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Caixa lança programa de combate à violência contra a mulher


A Caixa Econômica Federal lançou um programa Juntos por Elas de combate à violência contra a mulher nesta terça-feira (5/5). A iniciativa busca promover uma série de iniciativas que, além da conscientização sobre a violência contra a mulher, também inclui o enfrentamento ao racismo, valorização da mulher no ambiente de trabalho e o acolhimento à vítima de violência doméstica.

O programa foi lançado em evento com a presença do presidente da Caixa, Carlos Vieira, e a ministra da Igualdade Racial, Raquel Lopes. A iniciativa busca levar para dentro de agências da Caixa, ações para acolher mulheres em situação de violência.

Inicialmente, de acordo com a Caixa, o programa vai ser adotado por todas as unidades da Caixa Cultural e nas agências de Sobradinho (DF), Cuiabá (MT) e Sinop (MT), que vão contar com empregados e prestadores de serviços voluntários preparados para acolher e prestar esclarecimentos a mulheres em situação de violência.

Entre as iniciativas promovidas pelo programa, estão o encaminhamento das vítimas ao apoio voluntário e humanizado em espaços de grande circulação, como agências bancárias e caixas culturais; além da promoção da mudança cultural, envolvendo mulheres e homens, especialmente lideranças e formadores de opinião, no enfrentamento da violência contra as mulheres.

O objetivo é que o projeto piloto seja expandido para outras unidades do banco pelo país nos próximos meses. Enquanto isso, o banco vai  disponibilizar informações sobre o programa por meio de material de divulgação como cartazes, senhas de atendimento e em sua comunicação interna, com ampla divulgação do Disque 180.

Acordos assinados

Durante o evento, o presidente da Caixa assinou ainda três Acordos de Cooperação Técnica (ACT) com o objetivo de fortalecer o combate à violência contra as mulheres. Os acordos foram assinados com três ministérios e agrega ainda iniciativas de inclusão, de enfrentamento ao racismo, e promoção da conscientização.

Os acordos assinados foram:

  1. Ministério dos Direitos Humanos, para fortalecer ações de valorização à diversidade, da equidade e da inclusão no ambiente organizacional;
  2. Ministério da Igualdade Racial, que reafirma o enfrentamento ao racismo e a necessidade de ampliação de oportunidades, com especial atenção às mulheres;
  3. Ministério das Mulheres, ampliando iniciativas de conscientização, acolhimento e proteção de direitos, fortalecendo o compromisso institucional com ambientes seguros, inclusivos e respeitosos.

Programa Acolhe Caixa

O banco também anunciou que adotará iniciativas para fortalecer o programa Acolhe Caixa, iniciativa de acolhimento do banco voltada para colaboradores e servidores da instituição. O programa, em 2025, realizou 102 atendimentos a empregadas da instituição vítimas de violência doméstica, e 34 apenas neste primeiro trimestre de 2026.

O Acolhe oferece apoio por meio de escuta qualificada e humanizada, com garantia de sigilo, além de orientações para acesso à rede pública de serviços especializados, como atendimento psicossocial, registro de denúncias e assistência jurídica.

Além disso, contempla medidas de apoio à vítima, que visam reduzir a situação de vulnerabilidade das empregadas e também para tirá-la da situação de abuso.



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Governo muda classificação indicativa do YouTube de 14 para 16 anos


governo federal mudou a classificação indicativa do YouTube de 14 para 16 anos, após nota técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apontar a presença de conteúdos possivelmente nocivos para adolescentes.

A mudança atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, com base nas alterações aprovadas em 2025 e que estão em vigor desde março deste ano, com o objetivo de proteger crianças e adolescentes no ambiente virtual.

A lei também exige verificação rigorosa de idade (além da autodeclaração), veda o uso de dados de menores para publicidade comercial, obriga o controle parental, combate a pornografia e violência online, e impõe a remoção rápida de conteúdos nocivos pelas plataformas.

A nota técnica que muda a classificação do YouTube ressalta a circulação de animações como um dos fatores para a mudança e cita a “Novela das Frutas”, conteúdo feito com uso de inteligência artificial (IA) que viralizou nos últimos meses, como exemplo.

