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Mega-Sena 3002: sortudo leva prêmio de R$ 127 milhões. Saiba de onde


Um apostador de Curitiba acertou as seis dezenas do concurso 3002 da Mega-Sena, sorteado nesta quinta-feira (30/4), e ganhou sozinho o prêmio de $ 127 milhões.

Os números sorteados foram 04 – 27 – 51 – 52 – 54 – 58

O novo milionário fez um jogo de sete números — que custa R$ 42 — na Lotérica Anchieta, na capital paranaense. Ele foi o único a acertas as seis dezenas e vai levar o prêmio principal sozinho.

Em todo país, 113 apostas acertaram cinco dezenas e vão faturar R$ 34 mil cada. 6,5 mil acertaram quatro dezenas, e vão levar prêmios de R$ 985.


Como apostar

  • As apostas na Mega-Sena podem ser feitas pelo site oficial das Loterias Online da Caixa, ou em uma casa lotérica.
  • São aceitas apostas até as 20h do dia do sorteio.
  • Para jogar, é preciso escolher de seis a 20 dezenas por cartela. Cada cartela tem 60 dezenas disponíveis para marcação.
  • Uma aposta que acerte as seis dezenas leva o prêmio máximo. Também são premiadas cartelas com quatro e cinco dezenas acertadas.
  • O jogo simples da Mega-Sena, com seis dezenas, custa R$ 6. O valor da aposta de mais de seis números aumenta de acordo com um cálculo da probabilidade do bilhete vencer o sorteio.
  • Uma aposta com 20 dezenas, o máximo permitido por cartela, custa mais de R$ 232 mil. Segundo a Caixa, a chance de uma aposta com seis número vencer é de uma em mais de 50 milhões.
  • Para uma aposta com 20 números, a chance aumenta para uma em 1.292.

O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado na próximo sábado (2/5) e terá prêmio de R$ 3,5 milhões. As apostas podem ser feitas até as 20h.



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cidades

Plano desesperado de Arminda promete reviravolta no final de Três Graças


A reta final de Três Graças promete surpresas nada agradáveis para os vilões Ferette (Murilo Benício) e Arminda (Grazi Massafera). Na mira da polícia, a amante terá que recorrer a um plano desesperado, que promete chocar o público da novela.

No capítulo da próxima segunda-feira (4/5), a vilã finalmente irá ser confrontada pelas autoridades e será presa pelo sequestro do bebê de Joélly (Alana Cabral). Ela terá que recorrer aos advogados do empresário para sair do cárcere.

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Grazi Massafera como Arminda em Três Graças
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Grazi Massafera como Arminda em Três Graças

Divulgação/Globo

Shopie Charlotte deu vida a Gerluce, protagonista de Três Graças
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Shopie Charlotte deu vida a Gerluce, protagonista de Três Graças

Zenilda (Andrea Horta) flagra Arminda (Grazi Massafera) na cama com Ferette (Murilo Benício)
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Zenilda (Andrea Horta) flagra Arminda (Grazi Massafera) na cama com Ferette (Murilo Benício)

Reprodução/Globo

Arminda (Grazi Massafera) e Célio (Otavio Muller) na novela Três Graças
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Arminda (Grazi Massafera) e Célio (Otavio Muller) na novela Três Graças

Reprodução/TV Globo

Ferette (Murilo Benício) e Arminda (Grazi Massafera) em Três Graças
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Ferette (Murilo Benício) e Arminda (Grazi Massafera) em Três Graças

Globo/ Manoella Mello

Arminda (Grazi Massafera), Gerluce (Sophie Charlotte) e Ferette (Murilo Benício) em Três Graças
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Arminda (Grazi Massafera), Gerluce (Sophie Charlotte) e Ferette (Murilo Benício) em Três Graças

Globo/ Fábio Rocha

Arminda (Grazi Massafera) em Três Graças
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Arminda (Grazi Massafera) em Três Graças

Reprodução/Gloob

Enquanto Ferette continua a tentar destituir Gerluce (Sophie Charlotte) da presidência da Fundação, a ex-mulher e os filhos do empresário vão usar a Justiça para forçar o casal a deixar a casa da família.

