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Trump fala em “ocupar” Cuba após fim da guerra no Irã


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou, nesta sexta-feira (1º/5), a possibilidade de que militares norte-americano “tomarão o controle” de Cuba em breve. A afirmação do republicano foi feita durante discurso em fórum realizado em Palm Beach, na Flórida.

Ao citarCuba, o presidente afirmou que os EUA vão “ocupar quase imediatamente” a ilha. O público presente no fórum riu e aplaudiu Trump após a fala.

“Cuba tem problemas. Vamos resolver um primeiro. Eu gosto de terminar um trabalho”, afirmou o presidente norte-americano.

Ainda no evento, Trump indicou que parte da Marinha do país retornaria do Irã após a conclusão da guerra no Oriente Médio, e alegou que Cuba pode ser o próximo alvo.

“Na volta do Irã, teremos um dos nossos grandes navios — talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln — o maior do mundo”, disse ele apontando a Cuba como um possível novo alvo.

Guerra

No mesmo evento, Trump disse ser “traição” afirmar que os EUA não estão vencendo a guerra contra o Irã .

“Conseguimos que a esquerda radical diga: ‘Não estamos vencendo, não estamos vencendo’. Eles não têm mais forças militares. É inacreditável. Na verdade, eu acredito que seja traição, ok? Quer saber a verdade? É traição”, afirmou Trump.



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Putin tenta transformar Rússia em peça-chave da guerra entre Irã e EUA


Em um movimento que combina ambição diplomática, reposicionamento estratégico e disputa por influência global, a Rússia, de Vladimir Putin, busca protagonismo no xadrez político do confronto entre Estados Unidos e Irã.

Em meio à escalada de tensões e às tratativas de paz envolvendo Teerã e Washington, Moscou busca se consolidar como ator indispensável na mediação de um possível acordo — principalmente por conta da proximidade com o regime iraniano.

A mais recente rodada de contatos entre autoridades russas e iranianas reforça esse cenário. O encontro entre o presidente russo Vladimir Putin e o chanceler iraniano Abbas Araghchi, em São Petersburgo, na última semana, deve ser interpretado como mais um passo na estratégia de Moscou de ampliar sua influência sobre a crise.

Rússia quer mediar, mas também se fortalece com o Irã

Ao Metrópoles, o professor de direito internacional Alberto do Amaral Júnior avaliou que a atuação russa combina mediação e alinhamento estratégico com Teerã.

“De fato, a Rússia procura ter cada vez mais influência no xadrez internacional, nas relações internacionais de modo geral e amplo. Particularmente no caso da guerra entre Estados Unidos e Irã, a Rússia busca mediar as relações entre Teerã e Washington, atuando como um agente que facilite um acordo de paz entre os dois países.”

Segundo ele, essa posição é ambígua, já que Moscou também fornece suporte direto ao Irã. “A Rússia concede amplo apoio ao governo iraniano, apoio esse que se traduz no fornecimento de armas e na assistência nuclear e militar. Dessa forma, o país procura ser um interlocutor válido para o governo iraniano em relação a Washington”, diz.

Para o especialista, um eventual acordo mediado por Moscou teria forte impacto geopolítico, e realocaria o líder do Kremlin a uma posição relevante no cenário geopolítico.

Chanceler do Irã se reúne com Putin em meio à guerra com os EUA
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Chanceler do Irã se reúne com Putin em meio à guerra com os EUA

Reprodução/Press TV

Putin e Trump
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Putin e Trump

Andrew Harnik/Getty Images

Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta
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Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta

Kremlin


Cooperação militar e nuclear aprofunda relação bilateral

  • A aproximação entre Moscou e Teerã foi formalizada em um acordo de parceria estratégica de longo prazo assinado em 2025, ampliando cooperação em defesa, energia, tecnologia e segurança regional.
  • A relação inclui ainda o envolvimento russo em projetos nucleares iranianos, como a construção de novas unidades na usina de Bushehr.
  • Apesar disso, o Kremlin insiste que não há obrigação de defesa mútua automática, o que preserva margem de manobra diplomática.

Estratégia de multipolaridade e disputa com os EUA

Na avaliação do professor de geografia humana Vitor de Pieri (UERJ), a Rússia não busca confronto direto, mas sim reposicionamento estratégico.

Ele destaca que Moscou tenta transformar a crise em vantagem diplomática. “Não como uma potência disposta, ao menos por enquanto, a entrar diretamente em um confronto militar, mas como um ator que busca transformar a crise em oportunidade estratégica.”

