A 1ª Vara da Fazenda Pública, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), rejeitou a ação contra a nomeação de Juracy Cavalcante Lacerda Júnior para o cargo de secretário de Saúde do Distrito Federal.
Em decisão expedida nesta quinta-feira (30/4), o juiz Carlos Fernando Fecchio dos Santos apontou que não há impedimento legal objetivo ou conflito de interesses “juridicamente relevante” na nomeação do médico para a função, oficializada em fevereiro de 2025.
O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) e o Sindicato dos Odontologistas do Distrito Federal (SODF) são os autores da ação civil pública que questionou a escolha de Juracy para a chefia da Secretaria de Saúde.
As entidades afirmaram que o médico atuava como presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), que mantém contratos com a pasta, além de “possuir vínculos societários e administrativos com empresas privadas atuantes na área da saúde”.
O magistrado afirmou que os documentos societários incluídos no processo indicam “a existência de vínculos pretéritos ou participação societária em empresas privadas, mas não comprovam o exercício atual de função de administração ou direção incompatível com o cargo público exercido, tampouco demonstram atuação direta dessas empresas no âmbito do SUS/DF sob a gestão de Juracy”.
O Ministério Público afirmou, no processo, que o cargo de secretário de estado é político e de livre nomeação do governador, cabendo ao Judiciário e aos órgãos de controle intervir apenas em casos excepcionais de ilegalidade manifesta ou desvio de finalidade, o que não se verificou no caso.
Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (30/4), a retomada de voos comerciais diretos à Venezuela após quase sete anos de interrupção. A informação foi divulgada pelo Departamento de Estado nas redes sociais.
“Há quase 7 anos não há voos comerciais diretos entre os EUA e a Venezuela. Sob o presidente Trump, estamos mudando isso hoje. Voos entre Miami e Caracas restaurados”, informou o órgão.
Veja post:
For nearly 7 years there have been no direct commercial flights between the U.S. and Venezuela.
Under President Trump we’re changing that today. Flights between Miami and Caracas restored. pic.twitter.com/3fsLVwWHQQ
Nas imagens divulgadas pelo governo norte-americano, a aeronave da American Eagle, operando um voo regional para a American Airlines, pousa no Aeroporto Internacional Simón Bolívar em La Guaira, estado de La Guaira, Venezuela.
A operação marca o fim de uma suspensão iniciada em 2019, quando as conexões aéreas foram interrompidas por questões de segurança e tensões políticas.
A nova fase inclui, inicialmente, voos regulares operados pela American Airlines, com possibilidade de ampliação da frequência nas próximas semanas.
Em comunicado, o chanceler venezuelano, Yván Gil Pinto, afirmou que a decisão foi resultado de diálogo entre os dois governos e representa uma oportunidade de reconstruir a relação bilateral em bases mais estáveis.
“A República Bolivariana da Venezuela anuncia que, após o diálogo diplomático estabelecido com as autoridades dos Estados Unidos da América, ambos os governos decidiram restabelecer as suas relações diplomáticas e consulares”, diz trecho do comunicado divulgado pelo ministro na época.
As discussões para a retomada de laços começaram após a captura de Maduro. Em 9 de janeiro, menos de uma semana após a operação que terminou na queda do líder chavista, a chancelaria do país latino-americano informou que diplomatas norte-americanos visitariam a Venezuela para o início das negociações.
A retomada de relações com os EUA é só mais um sinal positivo do novo governo venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez, em direção aos interesses de Trump no país. Entre eles, estão negócios envolvendo as vastas reservas de petróleo localizadas no território venezuelano e a libertação de presos políticos da Venezuela.
A 3ª Vara Cível de Taguatinga condenou a Viação Marechal a indenizar uma passageira que sofreu fraturas após freada brusca do motorista. A sentença foi proferida na segunda-feira (27/4).
O acidente ocorreu em outubro de 2025, quando a passageira estava no interior do ônibus da empresa e caiu em razão da parada abrupta do veículo. As lesões sofridas foram atestadas por boletim de ocorrência, laudo do IML e relatórios médicos. Ela fraturou vértebras torácicas, costela e pneumotórax bilateral.
A autora solicitou reparação por danos materiais, morais e estéticos, além de ressarcimento por despesas futuras com tratamento. A empresa sustentou que a passageira caminhava pelo interior do ônibus sem se segurar nas barras de apoio, o que configuraria culpa exclusiva da vítima.
