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Lula sobre minerais críticos: Não temos preferência, queremos parceria


Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, dos Estados Unidos, discutiram uma parceria sobre minerais críticos e terras raras durante a reunião em Washington nesta quinta-feira (7/5).

Segundo Lula, o Brasil não tem preferência de países para fechar parcerias. Ele disse, ainda, que o país quer atrair negócios na área.

“Nós não temos preferência. O que queremos é fazer parceria, compartilhar com as empresas americanas, chinesas, francesas. Quem quiser para ajudar a gente a fazer mineração, a separação e produzir a riqueza que essas terras raras nos oferecem, estão sendo convidados para ir no Brasil”, declarou ele durante coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

O tema é considerado estratégico para o governo brasileiro, que tem buscado expandir a colaboração com outros países na área. O petista defende que o assunto seja tratado de forma soberana, e que o Brasil não só exporte matéria-prima, mas que domine toda a cadeia de valor dos minérios no país.

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Reunião entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
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Reunião entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Ricardo Stuckert/PR

Presidentes se reuniram na Casa Branca
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Presidentes se reuniram na Casa Branca

Ricardo Stuckert/PR

Foi o segundo encontro formal entre os presidentes desde que o republicano assumiu o mandato
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Foi o segundo encontro formal entre os presidentes desde que o republicano assumiu o mandato

Ricardo Stuckert/PR

Reunião privada durou cerca de 1h30
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Reunião privada durou cerca de 1h30

Ricardo Stuckert/PR

Lula e Trump em encontro na Casa Branca
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Lula e Trump em encontro na Casa Branca

Reprodução/ Ricardo Stuckert/ PR

Trump recebe Lula na Casa Branca
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Trump recebe Lula na Casa Branca

Reprodução/X

 

Otimismo após reunião com Trump

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, presente na reunião na Casa Branca, também comentou sobre a parceria. De acordo com Silveira, a área sai “extremamente otimista” com a perpectiva de haver investimentos norte-americanos no Brasil.

“O presidente deixou claro a importância desses minerais para a gente desenvolver a nossa indústria, a indústria do manufaturamento, e desde a separação até o refino. O Brasil é solo fértil para investimento pela sua segurança jurídica, pelas suas potencialidades, mas é solo fértil também porque é mais barato investir e refinar as matérias no Brasil, gerando riqueza, renda, emprego e principalmente divisas para o Brasil”, disse o ministro.

Projeto aprovado na Câmara

Nessa quarta-feira (6/5), véspera do encontro entre Lula e Trump, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A matéria agora segue para o Senado.

O texto prevê incentivos para projetos de processamento e transformação dos minerais no país, além da criação de um Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), responsável por centralizar as decisões sobre o setor.

O tema também é de interesse dos Estados Unidos. O governo Trump criou um conselho sobre minerais críticos com a presença de diversos países. O objetivo é diminuir a dependência da China, que lidera as reservas de minerais críticos no mundo.



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Lula diz que levou a Trump relação de autoridades com visto barrado


Washington e Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (7/5), que voltou a entregar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a lista das autoridades brasileiras que ainda estão com vistos pendentes por conta de sanções aplicadas pelo governo norte-americano.

A relação inclui ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e familiares do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.


Durante entrevista a jornalistas em Washington após reunião com o chefe da Casa Branca, Lula citou a aprovação do PL da Dosimetria, que reduz penas para condenados dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro e disse que, com isso, espera que “Trump reconheça a necessidade de liberar o visto dos brasileiros”.

Questionado pelo Metrópoles se houve algum tipo de acordo sobre a aprovação da proposta, o petista negou.

“O presidente da República não tem nada a ver com a quantidade de muitos ou de poucos anos com a condenação. Isso é uma coisa eminentemente do Poder Judiciário. Eu entreguei a lista porque eu já tinha entregue a lista uma vez e não foi resolvido o assunto”, afirmou o chefe do Planalto.

