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Novo centro urbano no Jardim Botânico poderá viabilizar mais de 29 mil unidades habitacionais


O Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) aprovou, nesta sexta-feira (13), o projeto urbanístico de parcelamento do solo denominado Centro Urbano do Jardim Botânico, que dará origem a uma nova área urbana planejada na Região Administrativa do Jardim Botânico, com capacidade estimada para abrigar cerca de 92 mil moradores.

Reunião do Conplan aprovou o projeto urbanístico do Centro Urbano do Jardim Botânico, novo bairro planejado para até 92 mil moradores. | Foto: Divulgação/Seduh-DF

Apresentado pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) e aprovado tecnicamente pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF), o projeto prevê a implantação de 1.002 lotes urbanos, distribuídos entre áreas residenciais, comerciais, de serviços e de uso misto. “A aprovação de um projeto urbanístico como este, em estrita observância aos requisitos e ao rito legal, é o caminho para garantir o ordenamento adequado do território”, destaca o presidente da Terracap, Izidio Santos Junior.

A proposta também inclui áreas destinadas a equipamentos públicos, lotes institucionais e espaços livres de uso público. O empreendimento ocupa uma área total de 7.721.817,49 m², localizada entre as rodovias DF-001, DF-140 e BR-251.

“É um projeto grande e complexo, que exigiu muito empenho técnico. Neste caso, de fato, podemos afirmar que estamos aprovando um novo bairro para o Distrito Federal”

Marcelo Vaz, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação

Segundo a Terracap, a iniciativa está alinhada às diretrizes do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot), que busca promover uma ocupação urbana diversificada, com integração entre moradia, comércio e serviços. Quando totalmente implantado, o projeto poderá viabilizar cerca de 29,6 mil unidades habitacionais, ampliando significativamente a oferta de moradia na região.

“Esse é um projeto de grande importância porque tira do papel um planejamento que vem sendo discutido há décadas e que já previa setores habitacionais nessa região. Com a implantação do centro urbano, o Jardim Botânico começa, de fato, a se consolidar como um setor habitacional mais completo, com diferentes atividades e serviços”, destacou a conselheira Ivelise Longhi, representante do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do DF (Codese).

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, também ressaltou o trabalho técnico envolvido na elaboração da proposta: “Parabenizo a equipe da Terracap pela condução do processo e também a nossa equipe da Seduh, em especial a Subsecretaria de Parcelamentos, pelo trabalho realizado. É um projeto grande e complexo, que exigiu muito empenho técnico. Neste caso, de fato, podemos afirmar que estamos aprovando um novo bairro para o Distrito Federal”.

O empreendimento ocupa uma área total de 7.721.817,49 m², localizada entre as rodovias DF-001, DF-140 e BR-251 | Artes: Seduh-DF

Nova centralidade urbana

Do total de 1.002 lotes previstos, 328 serão destinados a residências unifamiliares (casas), 107 a empreendimentos residenciais multifamiliares (prédios) e 479 a áreas de uso misto, permitindo a instalação de moradia associada a atividades comerciais e de serviços. Também estão previstos 55 lotes voltados a atividades comerciais, industriais e de serviços.

O projeto inclui ainda 16 lotes institucionais (Inst) e 17 lotes institucionais destinados a equipamentos públicos (Inst-EP). Entre os usos possíveis estão escolas, creches, unidades básicas de saúde, postos de segurança pública, centros comunitários e equipamentos culturais, além de espaços destinados a serviços urbanos de apoio às atividades da região.

A proposta é que o novo centro urbano amplie a oferta de infraestrutura e de atividades econômicas no Jardim Botânico, reduzindo a necessidade de deslocamento da população para outras regiões do Distrito Federal.

