O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), endureceu o discurso nesta quarta-feira (6/5) ao comentar a relação com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A derrota do nome do advogado-geral da União abriu uma das mais sensíveis crises políticas entre Planalto e Congresso na trajetória de Lula.
Ao ser questionado sobre o que espera do Palácio do Planalto após o resultado da votação, Alcolumbre respondeu de forma direta.
Davi Alcolumbre selou aliança com a oposição no Congresso para derrotar Jorge Messias
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Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado
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Derrota de Messias
As declarações ocorrem em meio às tentativas do governo de reaproximar-se do comando do Senado após a derrota de Messias, barrado em uma articulação que expôs o desgaste entre o Planalto e Alcolumbre.
A rejeição de Messias foi interpretada dentro do governo como uma demonstração de força do presidente do Senado, que teria atuado nos bastidores para consolidar a derrota do indicado.
Aliados de Lula apontam que Alcolumbre não apenas deixou de apoiar o nome do governo, como também trabalhou ativamente contra a aprovação junto a bancadas do MDB, PSD, União Brasil e PP.
O desgaste vinha se acumulando desde a escolha de Messias para a vaga no STF, decisão tomada por Lula sem consulta prévia a Alcolumbre. O senador defendia, de forma reservada, o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o que teria ampliado a tensão entre os dois.
Com sucessivos adiamentos ao longo da última década, o caso opõe de forma direta dois blocos: de um lado, os estados e municípios produtores, que temem um colapso nas contas públicas; do outro, os entes não produtores, que defendem a redistribuição do dinheiro sob a justificativa de justiça social.
Para se ter dimensão do que está em jogo, apenas em 2025, a compensação financeira repassada à União, aos estados e aos municípios somou cerca de R$ 62,2 bilhões. Há expectativa de que esse montante cresça ao longo dos próximos anos, com a possível exploração na Margem Equatorial.
No centro da controvérsia está uma lei que reduz a arrecadação das regiões produtoras de petróleo e amplia os repasses a estados e municípios não produtores. A mudança foi aprovada pelo Congresso em 2012, mas a aplicação está suspensa desde março de 2013, quando a ministra Cármen Lúcia concedeu uma liminar para suspender a nova divisão.
Entenda o que pode mudar na divisão dos royalties
Como é hoje (com a liminar de Cármen Lúcia):a maior fatia fica com quem produz. Estados e municípios produtores recebem 26,5% cada um. Já os fundos destinados a estados e municípios não produtores ficam com apenas 8,75% dos recursos.
O que propõe a lei de 2012 (regra inicial): a arrecadação dos produtores encolhe (cai para 20% aos estados e 17% aos municípios). Em contrapartida, o repasse para os fundos dos não produtores salta para 40%.
Como fica após a transição de seis anos: no fim do período de adaptação previsto pela lei, os repasses aos municípios produtores despencariam para apenas 4%. Já as regiões não produtoras passariam a concentrar 54% de toda a verba.
Como fica a fatia da União: cairia de 30% para 20% dos royalties. Nas participações especiais, a queda seria de 50% para 46%.
Cármen Lúcia abriu o julgamento com um histórico do caso, classificando o processo como um dos “mais sensíveis” do gabinete dela. Relatora das cinco ações que tratam do tema, ela apresentará o voto apenas na quinta-feira (7/5).
O primeiro dia do julgamento foi, portanto, dedicado às manifestações dos dois lados envolvidos na disputa:
De um lado, procuradores do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo — os três maiores produtores de petróleo do país — defenderam a manutenção dos royalties para estados e municípios produtores.
De outro, procuradores e advogados de associações sustentaram que a compensação pela exploração do petróleo pertence à União e deve ser distribuída de forma mais equilibrada entre os entes da federação.
Ameaça de “ruína” e risco de colapso nos produtores
O grupo de produtores defendeu que a Constituição assegura que os royalties são uma compensação financeira a regiões que sofrem impacto com a atividade de exploração do petróleo. Eles também alertaram para o risco de um desequilíbrio fiscal e até mesmo de colapso nas contas públicas de estados e municípios produtores.
