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Fim da Spirit: aérea fecha após acordo com a Casa Branca fracassar


A empresa aérea norte-americana Spirit Airlines anunciou, em comunicado na manhã deste sábado (2/5) que encerrará suas operações imediatamente, após uma proposta da Casa Branca para socorrer a companhia aérea de baixo custo em dificuldades ter fracassado.

O fechamento ocorre após “esforços extensos e abrangentes para reestruturar os negócios”, afirmou a companhia aérea, acrescentando que o recente aumento nos preços do petróleo e outras pressões “impactaram significativamente” suas perspectivas.

“Sem financiamento adicional disponível para a empresa, a Spirit não teve outra escolha a não ser iniciar esse processo de encerramento”, disse a empresa, segundo informações do Jornal The Washington Post.

“Todos os voos foram cancelados e os passageiros da Spirit não devem ir ao aeroporto”, acrescentou o comunicado. A companhia aérea informou que processará automaticamente os reembolsos para quaisquer voos reservados diretamente com a empresa, enquanto aqueles que reservaram por meio de uma agência de viagens devem entrar em contato com a agência para obter o reembolso.

Na semana passada, o presidente Donald Trump sugeriu que o governo federal deveria “simplesmente comprar” a Spirit Airlines, que declarou falência duas vezes desde 2024.

O governo vinha apresentando um plano de resgate de US$ 500 milhões que daria ao governo uma participação substancial na companhia aérea de baixo custo — uma proposta que atraiu críticas de alguns aliados republicanos de Trump, inclusive dentro de seu próprio governo.

Esperança até o fim

Na manhã dessa sexta-feira (1º/5), surgiram notícias de que a companhia aérea não conseguiu apoio para o acordo e que encerraria suas operações em breve. Mesmo assim, a esperança de um alívio financeiro persistiu até o último minuto.

Em resposta às notícias de que a empresa fecharia as portas em breve, um porta-voz da Spirit disse que a companhia aérea estava operando normalmente e se recusou a comentar sobre as discussões em andamento a respeito do futuro da empresa.

Trump disse a repórteres na Casa Branca por volta do meio-dia dessa sexta que haveria um anúncio referente à Spirit em um ou dois dias e sugeriu que as discussões continuavam. Ele acrescentou que a Casa Branca havia apresentado uma proposta final à Spirit.

“Acho que estamos analisando a situação. Se pudéssemos, faríamos, mas só se fosse um bom negócio”, disse Trump sobre um plano do governo para resgatar a Spirit Airlines. “Mas se não conseguirmos um bom acordo — nenhuma instituição conseguiu. Eu disse que gostaria de salvar os empregosEu diria que estamos negociando um acordo difícil, mas é uma daquelas coisas. Ou fazemos ou não fazemos”.



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Deputado Eduardo Pedrosa quer ampliar rede de atendimento a pessoas com autismo no DF


Um menino que procurou o deputado distrital Eduardo Pedrosa (UB) com um pedido simples — que ele fosse à escola para ajudá-lo a ser aceito pelos colegas — resume, melhor do que qualquer dado, o tamanho do desafio que o parlamentar escolheu como bandeira.

No programa Vozes da Comunidade, durante o “Sabatinão do Povo” ,Eduardo Pedrosa deteve-se nesse relato para explicar por que a inclusão de pessoas com autismo no Distrito Federal não pode ser tratada apenas como uma pauta de saúde. É, antes de tudo, uma questão de respeito e dignidade.

Em seu segundo mandato como deputado distrital e presidente da  CEOF  da Câmara Legislativa do DF, Pedrosa é um dos parlamentares com atuação mais contínua na agenda do autismo, tanto no Legislativo, onde articula projetos de lei e debates, quanto como interlocutor com o Executivo na formulação de políticas públicas voltadas a crianças, adolescentes, adultos atípicos e suas famílias.

Durante a sabaina Eduardo Pedrosa trouxe clareza, informação e mais que isso relatos de uma forma de fazer política que tem impactato na vida das pessoas .Dentre as iniciativas  autoria que marcam sua trajetória, o deputado destacou a criação do Centro de Referência Especializado em Autismo do Distrito Federal (Cretea) , iinstalado na Estação 108 Sul do Metrô.

A unidade reúne uma equipe multidisciplinar composta por psiquiatra, neuropediatra, pediatra, psicólogo, fisioterapeuta, assistente social e fonoaudiólogos, além de espaços destinados ao acolhimento e à intervenção, como consultórios, sala multissensorial, ginásio terapêutico, sala de grupos, cozinha terapêutica e ambiente lúdico.

