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Câmeras integradas à PMDF reforçam segurança nos restaurantes comunitários


Com fluxo diário intenso e aumento constante na procura pelas refeições populares, os restaurantes comunitários do Distrito Federal começaram a receber reforço na estrutura de segurança. A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) passou a integrar parte das unidades ao sistema de videomonitoramento da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), permitindo o acompanhamento remoto das áreas internas e externas pelos órgãos policiais.

A conexão das câmeras ao sistema da Polícia Militar do Distrito Federal já funciona em restaurantes comunitários instalados em Ceilândia, Riacho Fundo II, Recanto das Emas e Samambaia. O monitoramento ocorre em tempo real por meio das centrais operacionais da segurança pública, com foco em ações preventivas e apoio rápido diante de possíveis ocorrências.

A secretária interina de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo, afirmou que o plano do governo é ampliar a cobertura tecnológica para outras regiões administrativas ao longo dos próximos meses. “A ideia é expandir esse modelo gradualmente para mais unidades e aumentar ainda mais a proteção nesses espaços públicos”, declarou.

Segundo ela, o crescimento do número de frequentadores exige atenção constante do poder público. “Os restaurantes comunitários recebem diariamente milhares de pessoas. Por isso, estamos adotando medidas voltadas tanto à segurança quanto à melhoria do atendimento prestado à população”, acrescentou.

A expansão do sistema já alcançou unidades localizadas no Varjão, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Sobradinho II, São Sebastião e Arniqueira, que receberam novos pontos de instalação e devem iniciar a operação em breve. Outras cidades também estão incluídas no cronograma da Sedes, entre elas Brazlândia, Estrutural, Gama, Santa Maria, Sol Nascente e Samambaia Expansão.

Além da integração com a SSP-DF, a rede de restaurantes mantém sistema próprio de vigilância. Somadas, as 18 unidades possuem centenas de câmeras distribuídas em áreas de circulação, acesso e atendimento ao público.

Outra medida adotada pela pasta foi a implantação de um sistema de identificação dos usuários em parte da rede. O cadastramento começou neste ano e tem sido utilizado para mapear o perfil dos frequentadores e aperfeiçoar a gestão das unidades.

Para a diretora de Gestão de Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes, Karen Moreno, o procedimento segue práticas comuns em diferentes serviços públicos. “A identificação já acontece em diversos órgãos e equipamentos públicos. Nos restaurantes comunitários, ela também contribui para a organização, o controle e a segurança dos usuários”, afirmou.

O cadastro já é realizado nas unidades de Santa Maria, Sobradinho, Varjão, Paranoá e Itapoã. De acordo com a secretaria, mais de 20 mil pessoas já foram registradas desde o início da ação.

Os restaurantes comunitários do DF são voltados principalmente ao atendimento de trabalhadores de baixa renda e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, quase toda a rede oferece café da manhã, almoço e jantar com preços subsidiados pelo governo.

Somente em 2025, os equipamentos públicos ultrapassaram a marca de 17 milhões de refeições servidas, consolidando a política de segurança alimentar como uma das principais iniciativas sociais do Distrito Federal.



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