O empresário Flávio Cruz, 49 anos, morto na manhã desta quarta-feira (6/5) dentro da própria oficina no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), em Brasília, deixa um filho de 6 anos, além de dois irmãos, que estão em choque com o ocorrido.
Flávio era conhecido entre familiares e pessoas próximas como alguém tranquilo e trabalhador. Testemunhas relataram que ele mantinha uma rotina comum no local e que havia acolhido recentemente o autor do crime, que estava há apenas oito dias trabalhando com ele.
Para a sobrinha Caroline Leslye, 28 anos, a principal marca deixada pelo tio, que é divorciado, é o cuidado com o filho de 6 anos. Segundo ela, toda a vida de Flávio girava em torno da criança.
“Ele era um paizão, muito presente. Tudo que ele construiu não foi pra ele, foi para o filho. Esse é o legado que ele deixa”, afirmou.
Caroline disse, ainda, que acompanhou de perto momentos importantes da vida do tio, como o nascimento do filho. A relação próxima fez com que Flávio fosse visto como uma figura central entre os parentes.
“Ele ensinou a gente a dirigir, era aquele tiozão mesmo, muito presente na vida de todo mundo”, disse Carolina.
A notícia da morte pegou a família de surpresa. Segundo Caroline, Flávio havia retornado recentemente de uma viagem para buscar peças em Alexânia ao lado do irmão, Leonardo Cruz, e não havia qualquer sinal de que algo fora do comum pudesse acontecer.
“A gente não acreditou quando soube. Mais cedo, eu tinha falado com meu pai e com ele. Nunca passou pela nossa cabeça uma coisa dessas”, relatou. Carolina classificou o ocorrido como uma crueldade.
O autor do crime foi identificado como Eduardo Jesus Rodrigues, 24 anos, funcionário da oficina. Ele foi preso em flagrante por agentes da Polícia Militar do Distrito Federal e encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia, onde o caso é investigado.
Segundo testemunhas, após o crime, o homem teria ido a um bar nas proximidades e apresentava comportamento transtornado cerca de duas horas depois.
A final do Campeonato Candango de 2026, marcada para o dia 21 deste mês, às 16h, no Estádio Nacional Mané Garrincha, terá transporte público e ingressos gratuitos para os torcedores. Aprovadas pelo governador Ibaneis Rocha nesta sexta-feira (13), as medidas incluem o programa Vai de Graça e a aquisição das entradas pelo Banco de Brasília (BRB), permitindo a abertura dos portões do estádio para o público.
O governador Ibaneis Rocha (C) liberou transporte público e ingressos para o jogo do dia 21: “Teremos um estádio cheio, em uma das maiores finais da história do nosso campeonato brasiliense. Essa final vai ser um sucesso total” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília
“O esporte para nós, no Distrito Federal, é uma prioridade, porque com o esporte, se afasta das drogas e se afasta do crime”, declarou o governador. “Ano passado, foi um grande evento. Eu já me comprometi, e no sábado, dia do Candangão, o transporte será gratuito, e os ingressos serão liberados. Teremos um estádio cheio, em uma das maiores finais da história do nosso campeonato brasiliense. Essa final vai ser um sucesso total.”
Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer: “É um GDF integrado para que as pessoas venham com segurança, sem vandalismo e brigas, e isso marca todas as finais do Candangão”
A expectativa é repetir o sucesso da final do ano passado, que reuniu cerca de 40 mil torcedores no Estádio Nacional Mané Garrincha. Na ocasião, o Gama conquistou o título. Para este ano, a decisão do Candangão ainda terá os finalistas definidos entre Gama, Ceilândia, Sobradinho e Samambaia.
Ação integrada
Além das ações voltadas ao acesso do público, o evento contará com um esquema integrado do Governo do Distrito Federal (GDF) envolvendo diferentes áreas do Executivo local.
“É muito importante essa integração do governo com a Secretaria de Esporte e Lazer [SEL-DF]”, ressaltou o titular da SEL-DF, Renato Junqueira. “A gente tem essa parceria também com a Secretaria de Mobilidade [Semob] e com a de Segurança Pública [SSP-DF]. É um GDF integrado para que as pessoas venham com segurança, sem vandalismo e brigas, e isso marca todas as finais do Candangão.”
O presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Daniel Vasconcelos, lembrou a importância do apoio do governo ao futebol local: “A federação é muito grata, principalmente ao governador, porque desde o início temos recebido muito apoio por meio do BRB e da Secretaria de Esporte e Lazer. Isso agregou muito ao futebol de Brasília. Ano passado, tivemos uma grande final, e este ano também teremos uma grande festa.”
O jogo também terá transmissão ao vivo em horário nobre, ampliando a visibilidade da final. Este será o terceiro ano consecutivo em que a decisão do Candangão contará com transmissão televisiva, fortalecendo o futebol local e valorizando os clubes e atletas do Distrito Federal.
“Estaremos também ao vivo na TV Record”, anuncia Renato Junqueira. “Isso fortalece a nossa atuação, no nosso maior palco, que é o estádio Nacional, com transmissão ao vivo em horário nobre. Tudo isso fortalece nosso futebol, os nossos clubes e valoriza os atletas.”
Motoristas que circulam pela região central de Brasília devem se preparar para alterações no trânsito durante a madrugada desta sexta-feira (8). O Buraco do Tatu será fechado temporariamente para a realização de testes e calibração dos radares instalados no trecho.
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), os serviços começam à 1h e devem ser concluídos por volta das 3h. A operação envolve a aferição dos equipamentos responsáveis pela fiscalização eletrônica da velocidade dos veículos.
O órgão afirma que a manutenção periódica é necessária para garantir a confiabilidade dos radares e manter o monitoramento viário dentro dos padrões exigidos. Atualmente, dois aparelhos estão em funcionamento no local.
Ligação estratégica entre áreas centrais da capital, o Buraco do Tatu recebe diariamente cerca de 150 mil veículos. Por causa da interdição temporária, a orientação é que os condutores utilizem trajetos alternativos durante o período da operação.
A diretora da Escola de Sabores Oscar,Francisnilde Miranda da Silva, foi afastada das funções administrativas após a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) determinar, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (5/5), intervenção administrativa temporária na unidade, localizada na 907 Sul, em Brasília.
A medida ocorre em meio a denúncias de falta de insumos, como panelas e alimentos, e de tentativas de improviso com materiais inadequados, que vinham comprometendo as aulas práticas dos cursos técnicos de gastronomia, confeitaria e qualificação profissional oferecidos pela escola.O caso foi relevado pelo Metrópoles. O problema atingia todos os turnos e levou à suspensão das atividades práticas na escola desde fevereiro.
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Apenas três aulas práticas em meses: alunos relatam formação comprometida em escola técnica do DF
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
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Cursos de até 800 horas têm rotina travada por falta de laboratório em escola pública de gastronomia
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Mesmo com estrutura para prática, escola do DF mantém cursos técnicos quase só na teoria, dizem estudantes
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A Escola de Sabores Oscar é uma instituição pública que integra a modalidade de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e divide espaço com o Centro Integrado de Educação Física (CIEF) e a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE).
Com a intervenção, a gestão da unidade passa a ser assumida, de forma temporária, por dois meses, por uma equipe técnica indicada pela Coordenação Regional de Ensino. A diretora afastada deixa a condução administrativa durante o período.
“A intervenção tem como objetivo restabelecer a normalidade administrativa, pedagógica e operacional da unidade, além de reorganizar os processos internos e garantir a continuidade das atividades”, disse a Secretaria em nota.
A pasta também autorizou, de forma excepcional, a aquisição dos insumos necessários para o funcionamento da escola. A expectativa é de que as atividades sejam normalizadas ainda nesta semana.
Procurada pelo Metrópoles, Francisnilde não quis se manifestar sobre o afastamento.
Cozinha improvisada
O Metrópoles esteve na instituição e ouviu alunas da unidade, procurada principalmente por quem busca empreender, mudar de carreira ou aumentar a renda. Segundo elas, a formação tem esbarrado em um problema central da área: aprender gastronomia sem conseguir colocar a mão na massa.
As estudantes chegaram a relatar paralisação das atividades por uma semana, entre os dias 13 e 17 de abril, como forma de chamar a atenção da direção para o problema, mas que não obeteve resultados.
A aposentada Francisca Rodrigues, de 62 anos, que já vendia doces de confeitaria, buscou o curso para ampliar a renda com a produção de marmitas. Ela conta que precisou recorrer a improvisos para acompanhar as atividades.
“Já usei saco plástico para pesar alimentos porque não tinha material adequado e copos descartáveis para medir ingredientes. A improvisação virou rotina. Como vou sair formada sem saber executar as técnicas? Se pedirem para desossar um frango, eu não vou saber”, afirma a estudante.
