Três passageiros com suspeita de hantavírus foram retirados por motivos médicos do cruzeiro MV Hondius, de bandeira holandesa. Um membro da tripulação, assim como um colega holandês e outro passageiro, foram evacuados no porto de Praia, em Cabo Verde, nessa terça-feira (5/5).
Com a retiradas dos passageiros, o navio, que tem 150 pessoas a bordo, segue a viagem de três dias até as Ilhas Canárias.
A informação foi confirmada pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, por meio de uma publicação no Facebook.
“Três pacientes com suspeita de hantavírus acabaram de ser evacuados do navio e estão a caminho da Holanda para receberem atendimento médico, em coordenação com a OMS, a operadora do navio e as autoridades nacionais de Cabo Verde, Reino Unido, Espanha e Holanda”, informou.
Tedros também afirmou que a OMS segue trabalhando com operadores da embarcação para monitorar a saúde dos passageiros e da tripulação. Ele também destacou que “nesta fase, o risco geral para a saúde pública permanece baixo”.
O que é hantavírus
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres, por meio do contato com urina, fezes ou saliva contaminadas. Embora rara, a infecção pode ser grave.
O vírus pode causar síndrome respiratória ou comprometer os rins. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo e mal-estar, podendo evoluir para falta de ar ou alterações renais.
Não há tratamento específico, mas o diagnóstico precoce e o atendimento médico aumentam as chances de recuperação.
A OMS informou que acompanha o caso e auxilia na investigação, que inclui testes laboratoriais e análise da possível origem do vírus.
Três passageiros morreram
Três passageiros morreram a bordo de um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico. A principal suspeita é de que os óbitos tenham sido causados por um surto de hantavírus. A informação foi divulgada nesse domingo (3/5) pela OMS e por autoridades de saúde da África do Sul.
Entre as vítimas estão um casal de idosos, de 70 e 69 anos, da Holanda. De acordo com o governo sul-africano, o homem passou mal durante a viagem e morreu na ilha de Santa Helena. Já a esposa faleceu em um hospital na cidade de Kempton Park, na África do Sul.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), endureceu o discurso nesta quarta-feira (6/5) ao comentar a relação com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A derrota do nome do advogado-geral da União abriu uma das mais sensíveis crises políticas entre Planalto e Congresso na trajetória de Lula.
Ao ser questionado sobre o que espera do Palácio do Planalto após o resultado da votação, Alcolumbre respondeu de forma direta.
Davi Alcolumbre selou aliança com a oposição no Congresso para derrotar Jorge Messias
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
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@hugobarretophoto
Derrota de Messias
As declarações ocorrem em meio às tentativas do governo de reaproximar-se do comando do Senado após a derrota de Messias, barrado em uma articulação que expôs o desgaste entre o Planalto e Alcolumbre.
A rejeição de Messias foi interpretada dentro do governo como uma demonstração de força do presidente do Senado, que teria atuado nos bastidores para consolidar a derrota do indicado.
Aliados de Lula apontam que Alcolumbre não apenas deixou de apoiar o nome do governo, como também trabalhou ativamente contra a aprovação junto a bancadas do MDB, PSD, União Brasil e PP.
O desgaste vinha se acumulando desde a escolha de Messias para a vaga no STF, decisão tomada por Lula sem consulta prévia a Alcolumbre. O senador defendia, de forma reservada, o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o que teria ampliado a tensão entre os dois.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou na terça-feira, 7, que a Polícia Militar do Distrito Federal formalize a demissão dos cinco coronéis condenados por omissão nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. A ordem veio depois que a própria corporação pediu orientação ao tribunal sobre como cumprir essa parte da sentença.
No pedido, a PM argumentou que a Constituição prevê regras específicas para a perda de posto e patente de oficiais militares e que os cinco coronéis já estavam na reserva remunerada, ou seja, aposentados com salário pago pelo Estado. Segundo a corporação, esses fatores criavam dúvida sobre o procedimento correto a seguir.
