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BRASIL

Dia Mundial da Senha: especialistas alertam sobre riscos de vazamentos


Celebrado na primeira quinta-feira do mês de maio, o Dia Mundial da Senha foi criado para conscientizar usuários e empresas sobre a importância da segurança digital em um cenário marcado pelo aumento de vazamentos de dados, golpes virtuais e invasões de contas.

Mesmo com o avanço das tecnologias de proteção, especialistas alertam que as senhas continuam sendo uma das principais portas de entrada para criminosos digitais. O principal problema, segundo eles, não está necessariamente na tecnologia, mas no comportamento dos próprios usuários.

Um levantamento da empresa de inteligência de ameaças Kela apontou que, só em 2025, quase 2,9 bilhões de credenciais foram comprometidas. O número inclui nomes de usuário, senhas, tokens de sessão, cookies e listas de login encontradas em repositórios de e-mails hackeados e marketplaces criminosos.

O Metrópoles ouviu especialistas para explicar por que as senhas seguem vulneráveis, como os vazamentos acontecem, quais os riscos envolvidos e quais medidas podem aumentar a proteção digital.

Comportamento humano ainda é a principal vulnerabilidade

Para Rodrigo Fragola, especialista em Inteligência Artificial e Cybersecurity, as senhas continuam frágeis porque dependem diretamente de hábitos humanos – muitos deles ainda inseguros.

“As senhas continuam sendo um dos pontos mais frágeis da segurança digital porque dependem diretamente do comportamento humano. Muitas pessoas ainda utilizam combinações simples, repetidas ou previsíveis, além de reutilizarem a mesma senha em vários serviços”, afirma.

Segundo o especialista, a praticidade faz com que usuários escolham senhas fáceis de memorizar, mas também fáceis de descobrir. Datas de nascimento, nomes próprios, sequências numéricas e palavras comuns ainda aparecem entre as combinações mais usadas no mundo.

Outro problema recorrente é a manutenção de senhas padrão em equipamentos eletrônicos, como roteadores e câmeras conectadas à internet. “Alguns fabricantes criam senhas padrão de seus produtos, como câmeras, e muitos usuários não alteram essas credenciais”, acrescenta Fragola.

Romulo Valadares, professor dos cursos de análise e desenvolvimento e engenharia de software na Uniceplac, destaca que hábitos aparentemente inofensivos aumentam significativamente os riscos de invasão.

“Usar senhas simples, como ‘123456’ ou datas de aniversário; repetir a mesma senha em vários serviços; anotar senha em lugares inseguros, como bloco de notas ou WhatsApp; e não ativar verificação em duas etapas. No dia a dia, isso parece inofensivo. Mas, para um criminoso digital, é exatamente o tipo de comportamento que facilita o acesso”, explica.

Como os vazamentos ocorrem

Os especialistas explicam que o roubo de credenciais pode ocorrer por diferentes caminhos, como ataques hackers, falhas em sistemas de empresas e golpes aplicados diretamente contra usuários.

Entre as estratégias mais comuns está o phishing — prática em que criminosos enviam links falsos por e-mail, SMS ou redes sociais para induzir vítimas a informar logins e senhas.

Além disso, a velocidade de exploração dos dados roubados aumentou significativamente nos últimos anos. Segundo Fragola, credenciais vazadas podem começar a ser utilizadas poucos minutos após um ataque. “Credenciais vazadas podem começar a ser exploradas em questão de minutos ou poucas horas. Hoje, criminosos usam ferramentas automatizadas que monitoram vazamentos em tempo real”, afirma.

Celso Souza, especialista em desenvolvimento de software personalizado, explica que criminosos costumam reutilizar bases de dados obtidas em plataformas menos protegidas para tentar acessar outros serviços.

“Os atacantes roubam bases de usuários e senhas de sites pouco protegidos. Depois, tentam acessar sites e aplicativos até que a senha funcione”, diz.

Consequências podem incluir fraudes e roubo de identidade

As consequências de um vazamento de senha vão além da perda de acesso a redes sociais. Segundo os especialistas, invasões podem resultar em prejuízos financeiros, roubo de identidade digital e aplicação de golpes contra familiares, amigos e colegas da vítima.