Arminda se vê em um beco sem saída

Inconformada, Arminda tenta propor uma fuga arriscada com Joaquim (Marcos Palmeira), que está em posse do dinheiro oculto na estátua As Três Graças. O amante da vilã, porém, irá abandoná-la e fugir sozinho.

Abandonada e sem opções, restará a ela uma última medida brusca. Segundo a colunista Carla Bittencourt, Arminda fingirá ter entrado em estado catatônico para escapar das consequências dos próprios atos.

A vilã vai performar a farsa não só para as autoridades, mas também para os demais integrantes da trama. No último capítulo, a personagem vai confessar a si mesma – e ao público – que tudo não passa de uma encenação. A última cena a trará sozinha sentada na sala da mansão, completamente imóvel e com o olhar perdido.





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BRASIL

TSE mantém cassação de deputada que pagou harmonização com recurso público


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por unanimidade, a cassação da deputada federal Sílvia Nobre Lopes (PL-AP), conhecida como Silvia Waiãpi, por uso irregular de recursos públicos de campanha nas eleições de 2022. Segundo a denúncia do Ministério Público Eleitoral, a parlamentar teria realizado uma harmonização facial com o dinheiro.

A decisão, dessa quinta-feira (30/4), rejeitou recurso da parlamentar e confirmou o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), que já havia determinado a perda do mandato.

Segundo o tribunal, a então candidata utilizou R$ 9 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC) para custear um procedimento estético de harmonização facial — despesa considerada pessoal e vedada pela legislação eleitoral.

Além do gasto irregular, os ministros apontaram que houve tentativa de ocultar a despesa. De acordo com o processo, a deputada teria apresentado uma nota fiscal falsa para simular um serviço de campanha inexistente, com o objetivo de driblar a fiscalização da Justiça Eleitoral.

O ministro André Mendonça, relator da ação, afirmou que a conduta afronta a moralidade administrativa e compromete a transparência no uso de recursos públicos. Para ele, o uso indevido de verba do fundo eleitoral “ofende diretamente a integridade do processo eleitoral e a legitimidade do mandato”.

O caso teve origem em denúncia apresentada ainda em 2022 e foi enquadrado como gasto ilícito com base no artigo 30-A da legislação eleitoral. Com a decisão, o TSE encerra a análise na Justiça Eleitoral e consolida a perda do mandato.

Até a publicação desta reportagem, Silvia Waiãpi não havia se manifestado sobre a cassação de seu mandato. O Metrópoles tenta contato com a defesa. O espaço segue aberto para manifestação.

Relembre

O uso irregular de verba destinado a campanha eleitoral foi denunciado por Maite Martins, coordenadora de campanha de Silvia Waiãpi, ao Ministério Público.

Maite revelou que a então candidata teria recebido o dinheiro do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e, no mesmo dia, teria sido orientada por Silvia a tirar parte deste dinheiro para o pagamento de uma harmonização facial.

“O dinheiro, segundo afirmou a declarante Maite, havia sido creditado na conta de campanha e posteriormente foi transferido a Maite pela representada Silvia. Por fim, da conta da coordenadora de campanha foi repassado para o profissional de saúde para realização de procedimento estético”, explica o Ministério Público.

O procedimento teria ocorrido em 29 de agosto de 2022, com o cirurgião-dentista Willian Rafael Oliveira. Ele confirmou atendimento à parlamentar naquele mês e afirmou ter iniciado um tratamento de harmonização facial.

Segundo o profissional, o pagamento foi feito por Maite Martins em duas transferências, de R$ 7 mil e R$ 2 mil.



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Festivais, exposições e mais: o que fazer em Brasília no feriadão


Brasília entra no feriado prolongado com uma agenda diversa, que combina música ao ar livre, festivais e apresentações culturais espalhadas por diferentes pontos da cidade.

Um dos destaques é o Festival Micarê 2026, que acontece na sexta e no sábado, no estacionamento da Arena BRB Mané Garrincha. O evento aposta no formato de micareta e reúne nomes tradicionais do axé, como Bell Marques e Durval Lelys, além de atrações como Xanddy, Tomate, Rafa e Pipo Marques e Timbalada.