O presidente frisou que “tem muita gente importante” com restrições no visto, e ressaltou que vai insistir com o governo norte-americano para que a decisão seja revertida.

“São os ministros da Suprema Corte, o procurador-geral da República, a filha do Padilha de 10 anos. Qual é a lógica? De qualquer forma, eu entreguei para ele. Se ele não resolver, quando eu me encontrar com ele outra vez, eu entrego outra vez. A gente vai entregando até um dia que o cara vai ler e vai tomar uma decisão”, destacou.

O encontro entre Lula e Trump ocorreu na Casa Branca, na tarde desta quinta, e durou cerca de três horas. Entre os assuntos discutidos, estão as tarifas aplicadas pelo governo norte-americano, minerais críticos, a cooperação para combate ao crime organizado, além de questões geopolíticas.



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Lula diz não acreditar que Trump influenciará nas eleições no Brasil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, nesta quinta-feira (7/5), a possibilidade de interferência de Donald Trump nas eleições e na política brasileira. De acordo com o petista, se o norte-americano tentou, de fato, intervir de alguma forma “ele perdeu.”

“Se ele tentou interferir nas eleições brasileiras, ele perdeu, porque eu ganhei as eleições. Eu acho que não é uma boa política um presidente de outro país ficar interferindo nas eleições de outros países. É um princípio básico para que a gente não permita a ocupação cultural, política e a soberania de um outro país”, afirmou Lula durante coletiva de imprensa em Washington.

Acompanhe a transmissão:

Ele afirmou ainda que tem motivos para acreditar que Trump “gosta do Brasil” e que vai “se comportar como presidente dos EUA”.

“Eu não acredito que ele vá ter qualquer influência nas eleições brasileiras, até porque quem vota é o povo brasileiro, e acho que ele vai se comportar como presidente dos EUA deixando que o povo brasileiro decida seu destino, como eu vou deixar que o povo americano decida o destino deles”, completou.

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Reunião entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
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Reunião entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

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Presidentes se reuniram na Casa Branca
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Presidentes se reuniram na Casa Branca

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Foi o segundo encontro formal entre os presidentes desde que o republicano assumiu o mandato
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Foi o segundo encontro formal entre os presidentes desde que o republicano assumiu o mandato

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Reunião privada durou cerca de 1h30
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Lula e Trump em encontro na Casa Branca
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Lula e Trump em encontro na Casa Branca

Reprodução/ Ricardo Stuckert/ PR

Trump recebe Lula na Casa Branca
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Trump recebe Lula na Casa Branca

Reprodução/X

A fala ocorre após uma reunião de três horas entre os presidentes. O brasileiro chegou a dizer que saiu “muito satisfeito” do encontro.

Durante a reunião de trabalho, os líderes discutiram, entre outros temas, comércio e tarifas.

No fim do encontro, o republicano elogiou Lula e classificou a conversa como “muito produtiva”.



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Lula diz que Trump prometeu não invadir Cuba


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Donald Trump disse que não tem intenções de invadir Cuba. A informação, divulgada pelo líder brasileiro nesta quinta-feira (7/5) durante coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil em Washington, contradiz as recentes ameaças do mandatário dos Estados Unidos contra o país caribenho.

“O que eu ouvi, não sei se a tradução foi correta, de que ele disse que não pensa em invadir Cuba”, disse o presidente brasileiro ao ser questionado se a situação de Cuba foi discutida na reunião. “Isso foi dito pela intérprete, e acho que isso é um grande sinal até porque Cuba quer dialogar.”

Lula ainda se colocou como possível mediador sobre a ilha caribenha. O presidente, no entanto, não deu maiores detalhes sobre a conversa sobre Cuba com Trump — que nos últimos meses ameaça agir contra o país. 

“Se ele precisar de ajuda para discutir a situação de Cuba, eu estou inteiramente à disposição”.

