Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, dos Estados Unidos, discutiram uma parceria sobre minerais críticos e terras raras durante a reunião em Washington nesta quinta-feira (7/5).
Segundo Lula, o Brasil não tem preferência de países para fechar parcerias. Ele disse, ainda, que o país quer atrair negócios na área.
“Nós não temos preferência. O que queremos é fazer parceria, compartilhar com as empresas americanas, chinesas, francesas. Quem quiser para ajudar a gente a fazer mineração, a separação e produzir a riqueza que essas terras raras nos oferecem, estão sendo convidados para ir no Brasil”, declarou ele durante coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos.
O tema é considerado estratégico para o governo brasileiro, que tem buscado expandir a colaboração com outros países na área. O petista defende que o assunto seja tratado de forma soberana, e que o Brasil não só exporte matéria-prima, mas que domine toda a cadeia de valor dos minérios no país.
Otimismo após reunião com Trump
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, presente na reunião na Casa Branca, também comentou sobre a parceria. De acordo com Silveira, a área sai “extremamente otimista” com a perpectiva de haver investimentos norte-americanos no Brasil.
“O presidente deixou claro a importância desses minerais para a gente desenvolver a nossa indústria, a indústria do manufaturamento, e desde a separação até o refino. O Brasil é solo fértil para investimento pela sua segurança jurídica, pelas suas potencialidades, mas é solo fértil também porque é mais barato investir e refinar as matérias no Brasil, gerando riqueza, renda, emprego e principalmente divisas para o Brasil”, disse o ministro.
Projeto aprovado na Câmara
Nessa quarta-feira (6/5), véspera do encontro entre Lula e Trump, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A matéria agora segue para o Senado.
O texto prevê incentivos para projetos de processamento e transformação dos minerais no país, além da criação de um Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), responsável por centralizar as decisões sobre o setor.
O tema também é de interesse dos Estados Unidos. O governo Trump criou um conselho sobre minerais críticos com a presença de diversos países. O objetivo é diminuir a dependência da China, que lidera as reservas de minerais críticos no mundo.