Novelas de frutas que viralizaram nas redes foram citadas pelo governo
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Novelas de frutas que viralizaram nas redes foram citadas pelo governo

Reprodução/ Redes Sociais

Outras redes também foram reclassificadas em abril
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Outras redes também foram reclassificadas em abril

picture alliance/ Getty Images

O YouTube poderá recorrer da nova classificação
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O YouTube poderá recorrer da nova classificação

Foto: Freepik

No fim de abril, outras plataformas também foram reclassificadas: TikTok, Kwai e WhatsApp passaram a ter classificação indicativa de 16 anos.

A nova faixa etária estabelecida, no entanto, funciona como alerta e não bloqueia automaticamente o acesso à plataforma. O YouTube pode recorrer da reclassificação em até 10 dias após a publicação no Diário Oficial da União (DOU).



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Serasa: endividamento sobe e bate recorde com 82,8 milhões de pessoas


O Brasil tem 82,8 milhões de endividados. O número das pessoas que não conseguem pagar as dívidas em dia no país foi divulgado pela Serasa nesta terça-feira (5/5), um dia após o governo federal lançar um programa para reduzir este contingente.

O número representa aumento de 1,35% em relação ao levantamento anterior, de fevereiro deste ano. Em fevereiro, conforme a instituição, havia 81,7 milhões de pessoas que não conseguiam pagar as dívidas em dia. O total de 82,8 milhões de endividados representa 49% da população adulta.

Além do aumento do contingente de pessoas endividadas, também houve crescimento no valor da dívida média total por pessoa. Em relação a fevereiro, a alta foi de 1,98%, o que fez o valor chegar a R$ 6.728,51.

Cada pessoa tem, em média, conforme a Serasa, quatro dívidas. Cada uma delas tem valor médio de R$ 1.647,64.

Ao todo, existem 338,2 mil dívidas que somam R$ 557 bilhões em valores. Este número cresceu 3,35% em relação ao levantamento de fevereiro deste ano.

A pesquisa da Serasa ouviu ao todo 1.904 pessoas que têm dívidas não pagas em todo o país, em abril deste ano. Elas permitiram a instituição levantar que 38% apontam o desemprego ou a perda de renda como o principal fator para a inadimplência. No entanto, os fatores gastos de emergência (16%), descontrole/desorganização financeira (13%), apoio financeiro a familiares ou amigos (10%) e atraso no pagamento de contas básicas (7%), representam uma parcela maior, ou seja, 46%.

Diretora da Serasa, Aline Maciel chama a atenção para o fato de o endividamento elevado e da inadimplência recorde ocorrerem mesmo diante de um momento bom para a geração de emprego.

“Mesmo com os índices de desemprego bons, a gente tem ele como um opressor [da inadimplência], vemos que ainda tem espaço para piorar essa percepção. É algo para a gente ficar em alerta”, pontua Maciel.

A taxa de desocupação ficou em 6,1% nos três primeiros meses do ano, conforme dados divulgados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, na última quinta-feira (30/4), pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o levantamento, 47% das dívidas dos brasileiros estão concentrados no setor financeiro:

  • 27,3% bancos/cartão de crédito;
  • 21% utilidades (contas básicas, como água, luz e gás);
  • 20,2% financeiras;
  • 11,5 serviços.

Programa do governo

O governo federal lançou, nessa segunda-feira (4/5), o programa Novo Desenrola Brasil, que visa a reduzir o endividamento recorde da população.

A iniciativa, que terá duração de 90 dias, vai conceder descontos de até 90% em dívidas e provocar o refinanciamento com juros mais baixos, limitados a 1,99% ao mês.


O programa atua em linhas diferentes:

  • Desenrola Famílias: renegociação de dívidas atrasadas, uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS), consignado Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e consignado público;
  • Desenrola Fies;
  • Desenrola Empresas: Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e Programa Acredita (ProCred); e
  • Desenrola Rural.

No caso do desenrola famílias, são elegíveis as dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, nas modalidades de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). Podem participar as pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).