Um dos pilares dessa estratégia é a tentativa de reduzir a hegemonia norte-americana: “Esse movimento ocorre em diferentes níveis. Em primeiro lugar, Moscou tenta ocupar espaço diplomático e se apresentar como ator indispensável.”

Irã aceita mediação russa e reforça parceria estratégica

As movimentações recentes indicam que Teerã não rejeita o papel de moderador de Moscou. Autoridades iranianas vêm mantendo encontros com mediadores internacionais, incluindo visitas a Omã e Paquistão, além da aproximação com a Rússia.

Durante reunião com Putin, Araghchi afirmou que o Irã pretende fortalecer laços bilaterais. “Durante esta viagem, pediram-me para confirmar que as relações Irã-Rússia representam para nós uma parceria estratégica ao mais alto nível.”

O governo russo também reiterou o interesse em atuar como mediador. “Esperamos sinceramente que o povo iraniano, inspirado por essa coragem e desejo de independência, supere este difícil período de provações e que a paz chegue.”

“Da nossa parte, faremos tudo o que for do interesse de vocês e de todos os povos da região para garantir que essa paz seja alcançada o mais rápido possível”, completou Putin.

Conversa com Trump

Em conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira (29/4), Putin apoiou a prorrogação da trégua entre os países e reiterou disposição em atuar na busca de uma solução diplomática duradoura.

Segundo o assessor presidencial russo Yuri Ushakov, Putin avaliou que a decisão de Trump de prolongar a trégua pode “dar uma chance às negociações” e contribuir para a estabilização do cenário internacional.

Ao mesmo tempo, o líder russo alertou para “consequências extremamente graves” caso Estados Unidos e Israel voltem a realizar ações militares na região.

Já o republicano afirmou ter discutido diretamente com Putin a possibilidade de mediação russa nas tensões com o Irã, mas disse ter priorizado o debate sobre o conflito na Ucrânia. “Ele gostaria de ajudar nessa questão. Eu disse: ‘Antes de você me ajudar, quero acabar com a sua guerra’“, declarou.

Rússia tenta inverter narrativa internacional

Na visão dos especialistas, o movimento russo também tem certa dimensão simbólica. Após a guerra na Ucrânia e o aumento do isolamento ocidental, Moscou busca se apresentar como agente de estabilidade global, e não de conflito — mesmo no centro de uma guerra que já perdura há quase cinco anos no leste europeu.



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Irã considera “provável” retomada da guerra com os Estados Unidos


Um responsável militar iraniano considerou neste sábado (2/5) ser “provável” uma retomada da guerra com os Estados Unidos, após a rejeição por Donald Trump de uma nova oferta de Teerã para relançar as negociações de paz.

“Uma retomada do conflito entre o Irã e os Estados Unidos é provável, e os fatos demonstraram que os Estados Unidos não respeitam nenhuma promessa ou acordo”, reagiu Mohammad Jafar Asadi, inspetor-adjunto do comando das Forças Armadas Khatam Al Anbiya, citado pela agência de notícias Fars.

“As Forças Armadas estão perfeitamente preparadas para qualquer nova tentativa de aventureirismo ou qualquer ação imprudente por parte dos americanos”, acrescentou.

O Irã transmitiu nesta semana uma nova proposta de acordo de paz com os Estados Unidos por meio do Paquistão, mediador das negociações. Nenhum detalhe do texto foi divulgado, mas Donald Trump disse na sexta-feira não estar “satisfeito” com essa última versão. Em sua opinião, os dirigentes iranianos estão “desunidos” e incapazes de chegar a um acordo sobre uma estratégia de saída do conflito.

O presidente americano, que já havia ameaçado aniquilar a “civilização” iraniana, reiterou que prefere não ter de “pulverizar de uma vez por todas” o Irã. No entanto, indicou que uma retomada da guerra continua sendo “uma opção”.

Conflito “encerrado”

Ao mesmo tempo, em carta enviada ao Congresso americano nesta sexta-feira, Trump declarou que as hostilidades no Irã terminaram. Ele enviou a mensagem no último dia do prazo previsto para solicitar autorização para prosseguir com a guerra, após 60 dias do início do conflito. O republicano alegou que não houve troca de tiros desde a entrada em vigor da trégua em 7 de abril.