Apresentou ainda imagens do circuito interno do veículo como fundamento para afastar sua responsabilidade e alegou que a frenagem foi necessária e compatível com as condições do tráfego.
Ao analisar as provas, a magistrada verificou que o próprio vídeo apresentado pela empresa evidenciou conduta imprudente do motorista.
Segundo a sentença, o “motorista freou o coletivo praticamente em cima do carro da frente, que parou numa faixa de pedestres, ocasionando a parada brusca e a queda da autora”.
A decisão rejeitou a tese de culpa da vítima, ao reconhecer que a causa exclusiva do acidente foi a manobra do condutor, que não manteve a distância mínima de segurança exigida pelo Código de Trânsito Brasileiro.
A juíza fixou indenização por danos morais em R$ 10 mil, considerados a extensão das lesões, o longo período de recuperação, o caráter pedagógico da condenação e a vedação ao enriquecimento sem causa.
A ré também foi condenada ao ressarcimento dos gastos materiais comprovados com colete ortopédico e medicamentos, no valor de R$ 204,89.
Os pedidos de indenização por danos estéticos e por despesas futuras com tratamento foram julgados improcedentes por ausência de comprovação. A decisão cabe recurso.
Procurada, a Marechal informou ao Metrópoles que o caso está sendo tratado no âmbito judicial e que respeita a decisão proferida, avaliando as medidas cabíveis. “A empresa esclarece que o episódio decorreu de uma manobra emergencial realizada pelo motorista para evitar colisão com veículo de terceiros, que parou repentinamente à frente, não havendo conduta deliberada ou imprudente por parte do profissional”, disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (30/4), o novo programa de renegociação de dívidas do governo, chamado de novo Desenrola Brasil ou Desenrola 2.0.
Em pronunciamento em alusão ao Dia do Trabalho, celebrado nesta sexta-feira (1º/5), o chefe do Executivo detalhou alguns pontos do novo programa. Segundo ele, será possível negociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e até do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
“Eu quero falar com você, que trabalha duro durante cinco, seis, até sete dias da semana e vê o fruto do seu esforço ir embora para pagar as dívidas da sua família. Nós encontramos no Brasil os brasileiros em dívidas. A dívida das famílias cresceu por anos e agora está sufocando uma parte da sociedade brasileira”, afirmou Lula em discurso em cadeia nacional de rádio e televisão.
Os juros do programa de renegociação serão de até 1,99% ao mês, e os descontos poderão variar de 30% a 90% do valor devido. “Assim, você vai ter uma parcela bem menor e mais tempo para pagar sua dívida”, pontuou Lula.
O uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas também foi confirmado. De acordo com o presidente, cada pessoa poderá sacar até 20% do saldo do fundo.
O presidente confirmou que o lançamento ocorrerá na próxima segunda-feira (4/5), como adiantou o Metrópoles. Para combater o endividamento das famílias decorrente de apostas on-line, o petista informou que quem aderir ao programa ficará impedido de utilizar plataformas de apostas por um ano.
Lula também alertou as famílias ao dizer que “o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet”. “Por isso, quem aderir ao novo Desenrola Brasil ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line”, completou.
O tema do endividamento das famílias brasileiras é uma das principais preocupações de Lula neste ano, e os efeitos do novo programa podem influenciar campanha à reeleição.
Sem menção a derrotas no Congresso
Durante o pronunciamento, Lula não mencionou duas derrotas relevantes do governo nesta semana no Congresso Nacional: a rejeição do nome de Jorge Messias para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), após votação no Senado Federal — um revés ao presidente que não ocorria desde 1894 —, nessa quarta-feira (29/4); e a derrubada, nesta quinta-feira (30/4), do veto presidencial ao chamado Projeto de Lei da Dosimetria.
O projeto, vetado integralmente por Lula, reduz penas para condenados pelos atos do Atos de 8 de janeiro de 2023 e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
A ausência de menção a esses episódios se explica pelo fato de o pronunciamento ter sido gravado no Palácio da Alvorada na manhã de quarta-feira, antes mesmo do início da votação de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, etapa que antecedeu a análise em plenário e que acabou por rejeitar o nome do advogado-geral da União para o STF.