Em alguns casos, criminosos conseguem acessar e-mails, aplicativos bancários e até sistemas corporativos.

“As consequências mais frequentes incluem invasão de contas pessoais, fraudes financeiras, golpes aplicados em contatos da vítima, roubo de identidade digital e perda de acesso a serviços importantes”, afirma Fragola.

Como descobrir se sua senha vazou

Especialistas recomendam que usuários monitorem regularmente possíveis vazamentos envolvendo seus e-mails e credenciais.

Atualmente, existem plataformas que permitem verificar se uma conta apareceu em bases de dados comprometidas. Uma das mais conhecidas é o Have I Been Pwned, serviço internacional que reúne registros de vazamentos já identificados.

Além disso, navegadores, antivírus e gerenciadores de senha passaram a oferecer alertas automáticos quando detectam credenciais comprometidas. Alguns sinais também podem indicar tentativas de invasão, como:

  • recebimento de códigos de verificação sem solicitação;
  • alteração inesperada de senhas;
  • notificações de login desconhecido;
  • perda de acesso a contas.

Medidas simples ajudam a aumentar a segurança

Apesar dos riscos, especialistas afirmam que algumas medidas relativamente simples conseguem elevar significativamente a proteção digital dos usuários.

Entre as principais recomendações estão:

  • utilizar senhas longas e diferentes para cada serviço;
  • ativar a autenticação em dois fatores;
  • usar gerenciadores de senha;
  • trocar senhas antigas periodicamente;
  • evitar clicar em links suspeitos enviados por mensagens ou redes sociais.

Rodrigo Fragola recomenda que as senhas tenham pelo menos 14 caracteres e sejam armazenadas em cofres virtuais criptografados.

Já Romulo Valadares destaca a importância da autenticação em dois fatores como uma camada extra de segurança. “Mesmo com a senha, o invasor não consegue acessar sem o segundo fator”, afirma.

Celso Souza reforça que a atenção do usuário continua sendo uma das principais formas de prevenção. “O mais importante: nunca clicar em links desconhecidos. Muito cuidado com ‘clique em saiba mais’ nas propagandas em redes sociais”, alerta.



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SEGURANÇA

Passagem de comando da Polícia Militar do DF conta com a presença da governadora Celina Leão


Realizada na última quinta-feira, a passagem de comando da Polícia Militar do Distrito Federal, na Academia de Polícia, no Setor Policial Sul, reuniu mais de 500 pessoas e evidenciou o alto prestígio institucional da corporação.

Na solenidade, a coronel Ana Paula Habka transmitiu o comando ao coronel Rômulo Palhares, em ato que marcou a transição de liderança à frente de uma das principais forças de segurança pública do Brasil.

O evento contou com a presença de representantes dos Três Poderes, do Ministério Público, do Parlamento, do corpo diplomático e de conselhos de segurança. A cerimônia foi presidida pela governadora Celina Leão.



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cidades

Curso gratuito de panificação e gastronomia tem 50 vagas abertas 


Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), o Governo do Distrito Federal (GDF) publicou chamamento público para o preenchimento de vagas em qualificação profissional do projeto Pró-Comunidade – Curso de Panificação e Gastronomia.

Vagas ofertadas são para o segundo ciclo da formação do curso | Foto: Divulgação/Sedet-DF

De acordo com o edital, estão sendo ofertadas 50 vagas para o segundo ciclo da formação, que tem como objetivo capacitar participantes para atuação na área de panificação e gastronomia, ampliando as oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

As inscrições serão feitas exclusivamente de forma eletrônica, por meio do portal da Sedet-DF, entre os dias 13 e 22 deste mês. Para participar, basta preencher o formulário online disponível na página. 

A iniciativa faz parte do projeto Pró-Comunidade, que busca promover qualificação profissional gratuita à população do Distrito Federal, contribuindo para geração de renda e desenvolvimento econômico local.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda



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BRASIL

Combate à violência nas escolas é desafio para 71,7% dos gestores


O enfrentamento a diferentes formas de violência, como bullying, racismo e capacitismo, ainda é o principal desafio para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor nas escolas públicas brasileiras.