Confiança

Do total, 71% dos entrevistados na pesquisa afirmaram que já tentaram negociar as dívidas bancárias. Na pesquisa divulgada nesta terça, 45% dos entrevistados responderam, em múltipla escolha, que se sentiriam mais confiante se houvesse:

  • acordo com desconto (69%);
  • redução nos juros (64%);
  • parcelamento acessível (58%); e
  • aumento da renda (36%).

A diretora vê com bons olhos o novo programa do governo federal para redução no endividamento e na inadimplência. No entanto, ressalva que outras medidas são necessárias, bem como a educação financeira e a redução nas taxas de juros no país.

“O programa sozinho não vai fazer milagre. A gente viu o programa passado, ele acaba suavizando a inadimplência, mas sabemos que se outras ações não forem tomadas, a gente não vai ter a inversão na curva da dívida, porque a gente tem um estoque altíssimo de dívidas”, afirma Maciel.

No aplicativo

A Serasa afirma que parte das instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN) tem convênio com a instituição. Este grupo mantém ofertas de renegociação, inclusive nos termos do Novo Desenrola Brasil, que podem ser acessadas diretamente no aplicativo da Serasa.

Conforme a instituição, a plataforma privada concentra 7,7 milhões de ofertas no âmbito do Novo Desenrola Brasil e 691 milhões ao todo, contemplando 2 mil empresas parceiras.



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Zói de Gato, Falcão e Chokito: rede de chefes mantém domínio do CV



Área localizada próxima a bairros de classe média e alta é utilizada por lideranças da facção criminosa em Salvador, Bahia



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“O problema do BRB é um problema do GDF”, diz ministro da Fazenda


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou na noite desta segunda-feira (4/5) que o governo federal não vai ajudar o Banco Regional de Brasília (BRB) a sair da crise financeira. Durigan destacou que o BRB “é um problema do GDF” e que não cabe ao Tesouro Nacional resolver a questão.

“Esse debate não pode ser empurrado para o governo federal como se tem pretendido fazer pelo GDF, porque é um problema do GDF”, disse em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

De acordo com o ministro, o Tesouro Nacional só vai interferir na situação caso haja riscos para o sistema financeiro. “A única hipótese que eu cogitaria olhar para o BRB é de risco sistêmico”, frisou, acrescentando que dinheiro público não pode ser usado para cobrir rombo provocado pelo próprio banco.

“Eu não posso pegar dinheiro público para cobrir um caso que, no mínimo, está mal explicado”, destacou.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas), tem tentado conseguir empréstimo do Tesouro Nacional para cobrir o rombo do BRB. O objetivo é obter R$ 6,6 bilhões, usando bens do GDF como garantia.

Eventos adversos

O ofício com o pedido foi encaminhado na última semana ao Ministério da Fazenda. No documento, Celina e o secretário de Economia do DF, Valdivino Oliveira, alegam que a “necessidade de capitalização decorre de eventos adversos relevantes que impactaram a liquidez, a previsibilidade dos fluxos financeiros e a qualidade dos ativos da instituição”.

Na semana passada, o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, disse que deverá pedir mais informações ao GDF sobre a solicitação de ajuda.

“Não veio nenhum tipo de informação que possibilite que a gente faça a análise, mas, se der entrada da forma correta, será analisado como todos os pedidos que recebemos”, disse Durigan durante coletiva sobre o relatório do Tesouro.



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Big Data: 71% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1


A nova pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (5/5), revela que 71% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1, para a implementação de uma jornada 5×2 (cinco dias trabalhados e dois de descanso). Outros 23% são contrários à proposta e 6% não souberam ou não quiseram responder.


Segundo a pesquisa, a proposta é aprovada por eleitores de todos os possíveis candidatos à Presidência da República.

  • Entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 84% são favoráveis e 14% contrários. Outros 2% não responderam.
  • Entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 59% são favoráveis e 30% contrários. Outros 11% não responderam.
  • Entre eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), 66% são favoráveis e 25% contrários. Ainda, 9% não responderam.
  • Entre eleitores de Ciro Gomes (PSDB), 68% são favoráveis e 26% contrários. Outros 6% não responderam.
  • Entre eleitores de Zema (Novo), 52% são favoráveis e 45% são contrários. Outros 9% não responderam.
  • Entre eleitores de Renan Santos (Missão), 56% são favoráveis e 43% são contrários. Ainda, 1% não responderam.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do tema deve ser analisada pela Câmara dos Deputados ainda neste mês. Há ainda um projeto de lei do governo Lula, enviado ao Congresso, que define o limite de 40 horas trabalhadas por semana e prevê dois dias de descanso ao trabalhador.

