depois do prazo estabelecido na Constituição para garantia desse direito efetivo ao trabalhador”, declarou.

A fragmentação pavimentaria o caminho para que a PEC chegue ao plenário antes do fim de maio, como quer Motta e também  o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aposta na proposta para alavancar sua popularidade à frente das eleições.

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Presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB)
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Presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB)

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Depois, o parecer ainda deverá ser analisado pelo Senado. Prates deverá se reunir com Motta e com Alencar  durante  viagem à Paraíba para discutir as possibilidades. O estado recebe a primeira audiência pública estadual da comissão nesta quinta-feira (7/5).

“Nós temos a matriz [o fim da escala 6×1]. Agora tem uma hora que você tem que decidir. Então nós temos que saber como vai ser feito, de que forma vai ser feito. Eu vou dar os caminhos, mas eu volto a dizer que o presidente Alencar e o presidente Hugo serão nortes pra gente ter uma aprovação”, declarou Prates na comissão especial.


A tramitação da PEC pelo fim da escala 6×1

  • Novembro de 2019: Reginaldo Lopes (PT-MG) protocola a PEC 221/19 para reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais
  • Fevereiro de 2025: Erika Hilton (Psol-SP) protocola a PEC 8/25  para reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e limitar o trabalho a quatro dias
  • 9 de fevereiro de 2026: Hugo Motta apensa e encaminha as PECs para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
  • 22 de abril de 2026: CCJ aprova PEC do fim da escala 6×1
  • 29 de abril: a comissão especial é instalada sob a presidência de Alencar Santana (PT-SP) e relatoria de Leo Prates (Republicanos-BA)
  • 21 de maio: deverá ser apresentado o relatório e concedida vista aos integrantes da comissão
  • 26 de maio: o relatório deverá ser votado pela comissão especial
  • 27 de maio: PEC do fim da escala 6×1 poderá ser votada no plenário da Câmara dos Deputados

Projetos em discussão

Existem  dois projetos em tramitação na Câmara mais consolidados sobre a redução da jornada: o PL 67/25, relatado pelo próprio Leo Prates na Comissão de Trabalho, e o PL 1.838/26, protocolado pelo governo com urgência constitucional no começo do ano. Apesar de ambos coincidirem sobre as 40 horas semanais, eles diferem sobre a transição.

O PL relatado por Prates estipula que a transição para o fim da escala 6×1 seja gradual, com duas horas sendo reduzidas a cada biênio nos próximos quatro anos. A proposta ainda abre caminho para que, por acordo coletivo, setores possam instituir a escala 4×3, respeitando o limite máximo de 10 horas diárias, mantendo o teto semanal de 40 horas.

O projeto chegou a ser apresentado na Comissão do Trabalho da Câmara em 2025, mas nunca foi votado. Os termos colocados por Prates tiveram à época o apoio de sindicatos e movimentos sociais, em intermediação feita pela autora do projeto, a deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), uma das precursoras da discussão do modelo.

A proposta do governo, por outro lado, não estipula um período de transição para a redução da jornada de trabalho e especifica que a legislação deverá entrar em vigor na data da publicação. Esse ponto tem sido defendido pelo Planalto, que diz que a redução de quatro horas pode ser absorvida pelo mercado.

“A redução de jornada de trabalho, historicamente no Brasil e no mundo, é compensada pelo ganho do ambiente de trabalho, o ganho de melhoria da qualidade e da produtividade. É comprovado que, quando você reduz a jornada de trabalho, você elimina absenteísmo, você evita acidente, você evita doença. Tem um custo oculto aqui que os empregadores estão carregando. Eles vão eliminar esse custo oculto e essa é a compensação”, afirmou o ministro Luiz Marinho na comissão especial.



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Gonet define regras sobre uso da rede interna no MPF



O texto instituiu uma nova lista obrigatória de e-mails para procuradores, que proíbe expressamente o envio de análises críticas



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STF começa a votar regras de distribuição dos royalties do petróleo


O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (7/5) o julgamento que pode mudar a divisão de cifras bilionárias dos royalties do petróleo no Brasil.

