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Daniel Vilela articula no STF nova divisão dos royalties e leva proposta de acordo a ministro


Em meio à disputa bilionária pelos royalties do petróleo, o governador Daniel Vilela esteve no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (28), para defender uma nova divisão dos recursos. A agenda incluiu reunião com o ministro Cristiano Zanin e a apresentação de uma proposta de acordo construída por 19 estados não produtores.

O movimento ocorre às vésperas do julgamento do tema, marcado para 6 de maio, e busca uma saída negociada para um impasse que se arrasta há mais de uma década. Ao lado do procurador-geral do Estado, Rafael Arruda, Vilela destacou que a discussão vai além da repartição de receitas. “Trata-se de desenvolvimento regional e de equilíbrio federativo”, afirmou.

Goiás é um dos estados que alegam prejuízos com a atual regra. Segundo estimativas do governo estadual, deixaram de entrar nos cofres públicos cerca de R$ 6 bilhões desde 2013, quando uma decisão liminar da ministra Cármen Lúcia suspendeu a redistribuição prevista em lei aprovada pelo Congresso no ano anterior.

A proposta levada ao STF prevê a aplicação das novas regras a partir de 2026, com um período de transição de sete anos para estados produtores. Também inclui a renúncia a valores retroativos e a exclusão de áreas ainda cercadas por incertezas, como a chamada margem equatorial.

A articulação reúne, além de Goiás, estados como Bahia, Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com apoio da Confederação Nacional de Municípios. O grupo defende uma distribuição mais ampla dos royalties, hoje concentrados majoritariamente em estados produtores como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

Nesta quarta-feira (29), a ofensiva continua em Brasília. O procurador-geral de Goiás tem reuniões previstas com os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, numa tentativa de ampliar o diálogo antes da decisão final da Corte.

O debate remonta a 2012, quando o Congresso aprovou uma lei para redistribuir os royalties entre todos os entes federativos. No ano seguinte, porém, a aplicação foi suspensa pelo STF, mantendo a maior parte dos recursos concentrada em poucos estados. Agora, a Corte volta ao centro da disputa que pode redefinir o mapa da divisão dessa riqueza no país.



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Daniel Vilela articula no STF nova divisão dos royalties e leva proposta de acordo a ministro


Em meio à disputa bilionária pelos royalties do petróleo, o governador Daniel Vilela esteve no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (28), para defender uma nova divisão dos recursos. A agenda incluiu reunião com o ministro Cristiano Zanin e a apresentação de uma proposta de acordo construída por 19 estados não produtores.

O movimento ocorre às vésperas do julgamento do tema, marcado para 6 de maio, e busca uma saída negociada para um impasse que se arrasta há mais de uma década. Ao lado do procurador-geral do Estado, Rafael Arruda, Vilela destacou que a discussão vai além da repartição de receitas. “Trata-se de desenvolvimento regional e de equilíbrio federativo”, afirmou.

Goiás é um dos estados que alegam prejuízos com a atual regra. Segundo estimativas do governo estadual, deixaram de entrar nos cofres públicos cerca de R$ 6 bilhões desde 2013, quando uma decisão liminar da ministra Cármen Lúcia suspendeu a redistribuição prevista em lei aprovada pelo Congresso no ano anterior.

A proposta levada ao STF prevê a aplicação das novas regras a partir de 2026, com um período de transição de sete anos para estados produtores. Também inclui a renúncia a valores retroativos e a exclusão de áreas ainda cercadas por incertezas, como a chamada margem equatorial.

A articulação reúne, além de Goiás, estados como Bahia, Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com apoio da Confederação Nacional de Municípios. O grupo defende uma distribuição mais ampla dos royalties, hoje concentrados majoritariamente em estados produtores como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

Nesta quarta-feira (29), a ofensiva continua em Brasília. O procurador-geral de Goiás tem reuniões previstas com os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, numa tentativa de ampliar o diálogo antes da decisão final da Corte.

O debate remonta a 2012, quando o Congresso aprovou uma lei para redistribuir os royalties entre todos os entes federativos. No ano seguinte, porém, a aplicação foi suspensa pelo STF, mantendo a maior parte dos recursos concentrada em poucos estados. Agora, a Corte volta ao centro da disputa que pode redefinir o mapa da divisão dessa riqueza no país.