O projeto prevê a implantação de 1.002 lotes urbanos, distribuídos entre áreas residenciais, comerciais, de serviços e de uso misto

Mobilidade e integração viária

Outro ponto central do planejamento é a estruturação do sistema viário. O projeto prevê vias conectadas às rodovias do entorno, especialmente à DF-140, além de vias locais voltadas à circulação interna do novo bairro. O objetivo é garantir a integração com a malha viária existente e facilitar o acesso às diferentes áreas do parcelamento.

A proposta passou pela análise e autorização dos órgãos ambientais competentes, incluindo a aprovação do estudo ambiental pelo Conselho do Meio Ambiente do Distrito Federal (Conam).

Próximas etapas

Após a aprovação pelo Conplan, a Terracap deverá apresentar o projeto urbanístico executivo do parcelamento, que será analisado pela Seduh-DF antes de ser formalmente aprovado por decreto e publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

Com a publicação, a Terracap terá 180 dias para solicitar a licença urbanística e providenciar o registro cartorial do projeto.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF)



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MUNDO

Governo se divide entre cautela e otimismo em relação a encontro de Lula e Trump


O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, recebe nesta quinta-feira (7/5), na Casa Branca, em Washington, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma reunião de trabalho sobre assuntos bilaterais de interesse dos países.

O governo brasileiro está dividido quanto às expectativas para o encontro. Uma ala defende que o chefe do Planalto adote cautela diante do líder norte-americano e evite abordar, por iniciativa própria, temas considerados sensíveis, como a eventual classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

O governo dos Estados Unidos avalia essa possibilidade, enquanto o Palácio do Planalto rechaça a medida por entender que ela pode abrir brechas para interferências externas no país. Ainda que o combate ao crime organizado seja uma das prioridades de Lula na reunião, a tendência é que o tema do terrorismo não seja levantado espontaneamente pelo presidente brasileiro.

A avaliação de auxiliares é a de que há um grupo específico dentro do Departamento de Estado norte-americano que defende a medida e pressiona por ações mais duras contra o Brasil.

Nesse sentido, a iniciativa não refletiria necessariamente a posição de todo o governo dos EUA, nem, obrigatoriamente, a do próprio Trump. Resta saber se o presidente norte-americano levará o assunto à mesa.

Outro setor do Executivo, ligado à área diplomática, descarta a possibilidade de um comportamento imprevisível por parte de Trump ou de eventual constrangimento público ao presidente brasileiro. Fontes avaliam que não há indícios de preparação de um cenário hostil, como já ocorreu em encontros com outros líderes internacionais.

Para esse grupo, não existem fatores que justifiquem uma reação negativa dos Estados Unidos. Em relação ao tema das facções criminosas, a avaliação é de que a cooperação bilateral nessa área é histórica e consolidada, e que os dois países devem discutir formas de ampliá-la e aprofundá-la.

Além disso, interlocutores apostam na experiência e no jogo de cintura de Lula para conduzir a reunião e lidar com eventuais situações delicadas.

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Colaboração contra o crime organizado

Em dezembro, o governo brasileiro encaminhou ao Departamento de Estado uma proposta para reforçar a cooperação no combate ao crime organizado. A iniciativa inclui medidas de repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico internacional de armas.

Segundo interlocutores, o foco do Brasil será justamente essa proposta, já em análise pelo governo norte-americano. Lula e os ministros brasileiros devem destacar, durante a reunião, as ações já realizadas pelo país nessa área. A expectativa é que Brasil e Estados Unidos avancem em um acordo de cooperação contra o crime organizado transnacional, tema que deve estar no centro das discussões entre os dois líderes.


Visita de Lula aos EUA

  • O presidente Lula desembarcou em Washington na noite dessa quarta-feira (6/5).
  • Além da questão de segurança pública, outros assuntos devem entrar na pauta.
  • Entre os temas ventilados estão minerais críticos; investigação sobre o Pix; conflito no Oriente Médio; tarifas e candidatura de Michelle Bachelet à ONU.
  • Trata-se do segundo encontro formal entre os presidentes. Lula e Trump se reuniram em Kuala Lumpur, na Malásia, em outubro do ano passado.

