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GO: síndico que matou corretora em emboscada pode ir a júri popular


GoiâniaPreso acusado de matar e ocultar o corpo da corretora de imóveis Daiane Alves, o síndico Cléber Rosa de Oliveira pode ser levado a júri popular. Nessa quarta-feira (6/5) ele passou pela primeira fase da audiência de instrução, que teve duração de quase 6 horas, e que baseia a decisão da Justiça.

O rito processual, que busca confirmar os indícios de autoria e materialidade do crime, terá continuidade em julho, quando a magistrada deverá proferir a sentença de pronúncia sobre o julgamento do réu.


Emboscada contra corretora

  • O crime aconteceu em 17 de dezembro de 2025, em Caldas Novas (GO), quando Daiane desapareceu após descer ao subsolo do condomínio onde morava e trabalhava.
  • Conforme as investigações, segundo o processo, a corretora foi atraída para uma emboscada, ao ter energia de seu apartamento cortada propositalmente para que ela fosse ao encontro do agressor.
  • A motivação, conforme o inquérito policial, foi uma desavença profissional. Daiane havia assumido a gestão de diversos apartamentos que antes eram administrados pelo síndico, o que gerou uma disputa comercial no setor imobiliário local.
  • Ela foi assassinada com disparos de uma pistola calibre .380, em uma região de mata, às margens da GO-213, onde o corpo foi ocultado por cerca de 40 dias.
  • O síndico confessou o crime no dia 28 de janeiro.

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Júri popular

A sessão de instrução e julgamento de Cléber começou por volta das 13h30 e se estendeu até depois das 19h. Durante a tarde, a juíza responsável ouviu as 13 testemunhas de acusação, que detalharam as circunstâncias que envolveram o desaparecimento e a morte da corretora de imóveis.

Nesta fase do processo, a magistrada avalia se as provas apresentadas pelo Ministério Público são sólidas o suficiente para que ele seja julgado pelo Tribunal do Júri, formado por sete cidadãos comuns.

Contudo, o desfecho do rito terá ainda uma segunda etapa da audiência de instrução já foi agendada para o mês de julho, ainda sem data específica divulgada. Nesta nova fase, deverão ser concluídas as oitivas restantes e o interrogatório do réu.

Cléber Rosa de Oliveira responde pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Caso a juíza decida pela “pronúncia”, ele será oficialmente encaminhado ao banco dos réus para enfrentar o veredito popular.

O síndico Cléber Rosa de Oliveira, acusado de matar e ocultar o corpo da corretora Daiane Alves, passou nesta quarta-feira (6/5) pela primeira fase da audiência de instrução, onde a Justiça decidirá se ele será levado a júri popular. Durante a sessão, que durou mais de cinco horas em Caldas Novas, 13 testemunhas foram ouvidas, todas arroladas pela acusação.

Caso Daiane

O caso do desaparecimento e morte de Daiane gerou repercussão nacional. A investigação avançou após o síndico confessar o crime e indicar o local onde havia ocultado os restos mortais, em uma área de mata.

Outro ponto crucial para a perícia técnica foi a localização do celular da vítima, encontrado dentro da caixa de esgoto do condomínio. No aparelho, a polícia conseguiu encontrar vídeos recuperados que registraram o momento do ataque contra Daiane, servindo como prova material contundente contra o acusado.

Na época do crime, o filho do síndico, Maicon Douglas, também chegou a ser detido sob suspeita de envolvimento, mas foi solto pouco tempo depois por falta de indícios que justificassem a manutenção da prisão. Atualmente, Cléber permanece em prisão preventiva, uma vez que a Justiça de Caldas Novas rejeitou os pedidos de liberdade da defesa, citando a gravidade da conduta.



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