Segundo uma pesquisa nacional conduzida pela Fundação Carlos Chagas (FCC) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), 71,7% dos gestores escolares afirmam ter dificuldades para dialogar sobre o enfrentamento às violências.

O levantamento embasa a elaboração do novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras, que será lançado nesta quarta-feira (7/5) pelo MEC. A iniciativa integra o Programa Escola das Adolescências, voltado à melhoria da qualidade da educação nos anos finais do ensino fundamental.

Falta de diagnóstico

O estudo também aponta que mais da metade das escolas (54,8%) nunca realizou um diagnóstico estruturado do clima escolar, etapa considerada essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem.

Para o pesquisador Adriano Moro, do Departamento de Pesquisas Educacionais da FCC e coordenador do levantamento, a ausência desse monitoramento dificulta o planejamento de políticas contínuas de convivência e bem-estar.

“Muitas escolas já realizam ações importantes, mas ainda de forma isolada. O grande desafio é transformar iniciativas pontuais em processos permanentes de melhoria do clima escolar”, afirma.

Entraves

Entre os principais entraves relatados pelos gestores, estão a sobrecarga das equipes escolares, a falta de profissionais com formação específica, a resistência a mudanças institucionais, a rotatividade de servidores e a dificuldade de engajamento coletivo.

Apesar dos desafios, os dados mostram que muitas escolas já adotam práticas voltadas à melhoria do clima escolar. Entre as iniciativas mais recorrentes, estão rodas de conversa, escuta ativa, mediação de conflitos, projetos socioemocionais e acompanhamento psicopedagógico.

A pesquisa ouviu, entre março e julho de 2025, 136 gestores de 105 escolas públicas em 10 estados do país: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo.

Relação família-escola

Além do enfrentamento às violências, 67,9% dos gestores relatam dificuldades para fortalecer a aproximação entre escola, famílias e comunidade.

Outros 64,1% apontam entraves na construção de bons relacionamentos entre estudantes, enquanto 60,3% mencionam desafios para desenvolver o sentimento de pertencimento dos alunos.



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SEGURANÇA

Aprovado relatório da MP que reajusta salários das forças do DF e ex-territórios — Rádio Senado


Remuneração

A Comissão Mista aprovou nesta quarta-feira (25) o relatório da medida provisória (MPV 1326/2025), que trata do reajuste salarial das forças de segurança do Distrito Federal e da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros dos ex-territórios. Além dos pontos abordados pelo governo federal, o parecer trouxe uma série de mudanças nas leis que regem as corporações. Isso inclui a reestruturação de carreiras e a equiparação de remunerações. O texto agora segue para votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

26/03/2026, 15h23 – atualizado em 26/03/2026, 15h35

Duração de áudio: 02:42

Foto: Renato Alves/ Agência Brasília

Transcrição
Além do reajuste salarial das forças de segurança do Distrito Federal e da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros dos ex-territórios, o relatório da medida provisória em análise na comissão mista traz uma série de mudanças nas leis que regem as corporações. Isso inclui a reestruturação de carreiras e a equiparação de remunerações.
O texto do governo federal previa recomposição em duas etapas para as forças, em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, com variação de percentual por cargo. Também houve aumento no auxílio-moradia em duas parcelas de 11,5%. Para compensar o reajuste do benefício, a medida determinou a extinção de 344 cargos vagos da administração pública.
Salvo esses pontos, o parecer do deputado Rafael Prudente, do MDB do Distrito Federal, reestrutura a carreira de Polícia Civil do DF e equipara as remunerações àquelas praticadas nos ex-territórios, que hoje correspondem aos estados do Amapá, Rondônia e Roraima. A nova versão também inclui a Polícia Penal nas carreiras a serem custeadas pelo Fundo Constitucional do DF, mesmos recursos que subsidiam as demais forças de segurança.
A presidente da comissão, senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, explicou que a medida foi articulada com diálogo, visando valorizar as forças.