A meta é replicar o modelo em todas as regiões administrativas do DF, com a previsão de que novos centros comecem a ser implantados ainda em 2026. A expansão responde a uma realidade conhecida de quem acompanha o tema: a distância geográfica é, por si só, uma barreira de acesso que exclui famílias das periferias do atendimento especializado.

A inclusão não termina no diagnóstico. Para Pedrosa, ela começa quando uma criança consegue sentar-se numa sala de aula sem ser rejeitada e isso ainda não é garantido no DF.

Outro ponto central da entrevista foi a necessidade de ampliar o atendimento para além da infância. O deputado reconheceu que os projetos atuais foram desenhados prioritariamente para crianças e que adolescentes e adultos com autismo ainda são uma lacuna para sistema público. Fechar essa lacuna está entre as prioridades que ele quer avançar no mandato.

A questão tem peso: com o aumento dos diagnósticos nas últimas décadas, o número de pessoas que chegam à vida adulta sem suporte adequado cresce na mesma proporção. Sem políticas específicas para essa faixa etária, a inclusão construída na infância tende a se desfazer na adolescência e na vida adulta.

No campo das ações imediatas, Eduardo Pedrosa anunciou a realização do  terceiro seminário voltado às mães atípicas, intitulado “Mãe deixa eu cuidar de  você”, marcado para os dias 13, 14 e 15 de maio na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

A iniciativa nasce do reconhecimento de que as mães de pessoas com autismo acumulam, muitas vezes sozinhas, uma carga emocional e logística que o poder público raramente enxerga. O seminário vai abrir espaço para o debate de políticas públicas e, sobretudo, para o acolhimento dessas mulheres.

O programa Vozes da Comunidade é apresentado pelo jornalista Toni Duarte, com transmissão aos sábados  pelo YouTube e por rádios comunitárias do DF e Entorno, com apoio da Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP) é um canal aberto para o debate plural de assuntos que fazem parte do cotidiano do brasiliense.

Assista o Vozes da Comunidade na íntegra

 



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Diário de bordo vira aliado no combate ao assédio no serviço público do DF


Em uma tentativa de mudar a forma como o assédio é enfrentado dentro do serviço público, o Governo do Distrito Federal usou o 2 de maio, Dia Nacional de Combate ao Assédio, para reforçar um conjunto de ações voltadas não apenas à denúncia, mas principalmente à orientação de quem enfrenta esse tipo de situação no dia a dia.

Uma das principais frentes é o incentivo ao uso do chamado diário de bordo, um registro contínuo feito pela própria vítima. A proposta é transformar episódios isolados em um histórico organizado, com anotações sobre datas, locais, envolvidos e os efeitos causados, inclusive no campo emocional.

A ferramenta faz parte do Guia de Combate ao Assédio, elaborado pela comissão distrital, e tem um papel que vai além da organização pessoal. Ao reunir essas informações, o servidor consegue identificar padrões, compreender melhor o que está vivendo e, se necessário, reunir elementos que podem sustentar uma apuração formal.

Presidente da comissão, Michelle Heringer destaca a importância prática do recurso. “Pode parecer algo simples, mas é um instrumento muito importante, principalmente para quem ainda não tem certeza se está diante de assédio ou de um conflito no trabalho. Quando a pessoa registra o que aconteceu, com detalhes e ao longo do tempo, ela constrói um relato mais sólido e passa a ter mais segurança para decidir o que fazer”, explica.

Além de contribuir como possível meio de prova, o diário também funciona como suporte emocional. Em muitos casos, reconhecer o assédio e tomar a decisão de denunciar não é imediato. Ter esse acompanhamento ajuda a organizar pensamentos e reduzir a insegurança.

Para quem opta por formalizar a denúncia, o Distrito Federal mantém diferentes canais de atendimento. Os registros podem ser feitos pela plataforma Participa DF, pelo telefone 162, com ligação gratuita, ou presencialmente nas ouvidorias dos órgãos públicos. Os serviços estão disponíveis para servidores, estagiários, colaboradores e também para a população em geral.

Ao mesmo tempo, o governo tem ampliado ações de conscientização. Um dos destaques é o projeto Vozes Anônimas contra o Assédio, que apresenta histórias baseadas em relatos reais, sem identificação, para ajudar outras pessoas a reconhecer comportamentos abusivos, muitas vezes naturalizados no ambiente profissional.