A disputa, que se arrasta há 13 anos, coloca de um lado estados e municípios produtores, que temem perdas bilionárias e impacto nas contas públicas, e do outro governos que defendem uma redistribuição mais ampla dos recursos.

O caso começou a ser analisado na tarde de quarta (6/5), após anos de adiamentos e tentativas frustradas de acordo. No primeiro dia de julgamento, apenas os advogados e representantes dos envolvidos se manifestaram. Relatora das cinco ações sobre o tema, a ministra Cármen Lúcia apresentará o primeiro voto na abertura da sessão desta quinta.

O Supremo analisa uma lei aprovada pelo Congresso em 2012 que reduz a fatia dos royalties destinada aos produtores e amplia os repasses ao restante do país. A então presidente Dilma Rousseff (PT) chegou a vetar parte das mudanças, mas os parlamentares derrubaram o veto no ano seguinte.

Temendo forte queda de arrecadação, os governos dos principais estados produtores recorreram ao STF. Em março de 2013, Cármen Lúcia concedeu uma liminar suspendendo as novas regras de distribuição. A decisão provisória segue em vigor até hoje.

O que está em jogo é o destino do dinheiro pago por empresas para compensar a exploração de petróleo no país. Apenas em 2025, esse repasse para o governo federal, estados e municípios chegou a R$ 62,2 bilhões. O montante deve crescer neste ano e nos próximos, impulsionado pela possível exploração na região da Margem Equatorial.

O Rio de Janeiro é apontado como o estado mais afetado por uma eventual redistribuição. Além de ser o maior produtor do país, o estado concentra cerca de 84% dos royalties destinados aos governos estaduais.

Segundo estimativas do governo fluminense, a mudança pode provocar perda anual de R$ 9 bilhões para os cofres estaduais e de R$ 13 bilhões para as prefeituras. O risco de impacto nas contas públicas levou políticos do Rio a intensificarem articulações junto a ministros do STF e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Entenda o que pode mudar na divisão dos royalties

  • Como é hoje (com a liminar de Cármen Lúcia): a maior fatia fica com quem produz. Estados e municípios produtores recebem 26,5% cada um. Já os fundos destinados a estados e municípios não produtores ficam com apenas 8,75% dos recursos.
  • O que propõe a lei de 2012 (regra inicial): a arrecadação dos produtores encolhe (cai para 20% aos estados e 17% aos municípios). Em contrapartida, o repasse para os fundos dos não produtores salta para 40%.
  • Como fica após a transição de seis anos: no fim do período de adaptação previsto pela lei, os repasses aos municípios produtores despencariam para apenas 4%. Já as regiões não produtoras passariam a concentrar 54% de toda a verba.
  • Como fica a fatia da União: cairia de 30% para 20% dos royalties. Nas participações especiais, a queda seria de 50% para 46%.

Na quarta, ao abrir o julgamento, Cármen Lúcia classificou o processo como um dos “mais sensíveis” do gabinete dela. O decano do STF, ministro Gilmar Mendes, afirmou que o caso representa um “grande desafio” e envolve uma “questão extremamente complexa para o pacto federativo”.

Gilmar também avaliou que o atual modelo de distribuição tem provocado distorções e levado a uma intervenção “meio caótica” do Judiciário. Segundo ele, o Supremo precisa refletir com “todo o cuidado” sobre os impactos da decisão.

Os dois lados da disputa também se manifestaram na sessão de quarta. Representantes do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo — os maiores produtores do país — defenderam a manutenção das regras atuais. O argumento é que a Constituição prevê os royalties como compensação pelos impactos econômicos e sociais da exploração de petróleo.

Procuradores de estados não produtores e advogados de associações municipais afirmaram, por outro lado, que a compensação pela exploração do petróleo pertence à União e deve ser distribuída de forma mais equilibrada entre os membros da federação.