Eleições 2026

A pesquisa traçou cenários para as eleições de 2026 e mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança em diferentes cenários de primeiro turno. O petista empataria com o senador Flávio Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PSDB), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) em projeções de segundo turno, de acordo com o levantamento.

Em cenários de segundo turno, Lula aparece empatado tecnicamente, ou seja, dentro da margem de erro, com todos os candidatos testados pela pesquisa. O senador Flávio Bolsonaro, contudo, é o único que aparece com vantagem numérica sobre o petista em um eventual embate direto.

O instituto Real Time Big Data ouviu duas mil pessoas com mais de 16 anos, entre os dias 2 e 4 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-03627/2026.



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Encontro entre Lula e Trump ocorre após petista elevar tom de críticas


O encontro dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump será realizado logo após o petista voltar a endurecer o discurso contra o republicano. Nas últimas semanas, o líder brasileiro tem feito críticas constantes à ação militar coordenada entre Estados Unidos e Israel no Oriente Médio.

A viagem de Lula para Washington, que começou a ser articulada no auge da “boa química” entre os dois líderes, foi adiada diversas vezes e calhou de ser realizada em um momento em que o brasileiro voltou a criticar publicamente o presidente dos Estados Unidos.

O momento, considerado pouco oportuno, eleva o temor sobre “armadilhas” da Casa Branca contra chefes de Estado — como já ocorreu com o ucraniano Volodymyr Zelensky e o sul-africano Cyril Ramaphosa.

Por outro lado, o cenário pode ser menos ameaçador, já que o petista se reúne com Trump longe dos olhos do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que cumpre agenda na Itália, nos próximos dias.

O secretário norte-americano tem raízes latinas e é apontado como um dos principais articuladores da política externa de Donald Trump, sobretudo no que diz respeito à América Latina. Rubio também tem direta atuação em recentes decisões americanas envolvendo o Brasil, como as sanções impostas a autoridades brasileiras.

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Alex Brandon-Pool/Getty Images

Lula e Trump já se reuniram para agenda na Malásia
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Lula e Trump já se reuniram para agenda na Malásia

Ricardo Stuckert / PR

 Donald Trump
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Donald Trump

Arte Metrópoles

Apesar disso, Trump recebeu o premiê da Irlanda, Micheál Martin, na Casa Branca
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Apesar disso, Trump recebeu o premiê da Irlanda, Micheál Martin, na Casa Branca

Reprodução/Casa Branca

Atraso na visita

A visita de Lula a Donald Trump é articulada desde que os dois se encontraram pela primeira vez, em setembro do ano passado. Na ocasião, eles tiveram um breve e amistoso encontro à margem da Assembleia Geral da ONU, que ocorre anualmente em Nova York, nos Estados Unidos.

Em janeiro, os dois líderes voltaram a se falar, desta vez em uma ligação, na qual acertaram uma visita do petista ao mandatário norte-americano. A viagem, inicialmente anunciada para março, acabou sendo adiada. O Palácio do Planalto e auxiliares de Lula justificavam o “atraso” em decorrência do foco do republicano no conflito contra o Irã.

A guerra no Oriente Médio, no entanto, não impediu que Donald Trump se reunisse com outros líderes internacionais na Casa Branca. Levantamento feito pelo Metrópoles mostra que, desde o dia 28 de fevereiro, quando foi executada a ação militar no Irã, Trump recebeu ao menos quatro chefes de Estado em Washington.

E também foi a guerra no Oriente Médio a causar o novo estranhamento entre Lula e Trump. Além da postura oficial do Palácio Itamaraty, que condenou a atuação militar norte-americana no Irã, o presidente brasileiro  passou a citar Trump nominalmente em algumas declarações.

Durante discursos na viagem pela Europa, Lula chegou a dizer que o mundo “não pode se curvar” a quem faz guerras.

