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DF amplia acesso à tecnologia com mais de mil vagas gratuitas


O Distrito Federal abre mais de mil vagas gratuitas para quem quer entrar ou se reposicionar no mercado digital. A nova edição do Projeto Acelera Tech aposta na qualificação em tecnologia e empreendedorismo como porta de entrada para a geração de renda e a autonomia profissional.

Coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF), em parceria com o Instituto Bem Viver DF, o programa oferece 1.040 oportunidades distribuídas entre aulas presenciais e online. As atividades ocorrerão em Santa Maria, Gama, Samambaia e Ceilândia — regiões com grande demanda por capacitação e inclusão digital.

A iniciativa tem como público prioritário jovens, estudantes da rede pública, trabalhadores informais e pessoas que buscam novas alternativas de renda. A proposta é simples: ensinar habilidades práticas que possam ser aplicadas rapidamente, seja para conquistar um emprego, seja para iniciar um negócio próprio no ambiente digital.

Para o secretário Rafael Vitorino, o projeto vai além da formação técnica. “O Acelera Tech cria oportunidades reais. Ao capacitar pessoas para o uso estratégico das ferramentas digitais, ampliamos o acesso ao mercado e fortalecemos o potencial empreendedor no DF”, destacou.

Entre os cursos ofertados estão informática básica, design gráfico e produção de conteúdo digital — áreas com alta demanda e que permitem atuação imediata. Os participantes também terão apoio na construção de projetos e receberão certificado ao final das aulas, o que pode fazer diferença na hora de disputar uma vaga ou apresentar um serviço.

Das vagas disponíveis, 720 são destinadas a turmas presenciais e 320 ao formato online, ampliando o alcance da iniciativa e garantindo mais flexibilidade para quem não pode se deslocar ou precisa conciliar os estudos com outras atividades.

As inscrições estão abertas e devem ser feitas pela internet. Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone (61) 99874-5115.



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Jovem detalha como reagiu a assalto em cachoeira: “Dei um mata-leão e consegui tomar a arma”


A jovem que reagiu a uma tentativa de assalto na Cachoeira dos Segredos, no Novo Gama (GO), na quarta-feira (22/4) afirmou ao Metrópoles que agiu por instinto ao ver um dos criminosos apontar uma arma para a irmã e para a amiga. Segundo ela, o objetivo era apenas proteger as duas.

Ana Beatriz Oliveira, 21 anos, contou que não teve medo no momento da ação e que a reação foi motivada pelo desespero diante da ameaça. “Na hora não tive medo, fui com sangue nos olhos para proteger quem eu amo”.

“Quando eu vi ele apontando a arma para a minha irmã e para a Stephanie [amiga], eu pulei da pedra que eu estava. Naquele momento, eu não tinha certeza de nada, eu só queria defender elas”, relatou.

A jovem disse que só percebeu que a arma era falsa quando já estava próxima do suspeito. Foi nesse momento que decidiu imobilizá-lo.

“À medida que fui chegando perto, vi que a arma era falsa. Aí dei um mata-leão nele, consegui tomar a arma e joguei ele contra as pedras”, contou.

Durante a luta corporal, o segundo suspeito passou a agredi-la com coronhadas na cabeça. Mesmo ferida, ela afirma que resistiu. “Ele estava tentando fazer com que eu desmaiasse, mas eu não desmaiava. Só soltei quando levei a terceira coronhada”, disse.

Instinto e adrenalina

Praticante de Muay Thai e MMA há cerca de um ano e atleta de powerlifting, Ana acredita que o preparo físico contribuiu para que conseguisse reagir à situação. Ainda assim, ela afirma que a decisão foi tomada de forma automática.

“O efeito da adrenalina foi muito forte. Eu agi mais por instinto”, afirmou. A jovem sofreu ferimentos na cabeça e precisou levar oito pontos. Apesar da gravidade da situação, diz que se sente grata por nenhuma das três ter se ferido de forma mais grave.