Mas vários parlamentares democratas destacaram que a presença contínua de forças americanas na região indica o contrário. O USS Gerald Ford, o maior porta-aviões do mundo, deixou o Oriente Médio, mas 20 embarcações da Marinha americana, incluindo outros dois porta-aviões, permanecem mobilizadas.

Embora os bombardeios tenham cessado, o conflito prossegue sob outras formas. Washington impõe um bloqueio aos portos iranianos em retaliação ao fechamento, por Teerã, do Estreito de Ormuz, por onde transita normalmente um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo.

Um cessar-fogo entrou em vigor em 7 de abril, após quase 40 dias de ataques israelenses e americanos contra o Irã e de represálias de Teerã na região.

Uma primeira rodada de negociações diretas em Islamabad, em 11 de abril, revelou-se infrutífera e, até agora, sem desdobramentos, uma vez que as divergências permanecem fortes entre os dois lados, do Estreito de Ormuz à questão nuclear.

A guerra deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e seus impactos continuam a abalar a economia mundial, com os preços do petróleo tendo atingido nesta semana níveis inéditos desde 2022.

Retirada de militares da Alemanha

Os Estados Unidos vão retirar cerca de 5 mil militares da Alemanha dentro de um ano. A decisão foi anunciada pelo Pentágono após Donald Trump ter expressado sua irritação com o chanceler alemão a respeito da guerra no Irã. Friedrich Merz afirmou que os americanos não tinham “nenhuma estratégia” no Irã e que Teerã “humilhava” a principal potência mundial.

Atualmente, mais de 36 mil soldados americanos estão posicionados na Alemanha. O ministro alemão da Defesa disse neste sábado que a retirada parcial das tropas americanas do país era esperada.

Trump, que critica os aliados europeus pela falta de apoio à ofensiva lançada no fim de fevereiro contra a República Islâmica, ameaça retirar forças militares americanas também da Espanha e da Itália.

Ao mesmo tempo, o presidente americano promete relançar a guerra comercial contra a Europa. Ele anunciou na sexta-feira que pretende elevar para 25% “na próxima semana” as tarifas alfandegárias sobre os veículos importados para os Estados Unidos da União Europeia. Trump acusa o bloco europeu de não respeitar o acordo comercial firmado no verão passado.

Novas execuções

Enquanto isso, o Irã permanece inflexível. “Certamente não aceitaremos que nos imponham” uma política, declarou na sexta-feira o chefe do Poder Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei.

Negar Mortazavi, do centro de estudos Center for International Policy, destaca a “coesão” do poder iraniano, unido em uma “batalha existencial”.

Com a trégua, os iranianos puderam retomar certa normalidade, mas o cotidiano segue afetado pela inflação em alta e pelo aumento do desemprego, em um país já enfraquecido por décadas de sanções internacionais.

Em mensagem escrita, o guia supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, exortou as empresas que sofreram danos a “evitar ao máximo as demissões”, em nome da “guerra econômica e cultural” travada pelo Irã.

Amir, de 40 anos, conta que começa o dia “olhando as notícias e as novas execuções” realizadas pelo poder iraniano. A Justiça anunciou neste sábado o enforcamento de dois homens acusados de espionagem em favor de Israel.

“Sinto que estou preso no purgatório”, disse ele à AFP. “Os Estados Unidos e Israel acabarão nos atacando novamente”, enquanto “o mundo fecha os olhos”, denunciou.



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Irã diz estar pronto para negociar ou continuar guerra com os EUA


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Homem é preso por suspeita de envenenar papinhas de bebê na Áustria


Um homem de 39 anos, que não teve a identidade revelada, foi preso neste sábado (2/5), na Áustria, suspeito de colocar veneno de rato em potes de papinha para bebês. As informações são da agência austríaca APA.

O suspeito é investigado por ter colocado deliberadamente em risco a segurança pública e pode responder por tentativa de lesão corporal grave de forma intencional.

A principal linha de apuração indica que o crime teria sido motivado por uma tentativa de extorsão contra a fabricante alemã HiPP.

As investigações são coordenadas pela polícia da Baviera, na Alemanha, e já identificaram ao menos cinco potes contaminados antes que fossem consumidos. Os produtos foram encontrados na Áustria, na República Tcheca e na Eslováquia.

Um dos casos foi registrado em 18 de abril, em um supermercado da rede Spar, na cidade de Eisenstadt, capital do estado austríaco de Burgenland. O pote analisado continha cerca de 15 microgramas de veneno para rato.

