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Professor é acusado de “farsa” por inventar prêmio semelhante ao Nobel


Um professor francês está sendo investigado por “farsa” após ter recebido a Medalha de Ouro de Filologia de 2016. A grande questão é que o prêmio não existe. Florent Montaclair, então com 46 anos, teria se tornado o primeiro francês a receber o prêmio, comparável ao Nobel. Nem mesmo a instituição que supostamente concede o prêmio existe.

A cerimônia do prêmio chegou a acontecer e contou com a presença de ganhadores do Prêmio Nobel, ex-ministros, parlamentares e cientistas renomados. Aos convidados, foi informado que o escritor  italiano Umberto Eco também teria recebido a honraria. No ano seguinte, Noam Chomsky recebeu o prêmio. No site da honraria, é descrito que o prêmio é concedido a cada cinco anos desde 1937. A filologia é o estudo da linguagem.

A farsa, no entanto, foi descoberta por investigadores franceses. Ao The Guardian, o procurador público Paul-Édouard Lallois disse que foram meses de investigação. “Foi tudo uma grande farsa. Daria para virar filme ou série de televisão”, disse.

O que a investigação quer saber agora é se Montclair usou a medalha para obter ganhos pessoais, como aumento salarial. “Se você ficar em casa com suas medalhas em cima da lareira, não haverá consequências legais. Se, por outro lado, você mencionar isso ao seu empregador, se mencionar isso à mídia, e se tudo isso levar a um certo reconhecimento profissional, então terá implicações concretas, e é aí que a noção de fraude pode começar a surgir”, explicou Lallois.

Ao Le Monde, o advogado de Montaclair disse que o cliente só usou sua “imaginação” e que isso não pode ser considerado um crime.  “Dizem que há 10 anos todos caíram num golpe monstruoso, mas todos têm o direito de usar a imaginação; cabe à pessoa com quem você está falando acreditar ou não”, disse Jean-Baptiste Euvrard.



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Cuba deve ficar em segundo plano na reunião entre Lula e Trump


A situação de Cuba e as recentes ameaças dos Estados Unidos contra a ilha caribenha devem ficar em segundo plano na reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. A informação foi confirmada por interlocutores do Itamaraty, ouvidos pelo Metrópoles sob condição de reserva.

No fim de abril, o líder brasileiro criticou a possibilidade de uma intervenção norte-americana em Cuba e pediu que os EUA “deixem os cubanos viverem a vida deles”. Lula ainda exigiu o fim do embargo econômico de Washington contra a ilha, em vigor há mais de 60 anos. 

Ainda assim, fontes com conhecimento sobre a agenda de Lula nos EUA afirmam que o foco da reunião com Trump são “questões bilaterais”. Por isso, assuntos regionais ou globais vão depender do tempo disponível para o encontro e da “própria dinâmica da reunião”.

Conforme mostrou o Metrópoles, a programação do presidente do Brasil nos EUA começa às 11h de quinta-feira (12h pelo horário de Brasília), com a reunião de trabalho com Donald Trump. Os dois ainda devem almoçar na Casa Branca após a conversa.

A expectativa é de que o combate ao crime organizado, as tarifas norte-americanas contra produtos brasileiros, a guerra no Oriente Médio, minerais críticos e a indicação de Michelle Bachalet para a chefia da Organização das Nações Unidas (ONU) sejam os temas centrais do encontro entre Lula e Trump.



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Trump: guerra contra o Irã valeria a pena mesmo com petróleo a US$ 200


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira (6/5), que a guerra contra o Irã “teria valido a pena” mesmo se os preços do petróleo tivessem disparado a ponto de chegar a US$ 200 ou US$ 250 por barril.

“O preço do petróleo poderia ter chegado a US$ 200, US$ 250, mas agora está em US$ 100. Acho que você está surpreso, e eu também. Mas mesmo que tivesse chegado a US$ 200, teria valido a pena”, declarou.

A declaração do republicano ocorre em meio às negociações entre Washington e Teerã para encerrar o conflito no Oriente Médio e após uma forte queda das cotações internacionais do petróleo.