Anteriormente, interlocutores do Itamaraty informaram ao Metrópoles que a situação do país caribenho teria espaço secundário no encontro entre os dois presidentes. Isso porque, informaram fontes que preferiram manter o anonimato, o foco seriam “questões bilaterais” entre EUA e Brasil.

Segundo o líder brasileiro, questões como investimentos dos EUA no Brasil, crime organizado e tarifas foram os temas centrais da conversa com Trump.

Depois de receber Lula na Casa Branca, o presidente norte-americano classificou a reunião como “muito produtiva”.



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Dia da Vitória: Zelensky rejeita trégua e a chama de “inadequada”


Às vésperas do Dia da Vitória, uma das datas mais simbólicas do calendário político russo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, elevou o tom contra o Kremlin e acusou Moscou de usar o cessar-fogo anunciado para as celebrações de 9 de maio como instrumento político.

Em pronunciamento divulgado nesta quinta-feira (7/5), Zelensky afirmou que a “lógica da liderança russa é estranha e definitivamente inadequada”. E criticou o pedido de aliados de Moscou para que representantes estrangeiros compareçam às cerimônias na capital russa.

“Eles querem permissão da Ucrânia para realizar seu desfile, para ir à praça em segurança por uma hora, uma vez por ano, e depois continuar matando nosso povo e lutando novamente”, declarou o líder ucraniano.

A fala ocorre em meio ao anúncio do Ministério da Defesa da Rússia de um cessar-fogo temporário entre 8 e 10 de maio, período em que o país celebra os 81 anos da derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

Mais cedo, Moscou reiterou a suspensão temporária das operações militares por ordem do presidente Vladimir Putin.

Kiev, no entanto, reagiu com desconfiança. Segundo Zelensky, a Ucrânia havia proposto uma trégua anteriormente, inclusive em 6 de maio, mas recebeu “novos ataques russos e novas ameaças” como resposta.

Dia da Vitória: Zelensky rejeita trégua e a chama de “inadequada” - imagem 1
1 de 3Klaudia Radecka/NurPhoto via Getty Images
Ucrânia acusa Rússia de violar trégua e rejeitar esforços de paz
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Ucrânia acusa Rússia de violar trégua e rejeitar esforços de paz

Arte/Metrópoles

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky
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Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky

Antonio Masiello/Getty Images

Kremlin sob tensão

A tensão cresce justamente no momento em que o Kremlin vive um cenário descrito por serviços de inteligência europeus como de “extrema ansiedade”. Relatório divulgado pelo portal investigativo russo Vazhnyye Istorii (Histórias Importantes, em tradução livre) aponta que o entorno de Putin teme conspirações internas, vazamentos e até possível tentativa de assassinato.

O documento descreve um endurecimento sem precedentes na segurança presidencial desde março deste ano, incluindo múltiplas barreiras de triagem no Kremlin, reforço das inspeções físicas, restrição de deslocamentos do presidente e uso frequente de bunkers.

Neste ano, o tradicional desfile militar do Dia da Vitória acontece sob medidas inéditas de segurança e sem parte do armamento pesado normalmente exibido na Praça Vermelha, em Moscou.

Negociações de paz

O presidente ucraniano também confirmou a continuidade das negociações com representantes do presidente dos Estados Unidos, citando Steve Witkoff e Jared Kushner.

Segundo Zelensky, o ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, discutiria questões humanitárias e trocas de prisioneiros, além de possíveis acordos de segurança e reforço da defesa aérea.



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Lula publica vídeo do encontro com Trump na Casa Branca


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) compartilhou um vídeo do momento em que chegou à Casa Branca, em Washington, para uma reunião de trabalho com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. Na filmagem, o petista aparece descendo do carro e cumprimentando o republicano.

Veja:

O chefe do Planalto chegou à sede do governo norte-americano por volta das 12h13 (horário de Brasília) e foi recebido com um tapete vermelho. Os líderes seguiram para uma reunião fechada, que durou mais de uma hora. Após o encontro, Lula e Trump almoçam juntos.