Diante da suspeita, a HiPP adotou medidas preventivas e retirou do mercado lotes de papinhas que poderiam ter sido contaminados. O alerta se concentrou principalmente em um produto de 190 gramas descrito como purê de verduras, com cenoura e batata.

Em nota, a empresa afirmou que foi vítima de uma ação criminosa externa. “Este caso resulta de manipulação externa, fora da nossa esfera de controle”, informou a fabricante, acrescentando que não há indícios de outros produtos comprometidos até o momento.



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Página não Encontrada | Metrópoles


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Fim da Spirit: aérea fecha após acordo com a Casa Branca fracassar


A empresa aérea norte-americana Spirit Airlines anunciou, em comunicado na manhã deste sábado (2/5) que encerrará suas operações imediatamente, após uma proposta da Casa Branca para socorrer a companhia aérea de baixo custo em dificuldades ter fracassado.

O fechamento ocorre após “esforços extensos e abrangentes para reestruturar os negócios”, afirmou a companhia aérea, acrescentando que o recente aumento nos preços do petróleo e outras pressões “impactaram significativamente” suas perspectivas.

“Sem financiamento adicional disponível para a empresa, a Spirit não teve outra escolha a não ser iniciar esse processo de encerramento”, disse a empresa, segundo informações do Jornal The Washington Post.

“Todos os voos foram cancelados e os passageiros da Spirit não devem ir ao aeroporto”, acrescentou o comunicado. A companhia aérea informou que processará automaticamente os reembolsos para quaisquer voos reservados diretamente com a empresa, enquanto aqueles que reservaram por meio de uma agência de viagens devem entrar em contato com a agência para obter o reembolso.

Na semana passada, o presidente Donald Trump sugeriu que o governo federal deveria “simplesmente comprar” a Spirit Airlines, que declarou falência duas vezes desde 2024.

O governo vinha apresentando um plano de resgate de US$ 500 milhões que daria ao governo uma participação substancial na companhia aérea de baixo custo — uma proposta que atraiu críticas de alguns aliados republicanos de Trump, inclusive dentro de seu próprio governo.

Esperança até o fim

Na manhã dessa sexta-feira (1º/5), surgiram notícias de que a companhia aérea não conseguiu apoio para o acordo e que encerraria suas operações em breve. Mesmo assim, a esperança de um alívio financeiro persistiu até o último minuto.

Em resposta às notícias de que a empresa fecharia as portas em breve, um porta-voz da Spirit disse que a companhia aérea estava operando normalmente e se recusou a comentar sobre as discussões em andamento a respeito do futuro da empresa.

Trump disse a repórteres na Casa Branca por volta do meio-dia dessa sexta que haveria um anúncio referente à Spirit em um ou dois dias e sugeriu que as discussões continuavam. Ele acrescentou que a Casa Branca havia apresentado uma proposta final à Spirit.

“Acho que estamos analisando a situação. Se pudéssemos, faríamos, mas só se fosse um bom negócio”, disse Trump sobre um plano do governo para resgatar a Spirit Airlines. “Mas se não conseguirmos um bom acordo — nenhuma instituição conseguiu. Eu disse que gostaria de salvar os empregosEu diria que estamos negociando um acordo difícil, mas é uma daquelas coisas. Ou fazemos ou não fazemos”.



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Petroleiro é sequestrado na costa do Iêmen e desviado para a Somália


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Quatro brasileiros são dados como mortos na guerra da Ucrânia


Mais quatro brasileiros foram dados como mortos na guerra da Ucrânia. A informação foi divulgada em 30 de abril por um canal no Telegram que possui ligações com o Kremlin.

Eles foram identificados como: Antonio Pricio Martins Ribeiro, do Ceará; Dime Wester Guilherme da Costa, de Minas Gerais; Jardel Sipriano Caetano, do Espírito Santo; e Eliseu Delis Pereira Martins, do Tocantins. Os quatro integravam as fileiras ucranianas.

De acordo com o comunicado, divulgado pelo grupo criado para rastrear combatentes estrangeiros, os brasileiros teriam sido mortos durante confrontos com o Batalhão Vostok, que opera na região do Donbass. 

Até o momento, a Embaixada do Brasil na Ucrânia não foi informada sobre as mortes, segundo fontes ouvidas pelo Metrópoles. 

Um familiar de Jardel Sipriano Caetano, porém, confirmou a morte do jovem de 23 anos ao portal G1 do Espírito Santo.

