A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7/5), operação que tem como alvo dois funcionários do Banco de Brasília (BRB) e o irmão da ex-deputada federal Flávia Peres. Um servidor público federal, empresários e pessoas jurídicas interligadas também são investigadas pela operação batizada de Insider. Os investigados são moradores do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.
São cumpridos 17 mandados de busca e apreensão. O caso envolve uma agência de Ceilândia. Os servidores são suspeitos de fazer venda de fundos. A denúncia foi feita pelo próprio BRB, após auditoria.
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta quinta-feira (7/5) a Operação Insider
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A operação investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa
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Ao todo, a operação cumpre 17 mandados de busca e apreensão
Material cedido ao Metrópoles
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Um veículo foi apreendido durante a operação
Divulgação/PCDF
“A partir de uma investigação do próprio banco, nós chegamos à fraude e às pessoas responsáveis. Estamos fazendo de tudo para coibir e punir desvios no BRB”, disse a governadora do DF, Celina Leão (PP), ao Metrópoles.
A partir da denúncia, os investigadores identificaram movimentações financeiras estimadas em 15 milhões, envolvendo transferências suspeitas entre pessoas físicas e jurídicas, operações com uso intensivo de numerário em espécie e indícios de ocultação patrimonial por meio da aquisição de veículos de alto valor e circulação fracionada de recursos.
A investigação também apura possíveis irregularidades envolvendo operações estruturadas no âmbito da BRB DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários). Foi identificado que um empregado público do BRB, responsável pela intermediação de carteiras de ativos, teria operacionalizado a venda de ativos de três carteiras no valor de mais de R$ 60 milhões.
Em datas subsequentes às operações, ele teria recebido percentual da operação, valor considerado incompatível com os rendimentos formalmente declarados.
Na manhã desta quinta-feira (7/4), policiais civis foram em endereços no Guará, em Águas Claras e no Park Way. No Guará, a operação mira endereços ligados a um contador.
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A Operação Insider, da PCDF, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira
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A ação mira funcionários do BRB e empresários ligados a uma fraude milionária
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Foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão
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Endereços de um contador no Guará foram alvo
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Também foram cumpridos mandados no Park Way e em Águas Claras
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Divisão de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraude (DCV/CORF), foi às ruas da capital Federal e de outras cidades do país nas primeiras horas desta quinta-feira (7/5) e deflagrou a “Operação Causa Ganha”. O objetivo da batida policial é combater uma organização criminosa especializada no chamado “golpe do falso advogado”.
São cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Seis deles no estado de São Paulo, nas cidades de Santos e São Vicente, enquanto os outros dois foram executados em Fortaleza, no Ceará.
Segundo as investigações, os criminosos utilizavam aplicativos de mensagens e se passavam por advogados ou representantes legais das vítimas. Com informações falsas sobre supostas liberações de valores judiciais, os suspeitos convenciam as vítimas a realizar transferências bancárias para “pagamento de taxas processuais” e custas inexistentes.
“As investigações apontaram que eles se passavam por advogados e representantes legais das vítimas e informavam falsamente a liberação de valores judiciais induzindo a realizarem essas transferências bancárias sob pretexto de pagamento de taxas”, completou o delegado Dário Freitas.
Fraudes investigadas
Nas diligências, os policiais apreenderam dinheiro em espécie, aparelhos celulares, computadores e diversos dispositivos eletrônicos que eram utilizados nas fraudes investigadas.
As autoridades informaram, ainda, que os suspeitos possuem antecedentes criminais por tráfico de drogas e roubo. Em São Vicente, um dos suspeitos foi preso durante as buscas por porte de drogas.
Além disso, a investigação identificou movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, bem como o uso de contas bancárias de terceiros para ocultação e pulverização dos valores obtidos ilegalmente.
A operação contou com o apoio das polícias Civil de São Paulo (PCSP) e do Ceará (PCCE). Os investigados responderão pelos crimes de estelionato eletrônico, falsa identidade, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.
