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Ucrânia acusa Rússia de violar trégua e rejeitar esforços de paz


A Ucrânia acusou a Rússia nesta quarta-feira (6/5) de ter violado durante a noite o cessar-fogo unilateral decretado para esta terça e quarta pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Ataques russos foram registrados durante toda a madrugada, principalmente contra as cidades de Kharkiv e Zaporíjia, deixando um morto e três feridos.

Para Kiev, os ataques provam que a Rússia rejeita a paz e que os apelos a uma trégua na próxima sexta-feira (8/5) e no sábado (9/5),  quando Moscou celebra a vitória contra a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, são falsos.

As sirenes de alerta foram acionadas em várias regiões da Ucrânia nesta manhã. As autoridades de Zaporíjia relataram um ataque contra uma instalação industrial.

A trégua havia sido anunciada pelo presidente ucraniano na segunda-feira (4/5), em resposta a outro cessar-fogo que o presidente russo, Vladimir Putin, havia proclamado para permitir as celebrações do Dia da Vitória. Moscou, no entanto, não respondeu nem aceitou a trégua proposta por Kiev.

Volodymyr Zelensky, que defende insistentemente um cessar-fogo prolongado, ressaltou que Kiev responderá “de maneira recíproca” a qualquer violação de sua trégua.

A Rússia lançou “108 drones e três mísseis”, segundo o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha. “Isso demonstra que a Rússia rejeita a paz e que seus falsos apelos a um cessar-fogo em 9 de maio não têm nada a ver com a diplomacia. Para Putin, só importam os desfiles militares, não as vidas humanas”, escreveu o ministro na rede social X.

Cessar-fogo russo poderá não ser respeitado

A terça-feira á havia sido um dos dias mais violentos do conflito, com 28 mortos na Ucrânia, segundo um balanço atualizado nesta quarta-feira.

“Precisamos que esses ataques cessem, assim como todos os demais do mesmo tipo, todos os dias, e não apenas por algumas horas em algum lugar, em nome das ‘celebrações’”, afirmou Zelensky.

A guerra na Ucrânia acabou ofuscada, na agenda dos Estados Unidos, pelo conflito no Oriente Médio, o que dificulta a perspectiva de negociações de paz.

Segundo o analista político ucraniano Volodymyr Fessenko, o anúncio da trégua por parte de Kiev é uma manobra tática nos âmbitos “informacional e político”. “Se a Rússia não respeitar o nosso cessar-fogo, temos o direito de não respeitar o deles. Isso anula a iniciativa de Putin”, declarou Fessenko à AFP. Para ele, é “quase certo” que nenhuma suspensão das hostilidades seja plenamente respeitada.

Leia mais reportagens como esta em RFI, parceira do Metrópoles.



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Lula viaja aos EUA nesta 4ª e quer debater crime organizado com Trump


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca para os Estados Unidos na tarde desta quarta-feira (6/5) para uma reunião de trabalho com o presidente norte-americano, Donald Trump.

A expectativa é que os dois se encontrem na quinta-feira (7/5) para discutir uma proposta de cooperação no combate às facções criminosas, além de temas como minerais críticos, terras-raras e a retirada das sanções ainda vigentes sobre importações brasileiras após a reversão do tarifaço.

A conversa ocorre sete meses após o último encontro entre os presidentes, ocorrido em outubro passado, na Malásia. A visita do petista a Washington estava prevista para ocorrer em março, mas acabou adiada por conta do acirramento do conflito envolvendo os EUA, Irã e Israel.

Agora, Lula pretende retomar a discussão sobre temas de interesse da agenda bilateral entre os países. De acordo com auxiliares, o governo não vê “tema tabu” que não possa ser abordado. A postura, portanto, será de abertura ao diálogo.

Prioridades do governo brasileiro

Do lado brasileiro, as prioridades serão o combate ao crime organizado e a pauta comercial. O governo norte-americano estuda classificar facções criminosas, a exemplo do Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas. O Palácio do Planalto rechaça a medida por entender que a mudança pode abrir brecha para interferências externas no país.

Em dezembro, o governo brasileiro encaminhou ao Departamento de Estado uma proposta para fortalecer a cooperação no combate ao crime organizado. A parceria abrange medidas de repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas internacional.