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Maior quilombo do mundo, na Chapada, comemora processo de tombamento


Os cerca de 8 mil quilombolas que vivem no território Kalunga, que ocupada 60% da Chapada dos Veadeiros, comemoraram a recente medida do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico (Iphan). Em março deste ano, o órgão iniciou o processo de tombamento do quilombo como patrimônio histórico nacional.

O Quilombo Kalunga é composto por 39 comunidades e está localizado entre as cidades goianas de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre. É autodeclarado o maior território quilombola do mundo, abrangendo uma área de cerca de 262 mil hectares. A principal comunidade é a do Engenho II, com cerca de 800 habitantes.

A luta dos Kalunga para reconhecimento do território é milenar. “Ser quilombola é o grande tesouro que nós temos. Mas para isso, precisamos preservar nossa identidade cultural, que está no nosso sangue. Sem cultura não somos nada”, destacou o líder comunitário Cirilo dos Santos Rosa, 71.

“Nossa função é preservar o território, preservar a cultura e o território. O meio ambiente precisa ser preservado para que possamos ter segurança, sejamos felizes. Nós vivemos do território, mas preservando ele”, completou.

Na região de Teresina de Goiás, por exemplo, está a Comunidade da Ema, onde existe um sítio arqueológico que conta parte da história do homem na América do Sul. Pinturas incrustadas nas rochas narram parte da rotina dos povos pré-históricos da região.

Por meio de hieróglifos, ou seja, de símbolos fixados nas pedras, as comunidades antigas, especialmente indígenas, deixaram sua comunicação para todas as gerações. Datações feitas por pesquisadores apontam que os símbolos foram feitos há 11 mil anos. Alguns acreditam que tratam-se de pontos cardeais (os desenhos batem com a rosa dos ventos). Outros falam que eram anotações sobre a melhor data do ano para iniciar a plantação e realizar a colheita.

Maior quilombo do mundo, na Chapada, comemora processo de tombamento - destaque galeria

Quilombo Kalunga ocupa 60% da Chapada dos Veadeiros
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Quilombo Kalunga ocupa 60% da Chapada dos Veadeiros

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Território abrange três cidades goianas
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Território abrange três cidades goianas

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É autodeclarado o maior quilombo do mundo
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É autodeclarado o maior quilombo do mundo

Renato Souza/Conexão Press

""Ser quilombola é o grande tesouro que nós temos", aponta Cirilo dos Santos Rosa, 71 anos
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“”Ser quilombola é o grande tesouro que nós temos”, aponta Cirilo dos Santos Rosa, 71 anos

Renato Souza/Conexão Press

Quilombo Kalunga
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Quilombo Kalunga

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O tombamento

O Iphan e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) firmaram, em 26 de março, um convênio de cooperação técnica e financeira para a declaração de tombamento do Quilombo Kalunga (GO).

O acordo selado entre Iphan e Sebrae terá vigência até 29 de maio de 2028. “Lá (no Quilombo Kalunga) está o Brasil que deu certo. Lá está o Brasil que queremos. O Brasil que reparte, que se responsabiliza pelos outros, que cuida dos outros”, declarou à época o então presidente do Iphan, Leandro Grass.



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Reeducandos da Funap-DF entram em programa de capacitação em inteligência artificial


Um programa de capacitação em tecnologia passou a incluir pessoas privadas de liberdade no Distrito Federal. A ampliação alcança reeducandos atendidos pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), que agora terão acesso à formação em inteligência artificial e computação em nuvem — áreas com alta demanda no mercado.

Criado em março, o AWS Treina Brasil é desenvolvido pelo Instituto Gabriel Gastal (IGG), em parceria com a Amazon Web Services, e teve a expansão oficializada nesta terça-feira (28). A proposta é usar a qualificação técnica como ferramenta para ampliar oportunidades e reduzir barreiras na hora de buscar emprego.

Para viabilizar o início das atividades, a Funap-DF recebeu dez computadores, doados pelo Instituto de Inteligência Ambiental (IIA). As aulas serão realizadas de forma online, com carga horária de 42 horas e emissão de certificado ao final.

O conteúdo inclui inteligência artificial generativa, aprendizado de máquina, fundamentos de computação em nuvem, além de temas ligados à inovação e à transformação digital, com foco em aplicações práticas.