De acordo com a PCDF, as investigações continuam com a análise do material apreendido. O objetivo é identificar outros integrantes da organização criminosa, além de possíveis novas vítimas do esquema.
Carlos Eduardo foi promovido a primeiro-sargento em 23 de dezembro de 2021, dois anos após o crime que ele foi denunciado e pronunciado. Atualmente, o acusado recebe um salário bruto de R$ 17,4 mil, segundo o Portal da Transparência do DF.
Ithallo foi assassinado em uma boate do Itapoã, na madrugada de 28 de junho de 2019, após uma briga generalizada envolvendo Carlos Eduardo, segundo-sargento da PMDF à época. Após ser atingido por um tiro, a vítima foi levada ao Hospital da Região Leste (Paranoá), mas não resistiu ao ferimento. A vítima não tinha nada a ver com a confusão e somente estava no espaço.
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Ithallo foi morto após ser atingido em boate
Reprodução/Redes sociais
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Local onde ocorreu o crime
Michael Melo/Metrópoles
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Boate onde aconteceu o crime
Michael Melo/Metrópoles
No dia do crime, o militar se apresentou espontaneamente à polícia, e alegou que reagiu a um roubo. No entanto, outras testemunhas apresentaram outra versão. Carlos chegou a ser preso em 29 de junho de 2019, mas foi solto em setembro daquele ano e responde o processo em liberdade.
Em recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a defesa de Carlos conseguiu retirar as qualificadoras de tentativa de homicídio e comunicação falsa de crime que poderiam aumentar a pena.
Mais detalhes do crime
De acordo com as investigações, Carlos Eduardo chegou ao Bar Secret embriagado, juntamente com amigos, e deu uma “carteirada” para entrar no local sem passar por revista.
Já no interior do estabelecimento, segundo o MPDFT, observou que uma garota com quem já havia tido um relacionamento extraconjugal dançava com um rapaz. Ele, então, passou a discutir com a jovem e, quando o homem que a acompanhava tentou intervir, Carlos Eduardo sacou sua arma e efetuou um disparo. O tiro não atingiu o sujeito pretendido e acabou ferindo fatalmente Ithallo Matias, que não estava envolvido na confusão.
Mesmo diante dos acontecimentos, o policial Carlos Eduardo, em vez de socorrer Ithallo, juntou-se a seus amigos e o grupo passou a agredir o verdadeiro alvo. O denunciado fugiu do local do crime e, horas após, procurou a 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) alegando que havia sido vítima de tentativa de assalto e, por isso, disparou nas proximidades do bar. Essa versão, de acordo com o MPDFT, foi criada para se esquivar de eventual prisão em flagrante, fato que gerou dificuldade no início das investigações.
Os investigadores ouviram mais de oito pessoas, entre elas os envolvidos na briga, seguranças da casa noturna e o proprietário do estabelecimento. A história contada pelo agora terceiro-sargento foi desmentida logo pela primeira testemunha, que seria amante de Carlos Eduardo. Aos policiais, a mulher explicou que se relaciona de maneira extraconjugal com o militar há pelo menos três meses. Ela teria dito que sabia que o PM é casado e tem filhos.
A investigação da PCDF apontou que a cena do crime teria sido limpa antes que a perícia fosse feita no local.
Em 6 de fevereiro de 2018, ele foi nomeado assessor-chefe da Assessoria de Segurança Institucional do gabinete da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob comando do ministro Luiz Fux. Em agosto, passou a atuar como assessor na equipe da ministra Rosa Weber, onde ficou apenas um mês.
No mesmo dia da exoneração, Carlos Eduardo passou a ocupar cargo similar no gabinete do ministro Luiz Fux, atual vice-presidente da Suprema Corte. O PM deixou o STF apenas em maio deste ano.
A Polícia Militar do DF foi acionada para se manifestar sobre o caso, mas não havia respondido aos questionamentos da reportagem até a última atualização deste texto. O Metrópoles não conseguiu confirmar se o Carlos Eduardo segue atuando na corporação ou se foi afastado enquanto não ocorre o julgamento.