Recentemente, o governo firmou uma parceria entre a Receita Federal e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de fronteiras dos Estados Unidos, para coordenar os esforços de inteligência e ações conjuntas contra o tráfico internacional de drogas e de armas. A expectativa é que a visita amplie as possibilidades de colaboração entre os países.

O presidente Lula também deve voltar a pedir ajuda do governo norte-americano para prender o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, que é alvo da Justiça brasileira por suspeita de envolvimento em um esquema de sonegação bilionária no setor de combustíveis.

O petista já chamou o empresário, que mora em Miami, de “um dos grandes chefes do crime organizado brasileiro” e “maior devedor do país”. O vice-presidente Geraldo Alckmin disse “não ter dúvidas” que esse tema estará na mesa de conversa entre os líderes.



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BRASIL

STF começa a votar regras de distribuição dos royalties do petróleo


O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (7/5) o julgamento que pode mudar a divisão de cifras bilionárias dos royalties do petróleo no Brasil.

A disputa, que se arrasta há 13 anos, coloca de um lado estados e municípios produtores, que temem perdas bilionárias e impacto nas contas públicas, e do outro governos que defendem uma redistribuição mais ampla dos recursos.

O caso começou a ser analisado na tarde de quarta (6/5), após anos de adiamentos e tentativas frustradas de acordo. No primeiro dia de julgamento, apenas os advogados e representantes dos envolvidos se manifestaram. Relatora das cinco ações sobre o tema, a ministra Cármen Lúcia apresentará o primeiro voto na abertura da sessão desta quinta.

O Supremo analisa uma lei aprovada pelo Congresso em 2012 que reduz a fatia dos royalties destinada aos produtores e amplia os repasses ao restante do país. A então presidente Dilma Rousseff (PT) chegou a vetar parte das mudanças, mas os parlamentares derrubaram o veto no ano seguinte.

Temendo forte queda de arrecadação, os governos dos principais estados produtores recorreram ao STF. Em março de 2013, Cármen Lúcia concedeu uma liminar suspendendo as novas regras de distribuição. A decisão provisória segue em vigor até hoje.

O que está em jogo é o destino do dinheiro pago por empresas para compensar a exploração de petróleo no país. Apenas em 2025, esse repasse para o governo federal, estados e municípios chegou a R$ 62,2 bilhões. O montante deve crescer neste ano e nos próximos, impulsionado pela possível exploração na região da Margem Equatorial.

O Rio de Janeiro é apontado como o estado mais afetado por uma eventual redistribuição. Além de ser o maior produtor do país, o estado concentra cerca de 84% dos royalties destinados aos governos estaduais.

Segundo estimativas do governo fluminense, a mudança pode provocar perda anual de R$ 9 bilhões para os cofres estaduais e de R$ 13 bilhões para as prefeituras. O risco de impacto nas contas públicas levou políticos do Rio a intensificarem articulações junto a ministros do STF e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Entenda o que pode mudar na divisão dos royalties

  • Como é hoje (com a liminar de Cármen Lúcia): a maior fatia fica com quem produz. Estados e municípios produtores recebem 26,5% cada um. Já os fundos destinados a estados e municípios não produtores ficam com apenas 8,75% dos recursos.
  • O que propõe a lei de 2012 (regra inicial): a arrecadação dos produtores encolhe (cai para 20% aos estados e 17% aos municípios). Em contrapartida, o repasse para os fundos dos não produtores salta para 40%.
  • Como fica após a transição de seis anos: no fim do período de adaptação previsto pela lei, os repasses aos municípios produtores despencariam para apenas 4%. Já as regiões não produtoras passariam a concentrar 54% de toda a verba.
  • Como fica a fatia da União: cairia de 30% para 20% dos royalties. Nas participações especiais, a queda seria de 50% para 46%.