Na sexta (1º/5), o Tributo aos Mestres abre a programação do Complexo Cultural do Choro com uma homenagem a Moraes Moreira, conduzida por seu filho, Davi Moraes. A apresentação propõe um encontro entre gerações, em que o repertório ganha novas camadas sem perder a essência que consagrou Moraes Moreira como referência da música popular.

Sexta-feira (1º/5)

Samba do Buraco do Tatu – especial Dia do Trabalhador
Horário: 19h
Local: Birosca do Conic
Classificação indicativa: 18 anos
Ingressos aqui

BOMA
Horário: 16h
Local: Museu Nacional da República
Classificação indicativa: 18 anos
Ingressos aqui

Dia Internacional do Jazz com Bruno Portela e João Vianna
Horário: 17h
Local: Centro Cultural Três Poderes
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Sábado (2/5)

Choro no Parque
Horário: 11h
Local: Parque da Cidade Sarah Kubitschek
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Festival Divas do Samba
Horário: 17h
Local: CAIXA Cultural Brasília
Classificação indicativa: 18 anos
Entrada gratuita

Repu Latina com transmissão de show da Shakira
Horário: 18h
Local: Ambar
Classificação indicativa: 18 anos
Ingressos aqui

Festival Micarê 2026
Horário: 15h30
Local: Arena BRB Mané Garrincha
Classificação indicativa: 18 anos
Ingressos aqui

Domingo (3/5)

Hermanoteu na Terra de Godah – Festival Os Melhores do Mundo
Horário:20h
Local: Teatro Nacional Claudio Santoro
Classificação indicativa: livre
Ingressos aqui

Exposição Comigo Ninguém Pode – A pintura de Jeff Alan
Horário:9h às 21h
Local: CAIXA Cultural Brasília
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita





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DISTRITO FEDERAL

DF tem um mês para obedecer CNJ e fechar ala psiquiátrica na Colmeia


Três anos após a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decretar o fim de alas psiquiátricas em presídios, a Ala de Tratamento Psiquiátrico (ATP), localizada na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), segue com 29 presos internados. A ala está interditada e com proibição de acolhimento de novos custodiados.

O primeiro prazo previsto para a desinstalação da ala era de 28 de agosto de 2024, mas a data foi adiada para 31 de maio de 2026. Ou seja, a Justiça do Distrito Federal e as secretarias de Administração Penitenciária e Saúde têm pouco mais de um mês para cumprir a determinação do CNJ.

Os órgãos envolvidos na desinstalação correm contra o tempo por não haver vagas nas unidades de saúde que deveriam dar suporte para os custodiados. Apesar disso, em um ano o número de presos psquiátricos caiu de 84 para 29.

A Vara de Execuções Penais do DF (VEP-DF) informou que os pacientes têm a situação individual acompanhada, mas ressaltou que alguns seguem internados em razão da ausência de indicação do equipamento público adequado na rede pública para transferência, que são as residências terapêuticas e unidades de acolhimentos para pessoa sem familiar que possa recebê-la.

Atualmente, o DF possui duas residências terapêuticas cadastradas junto ao GDF, com 20 vagas cada, e as duas se encontram lotadas, segundo a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) conta também com 188 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e 14 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que atualmente já atendem custodiados.

A pasta informou que vem trabalhando para que se abra novas vagas para atender a demanda. “Com o objetivo de ampliar essa oferta, foi publicado o Edital de Credenciamento nº 02/2026, que prevê a contratação de entidade especializada para a prestação de Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT) tipo II, viabilizando a criação de novas vagas”, destacou a Secretaria de Saúde.


Entenda o caso

  • Em fevereiro de 2023, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou resolução para que alas psiquiátricas de presídios fossem finalizadas. A decisão se baseava na implementação das políticas antimanicomiais. Assim, no DF, o espaço deveria acabar em 28 de agosto de 2024, mas a dificuldade de abrigar as pessoas acabou fazendo o prazo ser adiado para o dia 31 de maio;
  • Atualmente, as desinternações mais imediatas ocorrem quando há pessoas disponíveis para acolher o paciente;
  • As pessoas que não possuem rede de apoio ativa não estão sendo desinternadas, considerando a ausência de vaga em residência terapêutica ou outros serviços similares.

Escassez de psiquiatras no IML

O pedido de exame de sanidade mental para Vinicius de Queiroz Nogueira Dourado, 23, preso por matar a mãe em 20 de janeiro deste ano, expôs a escassez de médicos psiquiatras no Instituto Médico Legal (IML).