A dificuldade de acesso ao mercado formal ainda é um dos principais entraves para quem deixa o sistema prisional. Nesse contexto, o secretário de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, avalia que iniciativas de qualificação podem mudar esse cenário. “Quem sai do sistema enfrenta resistência e poucas oportunidades. Quando há formação, esse caminho se torna menos restrito e mais possível”, afirmou.

Entre os participantes, a expectativa é transformar o aprendizado em oportunidade concreta. Marcos Tenório, um dos reeducandos inscritos, diz que já teve contato com informática básica, mas vê no curso um avanço necessário. “Hoje, tudo passa pela tecnologia. Se a gente não acompanha, fica para trás. Esse tipo de curso pode fazer diferença na hora de conseguir um trabalho”, disse.

Também participaram do lançamento a diretora-executiva da Funap-DF, Deuselita Martins; as representantes do IGG, Paloma Gastal e Maria Paula Fidalgo; e o presidente do IIA, Gustavo Noleto Bertolino.



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Reeducandos da Funap-DF entram em programa de capacitação em inteligência artificial


Um programa de capacitação em tecnologia passou a incluir pessoas privadas de liberdade no Distrito Federal. A ampliação alcança reeducandos atendidos pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), que agora terão acesso à formação em inteligência artificial e computação em nuvem — áreas com alta demanda no mercado.

Criado em março, o AWS Treina Brasil é desenvolvido pelo Instituto Gabriel Gastal (IGG), em parceria com a Amazon Web Services, e teve a expansão oficializada nesta terça-feira (28). A proposta é usar a qualificação técnica como ferramenta para ampliar oportunidades e reduzir barreiras na hora de buscar emprego.

Para viabilizar o início das atividades, a Funap-DF recebeu dez computadores, doados pelo Instituto de Inteligência Ambiental (IIA). As aulas serão realizadas de forma online, com carga horária de 42 horas e emissão de certificado ao final.

O conteúdo inclui inteligência artificial generativa, aprendizado de máquina, fundamentos de computação em nuvem, além de temas ligados à inovação e à transformação digital, com foco em aplicações práticas.

A dificuldade de acesso ao mercado formal ainda é um dos principais entraves para quem deixa o sistema prisional. Nesse contexto, o secretário de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, avalia que iniciativas de qualificação podem mudar esse cenário. “Quem sai do sistema enfrenta resistência e poucas oportunidades. Quando há formação, esse caminho se torna menos restrito e mais possível”, afirmou.

Entre os participantes, a expectativa é transformar o aprendizado em oportunidade concreta. Marcos Tenório, um dos reeducandos inscritos, diz que já teve contato com informática básica, mas vê no curso um avanço necessário. “Hoje, tudo passa pela tecnologia. Se a gente não acompanha, fica para trás. Esse tipo de curso pode fazer diferença na hora de conseguir um trabalho”, disse.

Também participaram do lançamento a diretora-executiva da Funap-DF, Deuselita Martins; as representantes do IGG, Paloma Gastal e Maria Paula Fidalgo; e o presidente do IIA, Gustavo Noleto Bertolino.



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Fratura, vespas e frio: a história da professora perdida 17h na mata


A professora de biologia Isa Lucia de Morais (foto em destaque), 52 anos, passou 17 horas perdida no Parque Nacional das Emas, no sudoeste de Goiás, no começo de abril. Até o resgate, ela passou por maus bocados. A pesquisadora da Universidade Estadual de Goiás (UEG) caiu e quebrou o pulso. Foi picada por formigas, vespas e ainda sofreu ferimentos por espinhos. Mas também viveu momentos de alívio e encantamento ao se sentir acolhida por uma planta durante a madrugada.