Moraes descartou os argumentos e afirmou que a questão já está resolvida por decisão anterior do próprio STF. Nela, a Justiça comum pode determinar a perda do cargo de policial militar diretamente na sentença condenatória, sem precisar acionar a Justiça Militar. Segundo ele, a regra vale quando a pena supera quatro anos de prisão por crime comum, como é o caso dos cinco coronéis. (Leia mais abaixo)
Ministro Alexandre de Moraes em sessão da Primeira Turma. Foto: Rosinei Coutinho/STF
Condenação
A Primeira Turma do STF condenou os cinco oficiais, por unanimidade, em dezembro de 2025. O relator, Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelos ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Cada oficial foi condenado a 16 anos de prisão, em regime fechado, e ao pagamento de multa. O tribunal também fixou uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, a ser paga em conjunto pelos cinco.
Os crimes pelos quais foram condenados são: tentativa de destruição do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e destruição de patrimônio tombado. Na mesma ação, dois militares foram absolvidos por falta de provas: o major Flávio Silvestre de Alencar e o tenente Rafael Pereira Martins.
O tribunal entendeu que os cinco coronéis não agiram para impedir os ataques mesmo tendo meios e obrigação legal de fazê-lo. Para os ministros, a omissão foi intencional e incompatível com a permanência no serviço público.
Os cinco coronéis são Fábio Augusto Vieira, então comandante-geral da PMDF; Klepter Rosa Gonçalves, então subcomandante-geral; Jorge Eduardo Naime Barreto, então chefe do Departamento de Operações; Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra, que chefiava interinamente o mesmo departamento; e Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues, então comandante do 1° Comando de Policiamento Regional. Eles estão presos no 19° Batalhão da PMDF, a Papudinha, em Brasília, desde 11 de março.
As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 560 oportunidades profissionais disponíveis nesta sexta-feira (24). Os maiores salários são encontrados em uma vaga para mecânico de refrigeração e climatização, na Asa Sul, com remuneração de R$ 2.560,22.
Em seguida, há 20 vagas para oficial de manutenção predial, no Lago Sul, com salário de R$ 2.424,40, e seis vagas para oficial de manutenção predial, na Asa Sul, com remuneração de R$ 2.421,21.
Para pessoas com deficiência, há oportunidades exclusivas em diferentes áreas. Na Asa Sul, há uma vaga para auxiliar de limpeza, com salário de R$ 1.862,10, e uma para auxiliar de pessoal, com remuneração de R$ 1.924,53. Em Águas Claras, são dez vagas para empacotador, a mão, com salário de R$ 1.700. Já na Asa Norte, estão disponíveis dez vagas para operador de telecobrança e dez vagas para operador de telemarketing ativo, ambas com remuneração de R$ 1.621.
Todos os postos oferecem benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das chances do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.
Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).
Com sucessivos adiamentos ao longo da última década, o caso opõe de forma direta dois blocos: de um lado, os estados e municípios produtores, que temem um colapso nas contas públicas; do outro, os entes não produtores, que defendem a redistribuição do dinheiro sob a justificativa de justiça social.
Para se ter dimensão do que está em jogo, apenas em 2025, a compensação financeira repassada à União, aos estados e aos municípios somou cerca de R$ 62,2 bilhões. Há expectativa de que esse montante cresça ao longo dos próximos anos, com a possível exploração na Margem Equatorial.
No centro da controvérsia está uma lei que reduz a arrecadação das regiões produtoras de petróleo e amplia os repasses a estados e municípios não produtores. A mudança foi aprovada pelo Congresso em 2012, mas a aplicação está suspensa desde março de 2013, quando a ministra Cármen Lúcia concedeu uma liminar para suspender a nova divisão.
Entenda o que pode mudar na divisão dos royalties
Como é hoje (com a liminar de Cármen Lúcia):a maior fatia fica com quem produz. Estados e municípios produtores recebem 26,5% cada um. Já os fundos destinados a estados e municípios não produtores ficam com apenas 8,75% dos recursos.
O que propõe a lei de 2012 (regra inicial): a arrecadação dos produtores encolhe (cai para 20% aos estados e 17% aos municípios). Em contrapartida, o repasse para os fundos dos não produtores salta para 40%.
Como fica após a transição de seis anos: no fim do período de adaptação previsto pela lei, os repasses aos municípios produtores despencariam para apenas 4%. Já as regiões não produtoras passariam a concentrar 54% de toda a verba.