Após a solicitação do exame expedida pela Vara Criminal do Guará, a Seção de Psiquiatria Forense (SPF) do IML respondeu por e-mail que não poderá fazer a perícia no prazo legal previsto, de 30 a 45 dias, por falta de psiquiatras e altas demandas causadas pela determinação do fim da ala psiquiátrica.

“Entretanto, em razão de uma contingência específica – aumento de demandas urgentes relacionadas à desativação da Ala de Tratamento Psiquiátrico do PFDF, que envolveu numa força-tarefa todos os peritos, os prazos atualmente necessários são de: sete a nove meses, no caso de periciados em liberdade e dois a três meses, no caso de vítimas e periciados privados de liberdade“, disse o IML em resposta à Justiça.

O exame que pode comprovar problemas psiquiátricos do feminicida será realizado somente em junho, enquanto ele segue preso na Papuda.

A Polícia Civil do DF (PCDF) foi procurada para se manifestar sobre a falta de profissionais no IML, mas não havia respondido aos questionamentos da reportagem até a última atualização desta matéria.

Prazo para desativação

“O prazo estabelecido para conclusão do processo de desativação da ala vem sendo monitorado continuamente, com reuniões técnicas e acompanhamento judicial. Trata-se de um processo complexo, que depende da efetiva disponibilização de alternativas assistenciais externas, razão pela qual exige atuação coordenada entre Judiciário, Executivo, em especial a rede de saúde mental e a rede de assistência social”, disse a Vara de Execuções Penais do DF.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) informou que segue trabalhando junto ao TJDFT e a Saúde. “Embora haja decisão judicial que impeça o ingresso de novos internos, a unidade permanece em funcionamento, de forma excepcional e transitória, exclusivamente para atendimento dos custodiados atualmente internados. A medida visa garantir a continuidade da assistência e evitar descontinuidade no cuidado”, informou a pasta.



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BRASIL

Fim da escala 6×1 entra em mês decisivo com dúvidas sobre calendário


A comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador tem apenas um dia de descanso por semana — foi instalada nesta semana e entra, a partir desta sexta (1º/5), em um mês decisivo. Isso, porque o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende levar a proposta ao plenário até o fim de maio.

Motta definiu, na terça-feira (28/4), os deputados Leo Prates (Republicanos-BA) e Alencar Santana (PT-SP), para a relatoria e a presidência do colegiado, respectivamente.

A composição representou um alívio para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que sofreu, na mesma semana, duas derrotas: a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria.

Lula encaminhou uma proposta própria ao Congresso com pedido de urgência constitucional, mecanismo que acelera a tramitação e impõe prazo de 45 dias para análise. Ainda assim, Motta optou por dar andamento à PEC já existente, o que, na prática, contorna a iniciativa do Executivo.

Nos bastidores, a avaliação é de que o controle da pauta, das audiências e do calendário pode permitir ao Planalto inserir pontos de interesse no texto final e evitar que a proposta avance sem alinhamento com o governo.

Fim da escala 6×1 entra em mês decisivo com dúvidas sobre calendário - destaque galeria

Motta define relator e presidente da comissão da PEC do fim da escala 6x1 após dias de impasse
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Motta define relator e presidente da comissão da PEC do fim da escala 6×1 após dias de impasse

Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Câmara quer votar PEC da escala 6x1 até o fim de maio
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Câmara quer votar PEC da escala 6×1 até o fim de maio

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Deputado Alencar Santana (PT-SP), presidente da Comissão Especial da PEC do fim da escala 6x1
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Deputado Alencar Santana (PT-SP), presidente da Comissão Especial da PEC do fim da escala 6×1

Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

Deputado federal Leo Prates (PDT-BA)
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Deputado federal Leo Prates (PDT-BA)

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Proposta que reduz jornada e acaba com escala 6x1 entra em mês-chave com votação prevista na Câmara
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Proposta que reduz jornada e acaba com escala 6×1 entra em mês-chave com votação prevista na Câmara

 

Plano de trabalho

Na próxima reunião da comissão, em 5 de maio, o relator deve apresentar o plano de trabalho ao colegiado. A pauta inclui a deliberação de requerimentos que propõem audiências públicas e seminários, com foco nos impactos socioeconômicos da redução da jornada.