“Eu sigo grata a Deus pelo pior não ter acontecido comigo e nem com as meninas”, disse.

Trauma após o crime

Mesmo após o susto, a jovem relata que ainda revive o episódio repetidamente e que a experiência deixou marcas emocionais.  A amiga Stephanie Dantas, 34, também relatou abalo psicológico após a tentativa de assalto. Segundo ela, as três receberam atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Novo Gama após a ocorrência.

Ela afirmou que teve crises de ansiedade após o episódio e precisou ser medicada. “A noite foi horrível, revivendo cada momento, com tudo aquilo voltando na memória sem parar”, disse.

Após a reação, os suspeitos fugiram pela mata. O simulacro utilizado no crime foi apreendido pela Polícia Militar de Goiás (PMGO), que segue investigando o caso.

Ana informou que voltou a prestar depoimento à polícia e que os agentes estão reunindo informações para identificar os autores. “Eles estão montando o quebra-cabeça para tentar achar os caras”, disse.



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GDF investe R$ 58 milhões para ampliar acesso à saúde e fortalecer atendimentos


O Governo do Distrito Federal deu mais um passo para ampliar o acesso da população à saúde pública. Nesta quarta-feira (29), a governadora Celina Leão lançou a segunda etapa do programa Saúde Mais Perto do Cidadão, com início previsto para maio e investimento de R$ 58.206.856, viabilizado por emendas parlamentares.

A iniciativa reforça a estrutura de atendimentos especializados no Sistema Único de Saúde no DF, com foco na ampliação da oferta de consultas, exames e procedimentos. “Estamos trabalhando para ampliar o acesso e garantir que a população tenha respostas mais rápidas dentro da rede pública. Esse programa fortalece a capacidade de atendimento e aproxima o serviço de quem mais precisa”, afirmou a governadora.

A expectativa é atender 208.592 pacientes, com a realização de 786.589 atendimentos. O pacote contempla consultas especializadas, exames laboratoriais e de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, além de teleconsultas, atendimentos odontológicos, atividades físicas orientadas e fornecimento de óculos.

Celina Leão destacou que o programa foi estruturado para assegurar continuidade no cuidado. “A proposta é garantir que o paciente tenha todo o acompanhamento necessário, desde a consulta inicial até o diagnóstico e o tratamento, de forma organizada e sem interrupções”, explicou.

A nova etapa reúne dez projetos voltados às especialidades com maior demanda. A ortopedia concentra 100.525 pacientes nos projetos Diagnóstico Ortopédico Ampliado e Ofertas de Cuidados Integrados (OCI). Na área de saúde visual, as iniciativas Visão Além do Alcance e Além do Olhar devem atender 69.940 pessoas.

Também estão previstos 35.544 atendimentos em cardiologia, incluindo avaliação de risco cirúrgico e diagnóstico de insuficiência cardíaca e síndrome coronariana crônica. O programa contempla, ainda, ações em otorrinolaringologia (11.590 atendimentos), saúde da mulher (3.218), odontologia (1.200), reabilitação locomotora (1.100) e urologia oncológica (1.015).

A governadora ressaltou que a iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações voltadas ao fortalecimento da rede pública. “Nosso objetivo é ampliar cada vez mais a capacidade de atendimento, com apoio dos parlamentares e investimentos contínuos na saúde. Estamos avançando com planejamento e novas iniciativas para garantir mais serviços à população”, afirmou.

O secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante, explicou que o programa foi estruturado para atuar de forma integrada entre os diferentes níveis de atenção. “Estamos organizando o sistema para que consultas, exames e procedimentos funcionem de forma articulada, garantindo mais eficiência e continuidade no atendimento”, disse.

Segundo ele, a estratégia inclui ações complementares já em andamento, como o encaminhamento de cirurgias de menor complexidade para a rede privada, permitindo que a estrutura pública se concentre em atendimentos mais especializados. “Com isso, conseguimos otimizar a rede e ampliar a capacidade de resposta em todas as etapas do cuidado”, completou.