(senadora Leila Barros) ” essa medida provisória, ela não nasce de forma isolada, ela é fruto de um processo construído com diálogo, responsabilidade e muita luta ao longo dos últimos anos. Desde 2023, temos trabalhado intensamente para corrigir distorções históricas e promover a valorização das forças de segurança do Distrito Federal e dos ex-territórios.”

O texto diminui o limite mínimo de altura para ingressar na polícia militar do DF: um metro e sessenta centímetros para homens e um metro e cinquenta e cinco centímetros para mulheres. E aumenta para 35 anos o tempo de serviço para o policial ou bombeiro militar da capital pedir transferência para a reserva. Alcançar requisitos de inatividade garante a promoção de posto aos PMs.
O relatório ainda permite o reposicionamento de professores dos ex-territórios, baseado em classe e nível. O objetivo é garantir isonomia salarial para os docentes contratados entre 1970 e 1988, com aplicação do mesmo critério de progressão aos contratados no período de transição dos estados.
A proposta agora segue para votação no Plenário da Câmara dos Deputados e depois no Senado. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.



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cidades

Distrito Federal amplia programa de preparo do solo para atender até 800 famílias


Produtores rurais em situação de vulnerabilidade do Distrito Federal já podem se preparar para a próxima safra com apoio direto do Executivo local. Isso porque o Governo do Distrito Federal (GDF) vai abrir, a partir de 11 de maio, as inscrições para o programa Preparo do Solo 2026, que oferece mecanização agrícola gratuita e deve atender entre 600 e 800 famílias neste ano.

O edital será publicado no Diário Oficial do Distrito Federal e marca a ampliação de uma política pública voltada à agricultura familiar e a assentamentos da reforma agrária. Segundo o edital, o público-alvo são as famílias cadastradas no CadÚnico e vinculadas à Emater-DF. Criado em 2024 e executado pela primeira vez em 2025, o programa passou de 55 famílias atendidas no primeiro ano para cerca de 200 propriedades na nova edição.

“Estamos soltando esse edital para apoiar quem vive da terra, garantindo o preparo do solo para o plantio de forma totalmente gratuita, com apoio da Emater e da Seagri. São mais de 600 famílias que serão atendidas”, afirmou a governadora Celina Leão | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

A iniciativa garante, de forma gratuita, serviços como aração e gradagem do solo por meio de máquinas disponibilizadas pelo governo, reduzindo custos para pequenos produtores. “Estamos soltando esse edital para apoiar quem vive da terra, garantindo o preparo do solo para o plantio de forma totalmente gratuita, com apoio da Emater e da Seagri [Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural]. São mais de 600 famílias que serão atendidas”, destacou a governadora Celina Leão.

Além da mecanização, o programa também inclui suporte para o plantio, como o fornecimento de insumos. “A gente não só prepara o solo, como também leva toda a parte de preparo e plantio”, completou a governadora.

Apoio direto ao produtor

Segundo Rafael Bueno, secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF, a iniciativa é essencial para viabiliar a produção rural

De acordo com o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, a ação é essencial para viabilizar a produção rural, especialmente para quem não tem condições de arcar com os custos do preparo da terra. “O GDF garante duas horas de serviço em cada propriedade. Muitos produtores não têm recursos para esse preparo inicial, e esse apoio é fundamental para que eles consigam começar o plantio”, explicou.

Após o preparo do solo, os produtores também recebem apoio com fertilização, por meio de um adubo orgânico preparado pela Emater-DF. “Estamos crescendo e ampliando esse programa. É o compromisso do governo levar condições de produção para o campo e garantir alimento para quem está na cidade”, acrescentou o secretário.

Como participar

A previsão é que as inscrições sejam de 11 de maio até 10 de junho de 2026. Para se inscrever, os interessados devem acessar o site da Emater ou da Seagri. O resultado está previsto para ser divulgado até 30 de julho.



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MUNDO

Vaticano publica documento que critica “cura gay” e discute inclusão


O Vaticano divulgou, nessa terça-feira (5/5), um documento que trata da inclusão de pessoas LGBTQIAPN+ na Igreja Católica e faz críticas diretas às chamadas terapias de conversão, conhecidas como “cura gay”. O texto reconhece o sofrimento vivido por fiéis homossexuais e aponta a necessidade de ampliar práticas de acolhimento dentro das comunidades católicas.