Também há previsão de convite ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, para prestar esclarecimentos. A participação de representantes do Executivo reforça o peso político do tema, com efeitos sobre a agenda legislativa e a relação entre Congresso e Planalto.

Compensação

A proposta de redução da jornada de trabalho ainda enfrenta incertezas sobre a forma de compensação dos custos para empresas e para o setor público. Especialistas e parlamentares apontam que a diminuição da carga horária pode impactar produtividade, folha salarial e arrecadação, o que mantém o tema em aberto durante a tramitação da PEC na Câmara.

Historicamente, mudanças estruturais recentes, como a reforma trabalhista de 2017 e a reforma da Previdência de 2019, foram aprovadas sem a previsão de mecanismos diretos de compensação financeira.

Esse ponto tem sido usado por governistas como argumento no debate atual, ao sustentar que mudanças estruturais no mercado de trabalho costumam avançar sem previsão de subsídios específicos.

Nos bastidores, o presidente da comissão tem defendido essa linha. Segundo relatos, Alencar avalia que a discussão sobre compensação não pode travar a tramitação da PEC e que eventuais ajustes podem ser feitos ao longo do processo, sem a necessidade de um modelo prévio definido.

Entenda o que a PEC propõe

A PEC deriva de duas propostas: uma apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), em 2019, e outra protocolada pela deputada Erika Hilton (PSol-SP), em 2025.

Quando dois textos tratam do mesmo tema — neste caso, a mudança na jornada de trabalho —, o regimento da Câmara permite que as propostas sejam apensadas (unificados).

As PECs de Lopes e de Hilton estabelecem mudanças diferentes na carga horária, que deverão ser unificadas, posteriormente, pelo relator da comissão especial.

Por enquanto, estão assim:

  • PEC nº 221/2019 (Reginaldo Lopes): propõe reduzir a jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais ao longo de um período de transição de 10 anos, sem redução salarial;
  • PEC nº 8/2025 (Erika Hilton): propõe a redução da jornada para quatro dias por semana (fim da escala 6×1), com limite de 8 horas diárias e 36 horas semanais.

O relator da comissão especial da PEC, Leo Prates, já havia defendido, em 2025, a redução da jornada de trabalho. À época, relatou um projeto distinto que ficou parado, no qual propôs jornada de 40 horas semanais, com escala 5×2 e implementação gradual até 2028.



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Grafite Pra Cego Ver leva inclusão para a zona norte de São Paulo


Com inscrições em braile e texturas, o artista paulistano Kauê Fidelis, conhecido como Kueio, assina a mais recente obra do Grafite Pra Cego Ver, projeto que propõe uma experiência de arte urbana para além do olhar — feita também para ser sentida. Veja o processo de produção:

Na quinta edição da iniciativa, Kauê recebeu o desafio de trabalhar a temática “palavras sem tradução ou traduzíveis” — termos comuns no cotidiano brasileiro que não encontram equivalente direto em outros idiomas. Ao Metrópoles, ele explicou que escolheu a palavra “bico” justamente por seu duplo sentido: o gesto literal e o uso popular como sinônimo de trabalho informal.

“Eu escolhi a palavra bico, que tem alguns sentidos. Ao mesmo tempo que é alguém fazer um bico, um bico de passarinho, também pode ser usado para conseguir o dinheiro de forma informal, é um trabalho informal”, contou.

A obra retrata um coelho motoboy em ação, representando essas duas interpretações: tanto o gesto com a boca quanto a ideia de renda extra.