STF começa a votar regras de distribuição dos royalties do petróleo - destaque galeria

Plataforma de petróleo
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Plataforma de petróleo

Divulgação/SBM

Plenário do STF na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo
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Plenário do STF na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo

Antonio Augusto/STF

Sonda de perfuração NS-42
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Sonda de perfuração NS-42

Divulgação Foresea

Os deputados federais Júlio Cesar (PSD-PI), Lindbergh Farias (PT-RJ), Pedro Paulo (PSD-RJ) e Laura Carneiro (PSD-RJ) na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo
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Os deputados federais Júlio Cesar (PSD-PI), Lindbergh Farias (PT-RJ), Pedro Paulo (PSD-RJ) e Laura Carneiro (PSD-RJ) na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo

Antonio Augusto/STF

“Confisco” versus “divisão justa”

Durante a sessão, o procurador do Rio, Gustavo Binenbojm, afirmou que a redistribuição pode levar o estado à “ruína”. Ele também classificou a tentativa de mudar a divisão dos royalties como “confisco” e “sanha arrecadatória”.

“Para o estado do Rio de Janeiro e para os municípios fluminenses impactados, a subsistência dessa lei — ainda que com efeitos meramente prospectivos — é simplesmente fatal. Ou seja, se decreta a ruína financeira dessas unidades da federação”, declarou.

A procuradora-geral de São Paulo, Inês Coimbra, afirmou que o estado pode perder cerca de R$ 2,5 bilhões por ano com a nova partilha. Segundo ela, a mudança também poderia colocar em risco o plano de refinanciamento da dívida paulista com a União.

“Poucos ganham muito pouco e outros perdem de forma significativa. [A lei] desloca receitas dos entes que suportam o ônus da exploração para entes que não vivenciam essas externalidades negativas”, afirmou.

A União, que também amargaria quedas na arrecadação, alinhou-se aos produtores. A advogada da União Andrea Dantas defendeu que as alterações feitas pelo Congresso são inconstitucionais e violam o pacto federativo, lembrando que a então presidente Dilma chegou a vetar trechos da lei.

Do outro lado da disputa, representantes de estados e municípios não produtores argumentaram que o petróleo pertence à União e que os recursos devem ser distribuídos de forma mais equilibrada entre todo o país.

Um grupo formado por 20 estados e pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) apresentou ao STF uma proposta. A sugestão prevê a validação imediata da redistribuição dos royalties, mas com uma transição de sete anos, sem cobrança retroativa e com possibilidade de ajustes voltados à região Norte.

O procurador-geral do Rio Grande do Sul, Eduardo Cunha da Costa, afirmou que o petróleo é uma “riqueza da nação” e defendeu uma divisão “justa e equitativa” para promover “igualdade de oportunidades aos habitantes”.

Na mesma linha, o procurador-geral de Goiás, Rafael Arruda, criticou o modelo atual por beneficiar “poucos entes nacionais”. Segundo ele, esse grupo “captura uma parcela desproporcional de uma renda nacional” e “perpetua desigualdades”.



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Dia Mundial da Senha: especialistas alertam sobre riscos de vazamentos


Celebrado na primeira quinta-feira do mês de maio, o Dia Mundial da Senha foi criado para conscientizar usuários e empresas sobre a importância da segurança digital em um cenário marcado pelo aumento de vazamentos de dados, golpes virtuais e invasões de contas.

Mesmo com o avanço das tecnologias de proteção, especialistas alertam que as senhas continuam sendo uma das principais portas de entrada para criminosos digitais. O principal problema, segundo eles, não está necessariamente na tecnologia, mas no comportamento dos próprios usuários.

Um levantamento da empresa de inteligência de ameaças Kela apontou que, só em 2025, quase 2,9 bilhões de credenciais foram comprometidas. O número inclui nomes de usuário, senhas, tokens de sessão, cookies e listas de login encontradas em repositórios de e-mails hackeados e marketplaces criminosos.