A abertura de 1.568 vagas em cursos gratuitos de tecnologia pelo Governo do Distrito Federal reposiciona a política de qualificação profissional como eixo central da gestão. A nova etapa do Pró-Jovem Digital, lançada nesta quinta-feira (30), foi apresentada pela governadora em exercício, Celina Leão, como uma resposta direta às mudanças no mercado de trabalho e à necessidade de preparar a juventude para um cenário cada vez mais digital.
Diferentemente de programas tradicionais de capacitação, a iniciativa concentra esforços em áreas com alta demanda e rápida expansão, como inteligência artificial, marketing digital, e-commerce e produção de conteúdo. A avaliação do governo é de que essas frentes oferecem não apenas maior empregabilidade, mas também possibilidades concretas de geração de renda de forma autônoma.
Ao comentar o alcance do programa, Celina destacou que a proposta vai além da qualificação básica. “Não se trata apenas de oferecer cursos. Estamos falando de fornecer ferramentas reais para que esses jovens consigam trabalhar, empreender e gerar renda. A tecnologia permite isso hoje, inclusive com oportunidades fora do Distrito Federal”, afirmou.
A governadora também vinculou o programa ao recente avanço institucional na área de inovação. “O DF está se estruturando para uma nova realidade digital. Criamos uma secretaria específica para governança digital porque entendemos que esse é um caminho sem volta. E isso precisa vir acompanhado da formação de pessoas preparadas”, disse.
A nova fase será executada em 14 etapas, distribuídas em 12 regiões administrativas, com reforço de turmas em Ceilândia e no Recanto das Emas. A estratégia busca descentralizar o acesso e alcançar públicos historicamente afastados de iniciativas de qualificação tecnológica.
Os cursos presenciais terão carga horária de 80 horas e serão ofertados em regiões como Santa Maria, Fercal, Gama, Taguatinga, Planaltina, São Sebastião, Itapoã, Plano Piloto, Riacho Fundo II e Sobradinho II. Paralelamente, o programa mantém uma frente digital, com conteúdos disponibilizados gratuitamente no YouTube, ampliando o alcance da formação.
A proposta pedagógica inclui, além do conteúdo técnico, o desenvolvimento de competências como criatividade, pensamento crítico, inovação e autonomia, consideradas essenciais em um mercado de trabalho em constante transformação.
O secretário da Família, Rafael Mazzaro, avalia que o diferencial do programa está na conexão direta com as exigências do setor produtivo. “Estruturamos os cursos com base no que o mercado realmente exige hoje. O jovem conclui a formação com conhecimentos aplicáveis, com condições reais de conquistar uma vaga ou iniciar uma atividade própria”, explicou.
Na mesma linha, a secretária da Juventude, Fabiana Lacerda, destacou que os resultados já começam a aparecer. “Já temos jovens que passaram pelo programa e hoje estão trabalhando ou gerando renda. Isso mostra que a política pública está funcionando e alcançando quem mais precisa”, afirmou.
Para reduzir a evasão, o programa oferece auxílio-transporte e alimentação aos participantes das turmas presenciais. Outro incentivo é o sorteio de um notebook, ao final de cada etapa, entre os cinco alunos com melhor desempenho.
Na fase anterior, mais de 1.500 jovens foram formados presencialmente. No ambiente online, o conteúdo superou 18 mil visualizações e acumulou mais de 130 horas assistidas, indicando a crescente demanda por qualificação digital no Distrito Federal.
Ao apostar na formação tecnológica como política pública, o governo busca não apenas ampliar oportunidades individuais, mas também alinhar o DF a uma economia cada vez mais baseada em inovação, conectividade e trabalho remoto.
A abertura de 1.568 vagas em cursos gratuitos de tecnologia pelo Governo do Distrito Federal reposiciona a política de qualificação profissional como eixo central da gestão. A nova etapa do Pró-Jovem Digital, lançada nesta quinta-feira (30), foi apresentada pela governadora em exercício, Celina Leão, como uma resposta direta às mudanças no mercado de trabalho e à necessidade de preparar a juventude para um cenário cada vez mais digital.
Diferentemente de programas tradicionais de capacitação, a iniciativa concentra esforços em áreas com alta demanda e rápida expansão, como inteligência artificial, marketing digital, e-commerce e produção de conteúdo. A avaliação do governo é de que essas frentes oferecem não apenas maior empregabilidade, mas também possibilidades concretas de geração de renda de forma autônoma.