A política também avançou na parte normativa. O DF atualizou o decreto que regulamenta a atuação da comissão de prevenção e combate ao assédio, responsável por acompanhar investigações e orientar gestores e equipes.

A estratégia segue uma linha clara: mais do que punir, o foco está em prevenir, informar e garantir que qualquer pessoa saiba como agir, e onde buscar apoio, diante de situações de assédio.



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DISTRITO FEDERAL

Lazer ilhado: cercas no Parque da Cidade impedem acesso de pedestres


Frequentadores do Parque da Cidade relataram ao Metrópoles um sentimento de isolamento ao tentar acessar o interior do parque após o novo cercamento do local. A estrutura de cercas, que soma 15 mil metros lineares em chapa galvanizada, acompanha toda a extensão do espaço e, devido às dimensões do parque, tem dificultado principalmente a entrada de pedestres.

A obra começou a ser executada em outubro de 2025 pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) em parceria com a Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF).

O cercamento substitui uma estrutura antiga instalada em 1978, que cobre toda a extensão do equipamento público, desde a Asa Sul, passando pelo Eixo Monumental, até o Viaduto do Sudoeste.

Veja:

Lazer ilhado: cercas no Parque da Cidade impedem acesso de pedestres - destaque galeria

Considerado o maior parque urbano da América Latina, o Parque da Cidade ocupa uma área de 420 hectares
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Considerado o maior parque urbano da América Latina, o Parque da Cidade ocupa uma área de 420 hectares

HUGO BARRETO / METRÓPOLES
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Estrutura de cercas tem 15 mil metros e cobre toda a extensão do parque
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Estrutura de cercas tem 15 mil metros e cobre toda a extensão do parque

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O cercamento substitui uma estrutura antiga instalada em 1978
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O cercamento substitui uma estrutura antiga instalada em 1978

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A obra de cercamento começou em outubro de 2025 e foi executada pela Novacap
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A obra de cercamento começou em outubro de 2025 e foi executada pela Novacap

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Frequentadores relatam dificuldade de acesso a pé após instalação das grades
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Frequentadores relatam dificuldade de acesso a pé após instalação das grades

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Pedestres e usuários de transporte público apontam aumento na distância até as entradas
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Pedestres e usuários de transporte público apontam aumento na distância até as entradas

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Cercamento vai desde a Asa Sul, passa pelo Eixo Monumental e vai até o Viaduto do Sudoeste
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Cercamento vai desde a Asa Sul, passa pelo Eixo Monumental e vai até o Viaduto do Sudoeste

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Considerado o maior parque urbano da América Latina, o Parque da Cidade ocupa uma área de 420 hectares e recebe, em média, 790 mil visitantes por mês. Moradores do Distrito Federal, do Entorno e turistas costumam visitar o local.

Apesar da grande circulação de público, frequentadores relatam dificuldades no acesso após as mudanças.

Para o funcionário público William Saldanha, 63 anos, as grades não cumprem o objetivo de garantir segurança e ainda dificultam a circulação de visitantes de outras regiões.

“O problema da grade é o acesso pra quem vem de fora. Se o acesso estiver muito longe, você tem que andar pra caramba”, comenta William.

O funcionário público William Saldanha, de 63 anos, é morador da Asa Sul

Distância para quem vai a pé

Ele lembra que já enfrentou dificuldades semelhantes para entrar no parque quando morava no Guará (DF), antes mesmo da ampliação das entradas ao longo dos anos.

“Tinha que ficar procurando as vias de acesso. Na verdade, nós tínhamos quatro grandes entradas aqui. Com o passar do tempo, aumentou o número de passagens de quatro para seis. Antes, a única opção para quem estava longe do acesso era pular a cerca”, relembrou.

A fisioterapeuta Isabeli Abrantes, de 37 anos, moradora de Taguatinga, costuma praticar corrida no Parque da Cidade. Para ela, a nova configuração transmite a sensação de restrição de acesso, sobretudo para quem usa o transporte público.

“A sensação para quem vem a pé é de que o acesso está mais difícil. No final de semana, que dá pra vir de ônibus e o transporte é gratuito, fica complicado acessar as passagens que ficam distante das paradas de ônibus”, afirmou Isabeli.

Para Isabeli, o cercamento traz uma sensação de restrição de acesso, sobretudo para quem depende de transporte público

Segundo ela, o acesso a outros pontos exige deslocamentos ainda maiores. Na prática, a distância desestimula quem tenta chegar ao parque a pé.