Na quarta, ao abrir o julgamento, Cármen Lúcia classificou o processo como um dos “mais sensíveis” do gabinete dela. O decano do STF, ministro Gilmar Mendes, afirmou que o caso representa um “grande desafio” e envolve uma “questão extremamente complexa para o pacto federativo”.

Gilmar também avaliou que o atual modelo de distribuição tem provocado distorções e levado a uma intervenção “meio caótica” do Judiciário. Segundo ele, o Supremo precisa refletir com “todo o cuidado” sobre os impactos da decisão.

Os dois lados da disputa também se manifestaram na sessão de quarta. Representantes do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo — os maiores produtores do país — defenderam a manutenção das regras atuais. O argumento é que a Constituição prevê os royalties como compensação pelos impactos econômicos e sociais da exploração de petróleo.

Procuradores de estados não produtores e advogados de associações municipais afirmaram, por outro lado, que a compensação pela exploração do petróleo pertence à União e deve ser distribuída de forma mais equilibrada entre os membros da federação.

STF começa a votar regras de distribuição dos royalties do petróleo - destaque galeria

Plataforma de petróleo
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Plataforma de petróleo

Divulgação/SBM

Plenário do STF na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo
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Plenário do STF na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo

Antonio Augusto/STF

Sonda de perfuração NS-42
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Sonda de perfuração NS-42

Divulgação Foresea

Os deputados federais Júlio Cesar (PSD-PI), Lindbergh Farias (PT-RJ), Pedro Paulo (PSD-RJ) e Laura Carneiro (PSD-RJ) na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo
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Os deputados federais Júlio Cesar (PSD-PI), Lindbergh Farias (PT-RJ), Pedro Paulo (PSD-RJ) e Laura Carneiro (PSD-RJ) na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo

Antonio Augusto/STF

“Confisco” versus “divisão justa”

Durante a sessão, o procurador do Rio, Gustavo Binenbojm, afirmou que a redistribuição pode levar o estado à “ruína”. Ele também classificou a tentativa de mudar a divisão dos royalties como “confisco” e “sanha arrecadatória”.

“Para o estado do Rio de Janeiro e para os municípios fluminenses impactados, a subsistência dessa lei — ainda que com efeitos meramente prospectivos — é simplesmente fatal. Ou seja, se decreta a ruína financeira dessas unidades da federação”, declarou.

A procuradora-geral de São Paulo, Inês Coimbra, afirmou que o estado pode perder cerca de R$ 2,5 bilhões por ano com a nova partilha. Segundo ela, a mudança também poderia colocar em risco o plano de refinanciamento da dívida paulista com a União.

“Poucos ganham muito pouco e outros perdem de forma significativa. [A lei] desloca receitas dos entes que suportam o ônus da exploração para entes que não vivenciam essas externalidades negativas”, afirmou.

A União, que também amargaria quedas na arrecadação, alinhou-se aos produtores. A advogada da União Andrea Dantas defendeu que as alterações feitas pelo Congresso são inconstitucionais e violam o pacto federativo, lembrando que a então presidente Dilma chegou a vetar trechos da lei.

Do outro lado da disputa, representantes de estados e municípios não produtores argumentaram que o petróleo pertence à União e que os recursos devem ser distribuídos de forma mais equilibrada entre todo o país.

Um grupo formado por 20 estados e pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) apresentou ao STF uma proposta. A sugestão prevê a validação imediata da redistribuição dos royalties, mas com uma transição de sete anos, sem cobrança retroativa e com possibilidade de ajustes voltados à região Norte.

O procurador-geral do Rio Grande do Sul, Eduardo Cunha da Costa, afirmou que o petróleo é uma “riqueza da nação” e defendeu uma divisão “justa e equitativa” para promover “igualdade de oportunidades aos habitantes”.