Veja:

Fratura, vespas e frio: a história da professora perdida 17h na mata - destaque galeria

CBMGO resgata professora de biologia perdida em parque com vida
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CBMGO resgata professora de biologia perdida em parque com vida

Divulgação / CBMGO

CBMGO resgata professora de biologia perdida em parque com vida
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CBMGO resgata professora de biologia perdida em parque com vida

Divulgação / CBMGO

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CBMGO resgata professora de biologia perdida em parque com vida

Divulgação / CBMGO

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CBMGO resgata professora de biologia perdida em parque com vida

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CBMGO resgata professora de biologia perdida em parque com vida
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CBMGO resgata professora de biologia perdida em parque com vida

Divulgação / CBMGO

O Parque Nacional das Emas está localizado na região sudoeste de Goiás, a 725 quilômetros do Distrito Federal (DF). A professora frequenta o parque constantemente em função do trabalho que desenvolve com coleta de plantas, desde julho de 2023. Ainda assim, ela não conhece toda unidade em função da sua dimensão do parque.

Em 2 de abril, Isa Lucia coletava plantas ao lado de duas alunas quando se perdeu a passou a noite na mata. A professora foi resgatada por colegas e militares do Corpo de Bombeiros de Goiás (CBMGO) no dia seguinte.

“Caminhamos muito para o interior da vegetação para encontrarmos duas espécies novas de plantas. Obtivemos sucesso na busca e fizemos muitas coletas e registros fotográficos. Já havíamos encerrado as atividades por volta de 14h e retornávamos para a caminhonete, que tinha ficado na estrada. Antes de eu me perder, o tempo estava nublado e pouco depois, começou a chover”, contou.

A professora tem miopia e usa óculos. Com a chegada da chuva, a visão ficou ainda mais prejudicada e atrapalhou o senso de direção da educadora. As duas alunas estavam um pouco mais atrás da pesquisadora e pediram para que ela as aguardasse, porque precisavam descansar. Isa esperou e perguntou se as estudantes estavam vendo ela. Elas acenaram que sim.

“Voltei a caminhar e poucos minutos depois olhei para trás e elas não estavam atrás de mim. Nesse momento, já usei o apito para tentar saber onde elas estavam. Não obtive resposta. Gritei os nomes delas e continuei usando o apito, mas sem sucesso”, lembrou. Preocupada com as estudantes, começou a caminhar em direção a estrada, mas não conseguiu encontrá-las lá. Tampouco localizou a pista.

Fratura, vespas e formigas

“Pouco tempo depois, tropecei na vegetação, caí e fraturei o braço esquerdo na região do pulso. Eu sabia que havia algo errado com meu braço, mas a adrenalina de tentar chegar na estrada fez com que eu anulasse a sensação de dor. A bota que eu usava estourou na frente e expôs meus dedos, os quais ficaram feridos por espinhos e picadas de vespas e formigas durante o percurso, além de formar calos na sola dos pés, principalmente no esquerdo”, pontuou.

Isa procurou um galho de árvore para usar como cajado e evitar outras quedas. Já à noite, exausta por caminhar sem parar, deitou debaixo de uma árvore, onde se abrigou da chuva. Escolheu uma com folhas largas e baixa o suficiente para se abrigar. A espécie escolhida foi a Miconia ferruginata, um arbusto do Cerrado. Durante toda a noite ficou acordada porque estava com frio, sentia fortes câimbras e dor nas costas.

Era noite de lua cheia, por isso, quando a chuva parou foi possível ver todo o ambiente. Ela pensou em continuar caminhando para tentar se aquecer, mas resolveu aguardar o amanhecer.

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Professora frequenta o Parque com frequência para coletar plantas

Professor faz coleta de plantas no parque desde 2023
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Professor faz coleta de plantas no parque desde 2023

Arquivo Pessoal

Professora frequenta o Parque com frequência para coletar plantas
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Professora frequenta o Parque com frequência para coletar plantas

Arquivo Pessoal

Prometi que ia lhe levar para casa

No segundo dia, ficou muito tempo andando em círculos. “Soube porque fui reconhecendo as árvores e quebrando galhos para ter certeza de que já havia estado ali antes. Comecei também a observar minhas pegadas no chão”, contou. O sol estava a pino, quando a professora ficou animada ao notar que havia uma pessoa por perto.

“Poucos minutos depois eu ouvi o grito de uma das pessoas que me procurava. Foi emocionante. Rapidinho já vi um amigo e colega da UEG e uma das minhas alunas. Eles me deram água e ele me ofereceu uma bala para aumentar a glicose no sangue. Nunca vou esquecer o que me disse: ‘Isa eu prometi que ia lhe levar para casa. Que não ia voltar sem você! Que alegria ver você!’.