A colaboração no âmbito da segurança pública é vista pelo Executivo brasileiro como estratégica para evitar intervenções na Casa Branca no processo eleitoral brasileiro sob justificativa de combater o crime organizado, como ocorreu na Venezuela, no início do ano. Com isso, o governo brasileiro pretende, como um dos saldos da viagem, assinar um acordo de combate ao crime organizado transnacional com a Casa Branca.

Questões tarifárias

No campo econômico, Lula deve tratar do risco de novas sanções comerciais, com foco especial no Pix. Em entrevista à GloboNews, o vice-presidente Geraldo Alckmin classificou o tema como uma “preocupação” do governo e indicou que será prioridade nas conversas.

Em julho de 2025, o governo norte-americano abriu investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas “desleais”, que poderiam prejudicar empresas de tecnologia dos EUA, incluindo o Pix, sistema de pagamentos brasileiro. O processo ocorre no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, instrumento usado para apurar possíveis violações comerciais, e pode resultar em novas sanções econômicas.

Alckmin avalia que a investigação “não faz sentido” e defende a necessidade de esclarecer o funcionamento do Pix, que classificou como um modelo bem-sucedido e adotado como referência por outros países.

A apuração também abrange temas como a produção de etanol e o desmatamento ilegal no Brasil. Em 16 de abril, representantes dos dois países se reuniram nos EUA para discutir o assunto, com apresentação de esclarecimentos técnicos e jurídicos às autoridades norte-americanas.

Geopolítica

O presidente Lula também deve abordar a situação no Oriente Médio, da qual o brasileiro tem sido um crítico ferrenho.  A discussão para encerrar a guerra entre EUA e Irã ainda está em andamento e os países ainda não conseguiram chegar a um acordo.

Enquanto Trump defende a atuação contra o Irã, o presidente brasileiro segue na direção oposta e critica a ação americana-israelense. Lula também é um duro crítico de Benjamin Netanyahu, enquanto Trump, por outro lado, vê o primeiro-ministro de Israel como um de seus principais aliados no Oriente Médio.

As recentes ameaças de Trump a Cuba também devem entrar na pauta. O líder norte-americano indicou, na semana passada, a possibilidade de que militares norte-americanos “tomarão o controle” da ilha caribenha em breve.

Lula tem se mostrado preocupado com a situação no país, com a situação humanitária agravada após o acirramento de investidas dos EUA. O titular do Planalto ainda tem feito cobranças públicas recorrentes para que Trump encerre o embargo ao país caribenho, classificando a medida como injustificável e prejudicial à população.


Caso Ramagem

Há duas semanas, as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos voltaram a se acirrar após o governo de Donald Trump determinar a retirada de um delegado da Polícia Federal (PF) que atuava no país e que participou da prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), na Flórida.

A medida provocou reação do governo brasileiro, que adotou o princípio da reciprocidade, elevando as tensões entre os dois países. Entenda:

  • O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, cassado em dezembro de 2025, foi detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em Orlando, na Flórida, em 13 de abril, por estar com o visto vencido desde março. Condenado a 16 anos de prisão por envolvimento em trama golpista, Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira desde setembro de 2025.
  • Dois dias depois, ele foi liberado do centro de detenção sem aviso prévio às autoridades brasileiras. Segundo os EUA, o ex-deputado poderá permanecer em solo norte-americano enquanto aguarda resposta a um pedido de asilo.
  • A Polícia Federal afirmou que a prisão ocorreu com base na cooperação entre os dois países. Já os EUA sustentam que a abordagem ocorreu após verificação do status migratório.
  • Uma semana depois, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado (WHA) informou a retirada do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho do país, sob alegação de tentativa de interferência em processo de extradição. Ele atuava como elo entre autoridades brasileiras e o ICE.
  • A medida foi interpretada pelo governo brasileiro como uma quebra de confiança na cooperação bilateral. Com isso, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) determinou o cancelamento do visto e o retorno aos EUA de um funcionário do governo norte-americano que atuava no país junto à PF. Segundo o governo, Michel Myers deixou o Brasil na quinta-feira (23/4).
  • Um segundo cidadão norte-americano também foi alvo de medidas. Ele, que atuava atuava na sede da corporação em Brasília, teve o acesso ao local suspenso, mas, ao menos por ora, permanecerá no Brasil. Por essa razão, sua identidade não foi divulgada.