Elaborado por um grupo de estudos ligado ao Sínodo sobre a Sinodalidade – processo convocado pelo papa Francisco –, o relatório reúne reflexões teológicas e relatos de fiéis para discutir temas considerados sensíveis na Igreja, como a vivência da fé por pessoas com atração pelo mesmo sexo.

Com o título “Critérios teológicos e metodologias sinodais para o discernimento compartilhado de questões doutrinárias, pastorais e éticas emergentes”, o documento defende que a Igreja deve enfrentar essas questões a partir da escuta e da experiência concreta dos fiéis.

Entre os pontos centrais, está o reconhecimento de que a comunidade cristã pode ser um espaço de “cura e inclusão”, mas também pode reproduzir exclusão.

O texto afirma que muitas pessoas LGBTQIAPN+ convivem com “solidão, angústia e estigma”, inclusive dentro da própria Igreja, e menciona a presença de atitudes de “homofobia e transfobia” em ambientes religiosos. “Trata-se de pessoas que frequentemente se sentem incompreendidas, marginalizadas e excluídas”, diz o documento.

Testemunhos

Grande parte do relatório é construída a partir de testemunhos anônimos, que detalham vivências marcadas por conflitos entre fé, identidade e pertencimento. Os relatos mostram, ao mesmo tempo, experiências de exclusão e trajetórias de reconexão com a espiritualidade.

Um dos depoimentos, de um homem gay de Portugal, descreve o impacto das chamadas terapias de conversão. Segundo ele, as tentativas de “corrigir” sua orientação sexual deixaram “cicatrizes” e afetaram diretamente sua relação com a fé. O documento afirma que esse tipo de prática teve “efeitos devastadores”, ao atingir a dignidade dos fiéis e provocar afastamento da vida espiritual.

O mesmo relato menciona orientações recebidas dentro da própria Igreja, consideradas contraditórias. Em um episódio, o fiel diz ter sido aconselhado a se casar com uma mulher como forma de alcançar equilíbrio emocional.

Ele afirma ter interpretado a sugestão como inadequada, por envolver outra pessoa em uma relação sem autenticidade. A experiência contribuiu para um distanciamento entre sua vida afetiva e sua prática religiosa.

Apesar disso, o depoimento também aponta caminhos de reconstrução. O homem relata que encontrou acolhimento em comunidades católicas mais abertas, o que permitiu retomar sua espiritualidade e reduzir conflitos internos. Segundo ele, pequenas atitudes de escuta e respeito dentro da Igreja tiveram impacto significativo, inclusive na relação com familiares.

“Presente de Deus”

Outro testemunho, de um fiel dos Estados Unidos, apresenta uma trajetória diferente. Ele afirma que, após anos de conflitos e tentativas de adaptação a padrões heterossexuais, passou a compreender sua sexualidade como parte de sua identidade, e não como um problema. No relato, ele descreve essa dimensão como um “presente de Deus”.

O documento destaca que esse fiel também teve contato com grupos ligados à terapia de conversão no passado, mas considera que essas experiências foram pouco eficazes e marcadas por sofrimento emocional.

Ao longo do tempo, segundo ele, o envolvimento com comunidades religiosas mais acolhedoras foi essencial para reconstruir sua relação com a fé.

Atualmente, o homem afirma viver um relacionamento homoafetivo estável e relata sentir-se plenamente inserido na vida religiosa. A trajetória, segundo o texto, foi construída gradualmente, com apoio de práticas como oração, acompanhamento psicológico e participação comunitária.

Críticas à “cura gay” e defesa do acolhimento

Com base nesses relatos, o documento faz críticas diretas às terapias de conversão, classificando como problemáticas as iniciativas que buscam impor a heterossexualidade como condição para a vivência da fé. O texto também aponta como preocupante a pressão para que pessoas LGBTQIAPN+ se adequem a modelos tradicionais de relacionamento.