O Metrópoles ouviu especialistas para explicar por que as senhas seguem vulneráveis, como os vazamentos acontecem, quais os riscos envolvidos e quais medidas podem aumentar a proteção digital.

Comportamento humano ainda é a principal vulnerabilidade

Para Rodrigo Fragola, especialista em Inteligência Artificial e Cybersecurity, as senhas continuam frágeis porque dependem diretamente de hábitos humanos – muitos deles ainda inseguros.

“As senhas continuam sendo um dos pontos mais frágeis da segurança digital porque dependem diretamente do comportamento humano. Muitas pessoas ainda utilizam combinações simples, repetidas ou previsíveis, além de reutilizarem a mesma senha em vários serviços”, afirma.

Segundo o especialista, a praticidade faz com que usuários escolham senhas fáceis de memorizar, mas também fáceis de descobrir. Datas de nascimento, nomes próprios, sequências numéricas e palavras comuns ainda aparecem entre as combinações mais usadas no mundo.

Outro problema recorrente é a manutenção de senhas padrão em equipamentos eletrônicos, como roteadores e câmeras conectadas à internet. “Alguns fabricantes criam senhas padrão de seus produtos, como câmeras, e muitos usuários não alteram essas credenciais”, acrescenta Fragola.

Romulo Valadares, professor dos cursos de análise e desenvolvimento e engenharia de software na Uniceplac, destaca que hábitos aparentemente inofensivos aumentam significativamente os riscos de invasão.

“Usar senhas simples, como ‘123456’ ou datas de aniversário; repetir a mesma senha em vários serviços; anotar senha em lugares inseguros, como bloco de notas ou WhatsApp; e não ativar verificação em duas etapas. No dia a dia, isso parece inofensivo. Mas, para um criminoso digital, é exatamente o tipo de comportamento que facilita o acesso”, explica.

Como os vazamentos ocorrem

Os especialistas explicam que o roubo de credenciais pode ocorrer por diferentes caminhos, como ataques hackers, falhas em sistemas de empresas e golpes aplicados diretamente contra usuários.

Entre as estratégias mais comuns está o phishing — prática em que criminosos enviam links falsos por e-mail, SMS ou redes sociais para induzir vítimas a informar logins e senhas.

Além disso, a velocidade de exploração dos dados roubados aumentou significativamente nos últimos anos. Segundo Fragola, credenciais vazadas podem começar a ser utilizadas poucos minutos após um ataque. “Credenciais vazadas podem começar a ser exploradas em questão de minutos ou poucas horas. Hoje, criminosos usam ferramentas automatizadas que monitoram vazamentos em tempo real”, afirma.

Celso Souza, especialista em desenvolvimento de software personalizado, explica que criminosos costumam reutilizar bases de dados obtidas em plataformas menos protegidas para tentar acessar outros serviços.

“Os atacantes roubam bases de usuários e senhas de sites pouco protegidos. Depois, tentam acessar sites e aplicativos até que a senha funcione”, diz.

Consequências podem incluir fraudes e roubo de identidade

As consequências de um vazamento de senha vão além da perda de acesso a redes sociais. Segundo os especialistas, invasões podem resultar em prejuízos financeiros, roubo de identidade digital e aplicação de golpes contra familiares, amigos e colegas da vítima.

Em alguns casos, criminosos conseguem acessar e-mails, aplicativos bancários e até sistemas corporativos.

“As consequências mais frequentes incluem invasão de contas pessoais, fraudes financeiras, golpes aplicados em contatos da vítima, roubo de identidade digital e perda de acesso a serviços importantes”, afirma Fragola.

Como descobrir se sua senha vazou

Especialistas recomendam que usuários monitorem regularmente possíveis vazamentos envolvendo seus e-mails e credenciais.

Atualmente, existem plataformas que permitem verificar se uma conta apareceu em bases de dados comprometidas. Uma das mais conhecidas é o Have I Been Pwned, serviço internacional que reúne registros de vazamentos já identificados.