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Irã diz que EUA não pode "ditar suas políticas a nações independentes"
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Irã diz que EUA não pode “ditar suas políticas a nações independentes”

Foto: Al Drago/Getty Images

Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial
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Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Lara Abreu/ Arte Metrópoles

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Alex Brandon-Pool/Getty Images

Emirados Árabes anunciam saída da Opep e da Opep +
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Emirados Árabes anunciam saída da Opep e da Opep +

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Na visão de Trump, os custos econômicos da escalada militar seriam justificáveis diante dos objetivos estratégicos dos Estados Unidos no Oriente Médio.

O chefe da Casa Branca voltou a associar, ainda, o conflito ao controle das rotas energéticas globais e à contenção do programa nuclear iraniano.

Ao comentar a situação, o presidente também revelou encontros recentes com executivos das gigantes petrolíferas norte-americanas Chevron e ExxonMobil. Segundo ele, as conversas envolveram principalmente a expansão das operações na Venezuela e os impactos da guerra sobre o setor energético.

Petróleo despenca com expectativa de acordo

Apesar da retórica adotada por Trump nas últimas semanas, os mercados reagiram positivamente aos rumores de uma aproximação diplomática entre Estados Unidos e Irã.

Com os avanços nas últimas 24 horas, as negociações podem resultar no encerramento da guerra. O possível acordo envolveria uma moratória do programa nuclear iraniano, além da suspensão gradual de sanções econômicas impostas pelos EUA.

Outro ponto central da negociação seria o desbloqueio marítimo no Estreito de Ormuz, região vital por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

Com a perspectiva de redução das tensões, os preços internacionais do petróleo despencaram nesta quarta-feira.

Pela manhã, o barril do tipo WTI, referência no mercado norte-americano, caía mais de 12% e era negociado abaixo de US$ 90. Já o Brent, referência internacional, recuava mais de 10%, ficando abaixo dos US$ 100.

A queda amplia o movimento iniciado nessa terça-feira (5/5), quando os contratos futuros do petróleo já haviam fechado em baixa após semanas de forte volatilidade provocada pela guerra. Na última semana, o barril chegou a ultrapassar US$ 126 — o maior nível em quatro anos.



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Gaza: 4 mil crianças foram internadas com desnutrição nos últimos 2 anos


Um relatório da organização Médicos Sem Fronteiras, divulgado nesta quinta-feira (7/5), relata que, entre janeiro de 2024 e março de 2026, 4.950 crianças menores de 15 anos, sendo que 98% delas eram menores de 5 anos, foram internadas com desnutrição aguda em programas ambulatoriais na Faixa de Gaza.

De acordo com a ONG, o número é resultado da dificuldade de acesso a alimentos no território após o início do conflito com Israel. O relatório ressalta que, antes das ofensivas israelenses, não havia registros de desnutrição em Gaza.

O impacto da falta de alimentos também pode ser sentido nos recém-nascidos. A organização reporta que, no mesmo período, atendeu 201 mães internadas em unidades de terapia intensiva neonatal (UTINs) em dois hospitais. Mais da metade delas tinha enfrentado quadros de desnutrição em algum momento da gestação e 25% ainda estavam desnutridas no momento do parto.

O resultado foi que 90% dos bebês dessas mães nasceram prematuramente e 84% apresentaram baixo peso ao nascer. Além disso, a mortalidade neonatal foi duas vezes maior entre os bebês nascidos de mães afetadas por desnutrição em comparação com aqueles nascidos de mães sem desnutrição.

Bebês deixaram acompanhamento

Segundo o relatório, entre outubro de 2024 e dezembro de 2025, as equipes da MSF receberam 513 bebês com menos de seis meses em programas ambulatoriais de alimentação terapêutica. No entanto, 32% deles abandonaram o tratamento, principalmente devido à insegurança e ao deslocamento. Outros 48% foram curados, 7% morreram, 7% foram encaminhados para um programa para crianças maiores e alarmantes.

De acordo com a Classificação Integrada das Fases da Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês), cerca de três quartos da população de Gaza enfrentaram altos níveis de insegurança alimentar aguda entre 16 de outubro e 30 de novembro de 2025. A região teve estado de fome declarado em agosto — a primeira no Oriente Médio.

Segundo a Organização das Nações Unidas, classificar fome significa que a categoria mais extrema é acionada quando três limiares críticos — privação extrema de alimentos, desnutrição aguda e mortes relacionadas à fome — são ultrapassados.



