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Febre Oropouche: saiba como se prevenir da doença após caso em Goiás


A cidade de Anápolis (GO) registrou o primeiro caso da doença viral conhecida como febre Oropouche. Segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde do Goiás (SES-GO), o paciente diagnosticado com a doença é um homem adulto, residente da região. A situação acende um alerta e levanta questionamentos de como se prevenir da doença.

Transmitida pelo inseto Culicoides paraensis (maruim), popularmente conhecido como mosquito-pólvora, a doença tem como principais sintomas: tontura, febre e dor de cabeça e dor muscular.

Mesmo não tendo casos registrados no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) afirmou ao Metrópoles que é importante reforçar a prevenção, que está relacionada à redução de criadouros de insetos e à proteção individual contra picadas, como o uso rigoroso de repelentes; o uso de roupas compridas e claras; e o uso de mosquiteiros e telas ultrafinas nas residências.

Segundo informações da nota técnica 117/2024 do Ministério da Saúde, não há, até o momento, comprovação da eficácia do uso de repelentes contra o maruim. Porém, a utilização é recomendada, principalmente para proteção contra outros mosquitos, como por exemplo, Culex spp (pernilongo), Aedes aegypti.

Além disso, a população deve se atentar quanto aos sintomas, que são semelhantes aos da dengue. “Em caso de sintomas, é fundamental procurar uma unidade de saúde”, alerta a SES-DF. O órgão ainda completa dizendo que está mantendo uma fiscalização rigorosa em possíveis casos de arboviroses, incluindo a febre Oropouche.

“Em relação aos estados que fazem divisa com o DF, além do Goiás, destaca-se que Minas Gerias encontra-se sob monitoramento epidemiológico contínuo, com registro ainda limitado de ocorrências e sem evidência, até o momento, de ampla disseminação da doença”. 

A doença

A febre Oropouche é transmitida diretamente pelo mosquito-pólvora, e tem como sintomas principais a febre, tontura e dor no corpo. Em 2025, o Brasil registrou aproximadamente 12 mil casos da doença, com cinco óbitos confirmados e dois em investigação.

Ainda sobre os sintomas, o mosquito-pólvora ou maruim, possui uma alta taxa de reaparecimento das manifestações, o que acaba se tornando um dos maiores diferencias da doença. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO), o reaparecimento dos sintomas pode ocorrer em até 60% dos pacientes.

“Isso significa que após uma aparente melhora dos sintomas, que duram de 2 a 7 dias, cerca de metade dos pacientes apresenta novamente transtornos como dor de cabeça intensa, dor muscular e febre. A volta dos sintomas ocorre de uma a duas semanas após o início da doença”, destacou a secretaria.

A pasta ainda reforça ainda que, assim como a dengue, não há tratamento específico para a febre Oropouche. Na ocasião do diagnóstico, o tratamento é feito para os sintomas que surgem.


Conheça detalhes sobre a doença

  • A transmissão é feita principalmente pelo mosquito-pólvora;
  • Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no inseto por alguns dias;
  • Quando o inseto pica uma pessoa saudável, ele pode transmitir o vírus;
  • No ciclo silvestre, bichos-preguiça e primatas não-humanos (e possivelmente aves silvestres e roedores) atuam como hospedeiros;
  • No ciclo urbano, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O inseto Culicoides paraensis também é o vetor principal;
  • O inseto Culex quinquefasciatus, vetor principal da filariose bancroftiana e encontrado em ambientes urbanos, também pode transmitir o vírus .

Primeiro caso é alerta para GO

A SES-GO confirmou o primeiro caso de febre Oropouche no estado. Segundo a pasta, o paciente diagnosticado com o vírus é um homem adulto que mora em Anápolis (GO).

O homem deu entrada em uma unidade de saúde da cidade, em 24 de março, apresentando sintomas como erupção cutânea avermelhada (exantema), febre e tontura.

Ele apresentou sintomas leves e já está curado. Segundo a pasta, durante a confirmação, foi possível identificar que não se trata de caso importado, mas sim de transmissão local.

Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, é importante reforçar as medidas de proteção de ambientes, uso de repelentes e eliminação de criadouros, que no caso do maruim, incluí matérias orgânicas como folhas e restos de alimentos no chão.