Os recursos que viabilizam os projetos são, em grande parte, provenientes de emendas parlamentares da bancada federal do DF. Entre os nomes citados estão Alberto Fraga, Rafael Prudente, Bia Kicis e Júlio César Ribeiro, além da senadora Leila Barros e do senador Izalci Lucas, que também contribuem com recursos para a saúde do Distrito Federal.

Como parte do reforço na área, o governo autorizou, recentemente, a abertura de crédito suplementar de R$ 244.854.852 para o Fundo de Saúde do Distrito Federal. O valor é oriundo de superávit financeiro, conforme previsto na Lei nº 4.320/1964, e será utilizado para fortalecer o orçamento e garantir a execução das ações planejadas na saúde pública.



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GDF investe R$ 58 milhões para ampliar acesso à saúde e fortalecer atendimentos


O Governo do Distrito Federal deu mais um passo para ampliar o acesso da população à saúde pública. Nesta quarta-feira (29), a governadora Celina Leão lançou a segunda etapa do programa Saúde Mais Perto do Cidadão, com início previsto para maio e investimento de R$ 58.206.856, viabilizado por emendas parlamentares.

A iniciativa reforça a estrutura de atendimentos especializados no Sistema Único de Saúde no DF, com foco na ampliação da oferta de consultas, exames e procedimentos. “Estamos trabalhando para ampliar o acesso e garantir que a população tenha respostas mais rápidas dentro da rede pública. Esse programa fortalece a capacidade de atendimento e aproxima o serviço de quem mais precisa”, afirmou a governadora.

A expectativa é atender 208.592 pacientes, com a realização de 786.589 atendimentos. O pacote contempla consultas especializadas, exames laboratoriais e de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, além de teleconsultas, atendimentos odontológicos, atividades físicas orientadas e fornecimento de óculos.

Celina Leão destacou que o programa foi estruturado para assegurar continuidade no cuidado. “A proposta é garantir que o paciente tenha todo o acompanhamento necessário, desde a consulta inicial até o diagnóstico e o tratamento, de forma organizada e sem interrupções”, explicou.

A nova etapa reúne dez projetos voltados às especialidades com maior demanda. A ortopedia concentra 100.525 pacientes nos projetos Diagnóstico Ortopédico Ampliado e Ofertas de Cuidados Integrados (OCI). Na área de saúde visual, as iniciativas Visão Além do Alcance e Além do Olhar devem atender 69.940 pessoas.

Também estão previstos 35.544 atendimentos em cardiologia, incluindo avaliação de risco cirúrgico e diagnóstico de insuficiência cardíaca e síndrome coronariana crônica. O programa contempla, ainda, ações em otorrinolaringologia (11.590 atendimentos), saúde da mulher (3.218), odontologia (1.200), reabilitação locomotora (1.100) e urologia oncológica (1.015).

A governadora ressaltou que a iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações voltadas ao fortalecimento da rede pública. “Nosso objetivo é ampliar cada vez mais a capacidade de atendimento, com apoio dos parlamentares e investimentos contínuos na saúde. Estamos avançando com planejamento e novas iniciativas para garantir mais serviços à população”, afirmou.

O secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante, explicou que o programa foi estruturado para atuar de forma integrada entre os diferentes níveis de atenção. “Estamos organizando o sistema para que consultas, exames e procedimentos funcionem de forma articulada, garantindo mais eficiência e continuidade no atendimento”, disse.

Segundo ele, a estratégia inclui ações complementares já em andamento, como o encaminhamento de cirurgias de menor complexidade para a rede privada, permitindo que a estrutura pública se concentre em atendimentos mais especializados. “Com isso, conseguimos otimizar a rede e ampliar a capacidade de resposta em todas as etapas do cuidado”, completou.

Os recursos que viabilizam os projetos são, em grande parte, provenientes de emendas parlamentares da bancada federal do DF. Entre os nomes citados estão Alberto Fraga, Rafael Prudente, Bia Kicis e Júlio César Ribeiro, além da senadora Leila Barros e do senador Izalci Lucas, que também contribuem com recursos para a saúde do Distrito Federal.