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Governo se divide entre cautela e otimismo em relação a encontro de Lula e Trump


O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, recebe nesta quinta-feira (7/5), na Casa Branca, em Washington, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma reunião de trabalho sobre assuntos bilaterais de interesse dos países.

O governo brasileiro está dividido quanto às expectativas para o encontro. Uma ala defende que o chefe do Planalto adote cautela diante do líder norte-americano e evite abordar, por iniciativa própria, temas considerados sensíveis, como a eventual classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

O governo dos Estados Unidos avalia essa possibilidade, enquanto o Palácio do Planalto rechaça a medida por entender que ela pode abrir brechas para interferências externas no país. Ainda que o combate ao crime organizado seja uma das prioridades de Lula na reunião, a tendência é que o tema do terrorismo não seja levantado espontaneamente pelo presidente brasileiro.

A avaliação de auxiliares é a de que há um grupo específico dentro do Departamento de Estado norte-americano que defende a medida e pressiona por ações mais duras contra o Brasil.

Nesse sentido, a iniciativa não refletiria necessariamente a posição de todo o governo dos EUA, nem, obrigatoriamente, a do próprio Trump. Resta saber se o presidente norte-americano levará o assunto à mesa.

Outro setor do Executivo, ligado à área diplomática, descarta a possibilidade de um comportamento imprevisível por parte de Trump ou de eventual constrangimento público ao presidente brasileiro. Fontes avaliam que não há indícios de preparação de um cenário hostil, como já ocorreu em encontros com outros líderes internacionais.

Para esse grupo, não existem fatores que justifiquem uma reação negativa dos Estados Unidos. Em relação ao tema das facções criminosas, a avaliação é de que a cooperação bilateral nessa área é histórica e consolidada, e que os dois países devem discutir formas de ampliá-la e aprofundá-la.

Além disso, interlocutores apostam na experiência e no jogo de cintura de Lula para conduzir a reunião e lidar com eventuais situações delicadas.

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Colaboração contra o crime organizado

Em dezembro, o governo brasileiro encaminhou ao Departamento de Estado uma proposta para reforçar a cooperação no combate ao crime organizado. A iniciativa inclui medidas de repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico internacional de armas.

Segundo interlocutores, o foco do Brasil será justamente essa proposta, já em análise pelo governo norte-americano. Lula e os ministros brasileiros devem destacar, durante a reunião, as ações já realizadas pelo país nessa área. A expectativa é que Brasil e Estados Unidos avancem em um acordo de cooperação contra o crime organizado transnacional, tema que deve estar no centro das discussões entre os dois líderes.


Visita de Lula aos EUA

  • O presidente Lula desembarcou em Washington na noite dessa quarta-feira (6/5).
  • Além da questão de segurança pública, outros assuntos devem entrar na pauta.
  • Entre os temas ventilados estão minerais críticos; investigação sobre o Pix; conflito no Oriente Médio; tarifas e candidatura de Michelle Bachelet à ONU.
  • Trata-se do segundo encontro formal entre os presidentes. Lula e Trump se reuniram em Kuala Lumpur, na Malásia, em outubro do ano passado.

Recentemente, o governo firmou uma parceria entre a Receita Federal e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de fronteiras dos Estados Unidos, para coordenar os esforços de inteligência e ações conjuntas contra o tráfico internacional de drogas e de armas. A expectativa é que a visita amplie as possibilidades de colaboração entre os países.

O presidente Lula também deve voltar a pedir ajuda do governo norte-americano para prender o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, que é alvo da Justiça brasileira por suspeita de envolvimento em um esquema de sonegação bilionária no setor de combustíveis.

O petista já chamou o empresário, que mora em Miami, de “um dos grandes chefes do crime organizado brasileiro” e “maior devedor do país”. O vice-presidente Geraldo Alckmin disse “não ter dúvidas” que esse tema estará na mesa de conversa entre os líderes.



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Vaticano publica documento que critica “cura gay” e discute inclusão


O Vaticano divulgou, nessa terça-feira (5/5), um documento que trata da inclusão de pessoas LGBTQIAPN+ na Igreja Católica e faz críticas diretas às chamadas terapias de conversão, conhecidas como “cura gay”. O texto reconhece o sofrimento vivido por fiéis homossexuais e aponta a necessidade de ampliar práticas de acolhimento dentro das comunidades católicas.