Ela observa ainda que a medida de segurança cria uma exclusão para frequentadores do espaço.

“Não dá pra descer lá no Sudoeste e vir andando porque o parque já tá quase todo cercado”, aponta Isabeli.

Para o aposentado José Donizete Silva, de 69 anos, o cercamento tem mais impacto visual do que prático na segurança do parque.

Para José, a presença das grades não garante a segurança de forma efetiva

Estética x segurança

“Tem o lado estético, mas tenho dúvidas quanto à segurança. Para ser seguro mesmo, acho que o parque teria que ser trancado e ter mais vigilância interna para inibir casos de violência”, observou José.

Ele reforça que a presença das grades não impede completamente o acesso e levanta dúvidas sobre a efetividade da medida.

Apesar de frequentar o parque de carro, José reconhece que o acesso para pedestres e ciclistas deveria ser melhor planejado. Ele comenta que os pontos de passagem deveriam estar próximos às paradas de ônibus para facilitar o deslocamento.

A SEL-DF informou ao Metrópoles que o cercamento tem como objetivo reforçar “a segurança e a preservação do espaço público, coibindo acessos irregulares e contribuindo para a proteção dos frequentadores”.

Em relação à dificuldade relatada pelos pedestres, a pasta afirmou que todas as “entradas oficiais do parque permanecem abertas e acessíveis ao público, sem prejuízo à circulação”.



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MUNDO

Petroleiro é sequestrado na costa do Iêmen e desviado para a Somália


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BRASIL

Cartórios fazem último mutirão de atendimento para regularizar título


Eleitoras e eleitores de todo o país têm até a próxima quarta-feira (6/5) para regularizarem os títulos e ficarem aptos para exercer o direito de voto nas eleições gerais de 2026. Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e cartórios de todo o Brasil estão fazendo mutirão neste fim de semana.

O eleitor pode resolver grande parte das pendências no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, caso deseje realizar a biometria ou regularizar a situação eleitoral presencialmente, o eleitor deve se deslocar até um cartório ou um TRE.

Confira como funcionarão os mutirões em cada estado

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No próximo dia 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado para a preparação do pleito. Com isso, é preciso regularizar ou tirar o título de eleitor antes dessa data.

O primeiro turno das eleições gerais de 2026 está marcado para o primeiro domingo de outubro, no dia 4. Eventual segundo turno será realizado no dia 25 do mesmo mês.

O eleitor pode consultar, de forma rápida e gratuita, pela internet, a situação eleitoral pelo portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para consultar, basta acessar o menu “consultas” e clicar em “situação do título”. É necessário informar o número do título, o CPF ou o nome e a data de nascimento.


Quais documentos são necessários para votar?

A apresentação do título de eleitor no dia da eleição não é obrigatória. Serão aceitos:

  • carteira de identidade (RG);
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
  • certificado de reservista;
  • carteira de trabalho;
  • passaporte; e
  • carteira de categoria profissional reconhecida por lei.

Caso o título apresente alguma irregularidade, é preciso seguir o seguinte passo a passo. Confira:

  1. Acesse o “Autoatendimento Eleitoral”.
  2. Clique em “Título Eleitoral”.
  3. Vá até a opção “5 – Regularize seu título eleitoral cancelado”.
  4. Preencha o formulário e envie os documentos solicitados.
  5. Anote o número do protocolo e acompanhe o andamento do pedido também pelo “Autoatendimento Eleitoral”, na opção “Acompanhe uma solicitação”.

O título de eleitor é cancelado por falecimento, ausência à votação em três eleições consecutivas sem justificativa ou pagamento de multas eleitorais, e não comparecimento à revisão obrigatória do eleitorado na cidade onde vota.

O TSE destaca que também é possível conferir a verificação pela página principal, no menu de serviços localizado no canto superior direito, selecionar a opção “Situação eleitoral” e preencher os dados solicitados.

Também por meio do portal do TSE, os eleitores podem emitir certidões, atualizar dados cadastrais e obter orientações para regularizar o título, caso haja alguma inconsistência.



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cidades

Diário de bordo vira aliado no combate ao assédio no serviço público do DF


Em uma tentativa de mudar a forma como o assédio é enfrentado dentro do serviço público, o Governo do Distrito Federal usou o 2 de maio, Dia Nacional de Combate ao Assédio, para reforçar um conjunto de ações voltadas não apenas à denúncia, mas principalmente à orientação de quem enfrenta esse tipo de situação no dia a dia.