A professora Eliomar Alencar, de 48 anos, aponta que a falta de materiais também afeta a segurança alimentar. “Tem um rolo para dividir entre duas turmas. Não temos tábuas nem bowls suficientes. Mas a gente é obrigada a fazer mesmo sabendo que é errado”, afirma.
Já a administradora Helane Araújo, de 42 anos, afirma que o conteúdo teórico não tem sido suficiente e muitas vezes sem útilidade. “Aprendemos a teoria, mas não conseguimos praticar. Já vimos praticamente todo o conteúdo teórico. Agora os professores precisam recorrer a vídeos, filmes e cartazes, acabam repetindo algo que já não tem muito mais o que ser dito”, relata.
Apesar das críticas, a estudante destacou a qualidade do corpo docente. “Os professores são muito bons, sabem o que estão ensinando. O problema é que falta estrutura para colocar isso em prática”, resume Helane.
As inscrições para os cursos da Escola de Sabores Oscar são abertas duas vezes ao ano, por meio do site da Secretaria de Educação do DF, com seleção realizada por sorteio.
O ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, afirmou nesta quinta-feira (6/5) que exames preliminares indicam que a contaminação por hantavírus de um dos passageiros que estava no cruzeiro MV Hondius está contaminado com a cepa “Andes”, a única que tem transmissão entre humanos.
O passageiro que está na África do Sul apresentou sintomas em 24 de abril e procurou o médico do cruzeiro. Ele tinha febre, falta de ar e sinais de pneumonia. O homem foi levado à África do Sul em 27 de abril, onde está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Nesta quinta-feira (6/5), a OMS também confirmou o terceiro caso de hantavírus no navio. O passageiro está na Suíça, onde está recebendo cuidados. São oito casos, dos quais três foram confirmados como hantavírus por testes laboratoriais.
O que é o hantavírus
O hantavírus é uma doença respiratória rara. A principal via de transmissão é por meio de contato com excreções (urina, fezes, saliva) de roedores silvestres ou superfícies contaminadas. Mas, embora rara, a transmissão entre pessoas foi relatada com o vírus em contatos próximos e prolongados.
O período de incubação é de, geralmente, duas a quatro semanas. Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e problemas gastrointestinais. Mas pode evoluir para dificuldade respiratória e hipotensão.
Não existem vacinas ou tratamentos específicos. A sobrevida aumenta com o suporte médico precoce e internação em UTIs. O risco global é atualmente avaliado pela OMS como baixo, embora dependa de fatores ecológicos que afetam as populações de roedores.
O Governo do Distrito Federal (GDF) e a Neoenergia deram mais um passo rumo à transição energética em Brasília. Isso porque a capital federal passa a contar agora com a primeira rota turística do país operada por um ônibus 100% movido a hidrogênio verde. A chamada Rota Monumental une mobilidade sustentável e turismo cívico, com um veículo de emissão zero que percorre os principais pontos da capital.
A iniciativa foi apresentada nesta quarta-feira (25), durante agenda do governador Ibaneis Rocha com o CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, no Palácio do Buriti. O projeto é fruto de uma parceria entre o GDF, a Neoenergia e a TVEX, e marca um avanço na adoção de tecnologias limpas no transporte público.
O governador Ibaneis Rocha ressaltou a importância da parceria e o avanço na agenda ambiental do Distrito Federal. “A Neoenergia implantou uma planta de hidrogênio verde em Taguatinga e agora traz o primeiro ônibus movido a hidrogênio do Distrito Federal, que passa a atender a população e os visitantes na rota turística. Com um trabalho desse, a gente caminha cada vez mais no sentido da descarbonização. Esse é o futuro da energia para o Brasil e para o mundo”, disse o chefe do Executivo.
O ônibus é abastecido por hidrogênio verde produzido a partir de uma planta instalada em Taguatinga, a primeira do tipo voltada à mobilidade urbana no Brasil. O combustível é gerado a partir de água e energia limpa, permitindo que o veículo opere sem emissão de gases poluentes.
A iniciativa foi apresentada nesta quarta-feira (25), durante agenda do governador Ibaneis Rocha com o CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, no Palácio do Buriti | Foto: Renato Alves/Agência Brasília
Além de inovador do ponto de vista ambiental, o projeto também fortalece o turismo na capital. A Rota Monumental funcionará como um city tour gratuito, passando por alguns dos principais cartões-postais de Brasília.
O CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, reforçou o caráter pioneiro da iniciativa e o potencial de expansão da tecnologia. “É a primeira planta de hidrogênio verde para mobilidade urbana no Brasil. O objetivo é mostrar que, utilizando água, se consegue movimentar um ônibus com emissão zero, totalmente sustentável. É um piloto desenvolvido no Distrito Federal, que já funciona em outros países. Este caminho é interessante para núcleos urbanos e espero que seja um exemplo para que se possa escalar muitas cidades do país”, afirmou.
Para ele, o Distrito Federal serve de vitrine para o projeto. “Escolhemos o DF para amplificar esse projeto piloto e para que as pessoas vejam os ônibus circulando na capital da República”, destacou.
Tecnologia e experiência
Durante o lançamento, será possível conhecer de perto o funcionamento do veículo e o roteiro turístico. A programação inclui ainda visita ao primeiro posto de abastecimento veicular a hidrogênio verde do Brasil, também localizado em Taguatinga, onde será apresentado todo o processo de produção e uso da tecnologia.
O secretário-executivo de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal, Alex Carreiro, destacou o caráter inovador da iniciativa para o sistema de transporte. “Esse é um marco para a mobilidade no Distrito Federal. Brasília, que já nasceu com uma visão futurista, agora incorpora ao roteiro turístico um ônibus com o que há de mais moderno, menos poluente e mais eficiente. É uma experiência tanto para a população quanto para quem visita a cidade, e que pode servir de modelo para outras capitais.”
Para o secretário-executivo de Turismo do Distrito Federal, Bernardo Carvalho Antunes, o impacto da iniciativa se dá pelo posicionamento da capital no cenário internacional.
O hidrogênio verde é um tipo de hidrogênio produzido sem emissão de carbono | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
“Essa é uma iniciativa excelente, que coloca Brasília entre os principais polos turísticos do mundo, aliando tecnologia e sustentabilidade. Isso fortalece o nosso posicionamento como destino inteligente e deve trazer muitos benefícios para a cidade, inclusive no turismo de eventos, permitindo que visitantes conheçam Brasília por outro ângulo.”
Rota
A partir do próximo sábado (28), o city tour vai receber turistas e brasilienses interessados em conhecer os principais pontos da capital federal.
Com duração de cerca de 1h30, a rota tem como ponto de partida a Torre da TV. O ônibus vai passar, em seguida, pelo Estádio Nacional, Palácio do Buriti, Catedral Rainha da Paz, Memorial JK, Praça do Cruzeiro, Memorial dos Povos Indígenas, Parque da Cidade, Planetário, Complexo Cultural da República, Catedral Metropolitana, Palácio do Itamaraty, Congresso Nacional, Palácio do Planalto, Esplanada dos Ministérios e Teatro Nacional.
Sustentabilidade
O hidrogênio verde é um tipo de hidrogênio produzido sem emissão de carbono. Ele é obtido por meio da eletrólise da água — um processo que separa o hidrogênio do oxigênio usando eletricidade proveniente de fontes renováveis, como hidrelétrica, eólica ou solar. Por ser limpo desde a geração até o uso, o hidrogênio verde se torna uma alternativa para setores de difícil eletrificação com as tecnologias atuais.
O projeto utilizará combustível produzido em planta piloto localizada em Taguatinga, construída com investimento de R$ 30 milhões da Neoenergia com recursos do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
* Colaboraram Karol Ribeiro, Jak Spies e Carlos Eduardo Bafutto
Com investimento em tecnologia e ampliação da vigilância patrimonial, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal colocou em operação um novo modelo de segurança para unidades da rede pública. A iniciativa inclui monitoramento eletrônico em tempo real, controle de acesso e reforço no número de vigilantes em hospitais, UBSs e demais estruturas administradas pela pasta.
O sistema já atende 254 unidades de saúde espalhadas pelo DF. Entre os locais monitorados estão hospitais regionais, policlínicas, centros de atenção psicossocial (Caps), farmácias públicas e bases do Samu. Ao todo, mais de sete mil câmeras estão em funcionamento, com previsão de expansão para mais de 12 mil equipamentos.
As imagens captadas são acompanhadas simultaneamente por centrais regionais instaladas nos hospitais e também por uma central integrada localizada no Centro Integrado de Operações de Brasília. A estrutura permite monitoramento contínuo e resposta mais rápida em casos de ocorrência.