Na mesma linha, o procurador-geral de Goiás, Rafael Arruda, criticou o modelo atual por beneficiar “poucos entes nacionais”. Segundo ele, esse grupo “captura uma parcela desproporcional de uma renda nacional” e “perpetua desigualdades”.



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SEGURANÇA

Cinco ex-integrantes da cúpula da PM do DF, condenados no 8 de janeiro, são presos – CBN



Cinco ex-integrantes da cúpula da PM do DF, condenados no 8 de janeiro, são presos  CBN



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Operação Vagas Especiais flagra 75 veículos estacionados irregularmente em Águas Claras 


O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou, na manhã desta quarta-feira (6), a Operação Vagas Especiais, em Águas Claras, com foco na fiscalização do uso correto de vagas destinadas a pessoas com deficiência e idosos, além de coibir outras infrações de estacionamento.

Durante a ação, foram verificadas 75 vagas. Ao todo, os agentes registraram 14 autuações por uso indevido de vagas especiais e 50 por estacionamento irregular, totalizando 64 infrações. Um veículo foi removido ao depósito.

Um dos destaques da operação foi a abordagem de uma camionete estacionada sobre a calçada, ao lado de uma placa de “proibido parar e estacionar”. O condutor foi autuado com base no artigo 181, inciso VIII, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que considera infração grave estacionar sobre passeio ou em locais destinados a pedestres.

Durante a ação, foram verificadas 75 vagas. Ao todo, os agentes registraram 14 autuações por uso indevido de vagas especiais e 50 por estacionamento irregular, totalizando 64 infrações | Foto: Detran-DF/Divulgação

Já o uso indevido de vagas reservadas, sem a devida credencial, configura infração gravíssima, conforme o artigo 181, inciso XX, do CTB, sujeita à aplicação de multa de R$ 293,47 e à remoção do veículo.

Para o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF, Danilo Lino, o respeito às vagas especiais é essencial para garantir o direito de ir e vir de pessoas com mobilidade reduzida. “Essas ações, além de contribuírem para a organização do espaço urbano, também reforçam a segurança no trânsito. Vale lembrar que o tema do Maio Amarelo deste ano é ‘No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas’. E nós precisamos enxergar o outro com respeito e empatia”, destacou.

*Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF)



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BRASIL

Dia Mundial da Senha: especialistas alertam sobre riscos de vazamentos


Celebrado na primeira quinta-feira do mês de maio, o Dia Mundial da Senha foi criado para conscientizar usuários e empresas sobre a importância da segurança digital em um cenário marcado pelo aumento de vazamentos de dados, golpes virtuais e invasões de contas.

Mesmo com o avanço das tecnologias de proteção, especialistas alertam que as senhas continuam sendo uma das principais portas de entrada para criminosos digitais. O principal problema, segundo eles, não está necessariamente na tecnologia, mas no comportamento dos próprios usuários.

Um levantamento da empresa de inteligência de ameaças Kela apontou que, só em 2025, quase 2,9 bilhões de credenciais foram comprometidas. O número inclui nomes de usuário, senhas, tokens de sessão, cookies e listas de login encontradas em repositórios de e-mails hackeados e marketplaces criminosos.

O Metrópoles ouviu especialistas para explicar por que as senhas seguem vulneráveis, como os vazamentos acontecem, quais os riscos envolvidos e quais medidas podem aumentar a proteção digital.

Comportamento humano ainda é a principal vulnerabilidade

Para Rodrigo Fragola, especialista em Inteligência Artificial e Cybersecurity, as senhas continuam frágeis porque dependem diretamente de hábitos humanos – muitos deles ainda inseguros.

“As senhas continuam sendo um dos pontos mais frágeis da segurança digital porque dependem diretamente do comportamento humano. Muitas pessoas ainda utilizam combinações simples, repetidas ou previsíveis, além de reutilizarem a mesma senha em vários serviços”, afirma.