O relatório destaca que experiências de acolhimento em paróquias e grupos católicos têm papel relevante na permanência desses fiéis na Igreja. Segundo os depoimentos, ambientes mais inclusivos contribuem para fortalecer a espiritualidade e reduzir situações de conflito familiar e social.

Apesar dos avanços pontuais, o documento reconhece que ainda há resistência em diferentes setores da Igreja. Os relatos indicam que episódios de discriminação continuam presentes, o que reforça, segundo o texto, a necessidade de ampliar o diálogo e aprofundar práticas pastorais voltadas à inclusão.

Ao final, o relatório defende que a Igreja avance no reconhecimento da dignidade das pessoas LGBTQIAPN+ e invista em escuta ativa, acolhimento e acompanhamento, levando em conta as experiências concretas dos fiéis.



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BRASIL

Fecomércio-SP distribui material na Câmara contra o fim da escala 6×1


Contrária à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) distribuiu materiais em Brasília, nesta quarta (6/5), nos quais diz que os efeitos do avanço da redução da jornada de trabalho podem impactar na popularidade de prefeitos.

O material, divulgado por representantes dentro da Câmara dos Deputados, afirma que a redução da jornada de trabalho vai impactar negativamente os municípios, já que gastos com servidores e com empresas terceirizadas podem aumentar, além da necessidade de realização de novos concursos.

“Com menos recursos disponíveis, a oferta de serviços essenciais tende a ser impactada. O que era feito em um turno pode passar a exigir dois; o que era coberto por uma equipe pode demandar outra. O cidadão sente na ponta em filas maiores e atendimentos mais lentos. A popularidade do prefeito também pode sentir os efeitos”, diz a Fecomércio-SP.

Representantes da entidade empresarial distribuíram os materiais nos corredores da Câmara e dentro do plenário em que a comissão especial da PEC realizou audiência pública com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, nesta quarta.

Apesar de representarem o setor privado, a Fecomercio-SP fez a distribuição à frente da Marcha Nacional dos Prefeitos, que será realizada em meados de maio. Tradicionalmente, chefes dos executivos municipais se reúnem em Brasília nessa época para fazer reivindicações, tanto na Câmara quanto no Senado.

Efeitos em cadeia

Segundo Leandro Almeida, assessor jurídico da entidade que estava na Câmara, a análise tem como base o impacto social da medida, que pode ter efeitos “em cadeia”, para além dos setores representados pela Fecomercio-SP.

“A gente tenta trazer esse contexto mais geral para que a sociedade entenda o tamanho dos efeitos disso. Não é nada direcionado para A ou para B ou tentando forçar o setor A ou B a se comunicar com o governo. As próprias prefeituras têm uma análise jurídica e os governos estaduais têm uma análise jurídica desses impactos e cabe a cada gestor avaliar, mas é importante a gente levantar esse debate”, disse Leandro ao Metrópoles.

A Fecomercio-SP defende no material que mudanças no regime de trabalho não sejam feitas por mudanças na lei, e sim por negociação coletiva.

“Impor uma regra única por lei ignora as diferenças entre setores, regiões e públicos. E deixa municípios, especialmente os menores, em uma situação insustentável. A sua cidade não pode pagar por essa conta sozinha”.



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SEGURANÇA

Comissão mista aprova medida provisória que reajusta remuneração das forças de segurança do DF – Notícias


26/03/2026 – 07:35  

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Rafael Prudente: proposta corrige distorções acumuladas nos salários das corporações

A comissão mista responsável pela análise da Medida Provisória (MP) 1326/25, que reajusta a remuneração da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, aprovou na quarta-feira (25) o relatório do deputado Rafael Prudente (MDB-DF).

A proposta também alcança policiais militares e bombeiros dos antigos territórios federais.

De acordo com o texto aprovado, o aumento salarial será aplicado com percentuais que variam conforme o cargo ou a patente. O reajuste acumulado pode chegar a 28,4% para policiais militares e bombeiros do DF; 24,32% para militares dos ex-territórios; e entre 24,43% e 27,27% para policiais civis, dependendo da carreira.