O bombeiro que os acompanhava chegou logo em seguida. O grupo estava a 2 km de distância da pista. “Após encontrá-los todas as dores que eu estava ignorando e a exaustão de tanto caminhar tomaram conta de mim. Nesse momento foi muito difícil caminhar até a estrada”, revelou. Após o resgate, a educadora passou por uma cirurgia no pulso.

Miconia ferruginata

“Agora o mais bacana foi a ajuda recebida pela espécie arbórea (Miconia ferruginata) que me acolheu e abrigou durante a noite e ao longo de toda caminhada pela manhã do segundo dia. Quando eu escolhi o indivíduo arbóreo eu disse: Você irá me acolher e proteger esta noite. Irei me deitar aos seus pés. E me deitei. Ao longo da noite, quando a chuva parou, gotas de água pingavam na minha boca ao escorrerem da planta”, pontuou.

Durante todo o trajeto no segundo dia, outras árvores da mesma espécie tinham um pouquinho de água nas folhas, que Isa bebeu para não ficar totalmente desidratada. Como sabia que precisava se manter fortalecida, buscou alimento. Sem encontrar frutos maduros, a professore comeu as flores de Mimosa de Ipomoea.

Lições

“A lição de vida que fica para mim, primeiramente, é a importância em ter pessoas que realmente se importam com você. As minhas duas alunas e meus amigos tiveram um papel preponderante no meu resgate. Em segundo lugar, fica o aprendizado da vivência em ambientes naturais. O quão importante é estar preparado e resiliente para as adversidades encontradas nestes ambientes. Manter a calma e o foco e não se deixar abater”, ressaltou.

Mãe e avó, Isa agora segue em frente em busca de mais conhecimento e agradecendo a ajuda de todos que ajudaram, direta ou indiretamente, para o seu resgate. A professora ainda não voltou ao parque por causa da cirurgia. Mas espera retornar em breve: a expectativa é regressar à mata já no mês que vem.



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Celina Leão nomeia nova reitora em universidade do DF


A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) passa a contar com nova reitora. A governadora Celina Leão nomeou, na terça-feira (28), a professora Fernanda Marsaro dos Santos para comandar a instituição. A nomeação foi oficializada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

A mudança ocorre após o período de gestão da reitora pró-tempore Simone Benck, que esteve à frente da universidade durante a fase de implantação, marcada pela criação dos cursos e pela estruturação acadêmica.

Criada em 2021, a UnDF iniciou suas atividades em 2023 e segue em expansão. Atualmente, a universidade conta com mais de 1,6 mil estudantes matriculados em 19 cursos de graduação, distribuídos em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal.

As aulas e atividades acadêmicas ocorrem no Campus Norte, no Lago Norte; na unidade da Escola de Governo (Egov), na Asa Sul; no campus da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), em Samambaia; e no campus de Ceilândia, inaugurado neste ano.

Além da mudança na gestão, a instituição se prepara para um marco em sua estrutura administrativa. Está previsto para 2026 o primeiro processo de consulta à comunidade acadêmica para a escolha da reitoria. A iniciativa definirá a lista tríplice que orientará a nomeação para os cargos de reitor e vice-reitor.

A universidade leva o nome do professor Jorge Amaury Maia Nunes, reconhecido por sua atuação na defesa da criação da instituição e falecido em 2021.



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Celina Leão nomeia nova reitora em universidade do DF


A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) passa a contar com nova reitora. A governadora Celina Leão nomeou, na terça-feira (28), a professora Fernanda Marsaro dos Santos para comandar a instituição. A nomeação foi oficializada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

A mudança ocorre após o período de gestão da reitora pró-tempore Simone Benck, que esteve à frente da universidade durante a fase de implantação, marcada pela criação dos cursos e pela estruturação acadêmica.

Criada em 2021, a UnDF iniciou suas atividades em 2023 e segue em expansão. Atualmente, a universidade conta com mais de 1,6 mil estudantes matriculados em 19 cursos de graduação, distribuídos em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal.

As aulas e atividades acadêmicas ocorrem no Campus Norte, no Lago Norte; na unidade da Escola de Governo (Egov), na Asa Sul; no campus da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), em Samambaia; e no campus de Ceilândia, inaugurado neste ano.