Leonardo Cruz, irmão do empresário morto a facadas, Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, disse ter deixado o local do crime minutos antes do assassinato. O homem foi morto por um funcionário dentro da própria oficina de restauração de carros antigos, no SOF Norte (DF), na tarde desta quarta-feira (6/5). A prisão foi feita por policiais militares do 3º Batalhão da PMDF (Asa Norte).
“Ele não sabia que era a última vez. Meu irmão era conhecido pelo trabalho com restauração de veículos antigos e também por sua atuação no mercado de cervejas artesanais em Brasília. Um homem notável e muito amado pelos familiares e amigos”, disse o irmão da vítima.
Flávio havia retornado de uma viagem a Alexânia com o irmão, onde foram buscar peças para seu trabalho. Após chegarem à oficina, os dois conversaram, e o irmão foi embora.
Nesse curto intervalo, Flávio fica sozinho no estabelecimento, momento em que o autor do crime — sobrinho de um funcionário e levado ao local pelo tio para ser ajudante — teria iniciado o ataque.
Armado com uma faca, ele desferiu vários golpes contra a vítima. Em seguida, com o empresário já caído, o acusado dá chutes e utiliza uma roda para continuar as agressões, atingindo, principalmente, a região do rosto. Após o crime, o autor deixou o local e foi até um bar próximo ainda com a faca suja de sangue.
O funcionário da oficina mecânica foi preso em flagrante nesta quarta-feira (6/5).
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Oficina mecânica no SOF Norte foi isolada pela Polícia Civil após o empresário Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, ser morto a facadas por um funcionário na manhã desta quarta-feira (6/5)
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Familiares, amigos e empresários próximos lamentaram a morte e tragédia
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Policiais militares e peritos estiveram na oficina onde o empresário Flávio Cruz Barbosa foi assassinado pelo funcionário, que permaneceu no local após o crime segurando a faca usada no ataque
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Leonardo Cruz, irmão da vítima
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Facadas
A ação foi filmada por câmeras do estabelecimento que mostram o momento do crime. O acusado desferiu facadas no pescoço do próprio patrão e depois acertou chutes na vítima.
Após matar o homem, o suspeito arrasta o corpo para os fundos da oficina, deixando um enorme rastro de sangue.
A equipe da 5ª Delegacia de Polícia Civil (Asa Norte) investiga o caso.
Segundo a PCDF, o autor do crime, um jovem de 24 anos, apresenta sinais de transtorno mental e teria premeditado o crime.
Após matar a facadas o patrão, identificado como Flavio Cruz Barbosa, de 49 anos, em uma oficina mecânica, localizada no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), na tarde desta quarta-feira (6/5), o assassino teria ido até um bar. No local, ele pediu uma água e um cigarro. As informações são de um comerciante vizinho da oficina onde o crime ocorreu, ouvido pelo Metrópoles.
Veja:
O comerciante vizinho relatou ter ouvido sons que, naquele momento, não chamaram atenção por serem comuns na rotina do local. O barulho ficou ainda mais abafado pois ele e um funcionário estavam descarregando ração no momento.
Segundo o vizinho, entre 11h e 11h20, foi possível escutar “um barulho como se fosse coisa metálica e roda, caindo no chão”. Ainda assim, ele não estranhou o som alto porque o ambiente costuma ser barulhento, com circulação de materiais e ruídos frequentes.
Poucos minutos depois viram o autor saindo com a faca suja de sangue e a mão com sangue, foi quando ele se deu conta do que estava ocorrendo.
“Ele se sentou no bar aqui do lado, se sentou e pediu tranquilamente uma água e um cigarro”.
Ataque brutal
As imagens mostram o momento em que o autor, um homem de 24 anos, chega na oficina e chuta o rosto do patrão, que estava sentado. Após o chute, o criminoso dá diversas facadas no chefe.