Maior afetado por uma eventual mudança, o Rio de Janeiro concentra atualmente 84% dos royalties destinados aos estados e projeta perdas anuais de R$ 9 bilhões para o governo estadual, além de um rombo de R$ 13 bilhões para suas prefeituras.
O procurador do estado Gustavo Binenbojm argumentou que a redistribuição pode levar à “ruína” do Rio de Janeiro. Para ele, a lei é fruto de uma “sanha arrecadatória” e gera um cenário “perde-perde”.
“Para o estado do Rio de Janeiro e para os municípios fluminenses impactados, a subsistência dessa lei — ainda que com efeitos meramente prospectivos — é simplesmente fatal. Ou seja, se decreta a ruína financeira dessas unidades da federação”, declarou.
Binenbojm afirmou que a jurisprudência do STF reconhece que os royalties são receitas originárias dos estados e municípios produtores.
“De nenhuma forma, o mandamento da redução de desigualdades regionais e sociais pode servir de pretexto para o verdadeiro confisco, a verdadeira expropriação de receitas originárias que pertencem aos estados e municípios produtores”, disse.
O procurador do Espírito Santo, Cláudio Madureira, pediu ao STF uma decisão “contramajoritária” para proteger os direitos das regiões que lidam diretamente com o ônus ambiental e estrutural da exploração do petróleo.
“Esse julgamento diz respeito a uma controvérsia de um debate parlamentar, no Congresso, em que uma maioria expressiva — a maioria vencedora composta por 23 estados e o Distrito Federal — desafia posição e direitos de uma minoria vencida — composta pelo Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. A lei é resultado de um embate da maioria contra a minoria”, afirmou.
A procuradora-geral de São Paulo, Inês Coimbra, disse que a redistribuição levaria a um cenário de “soma zero”.
“Poucos ganham muito pouco e outros perdem de forma significativa. [A lei] desloca receitas dos entes que suportam o ônus da exploração para entes que não vivenciam essas externalidades negativas”, pontuou.
Segundo ela, a mudança levaria a um prejuízo anual estimado em R$ 2,5 bilhões aos cofres paulistas. Inês Coimbra também afirmou que a eventual mudança prejudicaria o plano de refinanciamento de dívidas de São Paulo com a União, pensado inicialmente com as compensações pela exploração do petróleo.
“Qualquer alteração abrupta compromete as tratativas já avançadas entre estado e União”, disse.
Para a procuradora, a lei aprovada pelo Congresso “afronta princípios da responsabilidade fiscal, da previsibilidade orçamentária e da continuidade dos serviços públicos”.
A União, que também amargaria quedas na arrecadação, alinhou-se aos produtores. A advogada da União Andrea Dantas defendeu que as alterações feitas pelo Congresso são inconstitucionais e violam o pacto federativo, lembrando que a então presidente Dilma Rousseff (PT) chegou a vetar trechos da lei.
A Advocacia-Geral da União (AGU) sugeriu que, se o STF validar a lei — hipótese chamada pelo órgão de remota —, sejam fixadas regras de transição para evitar colapso financeiro.
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Plenário do STF na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo
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O presidente do STF, ministro Edson Fachin, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo
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Os deputados federais Júlio Cesar (PSD-PI), Lindbergh Farias (PT-RJ), Pedro Paulo (PSD-RJ) e Laura Carneiro (PSD-RJ) na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo
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A ministra Cármen Lúcia na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo
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“Riqueza da nação” e a proposta dos não produtores
Na outra ponta da disputa, representantes de estados e municípios não produtores argumentaram que o petróleo pertence à União e que, portanto, as compensações pela exploração devem beneficiar todo o país.
Sob a justificativa de que o atual modelo concentra recursos de forma desigual e fere o pacto federativo, um bloco formado por 20 estados e pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) apresentou uma proposta conjunta para destravar a disputa: validar a lei de 2012 com início imediato, mas aplicando uma transição de sete anos e sem cobranças retroativas.
A sugestão abre espaço, ainda, para ajustes focados no Norte do país, em razão da possível exploração na Margem Equatorial.