A reunião ocorre sete meses após a última reunião entre ambos, em outubro, na Malásia. Por parte do governo brasileiro, a prioridade é a discussão sobre a proposta de cooperação no combate ao crime organizado e a reversão de tarifas ainda pendentes a setores da economia brasileira.

Há expectativa também de que os chefes de Estado abordem o tema da exploração de minerais críticos e terras raras. O Brasil possui grande reserva de minerais estratégicos e tem buscado ampliar alianças na área.

Lula viajou aos EUA acompanhado de uma comitiva composta por:

  • Dario Durigan, ministro da Fazenda;
  • Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores;
  • Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio;
  • Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia;
  • Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública; e
  • Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.

Do lado americano, participam da reunião:

  • JD Vance – vice-presidente dos EUA;
  • Susan Wiles – chefe de gabinete da Casa Branca;
  • Howard Lutnick – secretário de Comércio;
  • Scott Bessent – secretário do Tesouro;
  • Jamieson Greer – chefe do USTR (o órgão de comércio exterior do EUA).





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Lula chega à Casa Branca para encontro com Trump


Washington e Brasília – Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, dos Estados Unidos, reúnem-se nesta quinta-feira (7/5) na Casa Branca, em Washington, para um encontro de trabalho que deve ter na pauta o combate ao crime organizado, questões comerciais, minerais críticos, entre outros temas. Lula saiu da residência brasileira por volta de 12h03 (horário de Brasília) para ir até a sede do governo norte-americano. Chegou no local por volta de 12h13 (horário de Brasília).

O petista será recebido no Salão Oval. Em seguida, os líderes terão uma reunião fechada. Após o encontro, deve ser feita uma declaração conjunta para jornalistas. Acompanhe, ao vivo, a cobertura do Metrópoles:

Assista ao momento da chegada de Lula na entrada da Casa Branca:

O encontro ocorre sete meses após a última reunião entre os líderes, em outubro, na Malásia. Por parte do governo brasileiro, a prioridade será a discussão sobre a proposta de cooperação no combate ao crime organizado e a reversão de tarifas ainda pendentes a setores da economia brasileira.

Há expectativa também que os chefes de Estado abordem o tema da exploração de minerais críticos e terras raras. O Brasil possuiu grande reserva de minerais estratégicos e tem buscado ampliar alianças na área.

Nessa quarta, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O texto agora segue para o Senado.

Lula viajou aos EUA acompanhado de uma comitiva composta por:

  • Dario Durigan, ministro da Fazenda;
  • Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores;
  • Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio;
  • Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia;
  • Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública;
  • Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.

Colaboração contra o crime organizado

Em dezembro, o governo brasileiro encaminhou ao Departamento de Estado proposta para reforçar a cooperação no combate ao crime organizado. A iniciativa inclui medidas de repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico internacional de armas.

Segundo interlocutores, o foco do Brasil será justamente essa proposta, já em análise pelo governo norte-americano. Lula e os ministros brasileiros devem destacar, durante a reunião, as ações já realizadas pelo país nessa área. A expectativa é que Brasil e Estados Unidos avancem em um acordo de cooperação contra o crime organizado transnacional, tema que deve estar no centro das discussões entre os dois líderes.

O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de enquadrar facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O Palácio do Planalto rechaça a medida por entender que ela pode abrir brechas para interferências externas no país.



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O que Trump espera ganhar com visita de Lula


O “encontro olho no olho” entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, marcado para esta quinta-feira (7/5) na Casa Branca, será realizado em um momento em que a relação entre Brasil e Estados Unidos passa a refletir disputas mais amplas de poder, influência e reorganização da ordem internacional.

Em um cenário marcado pela intensificação da disputa entre grandes potências e pela corrida por recursos estratégicos, o Metrópoles ouviu analistas que avaliam o encontro como parte de uma tentativa de o republicano reposicionar a influência da Casa Branca na América Latina, além de garantir insumos essenciais para os Estados Unidos. 