Em seguida, o indivíduo derruba o patrão e dá sequência às agressões. O criminoso chega a pegar uma roda e arremessar contra a vítima. Por fim, o autor sai arrastando o corpo do homem, deixando um rastro de sangue no chão da oficina.
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A equipe da 5ª Delegacia de Polícia Civil (Asa Norte) investiga o caso
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A ação foi filmada por câmeras do estabelecimento que mostram o momento do crime
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A prisão foi feita por policiais militares do 3º Batalhão da PMDF
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Um rastro de sangue foi deixado no local do crime
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Familiares, amigos e empresários próximos lamentaram a morte e tragédia
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O acusado desferiu facadas no pescoço do patrão, acertou chutes e atacou a vítima com a roda interior de um pneu
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O autor do crime foi preso em flagrante logo após o homicídio. De acordo com a Polícia Civil (PCDF), ele premeditou toda a ação.
Ainda segundo a PCDF, o rapaz sofre de transtornos mentais. A 5ª Delegacia de Polícia (área central) investiga o caso.
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Momento em que o funcionário acerta chute no patrão
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Câmeras de segurança registraram toda a ação criminosa
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Funcionário matou patrão a facadas na oficina
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Quem é o patrão assassinado
O patrão assassinado por um funcionário a facadas nesta quarta-feira (6/5) era o empresário Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, dono da oficina OUD, localizada no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), no Lago Norte (DF). O proprietário foi morto dentro da própria oficina de restauração de carros antigos por volta das 11h30.
Ele havia acabado de retornar de uma viagem a trabalho para Alexânia com o irmão, Leonardo Cruz. Após chegarem ao local, os dois conversaram, e o irmão deixou a oficina. A saída do irmão ocorreu poucos minutos antes do crime.
Flávio Cruz Barbosa, 49, é a vítima
O irmão da vítima, Leonardo Cruz, afirmou:
“Ele não sabia que era a última vez. Fico triste porque foram questões de minutos: eu saí e isso aconteceu”. “Meu irmão era conhecido pelo trabalho com restauração de veículos antigos e também por sua atuação no mercado de cervejas artesanais em Brasília. Um homem notável na sociedade e muito amado pelos familiares e amigos”
O autor do crime, identificado como Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos, foi preso em flagrante por policiais militares do 3ºBPM e levado para 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte).
A diretora da Escola de Sabores Oscar,Francisnilde Miranda da Silva, foi afastada das funções administrativas após a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) determinar, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (5/5), intervenção administrativa temporária na unidade, localizada na 907 Sul, em Brasília.
A medida ocorre em meio a denúncias de falta de insumos, como panelas e alimentos, e de tentativas de improviso com materiais inadequados, que vinham comprometendo as aulas práticas dos cursos técnicos de gastronomia, confeitaria e qualificação profissional oferecidos pela escola.O caso foi relevado pelo Metrópoles. O problema atingia todos os turnos e levou à suspensão das atividades práticas na escola desde fevereiro.
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Apenas três aulas práticas em meses: alunos relatam formação comprometida em escola técnica do DF
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Cursos de até 800 horas têm rotina travada por falta de laboratório em escola pública de gastronomia
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Mesmo com estrutura para prática, escola do DF mantém cursos técnicos quase só na teoria, dizem estudantes
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A Escola de Sabores Oscar é uma instituição pública que integra a modalidade de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e divide espaço com o Centro Integrado de Educação Física (CIEF) e a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE).
Com a intervenção, a gestão da unidade passa a ser assumida, de forma temporária, por dois meses, por uma equipe técnica indicada pela Coordenação Regional de Ensino. A diretora afastada deixa a condução administrativa durante o período.
“A intervenção tem como objetivo restabelecer a normalidade administrativa, pedagógica e operacional da unidade, além de reorganizar os processos internos e garantir a continuidade das atividades”, disse a Secretaria em nota.
A pasta também autorizou, de forma excepcional, a aquisição dos insumos necessários para o funcionamento da escola. A expectativa é de que as atividades sejam normalizadas ainda nesta semana.