Ao comentar o alcance do programa, Celina destacou que a proposta vai além da qualificação básica. “Não se trata apenas de oferecer cursos. Estamos falando de fornecer ferramentas reais para que esses jovens consigam trabalhar, empreender e gerar renda. A tecnologia permite isso hoje, inclusive com oportunidades fora do Distrito Federal”, afirmou.
A governadora também vinculou o programa ao recente avanço institucional na área de inovação. “O DF está se estruturando para uma nova realidade digital. Criamos uma secretaria específica para governança digital porque entendemos que esse é um caminho sem volta. E isso precisa vir acompanhado da formação de pessoas preparadas”, disse.
A nova fase será executada em 14 etapas, distribuídas em 12 regiões administrativas, com reforço de turmas em Ceilândia e no Recanto das Emas. A estratégia busca descentralizar o acesso e alcançar públicos historicamente afastados de iniciativas de qualificação tecnológica.
Os cursos presenciais terão carga horária de 80 horas e serão ofertados em regiões como Santa Maria, Fercal, Gama, Taguatinga, Planaltina, São Sebastião, Itapoã, Plano Piloto, Riacho Fundo II e Sobradinho II. Paralelamente, o programa mantém uma frente digital, com conteúdos disponibilizados gratuitamente no YouTube, ampliando o alcance da formação.
A proposta pedagógica inclui, além do conteúdo técnico, o desenvolvimento de competências como criatividade, pensamento crítico, inovação e autonomia, consideradas essenciais em um mercado de trabalho em constante transformação.
O secretário da Família, Rafael Mazzaro, avalia que o diferencial do programa está na conexão direta com as exigências do setor produtivo. “Estruturamos os cursos com base no que o mercado realmente exige hoje. O jovem conclui a formação com conhecimentos aplicáveis, com condições reais de conquistar uma vaga ou iniciar uma atividade própria”, explicou.
Na mesma linha, a secretária da Juventude, Fabiana Lacerda, destacou que os resultados já começam a aparecer. “Já temos jovens que passaram pelo programa e hoje estão trabalhando ou gerando renda. Isso mostra que a política pública está funcionando e alcançando quem mais precisa”, afirmou.
Para reduzir a evasão, o programa oferece auxílio-transporte e alimentação aos participantes das turmas presenciais. Outro incentivo é o sorteio de um notebook, ao final de cada etapa, entre os cinco alunos com melhor desempenho.
Na fase anterior, mais de 1.500 jovens foram formados presencialmente. No ambiente online, o conteúdo superou 18 mil visualizações e acumulou mais de 130 horas assistidas, indicando a crescente demanda por qualificação digital no Distrito Federal.
Ao apostar na formação tecnológica como política pública, o governo busca não apenas ampliar oportunidades individuais, mas também alinhar o DF a uma economia cada vez mais baseada em inovação, conectividade e trabalho remoto.
Após trabalhar ao lado de Lulu Santos por quase 30 anos, Milton Guedes estreou, na quarta-feira (29/4), no Rio de Janeiro, a turnê Milton canta Lulu, em homenagem ao ícone do pop brasileiro. Ao Metrópoles, o compositor e multi-instrumentista expôs como foi a conversa que teve com Lulu sobre o espetáculo.
Milton explicou que tinha receio de fazer um show parecido demais com o de Lulu, já que suas referências do artista são muito fortes, fruto da convivência nos palcos. A ideia, então, é mostrar ao Lulu o que Milton aprendeu com ele.
“Eu não queria deixar de falar com ele [sobre o show]. Porque é claro que qualquer pessoa hoje pode homenagear um artista, cantar o repertório desse artista. Não tem problema nenhum. Você tem que ter autorização da gravadora, do artista e tal. Mas como é um show em homenagem a ele, eu quis pelo menos comunicar ao Lulu que eu estava fazendo isso. Eu avisei a ele e ele ficou amarradão. Ele disse: ‘pô, vai nessa’”, contou.
Na apresentação, o músico quer revisitar o repertório de Lulu a partir do próprio olhar. O compositor pretende se inspirar nas turnês que viveu ao lado do artista, com foco no repertório da época em que tocaram juntos.