O chefe do Planalto também ironizou o desejo do republicano em ganhar um Nobel da Paz. “É importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o presidente Trump, para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz tranquilamente“, disse Lula.

O encontro de Lula com o republicano está marcado para esta quinta-feira (7/5), e temas considerados sensíveis para o brasileiro devem ser discutidos — como o desejo dos EUA em classificar organizações criminosas do Brasil como terroristas; as tarifas impostas pelo país norte-americano a produtos brasileiros; e a guerra em curso no Oriente Médio.


Lula vai aos EUA para encontrar Trump

  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca para os Estados Unidos nesta semana para um encontro com o presidente Donald Trump. A agenda com o republicano está marcada para quinta-feira (7/5).
  • A visita ocorre após meses de articulação entre a Casa Branca e o Palácio do Planalto e com certo atraso — a expectativa inicial era de que Lula fosse a Washington para se encontrar com o republicano em março.
  • Na agenda, temas considerados sensíveis para o petista devem ser discutidos, como o desejo dos EUA em classificar organizações criminosas do Brasil como terroristas; as tarifas impostas pelo país norte-americano a produtos brasileiros; e a guerra em curso no Oriente Médio, a qual tem sido alvo de duras críticas por parte de Lula.

Estratégia de Lula contra Trump

Para analistas, as críticas de Lula contra Trump fazem parte de uma estratégia que estaria mirando as eleições de outubro, na qual o petista tenta se reeleger para um quarto mandato. O brasileiro chegou a dizer, inclusive, que uma possível intervenção de Trump nas eleições brasileiras poderia ajudá-lo.

A avaliação encontra respaldo em pesquisas de opinião do último ano, quando o petista viu um respiro nos índices de popularidade após as tarifas anunciadas contra o Brasil e as sanções impostas a autoridades brasileiras. A medida virou munição para Lula adotar discurso nacionalista e de defesa da soberania brasileira.

Ao mesmo tempo, o mandatário criou um mote contra a família Bolsonaro — com foco no ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apontado como o responsável pelas taxas e sanções impostas ao Brasil.

Como revelou o Metrópoles na coluna Igor Gadelha, o PT de Lula pretende retratar Flávio durante a campanha eleitoral como “corrupto” e “entreguista”, em uma alusão à proximidade da família Bolsonaro com Donald Trump.



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Master: delação de Vorcaro demora mais do que o esperado e preocupa PF


Mais de um mês após a assinatura do termo de confidencialidade com a Polícia Federal e com a Procuradoria-Geral da República, a delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não tramita conforme o esperado.

A defesa do banqueiro pretendia formalizar o acordo com as autoridades em abril, mas não conseguiu concluir as conversas com Vorcaro para apresentar as informações necessárias para a investigação.

O Metrópoles apurou que o empresário ainda não revelou todos os dados sobre o destino do dinheiro supostamente desviado na fraude financeira nem como teria gasto parte dos valores — e quem seriam os possíveis laranjas no esquema criminoso.

A Polícia Federal também carece de nomes de todas as autoridades supostamente envolvidas com o Master, que estariam nos três Poderes da República.

Corrida pela delação

A demora na colaboração de Vorcaro pode beneficiar outra peça importante na investigação: o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa.

Em 28 de abril, ele encaminhou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o interesse em firmar um acordo de delação premiada no caso e o pedido de transferência do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para acelerar as conversas com os advogados responsáveis.

O executivo foi preso acusado de receber R$ 146 milhões de propina para favorecer interesses do Banco Master em negócios com o BRB.

Não há determinação em lei sobre o prazo para que os anexos sejam formalizados a partir da largada das conversas. No entanto, para aceitar a delação, os investigadores exigem informações inéditas e nomes de pessoas que estariam no topo do esquema criminoso.

A colaboração de Paulo Henrique Costa pode esvaziar o processo do dono do Master, que teria de apresentar outros dados para a Polícia Federal e para a PGR.

Segundo a lei, os delatores devem entregar provas substanciais das declarações, como documentos, vídeos, fotos, gravações e outros materiais que possam corroborar as declarações dele.

Esta é a primeira vez no país que as duas instituições vão dividir uma colaboração. Entenda o passo a passo da delação aqui.