Grafite Pra Cego Ver leva inclusão para a zona norte de São Paulo - destaque galeria

Artista Kauê Fidelis é o responsável pela nova obra do projeto Grafite Pra Cego Ver
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Artista Kauê Fidelis é o responsável pela nova obra do projeto Grafite Pra Cego Ver

Material cedido ao Metrópoles

A obra Bico foi “lida” por pessoas não videntes
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A obra Bico foi “lida” por pessoas não videntes

Material cedido ao Metrópoles

Com inscrições em braile e texturas, o artista paulistano Kauê Fidelis, conhecido por Kueio, assinou a obra mais recente do Grafite Pra Cego Ver
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Com inscrições em braile e texturas, o artista paulistano Kauê Fidelis, conhecido por Kueio, assinou a obra mais recente do Grafite Pra Cego Ver

Material cedido ao Metrópoles

O projeto faz a arte urbana ser sentida, e não apenas vista
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O projeto faz a arte urbana ser sentida, e não apenas vista

Material cedido ao Metrópoles

Para a quinta edição da iniciativa, Kauê teve o desafio de representar algo na temática “palavras sem tradução ou traduzíveis”, ou seja, palavras que existem no diálogo cotidiano brasileiro, mas que não se pode traduzir para outro idioma
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Para a quinta edição da iniciativa, Kauê teve o desafio de representar algo na temática “palavras sem tradução ou traduzíveis”, ou seja, palavras que existem no diálogo cotidiano brasileiro, mas que não se pode traduzir para outro idioma

Material cedido ao Metrópoles

Ao Metrópoles, ele explicou que Bico explora o duplo sentido da palavra: o gesto literal e o “bico”, como trabalho
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Ao Metrópoles, ele explicou que Bico explora o duplo sentido da palavra: o gesto literal e o “bico”, como trabalho

Material cedido ao Metrópoles

Para o artista, o convite foi além da execução de um grafite. A experiência envolveu troca e ampliação de perspectivas.“Foi como entrar em um mundo que a gente nunca imaginaria entrar. Para mim, foi bem satisfatório, porque é algo que a gente não imagina”, disse.

Kauê afirma que o projeto proporcionou a ele uma troca. “O mundo das artes visuais, o nome mesmo fala: ‘visuais’, é para as pessoas verem. Aí alguém que não faz parte desse âmbito, que é a visão, conseguir também adentrar nesse campo é uma forma da gente entrar no mundo da galera cega, mas os cegos também entrarem no nosso mundo”, pontuou.

Kauê grafitou a obra no dia 20 de abril, no CEU Taipas, na zona norte de São Paulo. Na ocasião, pessoas com deficiência visual participaram da experiência, realizando a leitura em braille da imagem.

Ao acompanhar pessoas cegas “vendo” sua obra, o artista reforçou a ideia de conexão entre diferentes formas de perceber o mundo: “Eu entrei no mundo do cego e o cego também pode entrar no meu mundo, no mundo das artes, no mundo onde eu estou submerso. Realmente pode ter essa ponte. Eu encaro como se fosse uma ponte, onde não havia ponte”, explicou.





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DISTRITO FEDERAL

Trabalho escravo: DF tem 17 empregadores denunciados em “Lista Suja”


Em meio à rotina corriqueira de trabalhadores e servidores do Distrito Federal, casos de trabalho análogo à escravidão seguem ocorrendo de forma silenciosa na capital federal. As denúncias, muitas vezes impedidas de serem feitas, expõem uma realidade marcada pela vulnerabilidade dos empregados, jornadas exaustivas, restrições à liberdade e a ausência de pagamento. Em 2025, por exemplo, 22 trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão no DF, segundo o Ministério de Trabalho e Emprego (MTE).

Entre os principais instrumentos no combate à prática ilegal, há a chamada “Lista Suja” do MTE. O documento do órgão federal reúne o Cadastro de Empregadores que foram denunciados por submeter “funcionários” a condições irregulares no trabalho.

O Cadastro de Empregadores é publicado semestralmente, sendo a versão mais recente divulgada em 8 de abril. No documento, há 17 empregadores do Distrito Federal, entre pessoas físicas e jurídicas, que estão na lista.

Confira a lista:

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Os empregadores presentes na lista são resultados de ações fiscais que envolvem atuação de forças policiais e órgãos públicos.

“No curso das ações fiscais da Inspeção do Trabalho, quando são encontrados trabalhadores em condição análoga à de escravo, são lavrados autos de infração para cada irregularidade trabalhista identificada, os quais demonstram a existência de graves violações de direitos, além de auto de infração específico que caracteriza a submissão de trabalhadores a essas condições”, explicou o MTE.

O ministério ainda ressalta que a inclusão no Cadastro só ocorre após a conclusão de processos administrativos, nos quais são assegurados aos autuados o contraditório e a ampla defesa. Os nomes permanecem publicados por dois anos.