Segundo o especialista, a praticidade faz com que usuários escolham senhas fáceis de memorizar, mas também fáceis de descobrir. Datas de nascimento, nomes próprios, sequências numéricas e palavras comuns ainda aparecem entre as combinações mais usadas no mundo.

Outro problema recorrente é a manutenção de senhas padrão em equipamentos eletrônicos, como roteadores e câmeras conectadas à internet. “Alguns fabricantes criam senhas padrão de seus produtos, como câmeras, e muitos usuários não alteram essas credenciais”, acrescenta Fragola.

Romulo Valadares, professor dos cursos de análise e desenvolvimento e engenharia de software na Uniceplac, destaca que hábitos aparentemente inofensivos aumentam significativamente os riscos de invasão.

“Usar senhas simples, como ‘123456’ ou datas de aniversário; repetir a mesma senha em vários serviços; anotar senha em lugares inseguros, como bloco de notas ou WhatsApp; e não ativar verificação em duas etapas. No dia a dia, isso parece inofensivo. Mas, para um criminoso digital, é exatamente o tipo de comportamento que facilita o acesso”, explica.

Como os vazamentos ocorrem

Os especialistas explicam que o roubo de credenciais pode ocorrer por diferentes caminhos, como ataques hackers, falhas em sistemas de empresas e golpes aplicados diretamente contra usuários.

Entre as estratégias mais comuns está o phishing — prática em que criminosos enviam links falsos por e-mail, SMS ou redes sociais para induzir vítimas a informar logins e senhas.

Além disso, a velocidade de exploração dos dados roubados aumentou significativamente nos últimos anos. Segundo Fragola, credenciais vazadas podem começar a ser utilizadas poucos minutos após um ataque. “Credenciais vazadas podem começar a ser exploradas em questão de minutos ou poucas horas. Hoje, criminosos usam ferramentas automatizadas que monitoram vazamentos em tempo real”, afirma.

Celso Souza, especialista em desenvolvimento de software personalizado, explica que criminosos costumam reutilizar bases de dados obtidas em plataformas menos protegidas para tentar acessar outros serviços.

“Os atacantes roubam bases de usuários e senhas de sites pouco protegidos. Depois, tentam acessar sites e aplicativos até que a senha funcione”, diz.

Consequências podem incluir fraudes e roubo de identidade

As consequências de um vazamento de senha vão além da perda de acesso a redes sociais. Segundo os especialistas, invasões podem resultar em prejuízos financeiros, roubo de identidade digital e aplicação de golpes contra familiares, amigos e colegas da vítima.

Em alguns casos, criminosos conseguem acessar e-mails, aplicativos bancários e até sistemas corporativos.

“As consequências mais frequentes incluem invasão de contas pessoais, fraudes financeiras, golpes aplicados em contatos da vítima, roubo de identidade digital e perda de acesso a serviços importantes”, afirma Fragola.

Como descobrir se sua senha vazou

Especialistas recomendam que usuários monitorem regularmente possíveis vazamentos envolvendo seus e-mails e credenciais.

Atualmente, existem plataformas que permitem verificar se uma conta apareceu em bases de dados comprometidas. Uma das mais conhecidas é o Have I Been Pwned, serviço internacional que reúne registros de vazamentos já identificados.

Além disso, navegadores, antivírus e gerenciadores de senha passaram a oferecer alertas automáticos quando detectam credenciais comprometidas. Alguns sinais também podem indicar tentativas de invasão, como:

  • recebimento de códigos de verificação sem solicitação;
  • alteração inesperada de senhas;
  • notificações de login desconhecido;
  • perda de acesso a contas.

Medidas simples ajudam a aumentar a segurança

Apesar dos riscos, especialistas afirmam que algumas medidas relativamente simples conseguem elevar significativamente a proteção digital dos usuários.