O parecer mantém, ainda, o reajuste do auxílio-moradia pago às corporações militares. As despesas relativas às forças de segurança do Distrito Federal são custeadas pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).

Correção de distorções
O relator destacou que a proposta busca corrigir distorções acumuladas nas remunerações das carreiras de segurança pública da capital do país. “A gente se esforçou ao máximo para atender o maior número de pleitos possível”, afirmou.

Para compensar parte do impacto financeiro do reajuste do auxílio-moradia, o relatório prevê a extinção de 344 cargos efetivos vagos da administração pública federal, medida que, segundo o parecer, garante neutralidade fiscal.

O texto aprovado também incorpora emendas parlamentares que promovem alterações na legislação da Polícia Civil do Distrito Federal, com o objetivo de adequar a estrutura da carreira à Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis.

Negociações
A presidente da comissão mista, senadora Leila Barros (PDT-DF), afirmou que a proposta resulta de negociações conduzidas nos últimos anos.

“Essa medida provisória não nasce de forma isolada. Ela é fruto de um processo construído com diálogo, responsabilidade e muita luta ao longo dos últimos anos”, comentou.

Próximos passos
A MP 1365/25 já está em vigor, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para virar lei e não perder a validade.

O texto ainda vai ser examinado pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Reportagem – Rachel Librelon
Edição – Marcelo Oliveira



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cidades

CEU das Artes de Ceilândia promove ação de combate ao bullying com atividades culturais


Nesta quinta-feira (16), cerca de 140 crianças e adolescentes de 5 a 13 anos participaram de atividades no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes) e nas Praças dos Direitos de Ceilândia Norte, em alusão ao mês de combate ao bullying e à violência nas escolas. Promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura e Esporte (Idecace), a ação posiciona a arte como aliada no enfrentamento ao tema, ao abordá-lo de forma prática e próxima da realidade dos jovens.

Segundo a gerente do CEU das Artes, Sara Santana, a iniciativa é importante por integrar escola e comunidade na formação cidadã das crianças e adolescentes. “Aqui, eles aprendem mais sobre combate ao bullying, cidadania e inclusão social, sempre de forma acolhedora e participativa”, explica.

Ela destaca ainda o engajamento do público nas atividades. “A adesão é muito boa. Os alunos participam bastante, são ativos e gostam muito das atividades”, afirma. “A proposta é proporcionar um momento de aprendizado dinâmico, com troca de experiências. É uma forma de mostrar, na prática, que o bullying não é algo positivo e precisa ser combatido”, completa.

As crianças participaram de uma programação diversificada, que incluiu a palestra | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

A proposta segue a metodologia do DNA do Brasil, alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que utiliza a arte e o esporte como ferramentas de desenvolvimento integral, estimulando habilidades socioemocionais, senso de pertencimento e construção de identidade entre os participantes. Nesse contexto, a arte se torna um instrumento de escuta, expressão e transformação social.

As crianças participaram de uma programação diversificada, que incluiu a palestra “Bullying, não curto essa ideia”; apresentação teatral dos alunos da oficina de teatro, com a peça Os Frutos do Futuro; show do artista MC Carioca; roda de capoeira com alunos; e apresentações de danças urbanas. A iniciativa reuniu diferentes linguagens, como rap, dança e teatro, com a participação de artistas locais e estudantes do projeto.

Quem curtiu a programação foi a estudante Fernanda Coimbra, 9 anos. Para ela, a iniciativa tem um significado especial. “Para mim, é muito bom, porque tem alguns colegas que fazem bullying comigo na sala. Isso me deixa mal, triste. Por isso, essa palestra é importante para conscientizar todo mundo”, contou.

O estudante Matheus de Sousa, 7 anos, também destacou o aprendizado durante as atividades. “Bullying não é certo, porque deixa o coleguinha triste. A gente aprende aqui que não pode fazer isso com ninguém. Gostei da palestra”, disse. Já Mariana Abreu, 9 anos, reforçou a importância da mensagem trabalhada ao longo do evento. “É importante não praticar bullying com os colegas. O evento de hoje está muito legal e é muito importante para a gente”, afirmou.
 



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