Uma das principais frentes é o incentivo ao uso do chamado diário de bordo, um registro contínuo feito pela própria vítima. A proposta é transformar episódios isolados em um histórico organizado, com anotações sobre datas, locais, envolvidos e os efeitos causados, inclusive no campo emocional.

A ferramenta faz parte do Guia de Combate ao Assédio, elaborado pela comissão distrital, e tem um papel que vai além da organização pessoal. Ao reunir essas informações, o servidor consegue identificar padrões, compreender melhor o que está vivendo e, se necessário, reunir elementos que podem sustentar uma apuração formal.

Presidente da comissão, Michelle Heringer destaca a importância prática do recurso. “Pode parecer algo simples, mas é um instrumento muito importante, principalmente para quem ainda não tem certeza se está diante de assédio ou de um conflito no trabalho. Quando a pessoa registra o que aconteceu, com detalhes e ao longo do tempo, ela constrói um relato mais sólido e passa a ter mais segurança para decidir o que fazer”, explica.

Além de contribuir como possível meio de prova, o diário também funciona como suporte emocional. Em muitos casos, reconhecer o assédio e tomar a decisão de denunciar não é imediato. Ter esse acompanhamento ajuda a organizar pensamentos e reduzir a insegurança.

Para quem opta por formalizar a denúncia, o Distrito Federal mantém diferentes canais de atendimento. Os registros podem ser feitos pela plataforma Participa DF, pelo telefone 162, com ligação gratuita, ou presencialmente nas ouvidorias dos órgãos públicos. Os serviços estão disponíveis para servidores, estagiários, colaboradores e também para a população em geral.

Ao mesmo tempo, o governo tem ampliado ações de conscientização. Um dos destaques é o projeto Vozes Anônimas contra o Assédio, que apresenta histórias baseadas em relatos reais, sem identificação, para ajudar outras pessoas a reconhecer comportamentos abusivos, muitas vezes naturalizados no ambiente profissional.

A política também avançou na parte normativa. O DF atualizou o decreto que regulamenta a atuação da comissão de prevenção e combate ao assédio, responsável por acompanhar investigações e orientar gestores e equipes.

A estratégia segue uma linha clara: mais do que punir, o foco está em prevenir, informar e garantir que qualquer pessoa saiba como agir, e onde buscar apoio, diante de situações de assédio.



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Deputado Eduardo Pedrosa quer ampliar rede de atendimento a pessoas com autismo no DF


Um menino que procurou o deputado distrital Eduardo Pedrosa (UB) com um pedido simples — que ele fosse à escola para ajudá-lo a ser aceito pelos colegas — resume, melhor do que qualquer dado, o tamanho do desafio que o parlamentar escolheu como bandeira.

No programa Vozes da Comunidade, durante o “Sabatinão do Povo” ,Eduardo Pedrosa deteve-se nesse relato para explicar por que a inclusão de pessoas com autismo no Distrito Federal não pode ser tratada apenas como uma pauta de saúde. É, antes de tudo, uma questão de respeito e dignidade.

Em seu segundo mandato como deputado distrital e presidente da  CEOF  da Câmara Legislativa do DF, Pedrosa é um dos parlamentares com atuação mais contínua na agenda do autismo, tanto no Legislativo, onde articula projetos de lei e debates, quanto como interlocutor com o Executivo na formulação de políticas públicas voltadas a crianças, adolescentes, adultos atípicos e suas famílias.

Durante a sabaina Eduardo Pedrosa trouxe clareza, informação e mais que isso relatos de uma forma de fazer política que tem impactato na vida das pessoas .Dentre as iniciativas  autoria que marcam sua trajetória, o deputado destacou a criação do Centro de Referência Especializado em Autismo do Distrito Federal (Cretea) , iinstalado na Estação 108 Sul do Metrô.

A unidade reúne uma equipe multidisciplinar composta por psiquiatra, neuropediatra, pediatra, psicólogo, fisioterapeuta, assistente social e fonoaudiólogos, além de espaços destinados ao acolhimento e à intervenção, como consultórios, sala multissensorial, ginásio terapêutico, sala de grupos, cozinha terapêutica e ambiente lúdico.

A meta é replicar o modelo em todas as regiões administrativas do DF, com a previsão de que novos centros comecem a ser implantados ainda em 2026. A expansão responde a uma realidade conhecida de quem acompanha o tema: a distância geográfica é, por si só, uma barreira de acesso que exclui famílias das periferias do atendimento especializado.