Além da mudança na gestão, a instituição se prepara para um marco em sua estrutura administrativa. Está previsto para 2026 o primeiro processo de consulta à comunidade acadêmica para a escolha da reitoria. A iniciativa definirá a lista tríplice que orientará a nomeação para os cargos de reitor e vice-reitor.

A universidade leva o nome do professor Jorge Amaury Maia Nunes, reconhecido por sua atuação na defesa da criação da instituição e falecido em 2021.



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PCGO abre inquérito para investigar acidente com 8 mortos na BR-020


A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) instaurou inquérito para investigar o grave acidente da BR-020 que resultou na morte de oito pessoas nessa terça-feira (21/4).

A colisão entre uma van, um carro e um caminhão deixou outras oito pessoas feridas que foram encaminhadas a unidades hospitalares.

As investigações serão conduzidas pela  2ª Delegacia Distrital de Polícia de Formosa (GO).

Segundo o delegado Jandson Bernardo da Silva, o inquérito vai apurar a causa e eventual responsabilidade penal pelo acidente.

“Ela [responsabilidade penal] pode ser atribuída a um dos condutores. Mas, para isso, temos que aguardar o laudo conclusivo da perícia”, explicou.

Ao Metrópoles, o motorista do caminhão, Carlos Queiroz, 42 anos, detalhou como foi o acidente, conforme o vídeo acima.

“Eu estava descendo [na pista] e tinha três carros na minha frente: a Fiat Toro e mais dois carros. Aí a van veio [no sentido oposto] e bateu na Fiat Toro, e entrou debaixo da carreta”, explicou.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o veículo era clandestino e não possuía o termo de autorização de fretamento desde 2023.

A van envolvida no acidente ficou completamente esmagada. O impacto foi tão intenso que os veículos tiveram a parte frontal totalmente destruída.

PCGO abre inquérito para investigar acidente com 8 mortos na BR-020 - destaque galeria

Acidente na BR-020 deixou oito mortos nesta terça-feira (21/4) na BR-020
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Acidente na BR-020 deixou oito mortos nesta terça-feira (21/4) na BR-020

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

A van vinha da Bahia com destino a Brasília
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A van vinha da Bahia com destino a Brasília

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

O acidente envolveu uma van, um carro e uma carreta
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O acidente envolveu uma van, um carro e uma carreta

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Oito pessoas ficaram feridas, sendo seis em estado grave
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Oito pessoas ficaram feridas, sendo seis em estado grave

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Oito pessoas que estavam na van morreram no local do acidente
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Oito pessoas que estavam na van morreram no local do acidente

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Vítimas têm entre 34 e 60 anos
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Vítimas têm entre 34 e 60 anos

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Todas as vítimas feridas foram socorridas e encaminhadas à unidade de saúde
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Todas as vítimas feridas foram socorridas e encaminhadas à unidade de saúde

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

De acordo com o tenente, houve uma colisão lateral entre a van e uma Fiat Toro, fazendo com que o carro capotasse
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De acordo com o tenente, houve uma colisão lateral entre a van e uma Fiat Toro, fazendo com que o carro capotasse

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Pessoas tentam ajudar no resgate de vítimas de acidente na BR-020
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Pessoas tentam ajudar no resgate de vítimas de acidente na BR-020

Reprodução / @diariodeformosa

Congestionamento na BR 020 após acidente com oito mortos
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Congestionamento na BR 020 após acidente com oito mortos

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Sobre o acidente

Um grave acidente na BR-020, envolvendo uma van, um carro e um caminhão, aconteceu nessa terça-feira (21/4).

A van trafegava pela rodovia no sentido Brasília, quando colidiu frontalmente com uma Fiat Toro. Após o impacto, a van ainda bateu em um caminhão.

O acidente resultou resultou na morte de oito pessoas e ao menos oito feridos, que foram socorridos para o Hospital Regional de Formosa (GO).