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Intensificação de diálogo com Trump se aproxima da era Biden

Lula intensificou os contatos com o titular da Casa Branca desde o segundo semestre do ano passado, após a aplicação de tarifas e sanções contra autoridades brasileiras. Com o novo encontro, o petista está próximo de alcançar o patamar de agendas mantidas com o antecessor do republicano, Joe Biden, nos dois primeiros anos de governo.

Levantamento feito pelo Metrópoles aponta que, entre setembro de 2025 e maio deste ano, Lula e Trump conversaram diretamente em cinco compromissos — quatro deles registrados na agenda oficial, e um informal, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York. Já entre janeiro de 2023 e janeiro de 2025, o petista e Biden mantiveram agendas em sete ocasiões. O levantamento leva em consideração reuniões e telefonemas.

A primeira conversa entre Lula e Trump ocorreu em setembro do ano passado, à margem da Assembleia Geral da ONU. Na época, a relação entre os países estava estremecida diante da imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, além das sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os líderes não haviam conversado desde o retorno do republicano à Casa Branca, em janeiro de 2025. Dias depois, em 6 de outubro, ocorreu o primeiro telefonema entre os chefes de Estado, no qual Lula pediu a suspensão do tarifaço e das medidas impostas a autoridades brasileiras.

No fim do mesmo mês, os dois tiveram a primeira reunião bilateral durante uma viagem do petista a Kuala Lumpur, na Malásia, para a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Depois disso, ocorreram outros dois telefonemas: em 2 de dezembro e 26 de janeiro. Os contatos incluíram temas que vão desde a relação comercial, combate ao crime organizado e questões internacionais, como o conflito na Faixa de Gaza e a questão de paz na Venezuela. Na última ligação, os líderes alinharam a viagem de Lula a Washington.

Sob gestão Biden, o petista manteve uma boa relação com a Casa Branca. O presidente democrata foi um dos primeiros líderes internacionais com quem Lula conversou após os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. No mês seguinte, o chefe do Planalto viajou a Washington em um gesto para marcar a retomada das relações entre os países.

Biden também chegou a visitar o Brasil em novembro de 2024, na ocasião da Cúpula do G20, realizada no Rio de Janeiro. Durante a corrida presidencial nos EUA, Lula declarou torcida para o democrata, que acabou desistindo da disputa.


Veja as agendas de Lula e Biden entre 2023 e 2024:

  • 9 de janeiro de 2023: telefonema sobre o 8 de janeiro;
  • 10 de fevereiro: visita oficial de Lula aos EUA;
  • 16 de agosto de 2023: telefonema para tratar de meio ambiente, trabalho e agenda bilateral;
  • 9 de setembro de 2023: encontro com presidentes às margens da Cúpula do G20, na Índia;
  • 20 de setembro de 2023: encontro à margem da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York;
  • 30 de julho de 2024: telefonema sobre temas bilaterais, multilaterais e sobre a situação na Venezuela;
  • 29 de novembro de 2024: almoço à margem da Cúpula do G20, no Rio de Janeiro.



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Casa Branca confirma encontro de Trump com Lula nesta quinta (7/5)


A Casa Branca confirmou ao Metrópoles que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receberá o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para uma visita nesta quinta-feira (7/5), em Washington.

O encontro deve tratar de temas considerados prioritários para os dois países, como economia e segurança.

A visita de Lula a Donald Trump é articulada desde que os dois se encontraram pela primeira vez, em setembro do ano passado. Na ocasião, eles tiveram um breve e amistoso encontro à margem da Assembleia Geral da ONU, que ocorre anualmente em Nova York, nos Estados Unidos.

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Trump em encontro com Lula
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Trump em encontro com Lula

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Donald Trump e Lula
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Donald Trump e Lula

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Donald Trump
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Donald Trump

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Lula, presidente do Brasil
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Lula, presidente do Brasil

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Lula e Trump na Malásia
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Lula e Trump na Malásia

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Em janeiro, os dois líderes voltaram a se falar, desta vez em uma ligação, na qual acertaram uma visita do petista ao mandatário norte-americano.