O advogado da CNM, Ricardo Hermany, negou que a entidade atue contra o Rio de Janeiro, mas usou o repasse a cidades fluminenses para ilustrar a disparidade do modelo atual.
“Não podemos ter um único município com 212 mil habitantes [Maricá, no Rio de Janeiro] receber mais do que 5,2 mil municípios, que representam 130 milhões de habitantes”, declarou.
A procuradora-geral da Bahia, Bárbara Camardelli, argumentou que o longo histórico de repasses concentrados às regiões produtoras compensará eventuais perdas com uma nova partilha.
“O que a lei de 2012 traz é, na verdade, uma modificação percentual cujo impacto orçamentário-financeiro, se fôssemos fazer uma avaliação histórica dos valores, não traz perdas para os estados produtores, diante do volume que representa. Há apenas uma maior distribuição”, disse.
O procurador-geral do Rio Grande do Sul, Eduardo Cunha da Costa, defendeu que o petróleo é uma “riqueza da nação” e que deve ter uma divisão “justa e equitativa”. Ele também afirmou que a lei aprovada pelo Congresso promove “igualdade de oportunidades aos habitantes”.
Argumento semelhante foi apresentado pelo procurador-geral de Goiás, Rafael Arruda, que afirmou que a distribuição atual privilegia “poucos entes nacionais”.
Segundo ele, esse grupo “captura uma parcela desproporcional de uma renda nacional” e “perpetua desigualdades”.
As deputadas federais Sâmia Bomfim (Psol-SP) e Fernanda Melchionna (Psol-RS) apresentaram, nesta quarta-feira (6/5), uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 — analisada em comissão especial na Câmara dos Deputados —, para que mães tenham uma redução adicional de 15% na jornada.
A redução seria para mães com filhos de até 12 anos de idade ou que tenham deficiência, independentemente da idade. A medida veda qualquer redução salarial.
De acordo com a emenda, caso a proposta aprovada seja a redução de 44 horas semanais para 40 horas, as mães receberiam uma diminuição extra de 15%, com jornada de 34 horas.
Além disso, a emenda também propõe a proibição de demissão de pessoas contratas no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e recontratação como Pessoa Jurídica (PJ), que têm menos direitos trabalhistas.
“Reconhecemos que a solução estrutural para a sobrecarga das mulheres é a socialização do cuidado: creches públicas, escolas de tempo integral, assistência domiciliar para pessoas com deficiência, políticas de licença parental igualitária e partilhada. Esta emenda não substitui essas demandas — é parte delas. Ela afirma, no texto constitucional, que o Estado brasileiro reconhece a existência da dupla jornada e tem a obrigação de agir para reduzi-la”, diz trecho do documento.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, reuniu-se com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em uma tentativa de reaproximação após a crise causada pela rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro ocorreu na manhã dessa terça-feira (5/5).
Múcio foi um dos interlocutores escalados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para retomar o diálogo com o Senado depois da derrota histórica.
O senador é apontado como responsável por articular a rejeição de Messias para uma cadeira na Suprema Corte. A indicação de Lula acabou barrada por 42 votos a 34.
Aliados do petista atribuem a derrota a um acordo envolvendo o presidente do Senado, o ministro do STF Alexandre de Moraes e o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A articulação envolveria a derrubada do veto do presidente ao Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz penas para condenados do 8 de Janeiro e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar do cenário, o Planalto adota cautela e evita romper com Alcolumbre para não prejudicar pautas prioritárias que ainda tramitam no Congresso, como a PEC da Segurança Pública e o projeto que coloca fim à escala de trabalho 6×1.
A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (6/5), em Bangu (RJ), onde 24 escolas estão fechadas devido à violência na região.
Segundo a corporação, a operação visa desmantelar a estrutura do TCP em Bangu e adjacências, incluindo Comunidade da Coreia, Rebu, Cavalo de Aço e Vila Aliança.
Durante a ação, equipes policiais localizaram um “paiol do tráfico”, local usado por facções como armazém de armas, munições e explosivos, na Comunidade da Coreia.