Como parte do reforço na área, o governo autorizou, recentemente, a abertura de crédito suplementar de R$ 244.854.852 para o Fundo de Saúde do Distrito Federal. O valor é oriundo de superávit financeiro, conforme previsto na Lei nº 4.320/1964, e será utilizado para fortalecer o orçamento e garantir a execução das ações planejadas na saúde pública.



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Empresário morre ao levar facada em briga de trânsito em Caldas Novas



A vítima foi identificada como Thiago Dias Mendonça, de 33 anos. O suspeito de esfaquear o empresário foi detido



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Polícia resgata 70 mulheres de cárcere privado em clínica clandestina


A Polícia Civil de Goiás (PCGO) resgatou, nessa quinta-feira (23/4), cerca de 70 mulheres de uma clínica terapêutica que funcionava de forma irregular em Abadia de Goiás. Durante a operação, dois responsáveis pelo local foram presos em flagrante.

Veja:

A ação foi coordenada pela 16ª Delegacia Regional de Polícia, com apoio da Vigilância Sanitária e da Guarda Civil Municipal, após denúncia de descumprimento de um auto de interdição previamente aplicado ao estabelecimento.

No momento da fiscalização, as equipes foram recebidas por uma interna, que confirmou o funcionamento da clínica, caracterizando, em tese, o crime de desobediência.

Durante a abordagem, os agentes também ouviram pedidos de socorro vindos de outros cômodos, o que levou à entrada imediata no local.

Dentro da unidade, os policiais encontraram aproximadamente 70 mulheres. Pelo menos 12 delas relataram estar internadas contra a própria vontade, o que indica a prática de cárcere privado. As vítimas também denunciaram condições precárias de higiene, falhas na segurança e alimentação inadequada.

Segundo a investigação, havia uma pessoa responsável pela coordenação da clínica e um responsável legal pelo estabelecimento, que compareceu durante a operação.

Ambos foram levados à delegacia, passaram por exames de corpo de delito e acabaram autuados em flagrante por cárcere privado qualificado.

As mulheres resgatadas foram acolhidas e encaminhadas às famílias com apoio da assistência social do município.

O nome da clínica não foi divulgado pelas autoridades.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias e identificar possíveis outras irregularidades.



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Daniel Vilela articula no STF nova divisão dos royalties e leva proposta de acordo a ministro


Em meio à disputa bilionária pelos royalties do petróleo, o governador Daniel Vilela esteve no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (28), para defender uma nova divisão dos recursos. A agenda incluiu reunião com o ministro Cristiano Zanin e a apresentação de uma proposta de acordo construída por 19 estados não produtores.

O movimento ocorre às vésperas do julgamento do tema, marcado para 6 de maio, e busca uma saída negociada para um impasse que se arrasta há mais de uma década. Ao lado do procurador-geral do Estado, Rafael Arruda, Vilela destacou que a discussão vai além da repartição de receitas. “Trata-se de desenvolvimento regional e de equilíbrio federativo”, afirmou.

Goiás é um dos estados que alegam prejuízos com a atual regra. Segundo estimativas do governo estadual, deixaram de entrar nos cofres públicos cerca de R$ 6 bilhões desde 2013, quando uma decisão liminar da ministra Cármen Lúcia suspendeu a redistribuição prevista em lei aprovada pelo Congresso no ano anterior.

A proposta levada ao STF prevê a aplicação das novas regras a partir de 2026, com um período de transição de sete anos para estados produtores. Também inclui a renúncia a valores retroativos e a exclusão de áreas ainda cercadas por incertezas, como a chamada margem equatorial.

A articulação reúne, além de Goiás, estados como Bahia, Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com apoio da Confederação Nacional de Municípios. O grupo defende uma distribuição mais ampla dos royalties, hoje concentrados majoritariamente em estados produtores como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

Nesta quarta-feira (29), a ofensiva continua em Brasília. O procurador-geral de Goiás tem reuniões previstas com os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, numa tentativa de ampliar o diálogo antes da decisão final da Corte.