Como fica a fatia da União: cairia de 30% para 20% dos royalties. Nas participações especiais, a queda seria de 50% para 46%.
Cármen Lúcia abriu o julgamento com um histórico do caso, classificando o processo como um dos “mais sensíveis” do gabinete dela. Relatora das cinco ações que tratam do tema, ela apresentará o voto apenas na quinta-feira (7/5).
O primeiro dia do julgamento foi, portanto, dedicado às manifestações dos dois lados envolvidos na disputa:
De um lado, procuradores do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo — os três maiores produtores de petróleo do país — defenderam a manutenção dos royalties para estados e municípios produtores.
De outro, procuradores e advogados de associações sustentaram que a compensação pela exploração do petróleo pertence à União e deve ser distribuída de forma mais equilibrada entre os entes da federação.
Ameaça de “ruína” e risco de colapso nos produtores
O grupo de produtores defendeu que a Constituição assegura que os royalties são uma compensação financeira a regiões que sofrem impacto com a atividade de exploração do petróleo. Eles também alertaram para o risco de um desequilíbrio fiscal e até mesmo de colapso nas contas públicas de estados e municípios produtores.
Maior afetado por uma eventual mudança, o Rio de Janeiro concentra atualmente 84% dos royalties destinados aos estados e projeta perdas anuais de R$ 9 bilhões para o governo estadual, além de um rombo de R$ 13 bilhões para suas prefeituras.
O procurador do estado Gustavo Binenbojm argumentou que a redistribuição pode levar à “ruína” do Rio de Janeiro. Para ele, a lei é fruto de uma “sanha arrecadatória” e gera um cenário “perde-perde”.
“Para o estado do Rio de Janeiro e para os municípios fluminenses impactados, a subsistência dessa lei — ainda que com efeitos meramente prospectivos — é simplesmente fatal. Ou seja, se decreta a ruína financeira dessas unidades da federação”, declarou.
Binenbojm afirmou que a jurisprudência do STF reconhece que os royalties são receitas originárias dos estados e municípios produtores.
“De nenhuma forma, o mandamento da redução de desigualdades regionais e sociais pode servir de pretexto para o verdadeiro confisco, a verdadeira expropriação de receitas originárias que pertencem aos estados e municípios produtores”, disse.
O procurador do Espírito Santo, Cláudio Madureira, pediu ao STF uma decisão “contramajoritária” para proteger os direitos das regiões que lidam diretamente com o ônus ambiental e estrutural da exploração do petróleo.
“Esse julgamento diz respeito a uma controvérsia de um debate parlamentar, no Congresso, em que uma maioria expressiva — a maioria vencedora composta por 23 estados e o Distrito Federal — desafia posição e direitos de uma minoria vencida — composta pelo Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. A lei é resultado de um embate da maioria contra a minoria”, afirmou.
A procuradora-geral de São Paulo, Inês Coimbra, disse que a redistribuição levaria a um cenário de “soma zero”.
“Poucos ganham muito pouco e outros perdem de forma significativa. [A lei] desloca receitas dos entes que suportam o ônus da exploração para entes que não vivenciam essas externalidades negativas”, pontuou.
Segundo ela, a mudança levaria a um prejuízo anual estimado em R$ 2,5 bilhões aos cofres paulistas. Inês Coimbra também afirmou que a eventual mudança prejudicaria o plano de refinanciamento de dívidas de São Paulo com a União, pensado inicialmente com as compensações pela exploração do petróleo.
“Qualquer alteração abrupta compromete as tratativas já avançadas entre estado e União”, disse.
Para a procuradora, a lei aprovada pelo Congresso “afronta princípios da responsabilidade fiscal, da previsibilidade orçamentária e da continuidade dos serviços públicos”.
A União, que também amargaria quedas na arrecadação, alinhou-se aos produtores. A advogada da União Andrea Dantas defendeu que as alterações feitas pelo Congresso são inconstitucionais e violam o pacto federativo, lembrando que a então presidente Dilma Rousseff (PT) chegou a vetar trechos da lei.
A Advocacia-Geral da União (AGU) sugeriu que, se o STF validar a lei — hipótese chamada pelo órgão de remota —, sejam fixadas regras de transição para evitar colapso financeiro.