A viagem, inicialmente anunciada para março, acabou sendo adiada. O Palácio do Planalto e auxiliares de Lula justificavam o “atraso” em decorrência do foco do republicano no conflito contra o Irã.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, nesta terça, que o Pix e o risco de novas sanções comerciais serão temas prioritários da viagem do presidente Lula.

Em julho de 2025, o governo Trump abriu uma investigação contra práticas comerciais brasileiras consideradas “desleais”, que incluem o Pix. A medida pode resultar em novas sanções econômicas. Alckmin considera que a investigação “não tem muito sentido” e defendeu que é necessário “esclarecer” o funcionamento da ferramenta de pagamentos.



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Leão XIV rebate crítica de Trump: “Missão da Igreja é pregar a paz”


O papa Leão XIV afirmou, nesta terça-feira (5/4), que pretende seguir difundindo a mensagem cristã com foco na paz, mesmo diante de críticas. A declaração ocorre após novas falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“A missão da Igreja é pregar o Evangelho, pregar a paz. Se alguém quiser me criticar por pregar o Evangelho, que o faça com a verdade”, disse o papa.

Confira: 


Leão XIV também rejeitou qualquer interpretação de apoio ao uso de armas nucleares, ressaltando que a posição da Igreja Católica é contrária a esse tipo de armamento. “A Igreja se posiciona há anos contra todas as armas nucleares, disso não há dúvida”, afirmou.

As declarações respondem às críticas feitas por Trump em entrevista ao apresentador Hugh Hewitt, na qual o presidente afirmou que o papa “parece considerar normal que o Irã tenha armas nucleares”, algo que não foi defendido pelo líder religioso.

“Acho que ele está colocando em risco muitos católicos e muitas pessoas. Mas acho que, se dependesse do papa, ele acha perfeitamente normal o Irã ter armas nucleares”, alegou o presidente.

Embora não tenha apoiado o desenvolvimento nuclear iraniano, o pontífice tem se posicionado contra a guerra e a escalada de tensões no Oriente Médio, defendendo soluções pacíficas para o conflito.

O papa acrescentou, ainda, que defende o diálogo como caminho para a resolução de conflitos. Segundo ele, é mais eficaz investir em negociações e em soluções humanitárias do que fomentar a indústria bélica.

“Sempre acreditei que é melhor dialogar do que buscar armas e sustentar uma indústria que lucra bilhões, em vez de usar esses recursos para combater problemas como a fome”, disse.


Tensão entre Trump e Leão XIV

  • Na primeira crítica direta a Leão XIV, Trump chamou o papa de “fraco” e afirmou, sem apresentar provas, que o pontífice consideraria aceitável que o Irã tenha uma arma nuclear.
  • Em resposta, Leão XIV declarou que não teme as críticas do presidente americano.
  • Dias depois, Trump voltou a criticar o líder religioso, alegando que ele estaria mal informado sobre execuções de manifestantes pelo regime iraniano.
  • O presidente também gerou repercussão ao publicar uma montagem feita com inteligência artificial na qual ele aparece como Jesus Cristo.
  • O papa, por sua vez, adotou um tom mais conciliador e afirmou que não pretende entrar em confronto direto com Trump.

 



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Rubio: fase ofensiva contra o Irã terminou e foco é reabrir Ormuz


O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (5/5) que a operação militar iniciada em fevereiro contra o Irã foi concluída e que Washington agora concentra esforços na reabertura e segurança do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo.

“A operação terminou. Epic Fury, como o presidente (Donald Trump) notificou ao Congresso, concluímos essa etapa. Alcançamos os objetivos dessa operação”, disse Rubio.

Segundo ele, a nova fase da estratégia norte-americana está centrada no chamado “Projeto Liberdade”, iniciativa do governo do presidente Donald Trump para escoltar embarcações comerciais pela região do Golfo e reduzir riscos de ataques no Estreito de Ormuz.

“Agora estamos trabalhando no Projeto Liberdade. É nisso que estamos trabalhando agora. O que isso pode acarretar no futuro é especulação”, afirmou.