Para o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, a modernização fortalece a proteção das unidades e melhora o ambiente de trabalho dos profissionais da rede. “Estamos investindo em uma estrutura que oferece mais segurança para quem procura atendimento e também para os servidores que atuam diariamente nas unidades de saúde”, declarou.
Além das câmeras, o projeto inclui novos sistemas de controle de acesso. A rede contará com leitores biométricos, fechaduras eletromagnéticas, cancelas com reconhecimento facial e detectores de metais. Parte da estrutura já foi instalada no Parque de Apoio da Saúde, no SIA, e em unidades localizadas no Gama e em Santa Maria.
A Secretaria Executiva de Gestão Administrativa afirma que o objetivo é ampliar a cobertura de segurança em áreas estratégicas e setores considerados sensíveis, como farmácias, almoxarifados e espaços de circulação restrita. “O monitoramento eletrônico trabalha de forma integrada com a vigilância presencial, permitindo maior alcance e mais eficiência na proteção das unidades”, explicou o secretário executivo Valmir Lemos.
A próxima etapa do projeto prevê a instalação dos equipamentos no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e na Administração Central da SES-DF. Ao final da implantação, serão 1,2 mil leitores biométricos, 1,2 mil fechaduras eletromagnéticas, 592 cancelas com leitura facial e 36 detectores de metais distribuídos pela rede.
Segundo o subsecretário de Infraestrutura em Saúde, Leonídio Pinto Neto, o sistema também atua como mecanismo de prevenção contra crimes e vandalismo. “A presença das câmeras e do controle eletrônico ajuda a inibir ações ilícitas e contribui para preservar o patrimônio público”, afirmou.
O efetivo de vigilância também será ampliado. Durante o dia, a rede contará com 732 postos de vigilantes, sendo 147 armados. À noite, serão 546 postos ativos, incluindo 157 profissionais armados. Equipes motorizadas atuarão nos dois períodos.
A Secretaria de Saúde informou ainda que o monitoramento seguirá as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O contrato prevê manutenção permanente dos equipamentos e atualização tecnológica ao longo da execução do serviço.
A governadora Celina Leão (PP-DF) sancionou nesta quarta-feira (6/5) a lei que permite a transferência de licenças de táxi no Distrito Federal para outras pessoas, inclusive cônjuges e filhos.
A nova sanção altera a Lei nº 5.323/2014, que trata da prestação do serviço de táxi no DF, para adequá-la à legislação federal e permitir a transferência dos direitos de exploração do serviço.
O projeto de lei, de autoria do deputado Pepa (PP-DF), foi aprovado no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) no último dia 16 de abril. A proposta é reduzir a burocracia e tornar o processo de transferência mais simples e ágil.
O titular da outorga de táxi poderá transferir seus direitos para outra pessoa, que passa a assumir as mesmas regras da autorização original pelo tempo restante. Para fazer isso, o interessado precisa apresentar um pedido formal ao órgão responsável pelo transporte no DF e comprovar que atende a alguns requisitos, como situação regular do veículo (vistoria, licenciamento e padronização) e que a outorga não está parada.
Casos de morte do titular
O projeto também prevê situações que envolvem a morte do titular. Nesse caso, o cônjuge, companheiro ou filhos podem pedir a transferência da outorga para si ou indicar outra pessoa habilitada. Em ambos os casos, o pedido deve ser feito em até um ano após o falecimento.
“Estou muito feliz em sancionar essa legislação porque é uma lei que resguarda as mulheres e os órfãos, além de fazer justiça para uma categoria que tem um patrimônio para deixar”, destacou a governadora Celina Leão.
Durante a tramitação, foi incluída — e aprovada — uma emenda do próprio autor do projeto. A emenda retira duas exigências para a transferência: a regularidade fiscal, previdenciária e administrativa, e a ausência de impedimentos judiciais ou administrativos para exercer a atividade.
Regularização de assentamento
A governadora Celina Leão entregou, também nesta quarta-feira (6/5), o contrato de concessão de uso para 12 moradores do Assentamento Roseli Nunes, localizado em Planaltina (DF). Os moradores da região aguardavam pela regularização há, pelo menos, 12 anos.
A entrega dos documentos foi viabilizada após mudanças legislativas, como a aprovação da Lei nº 7.560, de 2024, e da Lei Complementar nº 1.065, de fevereiro de 2026, que institui o novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (PDOT). A legislação estabelece diretrizes mais claras para a regularização fundiária em áreas com restrições ambientais.