A PF e a PGR querem garantir acordos de delação premiada “sem poupar ninguém”. Os investigadores deixaram claro que não haveria espaço para “colaboração seletiva” com o objetivo de “salvar algumas figuras”.

Com a delação, é possível ter redução de pena em até dois terços — ou mesmo receber o perdão das autoridades.

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília
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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Vorcaro negocia delação premiada com a PF e com a PGR
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Vorcaro negocia delação premiada com a PF e com a PGR

Reprodução/ YouTube

Dono do Master é suspeito de fraude financeira
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Dono do Master é suspeito de fraude financeira

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Reprodução


Caso Master

  • O Banco Central decretou a liquidação do Banco Master em novembro de 2025 por insolvência financeira e graves violações às normas do sistema financeiro nacional.
  • Também em novembro, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da Operação Compliance Zero.
  • A investigação aponta que o Banco Master teria criado carteiras de crédito sem lastro.
  • Daniel Vorcaro foi preso em novembro, acabou solto e voltou a ser preso em março.
  • Vorcaro também é suspeito de liderar “milícia pessoal” para intimidar e coagir adversários e agentes públicos.

Grande volume

A Polícia Federal não descarta novas fases da Operação Compliance Zero. Entre os investigadores do caso, há o consenso de que há ainda “muita coisa” por trás do esquema do Banco Master a ser descoberta.

A quantidade de elementos probatórios é um desafio. Até o momento, a força-tarefa não conseguiu concluir a perícia dos oito celulares e de outros aparelhos eletrônicos de Daniel Vorcaro.

Em 18 de março, o ministro André Mendonça prorrogou a investigação por mais 60 dias. Agora, faltando menos da metade do prazo, os investigadores trouxeram novos elementos e podem pedir mais tempo para finalizar a apuração.

O dono do Master está preso preventivamente desde 4 de março. A prisão ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).

Nessa etapa, a PF identificou que ele também liderava uma “milícia pessoal” para intimidar e coagir adversários e agentes públicos.

Depois de passar pela Penitenciária Federal de Brasília, Vorcaro foi transferido para a Superintendência da PF, onde está alojado sozinho em uma cela comum.

Na última fase da operação, em 16 de abril, Paulo Henrique Costa foi preso. A investigação indica que o executivo teria desrespeitado práticas de governança e autorizado operações sem garantia. Em troca, teria recebido imóveis de Vorcaro.

O Metrópoles entrou em contato com a defesa de Vorcaro para questionar sobre o acordo de delação, mas não obteve resposta. O espaço permanece aberto.



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Exclusão de LGBTs no mercado de trabalho custa R$ 94,4 bilhões por ano


A exclusão de pessoas LGBT+ do mercado de trabalho brasileiro tem um custo bilionário. Um estudo inédito do governo federal em parceria com o Banco Mundial estima que a discriminação e o estigma enfrentados pelo grupo resultam em uma perda anual de R$ 94,4 bilhões em rendimentos, cerca de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O valor não é isolado. Segundo o levantamento, ele reflete um mecanismo sistemático de exclusão.

Pessoas LGBT+ enfrentam taxa de desemprego de 15,2%, praticamente o dobro da média nacional (7,7%). Além disso, 37,4% estão fora da força de trabalho, acima dos 33,4% registrados na população geral.

Entre os principais fatores apontados pelo estudo estão a dificuldade de acesso a oportunidades, a subutilização de qualificações e a saída do mercado após experiências de discriminação.

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Para além da questão envolvendo direitos civis e sociais, os dados mostram a exclusão como um entrave ao crescimento econômico do próprio país: o impacto fiscal é estimado em R$ 14,6 bilhões por ano. Desse total, R$ 10,6 bilhões correspondem à perda de arrecadação de impostos, enquanto cerca de R$ 4 bilhões estão ligados ao aumento de gastos com programas sociais e seguro-desemprego.

A distância do mercado de trabalho também se reflete na inatividade — quando a pessoa desiste de procurar emprego. A taxa chega a 37,4% entre pessoas LGBT+, acima da média nacional.

Entre as mulheres do grupo, o estudo aponta uma relação direta entre discriminação e abandono completo do mercado, indicando que ambientes hostis empurram essas trabalhadoras para fora da atividade econômica.