Elaborado por um grupo de estudos ligado ao Sínodo sobre a Sinodalidade – processo convocado pelo papa Francisco –, o relatório reúne reflexões teológicas e relatos de fiéis para discutir temas considerados sensíveis na Igreja, como a vivência da fé por pessoas com atração pelo mesmo sexo.

Com o título “Critérios teológicos e metodologias sinodais para o discernimento compartilhado de questões doutrinárias, pastorais e éticas emergentes”, o documento defende que a Igreja deve enfrentar essas questões a partir da escuta e da experiência concreta dos fiéis.

Entre os pontos centrais, está o reconhecimento de que a comunidade cristã pode ser um espaço de “cura e inclusão”, mas também pode reproduzir exclusão.

O texto afirma que muitas pessoas LGBTQIAPN+ convivem com “solidão, angústia e estigma”, inclusive dentro da própria Igreja, e menciona a presença de atitudes de “homofobia e transfobia” em ambientes religiosos. “Trata-se de pessoas que frequentemente se sentem incompreendidas, marginalizadas e excluídas”, diz o documento.

Testemunhos

Grande parte do relatório é construída a partir de testemunhos anônimos, que detalham vivências marcadas por conflitos entre fé, identidade e pertencimento. Os relatos mostram, ao mesmo tempo, experiências de exclusão e trajetórias de reconexão com a espiritualidade.

Um dos depoimentos, de um homem gay de Portugal, descreve o impacto das chamadas terapias de conversão. Segundo ele, as tentativas de “corrigir” sua orientação sexual deixaram “cicatrizes” e afetaram diretamente sua relação com a fé. O documento afirma que esse tipo de prática teve “efeitos devastadores”, ao atingir a dignidade dos fiéis e provocar afastamento da vida espiritual.

O mesmo relato menciona orientações recebidas dentro da própria Igreja, consideradas contraditórias. Em um episódio, o fiel diz ter sido aconselhado a se casar com uma mulher como forma de alcançar equilíbrio emocional.

Ele afirma ter interpretado a sugestão como inadequada, por envolver outra pessoa em uma relação sem autenticidade. A experiência contribuiu para um distanciamento entre sua vida afetiva e sua prática religiosa.

Apesar disso, o depoimento também aponta caminhos de reconstrução. O homem relata que encontrou acolhimento em comunidades católicas mais abertas, o que permitiu retomar sua espiritualidade e reduzir conflitos internos. Segundo ele, pequenas atitudes de escuta e respeito dentro da Igreja tiveram impacto significativo, inclusive na relação com familiares.

“Presente de Deus”

Outro testemunho, de um fiel dos Estados Unidos, apresenta uma trajetória diferente. Ele afirma que, após anos de conflitos e tentativas de adaptação a padrões heterossexuais, passou a compreender sua sexualidade como parte de sua identidade, e não como um problema. No relato, ele descreve essa dimensão como um “presente de Deus”.

O documento destaca que esse fiel também teve contato com grupos ligados à terapia de conversão no passado, mas considera que essas experiências foram pouco eficazes e marcadas por sofrimento emocional.

Ao longo do tempo, segundo ele, o envolvimento com comunidades religiosas mais acolhedoras foi essencial para reconstruir sua relação com a fé.

Atualmente, o homem afirma viver um relacionamento homoafetivo estável e relata sentir-se plenamente inserido na vida religiosa. A trajetória, segundo o texto, foi construída gradualmente, com apoio de práticas como oração, acompanhamento psicológico e participação comunitária.

Críticas à “cura gay” e defesa do acolhimento

Com base nesses relatos, o documento faz críticas diretas às terapias de conversão, classificando como problemáticas as iniciativas que buscam impor a heterossexualidade como condição para a vivência da fé. O texto também aponta como preocupante a pressão para que pessoas LGBTQIAPN+ se adequem a modelos tradicionais de relacionamento.

O relatório destaca que experiências de acolhimento em paróquias e grupos católicos têm papel relevante na permanência desses fiéis na Igreja. Segundo os depoimentos, ambientes mais inclusivos contribuem para fortalecer a espiritualidade e reduzir situações de conflito familiar e social.