Procurada pelo Metrópoles, Francisnilde não quis se manifestar sobre o afastamento.
Cozinha improvisada
O Metrópoles esteve na instituição e ouviu alunas da unidade, procurada principalmente por quem busca empreender, mudar de carreira ou aumentar a renda. Segundo elas, a formação tem esbarrado em um problema central da área: aprender gastronomia sem conseguir colocar a mão na massa.
As estudantes chegaram a relatar paralisação das atividades por uma semana, entre os dias 13 e 17 de abril, como forma de chamar a atenção da direção para o problema, mas que não obeteve resultados.
A aposentada Francisca Rodrigues, de 62 anos, que já vendia doces de confeitaria, buscou o curso para ampliar a renda com a produção de marmitas. Ela conta que precisou recorrer a improvisos para acompanhar as atividades.
“Já usei saco plástico para pesar alimentos porque não tinha material adequado e copos descartáveis para medir ingredientes. A improvisação virou rotina. Como vou sair formada sem saber executar as técnicas? Se pedirem para desossar um frango, eu não vou saber”, afirma a estudante.
A professora Eliomar Alencar, de 48 anos, aponta que a falta de materiais também afeta a segurança alimentar. “Tem um rolo para dividir entre duas turmas. Não temos tábuas nem bowls suficientes. Mas a gente é obrigada a fazer mesmo sabendo que é errado”, afirma.
Já a administradora Helane Araújo, de 42 anos, afirma que o conteúdo teórico não tem sido suficiente e muitas vezes sem útilidade. “Aprendemos a teoria, mas não conseguimos praticar. Já vimos praticamente todo o conteúdo teórico. Agora os professores precisam recorrer a vídeos, filmes e cartazes, acabam repetindo algo que já não tem muito mais o que ser dito”, relata.
Apesar das críticas, a estudante destacou a qualidade do corpo docente. “Os professores são muito bons, sabem o que estão ensinando. O problema é que falta estrutura para colocar isso em prática”, resume Helane.
As inscrições para os cursos da Escola de Sabores Oscar são abertas duas vezes ao ano, por meio do site da Secretaria de Educação do DF, com seleção realizada por sorteio.
A governadora Celina Leão (PP-DF) sancionou nesta quarta-feira (6/5) a lei que permite a transferência de licenças de táxi no Distrito Federal para outras pessoas, inclusive cônjuges e filhos.
A nova sanção altera a Lei nº 5.323/2014, que trata da prestação do serviço de táxi no DF, para adequá-la à legislação federal e permitir a transferência dos direitos de exploração do serviço.
O projeto de lei, de autoria do deputado Pepa (PP-DF), foi aprovado no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) no último dia 16 de abril. A proposta é reduzir a burocracia e tornar o processo de transferência mais simples e ágil.
O titular da outorga de táxi poderá transferir seus direitos para outra pessoa, que passa a assumir as mesmas regras da autorização original pelo tempo restante. Para fazer isso, o interessado precisa apresentar um pedido formal ao órgão responsável pelo transporte no DF e comprovar que atende a alguns requisitos, como situação regular do veículo (vistoria, licenciamento e padronização) e que a outorga não está parada.
Casos de morte do titular
O projeto também prevê situações que envolvem a morte do titular. Nesse caso, o cônjuge, companheiro ou filhos podem pedir a transferência da outorga para si ou indicar outra pessoa habilitada. Em ambos os casos, o pedido deve ser feito em até um ano após o falecimento.
“Estou muito feliz em sancionar essa legislação porque é uma lei que resguarda as mulheres e os órfãos, além de fazer justiça para uma categoria que tem um patrimônio para deixar”, destacou a governadora Celina Leão.
Durante a tramitação, foi incluída — e aprovada — uma emenda do próprio autor do projeto. A emenda retira duas exigências para a transferência: a regularidade fiscal, previdenciária e administrativa, e a ausência de impedimentos judiciais ou administrativos para exercer a atividade.