Outros dados

  • 503 trabalhadores em situação análoga à escravidão, do Distrito Federal e Entorno, foram resgatados entre 2019 e 2024;
  • O ano com maior número resgates na capital federal e nos municípios circunvizinhos foi 2021, com 140 pessoas impactadas;
  • Durante o período, os trabalhadores resgatados no DF receberam um total de R$ 190,7 mil em verbas rescisórias.

Apesar dos números, muitos casos de trabalho escravo doméstico, por exemplo, ainda são subnotificados no Brasil, segundo Luciano Aragão, coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Parte das subnotificações, inclusive, se devem ao fato de situações domésticas abusivas serem institucionalmente naturalizadas por parte da população.

“Muitas vítimas vão para a casa dessas famílias ainda crianças e são resgatadas quando já estão adultas ou idosas. Mas a maioria dos casos sequer chega ao conhecimento das autoridades”, explicou.

Poço d’água “murado”

Um dos empregadores incluídos recentemente na lista é uma pessoa física, identificada como Alexandre Dunguel Pereira. O empregador foi incluído no cadastro em 6 de outubro do ano passado e consta na lista como um responsável de uma chácara em Sobradinho (DF), onde o caseiro do local denunciou as condições irregulares.

Apesar de aparecer como o empregador na lista, a denúncia do caseiro é referente aos quase 17 anos de trabalho, em que, o pai do denunciado foi o seu patrão. Segundo o relato, o caseiro conta que nunca teve um contrato formal e nem ao menos recebeu algum salário durante o tempo em que trabalhou.

Ao longo dos anos, o trabalhador relata ter acumulado diversas funções e não possuir um horário de trabalho definido. Em um dos exemplos citados, o caseiro conta que já foi acordado às 2h da manhã e obrigado a apagar um fogo próximo à fazenda.

O denunciante ainda afirmou que não gozava de nenhum tipo de folga ou feriado, nem mesmo em datas comemorativas, como Natal e Ano-Novo, além de não poder sair do local. Ao justificar a proibição, o caseiro afirmou que o pai do denunciado o ameaçava ao dizer que se acontecesse algo com a fazenda, seria culpa dele.

As condições de alimentação e saúde também não eram fornecidas pelo dono. Segundo um dos relatos, o caseiro conta que o pai do denunciado construiu paredes e colocou uma porta com cadeado em volta do poço, para impedir o uso da água por parte do trabalhador.

Em uma outra ocasião, o caseiro relembrou um episódio em que estava com dengue. Ele teria solicitado uma assistência médica ao pai da denunciante, porém recebeu como resposta de que precisava “ir ao mato para pegar plantas para fazer remédio”. O denunciante ainda relatou ter recebido cobranças sobre o trabalho no período em que esteve acamado.

O Metrópoles apurou que o valor da causa do processo é de R$ 683 mil. No entanto, o julgamento encontra-se atualmente suspenso em razão do Recurso Extraordinário (RE) com repercussão geral de n° 1389, segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). Esse tipo de recurso é usado quando uma das partes entende que há uma questão que envolve a Constituição e, por isso, precisa ser decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No caso do RE 1389, os ministros vão definir se formas de contratação fora da carteira assinada, como a “pejotização”, são válidas ou se, mesmo assim, pode haver reconhecimento de vínculo de emprego. Como essa decisão vai valer para muitos processos parecidos, o caso foi temporariamente suspenso e só deve continuar depois da decisão do STF.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa do denunciado. O espaço segue aberto para atualizações.

Como fazer as denúncias

As denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa por meio do Sistema Ipê, lançado em 15 de maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O Sistema Ipê é a única plataforma exclusiva para o recebimento de denúncias relacionadas a condições análogas à escravidão e está totalmente integrado ao Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo.

O site pode ser acessado clicando aqui.

Ao acessar, o denunciante deverá preencher um formulário. O sigilo está garantido para as informações que forem inclusas, assim como os dados pessoais de quem está denunciando o caso.



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Ataque a faca deixa seis feridos em escola dos EUA



Entre os feridos estão cinco estudantes, incluindo o autor do ataque, e um segurança. Ataque foi em escola de Tacoma, Washington



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Planalto avalia levar derrubada de veto ao PL da Dosimetria ao STF


O governo deve acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelos atos antidemocráticos após as eleições de 2022.