As vítimas são:

  • Onildo Rodrigues da Motta (passageiro da van);
  • Jacoeleni Mota dos Santos (passageiro da van);
  • Johnes Rodrigues da Motta Pereira (passageiro da van);
  • Ivan Rodrigues da Motta (passageiro da van);
  • Benilde Rodrigues dos Santos (passageira da van);
  • João Rodrigues de Oliveira (motorista da van);
  • Agnaldo Rodrigues de Oliveira (motorista da van);
  • Valdivina Lourenço Ferreira (passageira da Fiat Toro).
PCGO abre inquérito para investigar acidente com 8 mortos na BR-020 - destaque galeria

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Valdivina Lourenço Ferreira, 60 anos, moradora do DF e vítima do acidente; ela estava na Fiat Toro que colidiu com a van

Vítimas da mesma família que estavam na van (da esquerda para direita: Johnes Rodrigues, Jacoeleni Mota, Benilde Rodrigues, Ivan Rodrigues e Onildo Rodrigues)
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Vítimas da mesma família que estavam na van (da esquerda para direita: Johnes Rodrigues, Jacoeleni Mota, Benilde Rodrigues, Ivan Rodrigues e Onildo Rodrigues)

Reprodução/Instagram @buritiramatv

Valdivina Lourenço Ferreira, 60 anos, moradora do DF e vítima do acidente; ela estava na Fiat Toro que colidiu com a van
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Valdivina Lourenço Ferreira, 60 anos, moradora do DF e vítima do acidente; ela estava na Fiat Toro que colidiu com a van

Reprodução/Redes Sociais



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Lei integra Colégio Militar Dom Pedro II ao CBMDF e redefine salários da segurança no DF


A sanção da Lei 15.395/2026 inaugura uma nova fase para as forças de segurança do Distrito Federal ao combinar, em um único movimento, reestruturação institucional e valorização salarial inédita.

O texto não apenas assegura o maior reajuste da história para integrantes do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Militar e da Polícia Civil, como também formaliza a incorporação do Colégio Militar Dom Pedro II à estrutura do CBMDF.O resultado é fruto de dois anos de articulação política no Congresso Nacional.

A aprovação foi celebrada pelo deputado distrital Roosvelt Vilela (PL), um dos parlamentares que esteve à frente das negociações. Para ele, a conquista vai além da recomposição financeira e representa o reconhecimento institucional de categorias que atuam diariamente em situações de risco.

“Essa é a maior recomposição salarial da história das forças de segurança do Distrito Federal. É um reconhecimento justo para homens e mulheres que arriscam a vida todos os dias para proteger a nossa população. E posso afirmar: isso é só o começo.”

Dois anos de articulação

O caminho até a sanção da lei não foi curto. Segundo Roosevelt Vilela, o processo envolveu rodadas de negociação, estudos técnicos e a construção de consenso entre diferentes esferas do poder público ao longo de dois anos. O parlamentar fez questão de ressaltar que o avanço não foi casual.

“Foram dois anos de trabalho intenso, com reuniões, estudos técnicos e construção de consenso no Congresso Nacional. Nada disso aconteceu por acaso, foi fruto de muito empenho e compromisso com a categoria”, afirmou o deputado.

Além da recomposição salarial, a lei traz uma mudança estrutural relevante, o Colégio Militar Dom Pedro II passa a integrar formalmente a estrutura do Corpo de Bombeiros Militar do DF. A medida reposiciona a instituição de ensino dentro do organograma da corporação e consolida sua vinculação com a carreira militar dos bombeiros no DF.

Segundo Roosevelt, a medida abre caminho para melhorias diretas na instituição e alívio financeiro para as famílias.

“Essa é uma conquista histórica. Agora o Corpo de Bombeiros poderá investir recursos públicos diretamente no colégio. Isso significa a possibilidade real de reduzir mensalidades e dar mais tranquilidade para os pais de mais de 4.800 alunos”, explicou.

O parlamentar lembrou que a inclusão do colégio na estrutura do CBMDF é resultado de uma luta que se estende por quase uma década.

“Foram oito anos de dedicação, com inúmeros documentos, reuniões e até a aprovação de uma lei distrital que serviu de base para chegarmos até aqui. Nada foi fácil, mas conseguimos avançar”, disse.

Rooselvet Vilela também reconheceu o papel do deputado federal Rafael Prudente na aprovação das medidas no Congresso.

“O Prudente foi fundamental nesse processo. Ele foi a nossa voz na Câmara Federal e teve papel decisivo para que esse avanço se tornasse realidade”, concluiu.



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