“O monitoramento da febre Oropouche já é realizado e a população deve estar atenta à eliminação dos criadouros e aos cuidados para evitar o contato com o mosquito”. Não há motivo para pânico, mas devemos divulgar as informações para auxiliar no diagnóstico correto, na continuidade da vigilância laboratorial e no controle dos vetores”, reforça Flúvia.

A equipe da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da SES-GO faz o acompanhamento do trabalho de monitoramento e investigação realizado pela vigilância epidemiológica da Regional de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis.

Curiosidade sobre o nome do vírus

O nome Oropouche vem do lugar onde o vírus foi identificado pela primeira vez.

Ele foi descoberto na década de 1950 na região do rio Oropouche, localizado na ilha caribenha de Trinidad e Tobago.

Na ciência, é comum batizar o nome de vírus tendo como referência o local da descoberta, dessa forma há uma identificação geográfica sobre a incidência dos casos.



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Dia do Trabalho: ato da CUT no Eixão pede o fim da escala 6×1


Centenas de pessoas foram às ruas nesta sexta-feira (1º/5), no Dia do Trabalhador, para participar de manifestação da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF). O movimento reuniu uma concentração de manifestantes de esquerda no Eixão Sul e começou por volta das 10h.

Entre as principais pautas reivindicadas estava o fim da escala 6×1, sem redução de salário, além da valorização salarial de trabalhadores e melhores condições de trabalho nas plataformas digitais.

Veja:

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Trabalhadores e famílias protestam no Dia do Trabalhador no Eixão
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Trabalhadores e famílias protestam no Dia do Trabalhador no Eixão

Material cedido ao Metrópoles

A principal reivindicação é o fim da escala 6x1 sem redução salarial
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A principal reivindicação é o fim da escala 6×1 sem redução salarial

Material cedido ao Metrópoles

Os manifestantes também cobram o combate contra o feminicídio
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Os manifestantes também cobram o combate contra o feminicídio

Material cedido ao Metrópoles

O ato também foi marcada pela defesa de melhores condições de trabalho para as plataformas
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O ato também foi marcada pela defesa de melhores condições de trabalho para as plataformas

Material cedido ao Metrópoles

O ato foi organizado pela CUT-DF
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O ato foi organizado pela CUT-DF

Material cedido ao Metrópoles

“É um movimento político-cultural que reuniu famílias, militantes e partidos políticos. Entre as principais pautas estão a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, o fortalecimento das negociações coletivas no setor público e privado e o fim do feminicídio“, afirmou o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.

Após o ato, houve apresentações musicais, atividades de lazer para crianças, como brinquedos infláveis, além de opções de comidas e bebidas.

Discussão por posições divergentes

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou que durante manifestação no Eixão Sul houve discussão entre manifestantes da direita e da esquerda com posicionamentos ideológicos divergentes.

Foram feitas provocações e embates verbais, mas não houve tumulto nem registro de violência. 

“As equipes policiais atuaram de forma rápida restabelecendo a ordem pública sem registro de ocorrências graves”, informou a PMDF.

As celebrações do Dia do Trabalhador na 106 Sul devem se estender até o fim desta sexta-feira (1°/5).

Tramitação no Congresso

As manifestações da classe trabalhadora buscam pressionar por mudanças na legislação trabalhista. Em 14 de abril, o governo enviou ao Congresso o projeto de lei que trata do fim da escala 6×1.

Também tramita na Câmara dos Deputados um projeto de emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da jornada de trabalho.

Na última quarta-feira (29/4), foi instalada uma comissão especial para analisar o tema.

Os partidos também tentam emplacar na pauta de reivindicações o PL da Dosimetria, que beneficia condenados pelos atos do 8 de Janeiro, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro.

o presidente Lula havia vetado o projeto de lei, porém, nessa quinta-feira (30/4), o Congresso derrubou o veto presidencial.

Entre os parlamentares que participaram do evento estiveram Ricardo Vale (PT-DF), Gabriel Magno (PT-DF) e a senadora Leila do Vôlei (PSB-DF).