Apesar dos avanços pontuais, o documento reconhece que ainda há resistência em diferentes setores da Igreja. Os relatos indicam que episódios de discriminação continuam presentes, o que reforça, segundo o texto, a necessidade de ampliar o diálogo e aprofundar práticas pastorais voltadas à inclusão.

Ao final, o relatório defende que a Igreja avance no reconhecimento da dignidade das pessoas LGBTQIAPN+ e invista em escuta ativa, acolhimento e acompanhamento, levando em conta as experiências concretas dos fiéis.



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Justiça dos EUA divulga suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein


A Justiça dos Estados Unidos divulgou, nesta quarta-feira (6/5), uma suposta carta de suicídio atribuída ao ex-financista Jeffrey Epstein, encontrado morto em uma prisão federal de Nova York, em 2019, após ser preso por tráfico sexual de menores.

O documento, que estava sob sigilo judicial, veio à tona após pedido do jornal The New York Times e integra um processo envolvendo o ex-companheiro de cela do bilionário.

A autenticidade da nota, no entanto, não foi confirmada pelas autoridades, e não há garantia de que o texto tenha sido realmente escrito por Epstein.

Segundo os documentos divulgados pela Justiça americana, a mensagem continha frases de revolta contra as investigações conduzidas pelas autoridades federais e referências diretas à possibilidade de suicídio.

O texto dizia: “Eles me investigaram por meses — não encontraram nada!!! Então, o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás. É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus. O que você quer que eu faça — cair no choro!! Não é legal — não vale a pena!!”

Documento estava sob sigilo e integra processo ligado a ex-companheiro de cela do criminoso sexual Jeffrey Epstein, morto em 2019

Caso Epstein e teorias da conspiração


Bilhete teria sido encontrado em cela

De acordo com o The New York Times, o documento foi encontrado em julho de 2019 por Nicholas Tartaglione, após Epstein ter sido localizado inconsciente em sua cela com um pano enrolado no pescoço.

Na ocasião, Epstein alegou às autoridades que não tinha intenção suicida e acusou Tartaglione de tê-lo atacado fisicamente. O detento foi posteriormente transferido de cela.

Dias depois, o ex-financista foi encontrado morto no Centro Correcional Metropolitano de Nova York. A versão oficial apontou suicídio por enforcamento.

Segundo Tartaglione, a suposta carta foi localizada dentro de um livro logo após a transferência de Epstein. O ex-policial afirmou ter entregue o documento ao próprio advogado como medida de proteção, caso voltasse a ser acusado de agressão.

Ainda conforme o jornal norte-americano, o bilhete permaneceu lacrado por decisão de um juiz federal, e fazia parte do processo criminal contra Tartaglione. Investigadores responsáveis pelo inquérito sobre a morte de Epstein não teriam tido acesso ao material durante as apurações.



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Donald Trump anuncia luta de UFC no jardim da Casa Branca


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou oficialmente nesta quarta-feira (6/5) a realização do “Freedom Fights 250”, evento do Ultimate Fighting Championship (UFC) que será realizado no jardim da Casa Branca, em 14 de junho — data de aniversário do republicano.

O torneio integra as celebrações pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos e contará com duas disputas de cinturão, além de alguns dos principais nomes do MMA mundial.

Entre os destaques do card, está o brasileiro Alex Pereira, o “Poatan”, que participou da coletiva de imprensa no Salão Oval ao lado de Justin Gaethje, Ilia Topuria e Ciryl Gane.

Durante a cerimônia, Poatan agradeceu pela oportunidade e classificou o evento como algo inédito no esporte.

“Queria agradecer a oportunidade de estar lutando na Casa Branca como o senhor falou. Um evento único, onde todos queriam estar lutando, e a gente está fazendo parte desse feito tão especial”, afirmou o brasileiro, em português.

Trump cumprimentou o atleta com um aperto de mão e fez elogios ao brasileiro. “Um dos melhores socos na história do negócio. Ele tem uma mão enorme, poderosa”, declarou o presidente.

Donald Trump na Casa Branca
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Donald Trump na Casa Branca

Reprodução/Casa Branca/Site Oficial

O presidente Donald Trump fala com a imprensa durante encontro com os lutadores do UFC (da esquerda para a direita) Alex Pereira, Ilia Topuria, Justin Gaethje e Ciryl Gane no Salão Oval da Casa Branca, em 6 de maio de 2026, em Washington, D.C.
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O presidente Donald Trump fala com a imprensa durante encontro com os lutadores do UFC (da esquerda para a direita) Alex Pereira, Ilia Topuria, Justin Gaethje e Ciryl Gane no Salão Oval da Casa Branca, em 6 de maio de 2026, em Washington, D.C.