Segundo a última atualização do Itamaraty, 30 brasileiros que se juntaram aos combates morreram desde 2022, quando a guerra começou. Deste número, 22 teriam sido mortos lutando ao lado de forças da Ucrânia. Outros 8 atuavam do lado russo.

 



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Flotilha para Gaza: preso, ativista do DF será interrogado em Israel


Dois militantes da “Flotilha para Gaza”, detidos ao largo da Grécia na quinta‑feira (30/4), chegaram a Israel, onde serão “interrogados”, anunciou neste sábado (2/5) o Ministério das Relações Exteriores israelense.

Segundo essa fonte, o espanhol Saif Abu Keshek é “um dos dirigentes” da Conferência para os Palestinos no Exterior (PCPA), associação humanitária acusada pelos Estados Unidos e por Israel de ser ligada ao movimento islamista palestino Hamas, que controla Gaza.

O brasiliense Thiago Ávila, um dos principais organizadores da flotilha, também “trabalha com a PCPA e é suspeito de atividades ilegais”, afirma o ministério na plataforma X, indicando que os dois homens serão “transferidos para serem interrogados”.

Os 175 militantes, que estavam em cerca de vinte barcos dessa nova flotilha, foram detidos. Segundo os organizadores, eles buscava romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza, onde o acesso à ajuda humanitária continua fortemente restrito.

Intercepção ocorreu longe de Gaza, em águas internacionais

A prisão, “conduzida pacificamente”, segundo Israel, ocorreu a centenas de quilômetros de Gaza, em águas internacionais ao largo de Creta, muito mais longe da costa israelense do que nas interceptações anteriores de flotilhas.

Israel liberou todos os militantes na Grécia após um acordo com as autoridades gregas, exceto Thiago Ávila e Saif Abu Keshek.

A Espanha havia inicialmente exigido a “libertação imediata” do cidadão espanhol, garantido que estava “em contato permanente com a diplomacia israelense e grega”. Madri prometeu oferecer “toda a proteção” a Saif Abu Keshek “assim que ele pudesse chegar ao território israelense”.

Os dois militantes “terão direito a uma visita dos representantes consulares de seus respectivos países”, precisou neste sábado o Ministério das Relações Exteriores israelense na plataforma X.

Espanha denuncia violações e critica governo Netanyahu

O governo espanhol do socialista Pedro Sánchez — uma das vozes europeias mais críticas ao governo de Benjamin Netanyahu desde que Israel lançou sua ofensiva contra Gaza em resposta ao ataque sem precedentes do Hamas palestino em 7 de outubro de 2023 — havia expressado sua “mais enérgica condenação” após a captura da flotilha.

Durante uma coletiva de imprensa on‑line na quinta‑feira, os organizadores afirmaram que vários barcos da flotilha (que inicialmente contava com mais de 50 embarcações) haviam sido interceptados em águas internacionais, a uma distância “sem precedentes” de Israel, e que “211 pessoas haviam sido sequestradas”.

Vários países com cidadãos a bordo da flotilha reagiram. Roma pediu a “libertação imediata” dos italianos e denunciou a prisão como “ilegal”, enquanto Espanha, Turquia e Paquistão mencionaram “violações flagrantes do direito internacional” por parte de Israel.

Ao chegarem à Grécia, cerca de trinta participantes foram hospitalizados para “primeiros cuidados”, segundo as autoridades gregas, que não forneceram mais detalhes.

Vídeos mostram militantes feridos; Hamas reage

A flotilha publicou na plataforma X vídeos mostrando vários militantes feridos, com marcas de golpes nos olhos e no nariz. “Tentamos impedir que eles mantivessem Thiago e Saif, e foi nesse momento que eles nos bateram”, relatou um deles.

O Hamas denunciou essas supostas violências e incentivou os militantes internacionais a “prosseguir seus esforços para romper o cerco e expor os crimes da ocupação israelense contra nosso povo”.

Esta é a segunda tentativa da Flotilha Mundial Sumud (“resiliência”, em árabe) de chegar à Faixa de Gaza.

Quem é Thiago Ávila

Thiago Ávila é um ativista brasileiro, economista e pesquisador, conhecido por sua atuação em causas sociais, ambientais e humanitárias. Ele integra redes internacionais de solidariedade e já participou de missões e campanhas voltadas à defesa de direitos humanos, incluindo ações relacionadas à Palestina.

Na “Flotilha para Gaza”, Ávila atuou como um dos principais organizadores, coordenando voluntários e articulando a participação latino‑americana na iniciativa.



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