“A minha visão é em um sentido de: ‘caramba, essa música o Lulu tocava desse jeito. Eu ia para esse canto na hora de tocar o sax’. Eu estou tentando recriar um pouco dessa memória afetiva”, falou Guedes.
Ele garantiu que clássicos como Um Certo Alguém, O Último Romântico, Como Uma Onda, Descobridor dos Sete Mares e Tudo Azul estarão no setlist. Após passar pelo Rio de Janeiro, a turnê passará por São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza e Natal.
Como Milton Guedes conheceu Lulu Santos
Milton revelou que o primeiro encontro entre os dois aconteceu “de forma inusitada”. O multi-instrumentista gravava em um estúdio no Rio de Janeiro, aos 22/23 anos, enquanto Lulu trabalhava em um disco no estúdio ao lado. Foi nesse contexto que Lulu pediu o telefone de Guedes.
Após um mês sem receber uma ligação de Lulu Santos, Milton já havia desistido de esperar pelo contato. Até que, durante uma apresentação em um bar, o guitarrista do cantor apareceu na plateia e contou que Lulu havia perdido o número e estava à sua procura.
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Após trabalhar ao lado de Lulu Santos por quase 30 anos, Milton Guedes estreia, nesta quarta-feira (29/4), a turnê Milton canta Lulu, em homenagem ao ícone do pop brasileiro
Arquivo pessoal/ material cedido ao Metrópoles
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Milton Canta Lulu estreia nesta quarta-feira (29/4), no Rio de Janeiro
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Ao Metrópoles, o compositor e multi-instrumentista expôs como foi a conversa que teve com Lulu sobre o espetáculo
Material cedido ao Metrópoles
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Milton explicou que estava com medo de fazer um show igual ao do Lulu, já que as referências que possuí do artista são muito fortes, devido à convivência de palco que eles têm
Material cedido ao Metrópoles
O guitarrista levou o contato novamente para Lulu e, no dia seguinte, ele fez o teste para entrar na banda, onde ficou durante muitos anos, participando de turnês históricas e consolidando sua identidade musical dentro do universo pop brasileiro.
Milton Canta Lulu
Para preparar a homenagem, Milton Guedes teve o cuidado de não reproduzir os shows de Lulu, mas sim resgatar a memória afetiva de quem acompanhou a dupla nos palcos. Apesar disso, a proposta não se limita ao público que viveu essa fase.
“O Lulu tem esse poder: passam gerações e gerações e ele se renova. Ele se junta com gente nova, bacana, atual. O Lulu tem esse poder de renovação que é muito grande. E os clássicos não são clássicos à toa. O nome já diz. São coisas que até hoje tocam e mesmo a nova geração conhece muito daquele repertório. Então vai ser um resgate”, disse.
Segundo Milton, a ideia do tributo sempre gerou questionamentos sobre por que ele não havia feito isso antes. Ele contou que, como Lulu segue na ativa, imaginava que o público preferiria ver “o original”, mas ainda assim decidiu levar a homenagem adiante.
Ao ser questionado sobre uma possível participação de Lulu na turnê, Milton disse que o assunto ainda é “uma grande incógnita”. O cantor se prepara para uma turnê internacional, o que pode dificultar um encontro nos palcos.
“Tudo pode acontecer”, brincou Guedes. “Eu pedi, pelo amor de Deus, para a galera da produção não me avisar se ele estiver lá, senão eu vou ficar tão nervoso. Já pensou se eu olhar lá pra plateia e o Lulu está na minha frente, eu cantando as músicas dele?”, completou, bem-humorado.
Composições de Milton Guedes
Além da parceria com Lulu Santos, Milton Guedes também assina composições conhecidas gravadas por Fat Family, Rouge e Sandy & Júnior. Nascido no Rio de Janeiro, ele se mudou ainda jovem para Brasília, onde vivenciou a efervescência do rock local.
Depois, passou a escrever músicas que ganharam espaço em trilhas de novelas. Ao gravar Sonho de Uma Noite de Verão, seu primeiro grande sucesso, ouviu de um produtor que tinha potencial como compositor — caminho que acabou consolidando.
Vieram então hits como Jeito Sexy (Shy Guy), do Fat Family; Cai a Chuva, de Sandy & Júnior; Não Dá Pra Resistir, da Rouge; além de trabalhos para Wanessa Camargo.