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Carro capota e vítima fica presa às ferragens



Bombeiros resgataram a vítima que estava consciente e recusou transporte ao hospital



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Menino com doença rara espera por remédio de R$ 17 milhões


Portador de uma doença neuromuscular rara, degenerativa e progressiva, o pequeno Paulo Azevedo Soares Varela (foto em destaque), de 7 anos, ganhou na Justiça o direito a receber, pela União, o tratamento com o medicamento Elevidys . O remédio de dose única precisa ser ministrado antes de a criança completar oito anos de idade. Porém, custa R$ 17 milhões.

Paulo vai completar 8 anos no dia 16 de maio deste ano. Ele e a família aguardam ansiosos pela liberação da medicação que ainda passa por análises e estudos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sem prazo de conclusão, segundo a própria autarquia.

Em agosto de 2024, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes suspendeu todas as liminares envolvendo o remédio, até a conclusão da análise sobre a segurança da terapia pela Anvisa . Até sexta-feira (1º/5), o estudo ainda não havia sido concluído e segue sem prazo de término.

Veja:

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Paulo nasceu com diagnóstico de Distrofia Duchenne
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Paulo nasceu com diagnóstico de Distrofia Duchenne

Material cedido ao Metrópoles

A doença rara é progressiva, degenerativa e fatal
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A doença rara é progressiva, degenerativa e fatal

Material cedido ao Metrópoles

O menino ganhou na Justiça o direito de receber o remédio Elevidys pela União
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O menino ganhou na Justiça o direito de receber o remédio Elevidys pela União

Material cedido ao Metrópoles

No entanto, o ministro do STF Gilmar Mendes suspendeu o tratamento com o Elevidys no Brasil até conclusão de análise pela Anvisa
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No entanto, o ministro do STF Gilmar Mendes suspendeu o tratamento com o Elevidys no Brasil até conclusão de análise pela Anvisa

Material cedido ao Metrópoles

Luta contra o tempo

A Distrofia de Duchenne destrói a musculatura cardíaca e o sistema nervoso. É uma doença neuromuscular rara , genética, degenerativa, progressiva e irreversível no tecido muscular. Atinge, em especial, a musculatura esquelética. A família de Paulo se preocupa com a luta contra o tempo  já que ele está prestes a completar oito anos. O próprio menino pede para ser atendido.

“Anvisa, o Elevidys precisa ser mandado para mim agora porque o meu tempo está acabando. Eu quero ficar forte e andar de bicicleta”, disse Paulo.

Ao pensar no futuro, o menino conta que sonha em se tornar um policial federal.

Segundo a mãe do pequeno paciente, Emanuelle de Azevedo Soares Varela, 38, a suspensão do tratamento pela Anvisa, sem previsão de definição, é um obstáculo cruel.

Enquanto os órgãos estão discutindo sobre burocracia, meu filho está perdendo tempo. Quem tem Duchenne tem pressa“, desabafou a mãe.

Caso a medicação não chegue a tempo, a criança corre o risco de perder a janela terapêutica para o tratamento.

“Nós tínhamos uma decisão judicial (do STF) desde novembro de 2024, garantindo o direito de Paulo de receber o Elevidys. Mas até hoje essa medicação não chegou até ele. É uma criança com uma doença rara, progressiva e devastadora. Cada dia de espera significa perda de forças, de movimentos e de futuro”, se emocionou a mãe do menino.


Entenda o caso

  • Em agosto de 2024, o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu todas as decisões liminares que obrigavam a União a comprar o remédio Elevidys.
  • O ministro colocou duas exceções para a compra: decisões proferidas por ministros do STF e decisões concedidas em favor de crianças que completem 7 anos nos próximos seis meses.
  • Após a família de Paulo Varela acionar o STF, o ministro Luiz Fux classificou a doença como “grave” e “catastrófica”, e pediu tratamento imediato da criança.
  • O Ministério da Saúde solicitou 90 dias para a compra da medicação, a partir de 6 dezembro.
  • O juiz Charles Renaud Frazão de Moraes, da 21ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, determinou que a União comprove o cumprimento da decisão do STF.
  • Em 14 de abril de 2025, após novo recurso da União, o caso de Paulo foi levado para o plenário do STF. Novamente, a suprema corte determinou a aplicação da medicação.
  • Em julho de 2025, a Anvisa suspendeu temporariamente a venda e o uso do Elevidys® no Brasil com a publicação da Resolução (RE) 2.813/2025.
  • Segundo a Anvisa, a decisão foi tomada diante de novas informações internacionais relacionadas a eventos graves de insuficiência hepática aguda, incluindo casos fatais após a administração do medicamento. Também foram levados em consideração achados semelhantes com terapias gênicas que utilizam tecnologias semelhantes (plataformas vetoriais análogas).
  • Em outubro de 2025, a Anvisa promoveu discussões técnicas com especialistas em um painel científico para auxiliar a avaliação do perfil benefício-risco do medicamento. Foram identificadas outras questões que deveriam ser ajustadas, relacionadas ao perfil de segurança hepática e à resposta imunológica ao vetor viral.