A Casa Branca informou ao Congresso na semana passada que as hostilidades diretas com o Irã foram encerradas após o cumprimento do prazo de 60 dias que exigiria autorização legislativa para continuidade da operação militar.

Rubio, no entanto, não descartou que os Estados Unidos retomem ações militares caso o cessar-fogo seja violado ou as negociações sobre o programa nuclear iraniano fracassem.

As tensões seguem concentradas nas discussões sobre o enriquecimento de urânio pelo Irã. O secretário afirmou que o tema será central em qualquer acordo diplomático.

“Não deve se limitar ao enriquecimento, mas também ao que acontecerá com o material armazenado em locais muito profundos”, disse.

Rubio também voltou a criticar o programa nuclear iraniano, afirmando que Teerã representa risco global e poderia “manter o mundo como refém” caso obtenha uma arma nuclear.

“O presidente considera intrigante que isso não seja visto como um risco inaceitável”, afirmou.

Tensão em Ormuz persiste

O Estreito de Ormuz segue como ponto sensível da crise. A região é vital para o transporte de petróleo e tem sido alvo de tensões entre forças iranianas e operações navais lideradas pelos Estados Unidos.

Segundo Rubio, vários países demonstraram interesse em apoiar o “Projeto Liberdade”, embora Washington siga como principal responsável pela operação. “Somos o único país capaz de projetar poder naquela parte do mundo da maneira como estamos fazendo agora”, disse.



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Irã cria órgão para controlar o Estreito de Ormuz


O governo do Irã criou um novo órgão, cujo objetivo é controlar, de forma oficial, o Estreito de Ormuz. A medida foi anunciada nesta terça-feira (5/5) pela televisão estatal iraniana.

Intitulado Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), o mecanismo será responsável por “regular o tráfego marítimo” no estreito. Segundo a mídia estatal do Irã, todas embarcações que desejarem transitar pela região vão receber um e-mail com regras para a passagem em Ormuz.

Bloqueado parcialmente desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, o Estreito de Ormuz é um importante ponte de transporte de petróleo mundial. Por lá, cerca de 20% do combustível produzido mundialmente, principalmente em países do Golfo, é escoado para o restante do mundo.

Imagem colorida, estreito de ormuz
Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Com o fechamento do local, o mercado petrolífero entrou em colapso, e os preços do petróleo dispararam. Atualmente, o barril do tipo brent, usando como referência internacional, é comercializado acima da casa dos U$ 100 dólares. 

Por diversas vezes o presidente dos EUA, Donald Trump, falou em abrir o local por meio da força. A missão, no entanto, nunca chegou a ser colocada em prática.

No fim de março, o governo do Irã impôs uma taxa para navios que desejam transitar pelo local. Embarcações ligadas aos EUA e Israel, assim como de aliados, seguem proibidas de entrar ou sair de Ormuz apesar do pedágio.



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Imagens mostram ataque de míssil russo que deixou 6 mortos na Ucrânia


Um ataque com míssil russo contra a cidade de Merefa, no nordeste da Ucrânia, matou seis pessoas e deixou mais de 30 feridos nesta segunda-feira (4/5), segundo autoridades ucranianas. Entre os feridos está um menino de 2 anos.

De acordo com o governador regional Oleh Syniehubov, entre as vítimas fatais estão homens de 50 e 63 anos e mulheres de 41 e 52 anos. Três dos feridos estão em estado grave.

O ataque causou danos a pelo menos dez casas, além de um prédio administrativo, quatro lojas, uma oficina mecânica e um estabelecimento comercial. Promotores informaram que o míssil atingiu a área central da cidade por volta das 9h35 (horário local).