Do ponto de vista norte-americano, o encontro com Lula é visto como uma oportunidade estratégica em múltiplas frentes.

O primeiro eixo é econômico. Especialistas avaliam que o principal interesse do governo Trump é firmar um acordo envolvendo minerais críticos e terras raras – insumos essenciais para semicondutores, inteligência artificial, indústria bélica e transição energética.

O Brasil tem a segunda maior reserva mundial desses minerais. Para os Estados Unidos, a prioridade é reduzir a dependência da China, que é líder nesse setor.

Nesse contexto, o Brasil passa a ser visto não apenas como parceiro comercial, mas como o principal elemento em uma disputa tecnológica global.

Outro ponto sensível envolve comércio e regulação econômica.

Washington tem ampliado críticas a práticas brasileiras em diversas áreas, como etanol, serviços digitais, audiovisual, regulação de plataformas e até sistemas financeiros, como o Pix.

Internamente, o governo Trump também acompanha de perto o avanço de empresas brasileiras, como a JBS no mercado estadunidense, alimentando pressões protecionistas do agronegócio dos EUA.

Há, ainda, uma dimensão menos explícita, mas estratégica: o monitoramento de fluxos financeiros e digitais.

Para especialistas, esse tipo de pressão não é excepcional, mas parte de uma lógica de competição global em que segurança econômica e política externa se tornam cada vez mais interligadas.

Lula e Trump se encontram nesta quinta nos EUA
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Lula e Trump se encontram nesta quinta nos EUA

Ricardo Stuckert/PR

No último ano, Trump elogiou Lula em algumas ocasiões
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No último ano, Trump elogiou Lula em algumas ocasiões

Ricardo Stuckert/PR

Trump em encontro com Lula
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Trump em encontro com Lula

Andrew Harnik/Getty Images


Confira a programação do encontro (no horário de Brasília):


Encontro ultrapassa diplomacia tradicional

Para o professor de geografia humana Vitor de Pieri, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o encontro entre Lula e Trump não pode ser interpretado como uma reunião bilateral tradicional.

“O encontro tende a ultrapassar os limites de uma agenda diplomática tradicional. Ele ocorre em um momento de reacomodação da ordem internacional, de aumento da competição entre grandes potências e de disputa crescente por influência sobre a América Latina”, afirma.

Segundo ele, do lado norte-americano, há uma tentativa de recompor credibilidade estratégica em meio a desgastes recentes da política externa dos EUA, especialmente no Oriente Médio.

Isso leva Washington a reforçar áreas consideradas prioritárias, e poucas regiões têm tanto peso histórico quanto a América Latina.

“Quando os Estados Unidos enfrentam dificuldades em outros tabuleiros, há uma tendência de reforço de presença em regiões estratégicas do hemisfério. O Brasil entra nesse cálculo não como parceiro secundário, mas como ator central”, avalia.

Já para o observador da Casa Branca Fernando Hessel, a leitura sobre o encontro precisa abandonar a ideia de diplomacia simbólica.

“Não existe espaço para amadorismo quando o assunto é esse tipo de negociação. Estamos falando de inteligência artificial, semicondutores, energia e segurança industrial. Isso virou política de Estado”, afirma.

Segurança e crime organizado

Um dos pontos mais sensíveis da agenda envolve a possível reclassificação de facções criminosas brasileiras – como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) – como organizações terroristas.

Há forte pressão de setores ligados ao governo norte-americano para ampliar o conceito de “narcoterrorismo” na América Latina.

Tal manobra tem se refletido em diferentes frentes: operações militares no Caribe e no Pacífico contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas, aumento de sanções contra Cuba e atritos recorrentes com a Colômbia de Gustavo Petro.

Esse conjunto de ações revela, então, uma política externa mais assertiva dos Estados Unidos, que combina força militar, sanções econômicas e pressão diplomática como instrumentos de contenção.