Na Câmara, foram 318 votos pela derrubada do veto e 144 pela manutenção. No Senado, o placar foi de 49 a 24.

A avaliação de parlamentares governistas ouvidos pelo Metrópoles é de que, após a rejeição pelo Senado à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF,  passa a ser mais aceitável um embate indireto com o Congresso, inclusive com apoio de mobilização popular. O gesto foi interpretado como uma ruptura do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Aliados do governo avaliam que a retomada da lei que reduz penas de condenados pelos atos pode gerar reação negativa nas redes sociais. A leitura é de que o tema tem potencial de desgaste para o Legislativo, sobretudo fora do ambiente institucional.

Como referência, parlamentares citam a repercussão digital registrada em 2025 durante a tramitação da chamada PEC da Blindagem, quando circularam hashtags como “Congresso inimigo do povo”. A proposta previa restringir a atuação do Supremo Tribunal Federal ao exigir aval do Congresso para processar parlamentares e ampliar mecanismos de proteção, como o foro privilegiado, mas acabou barrada no Senado.

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), disse que requerimentos e questões de ordem apresentados durante a sessão — incluindo questionamentos sobre a constitucionalidade — não foram acolhidos pela presidência do Congresso. Uczai argumenta que a medida pode contrariar decisões tomadas no passado pelo STF ao tentar retroagir sobre casos já julgados, o que, na avaliação da bancada, sustenta a judicialização.

A posição é reforçada por outros integrantes do governo no Congresso. O vice-líder do governo, deputado Lindbergh Farias (RJ), afirmou que a matéria será levada ao Supremo sob o argumento de que a lei não pode ter “desvio de finalidade” para beneficiar casos específicos nem interferir na dosimetria de penas definida pelo Judiciário. Segundo ele, a proposta também levanta questionamentos sobre possível violação à separação entre os Poderes.

Outros partidos da base acompanham o movimento. A Rede também discute acionar o STF, em uma articulação que busca reverter, no Judiciário, a derrota sofrida pelo governo no Congresso.

Planalto avalia levar derrubada de veto ao PL da Dosimetria ao STF - destaque galeria

Parlamentares da oposição comemoram derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria pelo Congresso Nacional
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Parlamentares da oposição comemoram derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria pelo Congresso Nacional

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O que muda com o PL da Dosimetria

  • O texto pode beneficiar ainda ao menos 179 presos pelos atos antidemocráticos, sendo 114 em regime fechado, 50 em prisão domiciliar e 15 em prisão preventiva
  • Um dos beneficiados pode ser o ex-presidente Jair Bolsonaro
  • Antes da lei, ele passaria ao regime semiaberto em setembro de 2033, mas com a nova legislação, o prazo pode ser reduzido pela metade
  • Com a derrubada do veto, o texto segue para a promulgação. A vigência é imediata a partir da data de publicação
  • O Executivo tem até 48 horas para assinar o texto. Se não ocorrer, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), poderá assinar a promulgação

Cautela

Deputados da base governista avaliam que um confronto direto com o comando do Congresso exige cálculo político e coordenação fina do Planalto. Segundo relatos, não basta reagir ao revés recente: é preciso definir uma estratégia clara, com os próximos passos mapeados antes de escalar o embate.

Parlamentares também ponderam que a presidência do Congresso dispõe de instrumentos para pressionar o governo, como pautar matérias de alto impacto fiscal — as chamadas “pautas-bomba” — e travar projetos de interesse do Executivo. Como exemplo, citam a proposta sobre a escala 6×1, que deve avançar na Câmara, mas ainda depende de articulação no Senado, sob comando de Alcolumbre.

Vitória da oposição

A derrubada do veto foi tratada como vitória da oposição. A sessão contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, que disse que a derrubada do veto foi um “presente de aniversário” .

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, não demonstrou, ao Metrópoles, estar preocupado com a possibilidade do texto ir ao STF. “Vai perder o governo. Deixa o governo continuar destilando seu ódio contra os patriotas.”

A retomada do texto da dosimetria abre espaço para eventual redução da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre 24 anos de prisão.



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