O debate remonta a 2012, quando o Congresso aprovou uma lei para redistribuir os royalties entre todos os entes federativos. No ano seguinte, porém, a aplicação foi suspensa pelo STF, mantendo a maior parte dos recursos concentrada em poucos estados. Agora, a Corte volta ao centro da disputa que pode redefinir o mapa da divisão dessa riqueza no país.



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Daniel Vilela articula no STF nova divisão dos royalties e leva proposta de acordo a ministro


Em meio à disputa bilionária pelos royalties do petróleo, o governador Daniel Vilela esteve no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (28), para defender uma nova divisão dos recursos. A agenda incluiu reunião com o ministro Cristiano Zanin e a apresentação de uma proposta de acordo construída por 19 estados não produtores.

O movimento ocorre às vésperas do julgamento do tema, marcado para 6 de maio, e busca uma saída negociada para um impasse que se arrasta há mais de uma década. Ao lado do procurador-geral do Estado, Rafael Arruda, Vilela destacou que a discussão vai além da repartição de receitas. “Trata-se de desenvolvimento regional e de equilíbrio federativo”, afirmou.

Goiás é um dos estados que alegam prejuízos com a atual regra. Segundo estimativas do governo estadual, deixaram de entrar nos cofres públicos cerca de R$ 6 bilhões desde 2013, quando uma decisão liminar da ministra Cármen Lúcia suspendeu a redistribuição prevista em lei aprovada pelo Congresso no ano anterior.

A proposta levada ao STF prevê a aplicação das novas regras a partir de 2026, com um período de transição de sete anos para estados produtores. Também inclui a renúncia a valores retroativos e a exclusão de áreas ainda cercadas por incertezas, como a chamada margem equatorial.

A articulação reúne, além de Goiás, estados como Bahia, Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com apoio da Confederação Nacional de Municípios. O grupo defende uma distribuição mais ampla dos royalties, hoje concentrados majoritariamente em estados produtores como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

Nesta quarta-feira (29), a ofensiva continua em Brasília. O procurador-geral de Goiás tem reuniões previstas com os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, numa tentativa de ampliar o diálogo antes da decisão final da Corte.

O debate remonta a 2012, quando o Congresso aprovou uma lei para redistribuir os royalties entre todos os entes federativos. No ano seguinte, porém, a aplicação foi suspensa pelo STF, mantendo a maior parte dos recursos concentrada em poucos estados. Agora, a Corte volta ao centro da disputa que pode redefinir o mapa da divisão dessa riqueza no país.



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Maior quilombo do mundo, na Chapada, comemora processo de tombamento


Os cerca de 8 mil quilombolas que vivem no território Kalunga, que ocupada 60% da Chapada dos Veadeiros, comemoraram a recente medida do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico (Iphan). Em março deste ano, o órgão iniciou o processo de tombamento do quilombo como patrimônio histórico nacional.

O Quilombo Kalunga é composto por 39 comunidades e está localizado entre as cidades goianas de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre. É autodeclarado o maior território quilombola do mundo, abrangendo uma área de cerca de 262 mil hectares. A principal comunidade é a do Engenho II, com cerca de 800 habitantes.

A luta dos Kalunga para reconhecimento do território é milenar. “Ser quilombola é o grande tesouro que nós temos. Mas para isso, precisamos preservar nossa identidade cultural, que está no nosso sangue. Sem cultura não somos nada”, destacou o líder comunitário Cirilo dos Santos Rosa, 71.

“Nossa função é preservar o território, preservar a cultura e o território. O meio ambiente precisa ser preservado para que possamos ter segurança, sejamos felizes. Nós vivemos do território, mas preservando ele”, completou.

Na região de Teresina de Goiás, por exemplo, está a Comunidade da Ema, onde existe um sítio arqueológico que conta parte da história do homem na América do Sul. Pinturas incrustadas nas rochas narram parte da rotina dos povos pré-históricos da região.