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Plenário do STF na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo
Antonio Augusto/STF
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O presidente do STF, ministro Edson Fachin, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo
Antonio Augusto/STF
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Os deputados federais Júlio Cesar (PSD-PI), Lindbergh Farias (PT-RJ), Pedro Paulo (PSD-RJ) e Laura Carneiro (PSD-RJ) na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo
Antonio Augusto/STF
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A ministra Cármen Lúcia na abertura do julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo
Antonio Augusto/STF
“Riqueza da nação” e a proposta dos não produtores
Na outra ponta da disputa, representantes de estados e municípios não produtores argumentaram que o petróleo pertence à União e que, portanto, as compensações pela exploração devem beneficiar todo o país.
Sob a justificativa de que o atual modelo concentra recursos de forma desigual e fere o pacto federativo, um bloco formado por 20 estados e pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) apresentou uma proposta conjunta para destravar a disputa: validar a lei de 2012 com início imediato, mas aplicando uma transição de sete anos e sem cobranças retroativas.
A sugestão abre espaço, ainda, para ajustes focados no Norte do país, em razão da possível exploração na Margem Equatorial.
O advogado da CNM, Ricardo Hermany, negou que a entidade atue contra o Rio de Janeiro, mas usou o repasse a cidades fluminenses para ilustrar a disparidade do modelo atual.
“Não podemos ter um único município com 212 mil habitantes [Maricá, no Rio de Janeiro] receber mais do que 5,2 mil municípios, que representam 130 milhões de habitantes”, declarou.
A procuradora-geral da Bahia, Bárbara Camardelli, argumentou que o longo histórico de repasses concentrados às regiões produtoras compensará eventuais perdas com uma nova partilha.
“O que a lei de 2012 traz é, na verdade, uma modificação percentual cujo impacto orçamentário-financeiro, se fôssemos fazer uma avaliação histórica dos valores, não traz perdas para os estados produtores, diante do volume que representa. Há apenas uma maior distribuição”, disse.
O procurador-geral do Rio Grande do Sul, Eduardo Cunha da Costa, defendeu que o petróleo é uma “riqueza da nação” e que deve ter uma divisão “justa e equitativa”. Ele também afirmou que a lei aprovada pelo Congresso promove “igualdade de oportunidades aos habitantes”.
Argumento semelhante foi apresentado pelo procurador-geral de Goiás, Rafael Arruda, que afirmou que a distribuição atual privilegia “poucos entes nacionais”.
Segundo ele, esse grupo “captura uma parcela desproporcional de uma renda nacional” e “perpetua desigualdades”.
O empresário Flávio Cruz, 49 anos, morto na manhã desta quarta-feira (6/5) dentro da própria oficina no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), em Brasília, deixa um filho de 6 anos, além de dois irmãos, que estão em choque com o ocorrido.
Flávio era conhecido entre familiares e pessoas próximas como alguém tranquilo e trabalhador. Testemunhas relataram que ele mantinha uma rotina comum no local e que havia acolhido recentemente o autor do crime, que estava há apenas oito dias trabalhando com ele.
Para a sobrinha Caroline Leslye, 28 anos, a principal marca deixada pelo tio, que é divorciado, é o cuidado com o filho de 6 anos. Segundo ela, toda a vida de Flávio girava em torno da criança.
“Ele era um paizão, muito presente. Tudo que ele construiu não foi pra ele, foi para o filho. Esse é o legado que ele deixa”, afirmou.
Caroline disse, ainda, que acompanhou de perto momentos importantes da vida do tio, como o nascimento do filho. A relação próxima fez com que Flávio fosse visto como uma figura central entre os parentes.
“Ele ensinou a gente a dirigir, era aquele tiozão mesmo, muito presente na vida de todo mundo”, disse Carolina.
A notícia da morte pegou a família de surpresa. Segundo Caroline, Flávio havia retornado recentemente de uma viagem para buscar peças em Alexânia ao lado do irmão, Leonardo Cruz, e não havia qualquer sinal de que algo fora do comum pudesse acontecer.
“A gente não acreditou quando soube. Mais cedo, eu tinha falado com meu pai e com ele. Nunca passou pela nossa cabeça uma coisa dessas”, relatou. Carolina classificou o ocorrido como uma crueldade.