Entre as principais recomendações estão:

  • utilizar senhas longas e diferentes para cada serviço;
  • ativar a autenticação em dois fatores;
  • usar gerenciadores de senha;
  • trocar senhas antigas periodicamente;
  • evitar clicar em links suspeitos enviados por mensagens ou redes sociais.

Rodrigo Fragola recomenda que as senhas tenham pelo menos 14 caracteres e sejam armazenadas em cofres virtuais criptografados.

Já Romulo Valadares destaca a importância da autenticação em dois fatores como uma camada extra de segurança. “Mesmo com a senha, o invasor não consegue acessar sem o segundo fator”, afirma.

Celso Souza reforça que a atenção do usuário continua sendo uma das principais formas de prevenção. “O mais importante: nunca clicar em links desconhecidos. Muito cuidado com ‘clique em saiba mais’ nas propagandas em redes sociais”, alerta.



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SEGURANÇA

Passagem de comando da Polícia Militar do DF conta com a presença da governadora Celina Leão


Realizada na última quinta-feira, a passagem de comando da Polícia Militar do Distrito Federal, na Academia de Polícia, no Setor Policial Sul, reuniu mais de 500 pessoas e evidenciou o alto prestígio institucional da corporação.

Na solenidade, a coronel Ana Paula Habka transmitiu o comando ao coronel Rômulo Palhares, em ato que marcou a transição de liderança à frente de uma das principais forças de segurança pública do Brasil.

O evento contou com a presença de representantes dos Três Poderes, do Ministério Público, do Parlamento, do corpo diplomático e de conselhos de segurança. A cerimônia foi presidida pela governadora Celina Leão.



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cidades

Curso gratuito de panificação e gastronomia tem 50 vagas abertas 


Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), o Governo do Distrito Federal (GDF) publicou chamamento público para o preenchimento de vagas em qualificação profissional do projeto Pró-Comunidade – Curso de Panificação e Gastronomia.

Vagas ofertadas são para o segundo ciclo da formação do curso | Foto: Divulgação/Sedet-DF

De acordo com o edital, estão sendo ofertadas 50 vagas para o segundo ciclo da formação, que tem como objetivo capacitar participantes para atuação na área de panificação e gastronomia, ampliando as oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

As inscrições serão feitas exclusivamente de forma eletrônica, por meio do portal da Sedet-DF, entre os dias 13 e 22 deste mês. Para participar, basta preencher o formulário online disponível na página. 

A iniciativa faz parte do projeto Pró-Comunidade, que busca promover qualificação profissional gratuita à população do Distrito Federal, contribuindo para geração de renda e desenvolvimento econômico local.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda



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BRASIL

Combate à violência nas escolas é desafio para 71,7% dos gestores


O enfrentamento a diferentes formas de violência, como bullying, racismo e capacitismo, ainda é o principal desafio para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor nas escolas públicas brasileiras.

Segundo uma pesquisa nacional conduzida pela Fundação Carlos Chagas (FCC) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), 71,7% dos gestores escolares afirmam ter dificuldades para dialogar sobre o enfrentamento às violências.

O levantamento embasa a elaboração do novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras, que será lançado nesta quarta-feira (7/5) pelo MEC. A iniciativa integra o Programa Escola das Adolescências, voltado à melhoria da qualidade da educação nos anos finais do ensino fundamental.

Falta de diagnóstico

O estudo também aponta que mais da metade das escolas (54,8%) nunca realizou um diagnóstico estruturado do clima escolar, etapa considerada essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem.

Para o pesquisador Adriano Moro, do Departamento de Pesquisas Educacionais da FCC e coordenador do levantamento, a ausência desse monitoramento dificulta o planejamento de políticas contínuas de convivência e bem-estar.

“Muitas escolas já realizam ações importantes, mas ainda de forma isolada. O grande desafio é transformar iniciativas pontuais em processos permanentes de melhoria do clima escolar”, afirma.