“Tem uma sensação muito louca de assim: aquela música passa a não pertencer mais a você. Aí, quando eu vejo um show do Fat Family, eu só penso assim: ‘eu canto essa música nos meus shows, só que é muito diferente’. Eu sempre penso que eu estou fazendo um cover do Fat Family. Aí eu falo: ‘caramba, essa música não é mais’”, contou.
“Se eu cantar, a galera vai ficar: ‘pô, por que ele tá cantando essa música?’. Então tem um pouco essa sensação de ‘entreguei, ela já não é mais minha’. Mas é muito bom ouvir um estádio inteiro cantando. É muito legal. É uma sensação muito maneira”, afirmou.
Os irmãos André e Salomão Abdala, conhecidos como Abdala Brothers, estrearam nesta quinta-feira (30/4) o primeiro filme brasileiro produzido para salas iMax — formato de exibição com telas maiores, imagem de altíssima resolução e som mais imersivo. O média-metragem 2DIE4: 24 Horas no Limite acompanha o piloto Felipe Nasr durante a tradicional corrida de Le Mans, na França.
Ao Metrópoles, eles explicaram que a história vai além do esporte. A ideia era transformar a jornada do brasiliense em uma narrativa cinematográfica, com tensão e risco reais.
O projeto nasceu do desejo de fazer um filme de corrida sem os altos custos do gênero. Em vez disso, os diretores optaram por filmar a realidade como ela é. “É muita loucura fazer isso, porque se você errar o take, se você errar o foco, não tem como refazer. Era um conceito muito interessante, mas muito arriscado”, admitiram.
A escolha do protagonista veio de forma natural. Amigos de Felipe Nasr, os irmãos estavam com o piloto em um bar quando ele revelou seu maior objetivo: vencer as 24 Horas de Le Mans — ou morrer tentando.
“Quando ele falou isso, eu e o André olhamos um para o outro e falamos: ‘esse cara é o nosso protagonista”, lembrou Salomão.
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Com o conceito do filme definido, faltava, então, a escolha do protagonista. Os irmãos Abdala já eram amigos de Felipe Nasr e, um dia, os três estavam em um bar e revelou à André e Salomão que o sonho dele era ganhar as 24 horas de Le Mans e que ele ia ou ganhar essa corrida ou morrer tentando
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O média-metragem 2DIE4: 24 Horas no Limite acompanha o piloto Felipe Nasr na corrida de Le Mans, na França
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A escolha da corrida como tema do filme também não foi por acaso, como eles precisavam acreditar 100% neles mesmos, sabiam que teriam que falar de algo que fizesse sentido para eles
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André e Salomão explicaram que o iMax fazia sentido para a história que eles queriam contar, porque, além da tela que transporta o público para o lugar de um piloto de corrida, tem o sistema de som que faz os espectadores se sentirem envolvidos pelo filme
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“A gente queria muito mesmo que o nosso filme, que se passa no planeta Terra, que você se desconectasse e pensasse: ‘estou na França, na chuva, com essas pessoas”, disseram
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2DIE4: a escolha de Felipe Nasr e Le Mans como narrativa
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Para os diretores, Nasr reúne o perfil ideal. “Ele é o cara que tinha tudo e sempre a vida foi dando dificuldade para ele. Ele entrou na Fórmula 1, fez a melhor estreia de um brasileiro na F1 da história, mas a equipe não chamou ele para renovar”, explicaram.
Foi dessa mentalidade que surgiu o título 2DIE4. Segundo eles, o nome faz um trocadilho com “to die for”, além de remeter às 24 horas da prova e ao número do carro do piloto. “É um trocadilho em inglês: é algo que você morreria. E 24, das 24 horas de Le Mans. Além disso, 4 é o número do carro do Felipe”.
Embora acompanhe fatos reais, o filme não é um documentário. Os diretores buscaram construir uma narrativa, com Nasr interpretando uma versão de si mesmo. As imagens foram captadas ao vivo, enquanto o voice-over foi roteirizado depois da corrida.
Spoiler alert
Mesmo sendo público que Felipe Nasr não venceu Le Mans em 2024, o filme conduz o espectador na expectativa da vitória — até o momento da batida.