O autor do crime foi identificado como Eduardo Jesus Rodrigues, 24 anos, funcionário da oficina. Ele foi preso em flagrante por agentes da Polícia Militar do Distrito Federal e encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia, onde o caso é investigado.
Segundo testemunhas, após o crime, o homem teria ido a um bar nas proximidades e apresentava comportamento transtornado cerca de duas horas depois.
A final do Campeonato Candango de 2026, marcada para o dia 21 deste mês, às 16h, no Estádio Nacional Mané Garrincha, terá transporte público e ingressos gratuitos para os torcedores. Aprovadas pelo governador Ibaneis Rocha nesta sexta-feira (13), as medidas incluem o programa Vai de Graça e a aquisição das entradas pelo Banco de Brasília (BRB), permitindo a abertura dos portões do estádio para o público.
O governador Ibaneis Rocha (C) liberou transporte público e ingressos para o jogo do dia 21: “Teremos um estádio cheio, em uma das maiores finais da história do nosso campeonato brasiliense. Essa final vai ser um sucesso total” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília
“O esporte para nós, no Distrito Federal, é uma prioridade, porque com o esporte, se afasta das drogas e se afasta do crime”, declarou o governador. “Ano passado, foi um grande evento. Eu já me comprometi, e no sábado, dia do Candangão, o transporte será gratuito, e os ingressos serão liberados. Teremos um estádio cheio, em uma das maiores finais da história do nosso campeonato brasiliense. Essa final vai ser um sucesso total.”
Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer: “É um GDF integrado para que as pessoas venham com segurança, sem vandalismo e brigas, e isso marca todas as finais do Candangão”
A expectativa é repetir o sucesso da final do ano passado, que reuniu cerca de 40 mil torcedores no Estádio Nacional Mané Garrincha. Na ocasião, o Gama conquistou o título. Para este ano, a decisão do Candangão ainda terá os finalistas definidos entre Gama, Ceilândia, Sobradinho e Samambaia.
Ação integrada
Além das ações voltadas ao acesso do público, o evento contará com um esquema integrado do Governo do Distrito Federal (GDF) envolvendo diferentes áreas do Executivo local.
“É muito importante essa integração do governo com a Secretaria de Esporte e Lazer [SEL-DF]”, ressaltou o titular da SEL-DF, Renato Junqueira. “A gente tem essa parceria também com a Secretaria de Mobilidade [Semob] e com a de Segurança Pública [SSP-DF]. É um GDF integrado para que as pessoas venham com segurança, sem vandalismo e brigas, e isso marca todas as finais do Candangão.”
O presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Daniel Vasconcelos, lembrou a importância do apoio do governo ao futebol local: “A federação é muito grata, principalmente ao governador, porque desde o início temos recebido muito apoio por meio do BRB e da Secretaria de Esporte e Lazer. Isso agregou muito ao futebol de Brasília. Ano passado, tivemos uma grande final, e este ano também teremos uma grande festa.”
O jogo também terá transmissão ao vivo em horário nobre, ampliando a visibilidade da final. Este será o terceiro ano consecutivo em que a decisão do Candangão contará com transmissão televisiva, fortalecendo o futebol local e valorizando os clubes e atletas do Distrito Federal.
“Estaremos também ao vivo na TV Record”, anuncia Renato Junqueira. “Isso fortalece a nossa atuação, no nosso maior palco, que é o estádio Nacional, com transmissão ao vivo em horário nobre. Tudo isso fortalece nosso futebol, os nossos clubes e valoriza os atletas.”
Motoristas que circulam pela região central de Brasília devem se preparar para alterações no trânsito durante a madrugada desta sexta-feira (8). O Buraco do Tatu será fechado temporariamente para a realização de testes e calibração dos radares instalados no trecho.
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), os serviços começam à 1h e devem ser concluídos por volta das 3h. A operação envolve a aferição dos equipamentos responsáveis pela fiscalização eletrônica da velocidade dos veículos.
O órgão afirma que a manutenção periódica é necessária para garantir a confiabilidade dos radares e manter o monitoramento viário dentro dos padrões exigidos. Atualmente, dois aparelhos estão em funcionamento no local.