O armazém de armas expôs aos militares um local ainda mais secreto, uma passagem subterrânea para um cômodo, que opera como uma espécie de bunker, um esconderijo fortificado que armazena drogas e dinheiro. Os policiais precisaram se rastejar para entrar no bunker.
No espaço, foram localizados e apreendidos diversos tabletes de entorpecentes, 16 fuzis de guerra e uma metralhadora calibre .30, capaz de alvejar aeronaves e veículos blindados. Durante a ação, houve uma troca de tiros após uma ofensiva do TCP contra a polícia.
O confronto resultou em cinco faccionados do TCP presos, incluindo dois líderes. Um sexto suspeito foi ferido em confronto e socorrido ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, 16 escolas foram fechadas na Vila Kennedy e outras oito na Vila Aliança. Ainda conforme a pasta, para suspender as aulas dos colégios, a situação é analisada diariamente, no caso, se haverá operação policial que irá impactar as atividades ou não.
O Partido dos Trabalhadores (PT) pretende apostar em um palanque duplo para as eleições ao governo do Maranhão. Com a estratégia, a legenda evita indisposições no estado e aumenta as chances de ter um candidato aliado à frente do Palácio dos Leões.
A medida, que além de abraçar uma candidatura própria da legenda, busca evitar indisposição com o governador Carlos Brandão (sem partidão) que é historicamente alinhado ao petismo.
Conforme apurou o Metrópoles, a estratégia que deve ser adotada pela legenda mira a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do estado, que não deve fazer visita ao Maranhão durante a campanha eleitoral.
A estratégia também vai deixar os candidatos ligados à legenda “livres” para fechar acordos políticos com a ala de Brandão, especialmente os pré-candidatos que já se organizaram.
O PT oficializou nesta quarta-feira (6/5) o nome de Felipe Camarão (PT) como pré-candidato ao governo do Maranhão pela legenda. O anúncio, que fecha o tabuleiro político no estado, também coloca a fim à especulação sobre um possível apoio do PT a Eduardo Braide (PSD) ao Palácio dos Leões.
Braide aparece como favorito ao governo no estado em recentes pesquisas de opinião. Levantamento feito pela Quaest no mês de março, mostra o candidato do PSD com 35% das intenções de voto; seguido por Orleans Brandão (MDB), com 24%. Na sondagem, Felipe Camarão aparece na quarta posições com 7% das intenções de voto dos entrevistados.
Senado no Maranhão
Os desenhos políticos ao governo do Maranhão também mexem com o tabuleiro para o Senado Federal. Neste ano, o eleitor vota para eleger dois candidatos à Casa Alta e candidatos já se movimentam em busca de apoio político para viabilizar sua candidatura.
Para o Partido dos Trabalhadores, a senadora Eliziane Gama (PT) já é dada nos bastidores como um dos nomes que será apoiado pela legenda. Ainda não há, contudo, uma definição sobre quem deve ser o segundo nome para compor a chapa de Felipe Camarão.
Entre as possibilidades, no entanto, há o ex-ministro do Esportes Andre Fufuca (PP) e o senado Weverton Rocha (PDT), vice-líder do governo no Senado, que aparecem como o favorito. A reportagem apurou, contudo, que o nome de Rocha chegou a ser negociado para compor a chapa de Orleans Brandão (MDB), em um aceno da boa relação com a família Brandão.
Racha na esquerda no Maranhão
Os últimos meses foram marcados por articulações do PT no Maranhão após um racha entre o atual governador do estado, Carlos Brandão (sem partido), e o grupo de políticos aliados ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, os dinistas.
Apesar da relação de proximidade de Brandão com o PT, o governador lançou seu próprio sobrinho à sucessão no estado, Orleans Brandão (MDB), em um movimento que, de acordo com políticos locais, rompeu com acordos políticos firmados entre Brandão, o PT e dinistas, grupo político ligado a Flávio Dino.
O racha que dividiu a ala progressista maranhensecolocou em xeque o apoio ao presidente Lula no estado para as eleições de outubro. Neste sentido, o receio de perder um eleitorado que pesa para a corrida presidencial forçou o PT a jogar com a possibilidade de um palanque duplo.