Estudos sem conclusão

A Anvisa afirmou que está avaliando informações complementares apresentadas pelo laboratório responsável pelo medicamento, Roche Farma Brasil , e revisando os protocolos previstos para o medicamento Elevidys no Brasil.

Segundo a agência, o laboratório  ainda deverá apresentar dados adicionais.

A análise pela Anvisa abrange revisões de protocolos clínicos, ajustes no plano de gerenciamento de risco e refinamento das estratégias de monitoramento de longo prazo para assegurar o uso seguro e responsável do produto no país.

Em fevereiro deste ano, a empresa apresentou uma nova proposta de Termo de Compromisso. Após avaliação da equipe técnica, a Agência solicitou dados específicos para o cumprimento do Termo de Compromisso vigente.

Os dados envolvem informações do estudo de acompanhamento de longo prazo feito com os participantes dos ensaios clínicos, incluindo os dados sobre a eficácia do produto.

Divergência entre países

Até o momento, segundo a Anvisa, os documentos públicos indicam divergências entre às Autoridades Reguladoras Estrangeiras Equivalentes (AREEs) reconhecidas pelo órgão nas avaliações do balanço benefício-risco.

O Elevidys é autorizado nos Estados Unidos e no Japão. Já a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recusou a autorização de comercialização do medicamento com base na avaliação do desfecho primário do estudo clínico.

Regime de Prioridade

Segundo a Anvisa, o processo regulatório do Elevidys tramita em Regime de Prioridade, considerando a gravidade da doença, seu impacto clínico e social e a proteção integral de crianças e adolescentes. No entanto, a autarquia não informou sobre o prazo de conclusão do estudo.

“A Agência mantém seu compromisso com a transparência, o rigor técnico e a proteção da saúde da população, informando que a decisão final sobre a manutenção, alteração ou eventual retirada da suspensão cautelar do Elevidys será tomada exclusivamente com base na melhor evidência científica e na avaliação equilibrada entre benefícios e riscos”, garantiu a agência.



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Bombeiros combatem incêndio em restaurante no Sudoeste


Para conter as chamas em um restaurante na quadra 301 do Sudoeste (DF), os bombeiros precisaram subir no telhado do prédio e usar mangueiras de água para conter o incêndio. O incidente ocorreu nesta sexta-feira (1º/5), próximo ao horário do almoço, e uma nuvem de fumaça tomou conta do local.

A cena do incêndio e a fumaça intensa assustaram as pessoas que passavam por perto. 

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado por volta das 13h e as equipes conseguiram conter as chamas no exaustor do restaurante.

Veja:

 

Bombeiros combatem incêndio em restaurante no Sudoeste - destaque galeria

Incêndio atinge restaurante no Sudoeste
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Incêndio atinge restaurante no Sudoeste

Divulgação / CBMDF

Os bombeiros subiram no telhado do prédio para combater as chamas
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Os bombeiros subiram no telhado do prédio para combater as chamas

Divulgação / CBMDF

Muita fumaça foi expelida durante o incêndio
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Muita fumaça foi expelida durante o incêndio

Divulgação / CBMDF

Os bombeiros conseguiram controlar a situação
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Os bombeiros conseguiram controlar a situação

Divulgação / CBMDF

Não houve registro de feridos
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Não houve registro de feridos

Divulgação / CBMDF

O CBMDF mobilizou três viaturas para controlar o fogo.