Além disso, navegadores, antivírus e gerenciadores de senha passaram a oferecer alertas automáticos quando detectam credenciais comprometidas. Alguns sinais também podem indicar tentativas de invasão, como:

  • recebimento de códigos de verificação sem solicitação;
  • alteração inesperada de senhas;
  • notificações de login desconhecido;
  • perda de acesso a contas.

Medidas simples ajudam a aumentar a segurança

Apesar dos riscos, especialistas afirmam que algumas medidas relativamente simples conseguem elevar significativamente a proteção digital dos usuários.

Entre as principais recomendações estão:

  • utilizar senhas longas e diferentes para cada serviço;
  • ativar a autenticação em dois fatores;
  • usar gerenciadores de senha;
  • trocar senhas antigas periodicamente;
  • evitar clicar em links suspeitos enviados por mensagens ou redes sociais.

Rodrigo Fragola recomenda que as senhas tenham pelo menos 14 caracteres e sejam armazenadas em cofres virtuais criptografados.

Já Romulo Valadares destaca a importância da autenticação em dois fatores como uma camada extra de segurança. “Mesmo com a senha, o invasor não consegue acessar sem o segundo fator”, afirma.

Celso Souza reforça que a atenção do usuário continua sendo uma das principais formas de prevenção. “O mais importante: nunca clicar em links desconhecidos. Muito cuidado com ‘clique em saiba mais’ nas propagandas em redes sociais”, alerta.



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Combate à violência nas escolas é desafio para 71,7% dos gestores


O enfrentamento a diferentes formas de violência, como bullying, racismo e capacitismo, ainda é o principal desafio para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor nas escolas públicas brasileiras.

Segundo uma pesquisa nacional conduzida pela Fundação Carlos Chagas (FCC) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), 71,7% dos gestores escolares afirmam ter dificuldades para dialogar sobre o enfrentamento às violências.

O levantamento embasa a elaboração do novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras, que será lançado nesta quarta-feira (7/5) pelo MEC. A iniciativa integra o Programa Escola das Adolescências, voltado à melhoria da qualidade da educação nos anos finais do ensino fundamental.

Falta de diagnóstico

O estudo também aponta que mais da metade das escolas (54,8%) nunca realizou um diagnóstico estruturado do clima escolar, etapa considerada essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem.

Para o pesquisador Adriano Moro, do Departamento de Pesquisas Educacionais da FCC e coordenador do levantamento, a ausência desse monitoramento dificulta o planejamento de políticas contínuas de convivência e bem-estar.

“Muitas escolas já realizam ações importantes, mas ainda de forma isolada. O grande desafio é transformar iniciativas pontuais em processos permanentes de melhoria do clima escolar”, afirma.

Entraves

Entre os principais entraves relatados pelos gestores, estão a sobrecarga das equipes escolares, a falta de profissionais com formação específica, a resistência a mudanças institucionais, a rotatividade de servidores e a dificuldade de engajamento coletivo.

Apesar dos desafios, os dados mostram que muitas escolas já adotam práticas voltadas à melhoria do clima escolar. Entre as iniciativas mais recorrentes, estão rodas de conversa, escuta ativa, mediação de conflitos, projetos socioemocionais e acompanhamento psicopedagógico.

A pesquisa ouviu, entre março e julho de 2025, 136 gestores de 105 escolas públicas em 10 estados do país: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo.

Relação família-escola

Além do enfrentamento às violências, 67,9% dos gestores relatam dificuldades para fortalecer a aproximação entre escola, famílias e comunidade.

Outros 64,1% apontam entraves na construção de bons relacionamentos entre estudantes, enquanto 60,3% mencionam desafios para desenvolver o sentimento de pertencimento dos alunos.



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Fecomércio-SP distribui material na Câmara contra o fim da escala 6×1


Contrária à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) distribuiu materiais em Brasília, nesta quarta (6/5), nos quais diz que os efeitos do avanço da redução da jornada de trabalho podem impactar na popularidade de prefeitos.