Após o caso ser repassado à corporação, agentes fazem diligências para identificar se o adolescente participa de algum grupo em redes sociais ou WhatsApp que estimula violência, atentados ou ataque a tiros. A polícia acredita que, caso haja uma estrutura criminosa, será mais prático responsabilizar e apontar terceiros.
A PCAC ainda informou que, caso haja um grupo, as conversas devem expôr o que motivou esta “atitude drástica”.A corporação ainda comunicou que, 10 dias antes do ataque, agentes palestravam na mesma instituição sobre “violência na escola, bullying e os perigos da tecnologia”.
Entenda o ataque a tiros
Os disparos ocorreram em um corredor que dá acesso à sala da diretoria da escola. Equipes de segurança e de saúde foram mobilizadas para atender a ocorrência e prestar apoio psicossocial à comunidade escolar.
Segundo a corporação, o autor dos disparos é um estudante da própria instituição, de apenas 13 anos e usou a arma do padrasto para o ataque a tiros. O adolescente foi apreendido e o padrasto também foi detido, porém, após ser ouvido, foi liberado pela polícia.
Nas primeiras 24h, o adolescente apreendido é submetido à audiência com o juiz da infância e juventude , que determinará a liberação ou internação provisória do jovem.
Após o episódio, o governo estadual suspendeu as aulas da rede pública por três dias. A Polícia Civil abriu investigação para apurar a motivação do crime.
Agora, os investigadores devem fazer a triagem dos anexos que estão descritos em um pendrive entregue às autoridades. Essa análise pode demorar meses.
Na última semana, o Metrópoles noticiou, na coluna do Igor Gadelha, que o dono do Master pretendia finalizar sua proposta de delação até o início de maio, o que se confirmou agora. A PF e a PGR devem levantar o quanto e como o réu poderá provar suas confissões e se o caso ainda depende de diligência. A acusação confrontará a oferta com o que já existe nos autos.
Após a análise, o delator deve fornecer provas substanciais das declarações, como documentos, vídeos, fotos, gravações e outros materiais que possam corroborar suas afirmações.
No acordo, Vorcaro deve manifestar a sua ciência com o dever de dizer a verdade, com o sigilo e com as consequências em caso de descumprimento do acordo.
Em seguida, há a formalização escrita e requerimento de homologação. O acordo é reduzido a termo e submetido ao juiz competente.
O controle judicial, segundo a lei e a jurisprudência do STF, recai sobre regularidade, legalidade e voluntariedade. O ministro relator, André Mendonça, não homologa “a verdade dos fatos”, mas, sim, a validade do negócio processual.
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Vorcaro foi transferido para Superintendência da PF em Brasília
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Vorcaro negocia delação premiada com a PF e com a PGR
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Vorcaro avançou na delação premiada
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Dono do Master é suspeito de fraude financeira
Corrida por delação
O dono do Master está preso preventivamente desde 4 de março. A prisão ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
Em 28 de abril, ele encaminhou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o interesse em firmar acordo de delação no caso, além do pedido de transferência do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para acelerar as conversas com os advogados responsáveis.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nessa terça-feira (5/5) mudanças no programa Reforma Casa Brasil (RCB), modalidade do Minha Casa, Minha Vida. As alterações implicam em redução na taxa de juros e aumento no prazo para pagamento.
Com a mudança, a taxa de juros nominal para os mutuários foi reduzida para 0,82% ao mês. Em relação ao prazo para pagamento, este foi ampliado de 60 para 72 meses.
Recursos
O programa Reforma Casa Brasil (RCB), modalidade do Minha Casa, Minha Vida conta com recursos do Fundo Social.
Para este ano, a dotação orçamentária prevista é de R$ 24,8 bilhões. No ano passado, foram empenhados R$ 10,7 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões já estão sob gestão da Caixa Econômica Federal para operacionalização imediata das linhas de crédito.
O colegiado estima que a ampliação do prazo gere um subsídio de aproximadamente R$ 567 milhões, recurso que já está previsto Orçamento.
O CMN é um órgão colegiado presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.