Entraves

Entre os principais entraves relatados pelos gestores, estão a sobrecarga das equipes escolares, a falta de profissionais com formação específica, a resistência a mudanças institucionais, a rotatividade de servidores e a dificuldade de engajamento coletivo.

Apesar dos desafios, os dados mostram que muitas escolas já adotam práticas voltadas à melhoria do clima escolar. Entre as iniciativas mais recorrentes, estão rodas de conversa, escuta ativa, mediação de conflitos, projetos socioemocionais e acompanhamento psicopedagógico.

A pesquisa ouviu, entre março e julho de 2025, 136 gestores de 105 escolas públicas em 10 estados do país: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo.

Relação família-escola

Além do enfrentamento às violências, 67,9% dos gestores relatam dificuldades para fortalecer a aproximação entre escola, famílias e comunidade.

Outros 64,1% apontam entraves na construção de bons relacionamentos entre estudantes, enquanto 60,3% mencionam desafios para desenvolver o sentimento de pertencimento dos alunos.



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SEGURANÇA

Aprovado relatório da MP que reajusta salários das forças do DF e ex-territórios — Rádio Senado


Remuneração

A Comissão Mista aprovou nesta quarta-feira (25) o relatório da medida provisória (MPV 1326/2025), que trata do reajuste salarial das forças de segurança do Distrito Federal e da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros dos ex-territórios. Além dos pontos abordados pelo governo federal, o parecer trouxe uma série de mudanças nas leis que regem as corporações. Isso inclui a reestruturação de carreiras e a equiparação de remunerações. O texto agora segue para votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

26/03/2026, 15h23 – atualizado em 26/03/2026, 15h35

Duração de áudio: 02:42

Foto: Renato Alves/ Agência Brasília

Transcrição
Além do reajuste salarial das forças de segurança do Distrito Federal e da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros dos ex-territórios, o relatório da medida provisória em análise na comissão mista traz uma série de mudanças nas leis que regem as corporações. Isso inclui a reestruturação de carreiras e a equiparação de remunerações.
O texto do governo federal previa recomposição em duas etapas para as forças, em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, com variação de percentual por cargo. Também houve aumento no auxílio-moradia em duas parcelas de 11,5%. Para compensar o reajuste do benefício, a medida determinou a extinção de 344 cargos vagos da administração pública.
Salvo esses pontos, o parecer do deputado Rafael Prudente, do MDB do Distrito Federal, reestrutura a carreira de Polícia Civil do DF e equipara as remunerações àquelas praticadas nos ex-territórios, que hoje correspondem aos estados do Amapá, Rondônia e Roraima. A nova versão também inclui a Polícia Penal nas carreiras a serem custeadas pelo Fundo Constitucional do DF, mesmos recursos que subsidiam as demais forças de segurança.
A presidente da comissão, senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, explicou que a medida foi articulada com diálogo, visando valorizar as forças.

(senadora Leila Barros) ” essa medida provisória, ela não nasce de forma isolada, ela é fruto de um processo construído com diálogo, responsabilidade e muita luta ao longo dos últimos anos. Desde 2023, temos trabalhado intensamente para corrigir distorções históricas e promover a valorização das forças de segurança do Distrito Federal e dos ex-territórios.”

O texto diminui o limite mínimo de altura para ingressar na polícia militar do DF: um metro e sessenta centímetros para homens e um metro e cinquenta e cinco centímetros para mulheres. E aumenta para 35 anos o tempo de serviço para o policial ou bombeiro militar da capital pedir transferência para a reserva. Alcançar requisitos de inatividade garante a promoção de posto aos PMs.
O relatório ainda permite o reposicionamento de professores dos ex-territórios, baseado em classe e nível. O objetivo é garantir isonomia salarial para os docentes contratados entre 1970 e 1988, com aplicação do mesmo critério de progressão aos contratados no período de transição dos estados.
A proposta agora segue para votação no Plenário da Câmara dos Deputados e depois no Senado. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.



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