Cálculo eleitoral

Trump e Lula chegam ao encontro com uma coincidência: ambos têm na equação eleitoral um fator central de leitura e risco.

Enquanto o brasileiro se movimenta em meio à disputa por um novo mandato em 2026, Trump encara o desgaste político doméstico e a pressão das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em um cenário no qual qualquer gesto externo pode ser convertido em capital político.



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Homem com facão cravado na cabeça chega caminhando a hospital


Um homem deu entrada em um hospital, no último sábado (2/5), em Mumbai, na Índia, com um facão cravado na cabeça. Apesar da gravidade do ferimento, a vítima chegou consciente e caminhando normalmente até a unidade de saúde. A cena foi registrada em vídeo e viralizou nas redes sociais.

Confira:


Segundo o portal britânico The Sun, o paciente foi identificado como Rohit Pawar, de 27 anos. A polícia informou que ele teria sido atacado por três moradores locais após se envolver em uma briga na noite de sábado. Durante a confusão, o jovem foi atingido com uma “koita”, espécie de facão tradicional usado na agricultura indiana, especialmente na colheita de cocos.

Médicos que atenderam Pawar ficaram impressionados ao constatar que ele permanecia consciente e sem sinais aparentes de comprometimento cerebral grave. Exames mostraram que a lâmina havia penetrado cerca de 4 centímetros no cérebro.

De acordo com chefe do departamento de neurocirurgia do Lokmanya Tilak Municipal Medical College, Batuk Diyora, o maior desafio foi realizar os exames de imagem.

“O problema não era o metal em si, mas conseguir posicioná-lo adequadamente na máquina. Um procedimento que normalmente dura poucos minutos levou cerca de 45 minutos”, explicou.

O médico afirmou ainda que a remoção do facão exigiu extremo cuidado devido ao risco de atingir vasos sanguíneos importantes e provocar hemorragia intensa.

A cirurgia de emergência foi concluída com sucesso, e o facão foi retirado. Rohit segue internado na UTI, com quadro clínico considerado estável e apresentando melhora gradual.



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Professor é acusado de “farsa” por inventar prêmio semelhante ao Nobel


Um professor francês está sendo investigado por “farsa” após ter recebido a Medalha de Ouro de Filologia de 2016. A grande questão é que o prêmio não existe. Florent Montaclair, então com 46 anos, teria se tornado o primeiro francês a receber o prêmio, comparável ao Nobel. Nem mesmo a instituição que supostamente concede o prêmio existe.

A cerimônia do prêmio chegou a acontecer e contou com a presença de ganhadores do Prêmio Nobel, ex-ministros, parlamentares e cientistas renomados. Aos convidados, foi informado que o escritor  italiano Umberto Eco também teria recebido a honraria. No ano seguinte, Noam Chomsky recebeu o prêmio. No site da honraria, é descrito que o prêmio é concedido a cada cinco anos desde 1937. A filologia é o estudo da linguagem.

A farsa, no entanto, foi descoberta por investigadores franceses. Ao The Guardian, o procurador público Paul-Édouard Lallois disse que foram meses de investigação. “Foi tudo uma grande farsa. Daria para virar filme ou série de televisão”, disse.

O que a investigação quer saber agora é se Montclair usou a medalha para obter ganhos pessoais, como aumento salarial. “Se você ficar em casa com suas medalhas em cima da lareira, não haverá consequências legais. Se, por outro lado, você mencionar isso ao seu empregador, se mencionar isso à mídia, e se tudo isso levar a um certo reconhecimento profissional, então terá implicações concretas, e é aí que a noção de fraude pode começar a surgir”, explicou Lallois.

Ao Le Monde, o advogado de Montaclair disse que o cliente só usou sua “imaginação” e que isso não pode ser considerado um crime.  “Dizem que há 10 anos todos caíram num golpe monstruoso, mas todos têm o direito de usar a imaginação; cabe à pessoa com quem você está falando acreditar ou não”, disse Jean-Baptiste Euvrard.



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