Para os próprios diretores, que acompanhavam tudo de perto, foi um choque. “Nós fomos [até Le Mans] pensando: ‘ele pode ganhar, ele vai ganhar’. E tudo apontava para isso. Mas, quando aconteceu [a batida], o Salomão ficou chateado e eu falei pra ele: ‘nós temos a melhor história possível. Não conta pro Felipe, mas ele [perder] é a forma mais fácil da gente se conectar com a audiência, porque é isso que a gente vive’”, lembrou André.
Eles defendem que a derrota torna a história ainda mais potente. “Você está vendo a história. Não é a história de um perdedor. Você está vendo a história de um vencedor que perdeu”, disseram.
A cena da batida reforça essa proposta: não há replay nem câmera lenta, apesar do uso desses recursos em outros momentos do filme.
“A gente queria muito trazer para a audiência que, quando as coisas dão errado na vida, não tem replay, não tem slow motion. É um filme que tem muito slow motion. Tem muitas cenas lindas. A batida é só uma batida. É um soco no estômago e não volta porque, como na realidade, você não tem como voltar”, explicaram.
Quem são os irmãos Abdala, diretores de 2DIE4
Naturais de Teófilo Otoni (MG), André e Salomão começaram a carreira de forma independente, em um estúdio caseiro em Jundiaí (SP). A virada veio em 2013, quando ganharam uma câmera GoPro em um sorteio e passaram a produzir vídeos de ação — embrião da produtora Abdala Brothers.
“A gente cresceu no mundo publicitário, só que o nosso sonho sempre foi fazer filmes e a gente sabia que um dia a gente ia ter que botar a cara a tapa e colocar o nosso dinheiro onde a nossa boca estava”, disseram.
Sem apoio de grandes estúdios, decidiram apostar no próprio projeto. 2DIE4 acabou se tornando um resumo dessa trajetória, tanto na ambição quanto na execução.
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Nascidos em Teófilo Otoni, Minas Gerais, os irmãos André e Salomão Abdala, conhecidos como Abdala Brothers, deram início a sua carreira em um estúdio caseiro em Jundiaí
Arquivo pessoal/ material cedido ao Metrópoles
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Nessa quinta-feira (30/4), invadiram as salas iMax do país com o 1º filme brasileiro produzido no formato
Arquivo pessoal/ material cedido ao Metrópoles
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Ao Metrópoles, os irmãos revelaram que a trajetória deles no cinema começou em 2013, quando, em um sorteio, eles ganharam uma GoPro
Arquivo pessoal/ material cedido ao Metrópoles
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Com a câmera, eles passaram a filmar vídeos de ação e, daí, deram início na produtora – a Abdala Brothers
Arquivo pessoal/ material cedido ao Metrópoles
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Apesar do sucesso com os comerciais gravados por eles, os irmãos sabiam que nenhum estúdio iria oferecer milhões de reais para eles fazerem o tão sonhado primeiro filme
Arquivo pessoal/ material cedido ao Metrópoles
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Eles, então, sabiam que precisavam acreditar em si mesmos para conseguir tirar a ideia do papel
Arquivo pessoal/ material cedido ao Metrópoles
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O 2DIE4 foi, para eles, uma soma e um resumo da carreira deles e de tudo que eles sempre quiseram fazer. A escolha da corrida como tema do filme também não foi por acaso, como eles precisavam acreditar 100% neles mesmos, sabiam que teriam que falar de algo que fizesse sentido para eles
Arquivo pessoal/ material cedido ao Metrópoles
“Nós sempre fomos muito motivados pela história de um artista obcecado. Isso é cinema pra gente. Eu quero ser o melhor no que eu faço e o piloto de corrida tem um plus: ele está arriscando a vida dele, da mesma forma como o artista obcecado. Então, a gente queria mostrar esse lado do piloto de corrida, não como o tradicional que você já vê. A gente queria mostrar o piloto real, como um ser humano. Para o público ter uma experiência que nunca teve em uma tela de cinema”, explicaram.
A escolha pelo iMax seguiu essa lógica. Inspirados por diretores como Denis Villeneuve e Christopher Nolan, eles buscaram o máximo de imersão possível.
“O iMax é meio que uma tecnologia. Não é só a tela grande e o som bom. Não, o iMax é basicamente o jeito mais imersivo de você ver um filme. Tem filmes em que o foco é ser muito imersivo. Então, se você quer fazer um filme que seja o mais imersivo, o mais autêntico possível, o iMax é meio que o playground perfeito”, disseram.