Ligação estratégica entre áreas centrais da capital, o Buraco do Tatu recebe diariamente cerca de 150 mil veículos. Por causa da interdição temporária, a orientação é que os condutores utilizem trajetos alternativos durante o período da operação.
A diretora da Escola de Sabores Oscar,Francisnilde Miranda da Silva, foi afastada das funções administrativas após a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) determinar, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (5/5), intervenção administrativa temporária na unidade, localizada na 907 Sul, em Brasília.
A medida ocorre em meio a denúncias de falta de insumos, como panelas e alimentos, e de tentativas de improviso com materiais inadequados, que vinham comprometendo as aulas práticas dos cursos técnicos de gastronomia, confeitaria e qualificação profissional oferecidos pela escola.O caso foi relevado pelo Metrópoles. O problema atingia todos os turnos e levou à suspensão das atividades práticas na escola desde fevereiro.
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Apenas três aulas práticas em meses: alunos relatam formação comprometida em escola técnica do DF
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
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Cursos de até 800 horas têm rotina travada por falta de laboratório em escola pública de gastronomia
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
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Mesmo com estrutura para prática, escola do DF mantém cursos técnicos quase só na teoria, dizem estudantes
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
A Escola de Sabores Oscar é uma instituição pública que integra a modalidade de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e divide espaço com o Centro Integrado de Educação Física (CIEF) e a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE).
Com a intervenção, a gestão da unidade passa a ser assumida, de forma temporária, por dois meses, por uma equipe técnica indicada pela Coordenação Regional de Ensino. A diretora afastada deixa a condução administrativa durante o período.
“A intervenção tem como objetivo restabelecer a normalidade administrativa, pedagógica e operacional da unidade, além de reorganizar os processos internos e garantir a continuidade das atividades”, disse a Secretaria em nota.
A pasta também autorizou, de forma excepcional, a aquisição dos insumos necessários para o funcionamento da escola. A expectativa é de que as atividades sejam normalizadas ainda nesta semana.
Procurada pelo Metrópoles, Francisnilde não quis se manifestar sobre o afastamento.
Cozinha improvisada
O Metrópoles esteve na instituição e ouviu alunas da unidade, procurada principalmente por quem busca empreender, mudar de carreira ou aumentar a renda. Segundo elas, a formação tem esbarrado em um problema central da área: aprender gastronomia sem conseguir colocar a mão na massa.
As estudantes chegaram a relatar paralisação das atividades por uma semana, entre os dias 13 e 17 de abril, como forma de chamar a atenção da direção para o problema, mas que não obeteve resultados.
A aposentada Francisca Rodrigues, de 62 anos, que já vendia doces de confeitaria, buscou o curso para ampliar a renda com a produção de marmitas. Ela conta que precisou recorrer a improvisos para acompanhar as atividades.
“Já usei saco plástico para pesar alimentos porque não tinha material adequado e copos descartáveis para medir ingredientes. A improvisação virou rotina. Como vou sair formada sem saber executar as técnicas? Se pedirem para desossar um frango, eu não vou saber”, afirma a estudante.
A professora Eliomar Alencar, de 48 anos, aponta que a falta de materiais também afeta a segurança alimentar. “Tem um rolo para dividir entre duas turmas. Não temos tábuas nem bowls suficientes. Mas a gente é obrigada a fazer mesmo sabendo que é errado”, afirma.
Já a administradora Helane Araújo, de 42 anos, afirma que o conteúdo teórico não tem sido suficiente e muitas vezes sem útilidade. “Aprendemos a teoria, mas não conseguimos praticar. Já vimos praticamente todo o conteúdo teórico. Agora os professores precisam recorrer a vídeos, filmes e cartazes, acabam repetindo algo que já não tem muito mais o que ser dito”, relata.
Apesar das críticas, a estudante destacou a qualidade do corpo docente. “Os professores são muito bons, sabem o que estão ensinando. O problema é que falta estrutura para colocar isso em prática”, resume Helane.
As inscrições para os cursos da Escola de Sabores Oscar são abertas duas vezes ao ano, por meio do site da Secretaria de Educação do DF, com seleção realizada por sorteio.