Por meio de hieróglifos, ou seja, de símbolos fixados nas pedras, as comunidades antigas, especialmente indígenas, deixaram sua comunicação para todas as gerações. Datações feitas por pesquisadores apontam que os símbolos foram feitos há 11 mil anos. Alguns acreditam que tratam-se de pontos cardeais (os desenhos batem com a rosa dos ventos). Outros falam que eram anotações sobre a melhor data do ano para iniciar a plantação e realizar a colheita.

Maior quilombo do mundo, na Chapada, comemora processo de tombamento - destaque galeria

Quilombo Kalunga ocupa 60% da Chapada dos Veadeiros
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Quilombo Kalunga ocupa 60% da Chapada dos Veadeiros

https://images.metroimg.com/2026/04/quilombo-kalunga.jpeg

Território abrange três cidades goianas
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Território abrange três cidades goianas

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É autodeclarado o maior quilombo do mundo
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É autodeclarado o maior quilombo do mundo

Renato Souza/Conexão Press

""Ser quilombola é o grande tesouro que nós temos", aponta Cirilo dos Santos Rosa, 71 anos
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“”Ser quilombola é o grande tesouro que nós temos”, aponta Cirilo dos Santos Rosa, 71 anos

Renato Souza/Conexão Press

Quilombo Kalunga
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Quilombo Kalunga

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O tombamento

O Iphan e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) firmaram, em 26 de março, um convênio de cooperação técnica e financeira para a declaração de tombamento do Quilombo Kalunga (GO).

O acordo selado entre Iphan e Sebrae terá vigência até 29 de maio de 2028. “Lá (no Quilombo Kalunga) está o Brasil que deu certo. Lá está o Brasil que queremos. O Brasil que reparte, que se responsabiliza pelos outros, que cuida dos outros”, declarou à época o então presidente do Iphan, Leandro Grass.



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Reeducandos da Funap-DF entram em programa de capacitação em inteligência artificial


Um programa de capacitação em tecnologia passou a incluir pessoas privadas de liberdade no Distrito Federal. A ampliação alcança reeducandos atendidos pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), que agora terão acesso à formação em inteligência artificial e computação em nuvem — áreas com alta demanda no mercado.

Criado em março, o AWS Treina Brasil é desenvolvido pelo Instituto Gabriel Gastal (IGG), em parceria com a Amazon Web Services, e teve a expansão oficializada nesta terça-feira (28). A proposta é usar a qualificação técnica como ferramenta para ampliar oportunidades e reduzir barreiras na hora de buscar emprego.

Para viabilizar o início das atividades, a Funap-DF recebeu dez computadores, doados pelo Instituto de Inteligência Ambiental (IIA). As aulas serão realizadas de forma online, com carga horária de 42 horas e emissão de certificado ao final.

O conteúdo inclui inteligência artificial generativa, aprendizado de máquina, fundamentos de computação em nuvem, além de temas ligados à inovação e à transformação digital, com foco em aplicações práticas.

A dificuldade de acesso ao mercado formal ainda é um dos principais entraves para quem deixa o sistema prisional. Nesse contexto, o secretário de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, avalia que iniciativas de qualificação podem mudar esse cenário. “Quem sai do sistema enfrenta resistência e poucas oportunidades. Quando há formação, esse caminho se torna menos restrito e mais possível”, afirmou.

Entre os participantes, a expectativa é transformar o aprendizado em oportunidade concreta. Marcos Tenório, um dos reeducandos inscritos, diz que já teve contato com informática básica, mas vê no curso um avanço necessário. “Hoje, tudo passa pela tecnologia. Se a gente não acompanha, fica para trás. Esse tipo de curso pode fazer diferença na hora de conseguir um trabalho”, disse.

Também participaram do lançamento a diretora-executiva da Funap-DF, Deuselita Martins; as representantes do IGG, Paloma Gastal e Maria Paula Fidalgo; e o presidente do IIA, Gustavo Noleto Bertolino.



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