O material, divulgado por representantes dentro da Câmara dos Deputados, afirma que a redução da jornada de trabalho vai impactar negativamente os municípios, já que gastos com servidores e com empresas terceirizadas podem aumentar, além da necessidade de realização de novos concursos.

“Com menos recursos disponíveis, a oferta de serviços essenciais tende a ser impactada. O que era feito em um turno pode passar a exigir dois; o que era coberto por uma equipe pode demandar outra. O cidadão sente na ponta em filas maiores e atendimentos mais lentos. A popularidade do prefeito também pode sentir os efeitos”, diz a Fecomércio-SP.

Representantes da entidade empresarial distribuíram os materiais nos corredores da Câmara e dentro do plenário em que a comissão especial da PEC realizou audiência pública com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, nesta quarta.

Apesar de representarem o setor privado, a Fecomercio-SP fez a distribuição à frente da Marcha Nacional dos Prefeitos, que será realizada em meados de maio. Tradicionalmente, chefes dos executivos municipais se reúnem em Brasília nessa época para fazer reivindicações, tanto na Câmara quanto no Senado.

Efeitos em cadeia

Segundo Leandro Almeida, assessor jurídico da entidade que estava na Câmara, a análise tem como base o impacto social da medida, que pode ter efeitos “em cadeia”, para além dos setores representados pela Fecomercio-SP.

“A gente tenta trazer esse contexto mais geral para que a sociedade entenda o tamanho dos efeitos disso. Não é nada direcionado para A ou para B ou tentando forçar o setor A ou B a se comunicar com o governo. As próprias prefeituras têm uma análise jurídica e os governos estaduais têm uma análise jurídica desses impactos e cabe a cada gestor avaliar, mas é importante a gente levantar esse debate”, disse Leandro ao Metrópoles.

A Fecomercio-SP defende no material que mudanças no regime de trabalho não sejam feitas por mudanças na lei, e sim por negociação coletiva.

“Impor uma regra única por lei ignora as diferenças entre setores, regiões e públicos. E deixa municípios, especialmente os menores, em uma situação insustentável. A sua cidade não pode pagar por essa conta sozinha”.



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Alcolumbre após derrota de Messias: “Não tenho que esperar nada do governo”


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), endureceu o discurso nesta quarta-feira (6/5) ao comentar a relação com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A derrota do nome do advogado-geral da União abriu uma das mais sensíveis crises políticas entre Planalto e Congresso na trajetória de Lula.

Ao ser questionado sobre o que espera do Palácio do Planalto após o resultado da votação, Alcolumbre respondeu de forma direta.

“Eu tenho que esperar alguma coisa? Não tenho que esperar nada”, declarou.

Davi Alcolumbre selou aliança com a oposição no Congresso para derrotar Jorge Messias
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Davi Alcolumbre selou aliança com a oposição no Congresso para derrotar Jorge Messias

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado
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Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

Alcolumbre após derrota de Messias: “Não tenho que esperar nada do governo” - imagem 3
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Derrota de Messias

As declarações ocorrem em meio às tentativas do governo de reaproximar-se do comando do Senado após a derrota de Messias, barrado em uma articulação que expôs o desgaste entre o Planalto e Alcolumbre.

Mais cedo, os ministros José Múcio e José Guimarães se reuniram com o senador em busca de recomposição do diálogo institucional.

A rejeição de Messias foi interpretada dentro do governo como uma demonstração de força do presidente do Senado, que teria atuado nos bastidores para consolidar a derrota do indicado.

Aliados de Lula apontam que Alcolumbre não apenas deixou de apoiar o nome do governo, como também trabalhou ativamente contra a aprovação junto a bancadas do MDB, PSD, União Brasil e PP.

O desgaste vinha se acumulando desde a escolha de Messias para a vaga no STF, decisão tomada por Lula sem consulta prévia a Alcolumbre. O senador defendia, de forma reservada, o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o que teria ampliado a tensão entre os dois.



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