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Perdas maiores para mulheres e pessoas negras

As perdas econômicas não são distribuídas igualmente. Mulheres LBGT+ concentram o maior prejuízo, com R$ 54,3 bilhões em perdas anuais, seguidas por homens LGBT+, com R$ 40,1 bilhões.

O cenário piora quando se cruzam raça e território. Em todos os indicadores — desemprego, inatividade, informalidade e renda pessoas LGBT+ pretas e pardas enfrentam mais barreiras no mercado de trabalho.

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Mulheres negras LGBT+ estão entre os grupos mais afetados. As taxas de desemprego e inatividade chegam a 22% e 57%, respectivamente — mais que o dobro das observadas entre homens brancos LGBT+.

Grupos mais vulneráveis

As experiências mais intensas de discriminação são relatadas por pessoas trans, não binárias e intersexo, que enfrentam maiores obstáculos de acesso e permanência no mercado de trabalho.

Entre metade e dois terços dos entrevistados afirmam sofrer com frequência comentários ou comportamentos negativos no ambiente de trabalho. Nos grupos mais vulneráveis, os níveis se aproximam do teto máximo de hostilidade mensurado pela pesquisa.

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O estudo também registra casos em que oportunidades foram negadas sob justificativas como “logística do local de trabalho”, incluindo questionamentos sobre o uso de banheiros.

Nesses grupos, o desemprego chega a 26,1%. A exclusão começa cedo: cerca de 70% das mulheres trans e travestis não concluíram o ensino médio, muitas vezes devido à violência e à falta de acolhimento nas escolas.

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A inatividade também é elevada — alcança 50% entre pessoas não binárias — mesmo quando os níveis declarados de discriminação são menores. Para os pesquisadores, isso indica que as barreiras surgem antes mesmo da entrada no mercado, refletindo uma exclusão estrutural profunda.



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“Filhotes” do Master: PF avança sobre novas frentes de investigação


Cinco meses após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, a investigação da maior fraude bancária da história do país também deu frutos com inquéritos paralelos. Os investigadores tentam montar o quebra-cabeça dos chamados “filhotes” do Banco Master.

Segundo a Polícia Federal, a instituição financeira era o centro de uma teia de crimes arquitetada com centenas de fundos de investimentos. O dono do banco, Daniel Vorcaro, teria construído uma rede de conexões políticas para sustentar o esquema.

As frentes da operação resultaram na liquidação do Master e de outras instituições ligadas à empresa. Os desdobramentos também levaram à prisão de Vorcaro (em novembro e em março) e, mais recentemente, do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa.

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Banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master
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Banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master

Reprodução/SAP

Vorcaro foi transferido para Superintendência da PF em Brasília
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Vorcaro foi transferido para Superintendência da PF em Brasília

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Paulo Henrique, ex-presidente do BRB, deixa seu apartamento no Noroeste após buscas da PF
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Paulo Henrique, ex-presidente do BRB, deixa seu apartamento no Noroeste após buscas da PF

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Paulo Henrique, ex-presidente do BRB, a caminho da Superintendência da PF
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Paulo Henrique, ex-presidente do BRB, a caminho da Superintendência da PF

Michael Melo/Metrópoles

Momento em que Paulo Herinque, ex-presidente do BRB, deixou seu apartamento no Noroeste após buscas da PF
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Momento em que Paulo Herinque, ex-presidente do BRB, deixou seu apartamento no Noroeste após buscas da PF

Michael Melo/Metrópoles

Ao longo do tempo, novas pontas foram surgindo. Em janeiro deste ano, a PF abriu um inquérito para apurar a suposta contratação de influenciadores digitais com o objetivo de defender o Master e atacar o Banco Central (BC) nas redes sociaisapós a liquidação da instituição financeira.

De acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), desde novembro do ano passado, foi identificado um volume atípico de publicações nas redes sociais relacionadas ao caso. A investigação é conduzida pela Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor) e tramita sob sigilo.

“As novas evidências apresentadas agora a esta Suprema Corte comprovam que Felipe Mourão (Sicário) faz a ponte entre os desejos de Daniel Vorcaro de influenciar a opinião pública e influenciadores contratados pela organização criminosa”, afirma o relatório da PF.