Segundo a corporação, não houve vítimas. Ao chegarem ao local, as equipes de socorro depararam-se com um incêndio na coifa do restaurante.

De imediato, as equipes evacuaram o prédio e desligaram a energia do estabelecimento. Logo após, foram armadas linhas de mangueiras pressurizadas com água para controlar e extinguir o fogo, evitando a propagação do incêndio.

Após a apagar o incêndio e a realizar o rescaldo, o local ficou aos cuidados da proprietário do restaurante.

A perícia de incêndio do CBMDF foi acionada para determinar as causas do incidente.



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Aluna dá socos e pisa na cabeça de colega em frente a colégio no DF


Duas alunas do Centro de Ensino Fundamental 2 (CEF 2) do Guará I (DF) trocaram socos e pontapés na tarde dessa quinta-feira (30/4) em frente ao colégio, atrás de uma parada de ônibus. As estudantes precisaram ser separadas por outras pessoas que passavam no local.

A confusão teria acontecido no final da tarde após o fim do horário das aulas, quando as jovens se desentenderam e começaram a brigar.

No vídeo cedido ao Metrópoles, as adolescentes aparecem discutindo. Depois uma delas dá um tapa forte no rosto da outra, que acaba caindo no chão. Momento em que a jovem de camisa preta dá chutes e começa a pisar na cabeça da estudante de camisa branca.

Enquanto as jovens brigam, outros alunos ao redor começam a gritar como forma de incentivo para que a confusão continue.

Em um certo momento, algumas adolescentes que viram a cena chegam ao local para separar a confusão. “Chega!”, diz uma delas.

O episódio acontece cerca de três meses depois do caso envolvendo o jovem Rodrigo Castanheira, que morreu, aos 16 anos, após ser agredido pelo ex-piloto da Fórmula Delta, Pedro Turra, que segue preso pelo crime e irá responder por homicídio doloso.

A Coordenação Regional de Ensino do Guará informou que os pais das duas alunas envolvidas já foram chamados pela diretoria da unidade para tratar sobre o assunto e para que providências sejam tomadas. A reunião será na próxima segunda-feira (4/5).

A escola ainda irá apurar a motivação da briga e quais medidas serão tomadas.

A Polícia Militar (PMDF) e a Polícia Civil do DF (PCDF) disseram não ter sido acionadas para a ocorrência.

 



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Incêndio com muita fumaça em restaurante no Sudoeste assusta moradores


Um incêndio em um restaurante na Quadra 301 do Sudoeste (DF) na tarde desta sexta-feira (1º/5) assustou as pessoas que passavam pelo local. Uma densa névoa de fumaça tomou conta do local bem na hora do almoço.

As chamas teriam começado por volta de 13h no exaustor da churrasqueira do estabelecimento, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

Veja:

O CBMDF foi acionado e as equipes conseguiram conter as chamas.

 

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Incêndio atinge restaurante no Sudoeste
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Incêndio atinge restaurante no Sudoeste

Divulgação / CBMDF

Os bombeiros subiram no telhado do prédio para combater as chamas
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Os bombeiros subiram no telhado do prédio para combater as chamas

Divulgação / CBMDF

Muita fumaça foi expelida durante o incêndio
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Muita fumaça foi expelida durante o incêndio

Divulgação / CBMDF

Os bombeiros conseguiram controlar a situação
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Os bombeiros conseguiram controlar a situação

Divulgação / CBMDF

Não houve registro de feridos
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Não houve registro de feridos

Divulgação / CBMDF

Segundo a corporação, não houve vítimas. Ao chegarem ao local, as equipes de socorro depararam-se com um incêndio na coifa do restaurante.

De imediato, evacuaram o prédio e desligaram a energia do estabelecimento. Logo após, foram armadas linhas de mangueiras pressurizadas com água para controlar e extinguir o fogo, evitando a propagação do incêndio.

Após a extinção do incêndio e a realização do rescaldo, o local ficou aos cuidados do proprietário do restaurante. A perícia de incêndio do CBMDF foi acionada para determinar as causas do incidente.