Regularização de assentamento
A governadora Celina Leão entregou, também nesta quarta-feira (6/5), o contrato de concessão de uso para 12 moradores do Assentamento Roseli Nunes, localizado em Planaltina (DF). Os moradores da região aguardavam pela regularização há, pelo menos, 12 anos.
A entrega dos documentos foi viabilizada após mudanças legislativas, como a aprovação da Lei nº 7.560, de 2024, e da Lei Complementar nº 1.065, de fevereiro de 2026, que institui o novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (PDOT). A legislação estabelece diretrizes mais claras para a regularização fundiária em áreas com restrições ambientais.
Um funcionário de uma oficina mecânica foi preso em flagrante nesta quarta-feira (6/5) após ser acusado de matar o patrão a facadas. O crime ocorreu no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte) no início desta tarde. A vítima, de 49 anos, era o dono da oficina mecânica e morreu no local após o ataque. O autor do crime foi preso por policiais militares do 3ºBaltahão da PMDF (Asa Norte).
A equipe da 5ª Delegacia de Polícia Civil (Asa Norte) investiga o caso.
Segundo a PCDF, o autor do crime, um jovem de 24 anos, apresenta sinais de transtorno mental e teria premeditado o crime.
A princípio, a coluna havia recebido informação de que o empresário tinho sido assassinado após ser atingido por um pneu. Porém, imagens de câmera de segurança do estabelecimento mostram que o homem foi atacado a golpes de faca e chutes.
Uma testemunha sobre o caso da técnica de enfermagem que acusa o senador Magno Malta (PL-ES) de agressão deu depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta quarta-feira (6/5).
O Metrópoles apurou que o homem também é funcionário do Hospital DF Star, onde teria ocorrido a agressão. Ele contou aos investigadores que não presenciou o tapa no rosto, mas disse que viu a colega logo após a situação e citou que o óculos dela estariam tortos – o que, segundo a vítima, teria sido consequência da ação de Magno Malta.
Segundo a vítima, a agressão ocorreu durante um exame, na última quinta-feira (30/4), mesmo dia em que o boletim foi registrado. O hospital informou que abriu apuração administrativa sobre o caso. A técnica de enfermagem está afastada do trabalho por orientação do médico particular, segundo o hospital.
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Com eletrodos na cabeça, Magno Malta nega agressão a técnica: “Mentira”
Imagem cedida ao Metrópoles
2 de 3Carlos Moura/Agência Senado
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Caso aconteceu em 30 de abril, no Hospital DF Star
De acordo com a profissional, o senador estava internado para realizar angiotomografia de tórax e coronárias. Ela era responsável por conduzi-lo até a sala de exames, realizar a monitorização e iniciar os procedimentos, incluindo o teste de acesso venoso com soro.
No início da injeção de contraste, o equipamento identificou oclusão e interrompeu automaticamente o procedimento. Ao verificar a situação, ela constatou o extravasamento do líquido no braço do paciente.
Quando a técnica explicou a necessidade de compressão no local, o parlamentar teria reagido de forma agressiva. Na ocasião, Malta teria se levantado do aparelho e, quando a profissional se aproximou para prestar assistência, o parlamentar desferiu um tapa no rosto dela, chegando a entortar seus óculos, além de chamá-la de “imunda” e “incompetente” – ambas as situações negadas pelo senador.
O deputado distrital Jorge Vianna (Democrata), que foi vice-presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate-DF) e acompanha o caso, repudiou a situação. “Ter uma profissional de enfermagem sendo agredida, seja verbal ou fisicamente, no seu local de trabalho só prova mais uma vez como a enfermagem é tratada em qualquer nível. Agora, partindo isso de um senador da República, deixa a gente mais indignado. E por mais que ele fale que não deu [o tapa], por mais que ele não assuma isso, está claro que essa menina procurou a delegacia porque ela se sentiu de alguma forma agredida”, declarou.
O parlamentar disse que não se trata de uma “pauta política”. “Essa pauta é uma pauta de gênero, ou seja, um homem agredindo a mulher, essa é a motivação real”, disparou.