Outra ramificação do caso Master é a suposta corrupção de servidores do Banco Central. Eles teriam prestado uma “consultoria informal” com indícios de vantagens indevidas para Vorcaro. Além da PF, o BC também instaurou inquérito para apurar as irregularidades e afastou os envolvidos.

Também é apurada a possibilidade de fraudes em empréstimos consignados para aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) envolvendo o Master. O banco é suspeito de realizar empréstimos sem autorização dos beneficiários e de emitir cartões consignados (Credcesta) com regras flexibilizadas.

O advogado Luís Felipe Chaves Machado aponta que as investigações em casos complexos normalmente avançam por etapas. À medida que os investigadores reúnem novos elementos, surgem outras frentes de apuração.

“É como um quebra-cabeça: algumas peças revelam uma imagem inicial, mas essa imagem, por sua vez, aponta para outras conexões que precisam ser investigadas. O objetivo é reconstruir toda a cadeia do esquema, desde sua origem até seus beneficiários finais, identificando os prejuízos, os prejudicados, os favorecidos, os eventuais agentes corruptos e os mecanismos usados para ocultar ou movimentar os valores”, ressalta.

Segundo ele, as ramificações vão permitir a PF entender a real extensão do esquema, delimitar a responsabilidade de cada envolvido, mensurar os danos causados e, sobretudo, buscar a recuperação dos ativos obtidos de forma ilícita.

“Em investigações dessa natureza, tão importante quanto descobrir quem participou é entender como o dinheiro circulou, quem se beneficiou e quais estruturas formais ou informais foram utilizadas para dar aparência de legalidade aos recursos”, disse.

 

Na avaliação do advogado Guilherme Alonso, o desmantelamento de organizações criminosas cada vez mais sofisticadas demonstra que também as instituições podem alcançar esse nível de aperfeiçoamento da criminalidade.

“Ainda que seja difícil para a polícia acompanhar o desenvolvimento da atividade criminosa mais elaborada, as vitórias renovam na sociedade ao menos algum sentimento de Justiça”, disse.

“A existência desses ‘filhotes’ do caso Master deve, contudo, ser vista com cautela. Já passamos por isso antes, com as dezenas de fases da Operação Lava Jato e o seu posterior comprometimento, com declarações de nulidades”, acrescentou Alonso.

A fases da operação

  • 1ª fase (18 de novembro) — Foco na emissão de títulos de crédito sem lastro regular e fraudes na relação Banco Master/BRB. Vorcaro é preso pela primeira vez.
  • 2ª fase (14 de janeiro) — Rastreamento do dinheiro e bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens e valores.
  • 3ª fase (4 de março) — Identificação de estrutura de “milícia privada” para intimidação, nova prisão de Daniel Vorcaro e ampliação do bloqueio de bens para até R$ 22 bilhões.
  • 4ª fase (16 de abril) — Foco em lavagem de dinheiro para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Daniel Monteiro, arquiteto jurídico de Vorcaro, são presos.

Milícia privada

Daniel Vorcaro está preso desde 4 de março. Ele negocia um acordo de delação premiada com a PF e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Além da suspeita que envolve fraude bancária, a Polícia Federal passou a investigar a “milícia privada” do banqueiro para intimidar e coagir adversários e agentes públicos.

Segundo o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF),  a PF aponta que o banqueiro liderava uma organização criminosa que atuava de forma estruturada.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, foi apontado como um dos contratados dessa milícia privada. Ele foi preso na terceira fase da Compliance Zero, mas morreu em março após tentar suicídio na Superintendência da PF.

A investigação aponta que eles atuavam na coleta de informações, monitoramento e intimidação de pessoas consideradas adversárias, como autoridades, ex-funcionários e jornalistas.

Para o criminalista Gustavo Scandelari, essas ramificações são importantes para ajudar a descobrir o alcance de todos os crimes e os principais atores.

“Isso que vai permitir às autoridades e aos investigadores o mapeamento total do dinheiro que foi empregado para os crimes e o mais importante toda a extensão da organização criminosa e todos os envolvidos”, ressalta.



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