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Justiça manda Sindicato dos Trabalhadores dos Correios desocupar lote


A Justiça do Distrito Federal determinou que o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Distrito Federal e Região do Entorno (Sintect-DF) desocupe um lote que era usado para momentos de lazer dos filiados, na Fazenda Saltador, em Ceilândia (DF).

A ação de reintegração de posse é movida por Marta Martins da Silva e teve uma nova decisão favorável no último dia 20. O processo já está em fase de cumprimento de sentença e a decisão foi tomada após o sindicato descumprir ordem judicial anterior que previa a saída voluntária do local e o pagamento de indenização pelo uso indevido da propriedade.

Segundo o processo, o prazo para desocupação voluntária e quitação do débito terminou sem qualquer providência por parte do executado. Diante disso, o juiz autorizou a expedição imediata de mandado de desocupação compulsória, com possibilidade de uso de força policial e apoio de chaveiro, caso necessário.

Além da ordem de desocupação, a Justiça reconheceu o aumento da dívida do lote, que chegou a R$ 424,6 mil em outubro de 2025. O valor inclui indenizações mensais, multa de 10% e honorários advocatícios, aplicados após o não pagamento no prazo legal.

Para garantir a quitação do débito, foram determinadas medidas de bloqueio de valores em contas bancárias por meio do sistema Sisbajud, além de pesquisas patrimoniais via Renajud e Infojud, com o objetivo de localizar bens passíveis de penhora.

O que alega o sindicato

Na ação, o sindicato diz que a compra foi formalizada com base em uma documentação apresentada pelo vendedor, que à época indicava a regularidade da propriedade e que o vendedor não era o proprietário legítimo, alegando que foi vítima de golpe.

No processo, o sindicato sustenta que a área ocupada não pertence à autora, alegando que há divergência nos limites do imóvel e que o terreno utilizado não corresponde à propriedade indicada pela parte contrária. Com isso, defende que não houve ocupação indevida, e que, por essa razão, não deveria ser obrigado a desocupar o local nem a pagar indenização pelo uso da área.

Apesar dessa argumentação, a Justiça não acolheu a tese e destacou na decisão que uma análise técnica realizada pela Agência de Desenvolvimento (Terracap) concluiu que a área ocupada pelo sindicato está inserida dentro do imóvel de propriedade da autora.

Além disso, o magistrado entendeu que o sindicato não apresentou prova capaz de demonstrar posse legítima sobre o terreno. O entendimento judicial também apontou que, após ser formalmente notificado em 15 de junho de 2022, o sindicato permaneceu no local de forma indevida, caracterizando má-fé.

Assim, mesmo com a alegação de que o lote não seria da autora, o Judiciário reconheceu que houve ocupação irregular e manteve a obrigação de desocupação do imóvel, bem como o pagamento de indenização pelo período de uso.

O Sindicato dos Correios e Telegráfos foi acionado pelo Metrópoles para se manifestar sobre o caso, mas não retornou até momento. O canal segue aberto.



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Trabalho doméstico no DF é sustentado por mulheres do Entorno


O trabalho doméstico no Distrito Federal depende, em grande parte, de mulheres que moram fora da capital. Em 2024, cerca de 117 mil pessoas atuavam na área. Desse total, aproximadamente 50 mil viviam em cidades do Entorno, como Águas Lindas de Goiás, Valparaíso de Goiás e Luziânia — e a maioria delas, cerca de 35 mil, precisava se deslocar diariamente até o DF para trabalhar. Já cerca de 67 mil trabalhadoras moravam no próprio DF.

Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego na região de Brasília, referente a 2024, elaborada pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Na prática, parte importante da rotina das famílias brasilienses — como limpeza, preparo de alimentos e cuidados — depende dessas trabalhadoras que enfrentam longos trajetos todos os dias.

A diarista Tania Dias de Souza, de 36 anos, é uma delas. Moradora de Valparaíso de Goiás e mãe de dois filhos, de 14 e 3 anos, ela trabalha na Asa Sul, onde há maior demanda e melhor remuneração. Segundo relata, a diferença salarial entre atuar no Entorno e no Distrito Federal pode chegar a quase um salário mínimo.

A busca por uma renda maior explica a rotina puxada. “Eu moro no Valparaíso e trabalho em Brasília porque o pessoal de lá não paga o mesmo que Brasília paga”, afirma. Mãe solo e chefe de família, ela é a única responsável pelo sustento da casa e gasta cerca de R$ 23 por dia com transporte.