O outro lado
Nas redes sociais, o senador negou as agressões. “Vocês me conhecem. Eu nunca encostei a mão em ninguém, nem nas minhas filhas, nem em nenhuma mulher. Isso é falsa comunicação de crime”, disse.
O parlamentar também se pronunciou por meio de equipe jurídica, que emitiu nota. No documento, a defesa diz que Malta encontrava-se sob forte medicação, com a cognição comprometida. Nesse contexto, teria reagido ao sofrimento físico – e não à profissional –, acionando imediatamente o médico responsável por seu acompanhamento.
Após investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, uma operação da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) desmantelou, nesta quarta-feira (6/5), uma organização criminosa ligada à facção carioca Terceiro Comando Puro (TCP). O grupo utilizava comércios como fachada para o tráfico de drogas. Entre os estabelecimentos identificados, está a padaria Bella Massa, em Samambaia (DF), onde a mesma balança usada para pesar pães e outros produtos também era utilizada para pesar drogas.
À coluna Na Mira, a pessoa responsável pela Empresa Bella Massa disse: “Nunca foi ponto de drogas. Estou surpreso”. Ainda na resposta, o responsável mencionou que o advogado do comércio já está tomando as medidas cabíveis. Tentamos localizar a defesa da padaria Bella Massa. O espaço segue aberto para posicionamentos.
Imagens:
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Operação Eiron
FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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Operação Eiron
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Operação Eiron
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Operação Eiron
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Operação Eiron
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Operação Eiron
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Reprodução / PCDF
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Operação Eiron
Reprodução / PCDF
Cardápio de drogas
A padaria não era o único ponto utilizado. O grupo também operava por meio de distribuidoras de bebidas e quiosques. As drogas eram comercializadas pelas redes sociais e aplicativos de mensagens, com uso de “cardápios” que estruturavam um esquema de delivery. As drogas ofertadas eram: crack, cocaína, lança-perfume, haxixe (“dry”) e maconha em diferentes variações, como “skunk” e “ice”.
Para despistar suspeitas, parte das entregas era feita em embalagens de delivery do McDonald’s, estratégia que dificultava o rastreamento. Os pagamentos, segundo as investigações, eram pulverizados por meio de transferências via Pix para contas bancárias de terceiros, conhecidos como “laranjas”.
Vídeo:
Liderança pelo medo
Na tentativa de se aproximar da comunidade e manter o controle territorial, a organização promovia eventos e financiava festas em datas comemorativas, como o Dia das Mães e o Dia das Crianças. Com isso, buscava assumir o papel de falsa provedora e mascarar a violência imposta à vizinhança.
As investigações flagraram integrantes ostentando armas de fogo de grosso calibre e realizando a limpeza de armamentos dentro de veículos.
Em um dos locais utilizados pela organização, foi constatado que um usuário de drogas foi brutalmente espancado durante a madrugada, evidenciando as punições severas impostas pelo chamado “tribunal do tráfico” a quem ameaçasse os interesses do grupo.
Esse contexto de violência também atingiu um dos próprios investigados. Em fevereiro deste ano, durante o curso das apurações, o corpo de um dos alvos foi encontrado boiando no Lago Paranoá.
As circunstâncias da morte ainda estão sendo investigadas, mas o episódio reforça a periculosidade e a dinâmica violenta associadas ao grupo.
Mais detalhes:
As supostas ações filantrópicas integravam uma estratégia para ocultar a violência e a opressão impostas à comunidade.
Coordenada pela 26ª DP, a Operação Eiron contou com o apoio das Delegacias de Polícia Circunscricionais da PCDF, além do DOE, DOA, Canil e DALOP.
No total, foram mobilizados cerca de 200 policiais para o cumprimento de 39 mandados judiciais.
Também foram cumpridos 25 de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva, nas regiões administrativas de Samambaia e Ceilândia.
Os envolvidos responderão pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa armada e lavagem de capitais. Somadas, as penas podem ultrapassar 35 anos de reclusão.