Ataque atingiu pelo menos dez casas. Um prédio administrativo, quatro lojas, uma oficina mecânica e um estabelecimento de alimentação foram danificados
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Ataque atingiu pelo menos dez casas. Um prédio administrativo, quatro lojas, uma oficina mecânica e um estabelecimento de alimentação foram danificados

Reprodução/ Oleh Syniehubov

Ataque atingiu pelo menos dez casas. Um prédio administrativo, quatro lojas, uma oficina mecânica e um estabelecimento de alimentação foram danificados
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Ataque atingiu pelo menos dez casas. Um prédio administrativo, quatro lojas, uma oficina mecânica e um estabelecimento de alimentação foram danificados

Ataque atingiu pelo menos dez casas. Um prédio administrativo, quatro lojas, uma oficina mecânica e um estabelecimento de alimentação foram danificados
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Ataque atingiu pelo menos dez casas. Um prédio administrativo, quatro lojas, uma oficina mecânica e um estabelecimento de alimentação foram danificados

Segundo Syniehubov, o impacto ocorreu próximo a vias movimentadas, e a retirada dos escombros pode levar entre um e dois dias. Cinco pessoas morreram no local, enquanto outra vítima não resistiu aos ferimentos após ser levada ao hospital.

Com cerca de 20 mil habitantes, Merefa fica a aproximadamente 24 quilômetros de Kharkiv, a segunda maior cidade do país. Parte da região chegou a ser ocupada por forças russas no início da guerra, em 2022, mas foi posteriormente retomada pelas tropas ucranianas.

Cessar-fogo temporário

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou nesta segunda-feira (4/5) que um cessar-fogo temporário no Distrito Militar do Norte entrará em vigor nos dias 8 e 9 de maio, período em que o país celebra o Dia da Vitória, uma das datas mais simbólicas do calendário russo.

Em comunicado, o governo da Rússia também elevou o tom contra a Ucrânia e afirmou que, caso haja tentativas de “interromper as celebrações”, as Forças Armadas russas responderão com ataques de retaliação, incluindo possíveis ações contra o centro da capital ucraniana.

A declaração amplia a tensão em torno do feriado, frequentemente utilizado pelo Kremlin para exibir poder militar e reforçar o discurso patriótico.

O Dia da Vitória, celebrado anualmente em 8 e 9 de maio, costuma reunir grandes desfiles militares em Moscou, além de homenagear os soldados soviéticos mortos durante a Segunda Guerra Mundial.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o governo ucraniano não recebeu “nenhuma comunicação oficial” sobre os termos do cessar-fogo anunciado por autoridades da Rússia e por canais ligados ao Kremlin nas redes sociais.

Zelensky também declarou que Kiev propõe antecipar a trégua. Segundo ele, a Ucrânia está disposta a suspender as hostilidades já a partir da meia-noite entre os dias 5 e 6 de maio.

“No tempo restante até esse momento, é realista garantir que o silêncio se faça sentir. A partir desse momento, agiremos de forma recíproca”, declarou.



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Lula pede soltura imediata de ativista brasiliense preso em Israel


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repudiou a prisão do ativista brasiliense Thiago Ávila em águas internacionais durante uma flotilha que tinha como destino a Faixa de Gaza. O petista classificou a medida como “injustificável” e pediu a soltura imediata do brasileiro.

“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha Global Sumud, é uma ação injustificável do governo de Israel, e causa grande preocupação e deve ser condenada por todos“, escreveu o presidente em uma manifestação nas redes sociais.

Lula pede soltura imediata de ativista brasiliense preso em Israel - destaque galeria

Ativista brasiliense Thiago Ávila
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Ativista brasiliense Thiago Ávila

Reprodução/Youtube

Um dos líderes da flotilha por Gaza, Thiago Ávila compareceu a um tribunal em Ashkelon, neste domingo, onde foi submetido a interrogatório
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Um dos líderes da flotilha por Gaza, Thiago Ávila compareceu a um tribunal em Ashkelon, neste domingo, onde foi submetido a interrogatório

Divulgação/Estado de Israel

Greta Thunberg e o ativista brasiliense Thiago Ávila
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Greta Thunberg e o ativista brasiliense Thiago Ávila

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Frota com brasiliense foi atacada novamente rumo a Gaza
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Frota com brasiliense foi atacada novamente rumo a Gaza

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Essa é a segunda vez que Ávila embarca para Gaza
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Essa é a segunda vez que Ávila embarca para Gaza

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Ativista brasileiro embarca em nova missão para a Faixa de Gaza
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Ativista brasileiro embarca em nova missão para a Faixa de Gaza

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No sábado, a Casa Marx vai sediar o primeiro debate presencial com Thiago Ávila desde seu retorno ao Brasil
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No sábado, a Casa Marx vai sediar o primeiro debate presencial com Thiago Ávila desde seu retorno ao Brasil

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Thiago Ávila foi preso em águas internacionais
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Thiago Ávila foi preso em águas internacionais

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Lula afirmou também que a interceptação da flotilha Global Sumud “já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”.

“Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, informou o petista.

Thiago Ávila e o ativista espanhol Saif Abu Keshek viajavam com destino a Gaza quando foram interceptados por forças israelenses em águas internacionais, nas proximidades da Grécia, na última quarta-feira (29/4).

Segundo a organização de direitos humanos Adalah, o brasiliense relatou ter sido mantido em isolamento e com os olhos vendados após a detenção. Ávila também teria afirmado aos advogados que sofreu agressões durante a abordagem, incluindo espancamentos que o fizeram desmaiar.

Uma audiência está marcada para esta terça-feira (5/5) para avaliar a situação do brasileiro. Foram apresentadas cinco acusações contra o ativista, todas relacionadas à suspeita de associação com terrorismo e colaboração com o inimigo em período de guerra.



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Em meio à guerra, chanceler do Irã faz visita diplomática à China



É o primeiro encontro diplomático oficial entre Irã e China desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro



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Zelensky reage a proposta de Moscou e propõe antecipar cessar-fogo


O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reagiu nesta segunda-feira (4/5) à proposta de cessar-fogo temporário anunciada pela Rússia para os dias 8 e 9 de maio e afirmou que Kiev considera a vida humana “muito mais valiosa do que qualquer celebração de aniversário”.

Em declaração divulgada após o anúncio de Moscou, Zelensky disse que o governo ucraniano não recebeu “nenhum apelo oficial” sobre a modalidade da trégua divulgada por autoridades russas e por canais ligados ao Kremlin nas redes sociais.

“Acreditamos que a vida humana é muito mais valiosa do que qualquer ‘celebração’ de aniversário”, afirmou.

Zelensky também anunciou que a Ucrânia propõe um cessar-fogo antes da data sugerida pela Rússia. Segundo ele, Kiev está disposta a suspender hostilidades a partir da meia-noite entre os dias 5 e 6 de maio.

“No tempo restante até esse momento, é realista garantir que o silêncio se faça sentir. A partir desse momento, agiremos de forma recíproca”, declarou.

Zelensky reage a proposta de Moscou e propõe antecipar cessar-fogo - destaque galeria

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia
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Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia

Tom Nicholson/Getty Images

Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta
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Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta

Kremlin

Pronunciamento de Volodymyr Zelensky
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Pronunciamento de Volodymyr Zelensky

Vladimir Putin
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Vladimir Putin

Kremlin

O líder ucraniano ainda provocou Moscou ao afirmar que o Ministério da Defesa da Rússia parece acreditar que não conseguirá realizar o tradicional desfile militar do Dia da Vitória sem a “boa vontade” da Ucrânia.

“É hora de os líderes russos tomarem medidas concretas para pôr fim à guerra”, acrescentou.

Anúncio do Kremlin

A resposta de Zelensky ocorre horas após o Ministério da Defesa da Rússia anunciar um cessar-fogo temporário no Distrito Militar do Norte durante as celebrações do Dia da Vitória, feriado que marca a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

O governo russo afirmou esperar que Kiev siga o exemplo e suspenda operações militares durante os eventos comemorativos dos dias 8 e 9 de maio.

Moscou, no entanto, também elevou o tom ao declarar que responderá com ataques retaliatórios contra o centro de Kiev caso haja tentativas de “interromper” as celebrações em território russo.

O Dia da Vitória é uma das datas mais importantes do calendário político e militar russo e costuma reunir grandes desfiles em Moscou, com demonstrações de armamentos e homenagens aos soldados soviéticos mortos na Segunda Guerra Mundial.

O anúncio da nova trégua ocorreu dias após uma conversa telefônica entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o assessor presidencial russo Yuri Ushakov, Putin informou a Trump que estaria disposto a estabelecer uma pausa temporária nos combates durante o período do feriado.

Rússia e Ucrânia já haviam tentado implementar uma trégua temporária durante a Páscoa ortodoxa recentemente. No entanto, os dois lados trocaram acusações de violações do cessar-fogo durante o período.



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