Para chegar ao trabalho, Tania sai de casa às 6h30. O trajeto leva cerca de duas horas e inclui ônibus lotados.  “Eu saio às 6h30 de casa, chego no trabalho por volta de 8h, 8h30 — isso quando não tem acidente. Quando tem, chego 9h, 9h e pouco, até 10h”, relata. “É ônibus, né? Sempre muito cheio.”

Entre as moradoras do DF, quase todas (99,7%) trabalham perto de casa, o que evidencia ainda mais o impacto da mobilidade na rotina das trabalhadoras do Entorno.

Há ainda a preocupação com a segurança e as condições de trabalho. Em 2024, cerca de 47 mil trabalhadoras tinham carteira assinada (40,2%), enquanto aproximadamente 50 mil atuavam como diaristas (42,9%), sem vínculo fixo, o que resulta em renda variável e menor acesso a direitos trabalhistas.

O rendimento médio mensal gira em torno de R$ 1,6 mil, e cerca de 66 mil trabalhadoras (56,7%) recebiam até um salário mínimo. Entre as moradoras do Entorno, essa proporção é ainda maior: cerca de 31 mil (61,4%) estavam nessa faixa de renda.

A falta de proteção social também é expressiva. Mais de 64 mil trabalhadoras (54,8%) não contribuíam para a Previdência Social em 2024, o que significa menor acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.

Metade das empregadas domésticas do DF são chefes da família

Mesmo com salários baixos e vínculos mais frágeis, o trabalho doméstico é a principal fonte de renda para muitas famílias. Em 2024, cerca de 58 mil trabalhadoras (49,6%) eram as principais responsáveis pelo sustento da casa.

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O percentual era de 50,6% entre as moradoras do DF e de 48,2% entre as residentes no Entorno, mostrando que, em ambos os casos, quase metade depende diretamente dessa atividade para manter o domicílio.

Nesse cenário, a rotina de longos deslocamentos e jornadas intensas faz parte do dia a dia de quem sustenta não só a própria família, mas também o funcionamento de milhares de lares no Distrito Federal.



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GDF muda regras de aposentadoria por invalidez para servidores; veja


Os benefícios de aposentadorias por invalidez, no âmbito da administração direta, autárquica e fundacional do Distrito Federal, passarão a ter reavaliações periódicas. Servidores serão convocados para a revisão a cada três anos. Em caso de irregularidades, o pagamento será cortado, e o retorno ao trabalho será determinado.

A medida está prevista na portaria da Secretaria de Economia do DF, em conjunto com o Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev-DF), publicada no Diário Oficial (DODF) de quinta-feira (30/5).

Estão sujeitos à reavaliação, os servidores públicos aposentados por invalidez com menos de 60 anos, cujo benefício tenha sido homologado há menos de cinco anos.

De acordo com a portaria, os servidores aposentados por invalidez serão convocados com antecedência mínima de 90 dias. Em caso de não comparecimento, sem justificativa, o benefício poderá ser suspenso.

A reavaliação será feita por uma junta médica oficial, composta por mais de um médico perito oficial, da Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (Subsaúde), ligada à Secretaria de Economia.

O laudo poderá indicar a manutenção da aposentadoria; a reversão da aposentadoria, com retorno à atividade laboral; e a revisão do benefício no caso de constatado o diagnóstico de doença grave incapacitante.


Compete à junta médica:

  • realizar perícia médica para verificação da condição de incapacidade;
  • agendar a avaliação com antecedência mínima de 90 dias;
  • emitir laudo conclusivo quanto à manutenção, revisão ou cessação do benefício; e
  • apreciar pedidos de reconsideração.

A avaliação será realizada, preferencialmente, de forma presencial. Outros meios serão admitidos, excepcionalmente, quando comprovada a impossibilidade de locomoção do servidor beneficiário.

Segundo a portaria, os servidores terão direito ao contraditório e a ampla defesa. Dessa forma, a suspensão do pagamento da aposentadoria e/ou a determinação do regresso ao trabalho só vão ocorrer ao fim do processo.



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