Anna Moneymaker/Getty Images

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Rudy Sulgan/Getty Images


Aniversário de Trump

O Freedom Fights 250 acontece no aniversário de 80 anos de Trump, celebrado em 14 de junho, mesma data em que os Estados Unidos comemoram o Dia da Bandeira.

Card completo do Freedom Fights 250

  • Peso pena: Diego Lopes x Steve Garcia
  • Peso médio: Bo Nickal x Kyle Daukaus
  • Peso leve: Mauricio Ruffy x Michael Chandler
  • Peso pesado: Josh Hokit x Derrick Lewis
  • Peso galo: Sean O’Malley x Aiemann Zahabi
  • Peso pesado (cinturão interino): Alex Poatan Pereira x Ciryl Gane
  • Peso leve (cinturão): Ilia Topuria x Justin Gaethje

Poatan pode fazer história

A principal luta da noite será justamente entre Alex Poatan e Ciryl Gane, valendo o cinturão interino dos pesos pesados. Caso vença, o brasileiro poderá se tornar o primeiro lutador da história do UFC campeão em três categorias diferentes.

Outro confronto de destaque reunirá o campeão linear dos leves, Ilia Topuria, e o campeão interino Justin Gaethje, em disputa pelo título da categoria.

O presidente do UFC, Dana White, afirmou que o público poderá acompanhar o evento a partir do parque Ellipse, área localizada próxima ao complexo presidencial em Washington.

Segundo ele, cerca de 85 mil ingressos gratuitos serão distribuídos para fãs acompanharem as lutas ao ar livre.



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Três pessoas são retiradas de cruzeiro contaminado por hantavírus


Três passageiros com suspeita de hantavírus foram retirados por motivos médicos do cruzeiro MV Hondius, de bandeira holandesa. Um membro da tripulação, assim como um colega holandês e outro passageiro, foram evacuados no porto de Praia, em Cabo Verde, nessa terça-feira (5/5).

Com a retiradas dos passageiros, o navio, que tem 150 pessoas a bordo, segue a viagem de três dias até as Ilhas Canárias.

A informação foi confirmada pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, por meio de uma publicação no Facebook.

“Três pacientes com suspeita de hantavírus acabaram de ser evacuados do navio e estão a caminho da Holanda para receberem atendimento médico, em coordenação com a OMS, a operadora do navio e as autoridades nacionais de Cabo Verde, Reino Unido, Espanha e Holanda”, informou.

Tedros também afirmou que a OMS segue trabalhando com operadores da embarcação para monitorar a saúde dos passageiros e da tripulação. Ele também destacou que “nesta fase, o risco geral para a saúde pública permanece baixo”.


O que é hantavírus

  • O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres, por meio do contato com urina, fezes ou saliva contaminadas. Embora rara, a infecção pode ser grave.
  • O vírus pode causar síndrome respiratória ou comprometer os rins. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo e mal-estar, podendo evoluir para falta de ar ou alterações renais.
  • Não há tratamento específico, mas o diagnóstico precoce e o atendimento médico aumentam as chances de recuperação.
  • A OMS informou que acompanha o caso e auxilia na investigação, que inclui testes laboratoriais e análise da possível origem do vírus.

Três passageiros morreram

Três passageiros morreram a bordo de um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico. A principal suspeita é de que os óbitos tenham sido causados por um surto de hantavírus. A informação foi divulgada nesse domingo (3/5) pela OMS e por autoridades de saúde da África do Sul.

Entre as vítimas estão um casal de idosos, de 70 e 69 anos, da Holanda. De acordo com o governo sul-africano, o homem passou mal durante a viagem e morreu na ilha de Santa Helena. Já a esposa faleceu em um hospital na cidade de Kempton Park, na África do Sul.



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Trump diz que guerra terminará se o Irã "ceder o que foi acordado"



Trump disse que, se o país persa cumprir o acordado, o Estreito de Ormuz ficará “aberto a todos, inclusive o Irã”



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