A inclusão não termina no diagnóstico. Para Pedrosa, ela começa quando uma criança consegue sentar-se numa sala de aula sem ser rejeitada e isso ainda não é garantido no DF.

Outro ponto central da entrevista foi a necessidade de ampliar o atendimento para além da infância. O deputado reconheceu que os projetos atuais foram desenhados prioritariamente para crianças e que adolescentes e adultos com autismo ainda são uma lacuna para sistema público. Fechar essa lacuna está entre as prioridades que ele quer avançar no mandato.

A questão tem peso: com o aumento dos diagnósticos nas últimas décadas, o número de pessoas que chegam à vida adulta sem suporte adequado cresce na mesma proporção. Sem políticas específicas para essa faixa etária, a inclusão construída na infância tende a se desfazer na adolescência e na vida adulta.

No campo das ações imediatas, Eduardo Pedrosa anunciou a realização do  terceiro seminário voltado às mães atípicas, intitulado “Mãe deixa eu cuidar de  você”, marcado para os dias 13, 14 e 15 de maio na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

A iniciativa nasce do reconhecimento de que as mães de pessoas com autismo acumulam, muitas vezes sozinhas, uma carga emocional e logística que o poder público raramente enxerga. O seminário vai abrir espaço para o debate de políticas públicas e, sobretudo, para o acolhimento dessas mulheres.

O programa Vozes da Comunidade é apresentado pelo jornalista Toni Duarte, com transmissão aos sábados  pelo YouTube e por rádios comunitárias do DF e Entorno, com apoio da Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP) é um canal aberto para o debate plural de assuntos que fazem parte do cotidiano do brasiliense.

Assista o Vozes da Comunidade na íntegra

 



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DISTRITO FEDERAL

DF: atropelamento fatal interdita faixas da Epia Norte neste sábado


Um homem morreu atropelado na manhã deste sábado (2/5). O atropelamento aconteceu na via da Epia Norte, sentido Sobradinho (DF), e resultou em um trânsito quilométrico aos motoristas.

As três faixas da via ficaram interditadas para a ocorrência. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o trânsito precisou ser direcionado para a marginal ao lado da pista.

Em virtude disso, o congestionamento na via alcançou os motoristas na tesourinha de acesso da DF-010.

Até às 13h, o trânsito no local seguiu com um congestionamento muito lento e se aproximava próximo ao viaduto do Ayrton Senna. Após 30 minutos, o fluxo da via começou a ser restabelecido.

O acidente aconteceu próximo ao acesso ao Noroeste e o óbito da vítima foi confirmado pelos bombeiros no local.

De acordo com a corporação, as equipes chegaram ao local e identificaram que havia a vítima ao solo e dois veículos envolvidos no acidente.

Após a avaliação, os socorristas constataram sinais e lesões incompatíveis com a vida do homem que foi atropelado.

Ainda não há informações sobre como aconteceu o acidente fatal.

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) ficou responsável pelo local, com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) também foi acionada.



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MUNDO

Quatro brasileiros são dados como mortos na guerra da Ucrânia


Mais quatro brasileiros foram dados como mortos na guerra da Ucrânia. A informação foi divulgada em 30 de abril por um canal no Telegram que possui ligações com o Kremlin.

Eles foram identificados como: Antonio Pricio Martins Ribeiro, do Ceará; Dime Wester Guilherme da Costa, de Minas Gerais; Jardel Sipriano Caetano, do Espírito Santo; e Eliseu Delis Pereira Martins, do Tocantins. Os quatro integravam as fileiras ucranianas.

De acordo com o comunicado, divulgado pelo grupo criado para rastrear combatentes estrangeiros, os brasileiros teriam sido mortos durante confrontos com o Batalhão Vostok, que opera na região do Donbass. 

Até o momento, a Embaixada do Brasil na Ucrânia não foi informada sobre as mortes, segundo fontes ouvidas pelo Metrópoles. 

Um familiar de Jardel Sipriano Caetano, porém, confirmou a morte do jovem de 23 anos ao portal G1 do Espírito Santo.

Segundo a última atualização do Itamaraty, 30 brasileiros que se juntaram aos combates morreram desde 2022, quando a guerra começou. Deste número, 22 teriam sido mortos lutando ao lado de forças da Ucrânia. Outros 8 atuavam do lado russo.

 



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