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Empoderamento feminino: diversidade marca cargos estratégicos na TCB


Quando chegou à Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), em 2019, Maria Cecília Martins encontrou um cenário comum no setor: nas reuniões de gestão, era a única mulher. “Quando entrei, ainda como assessora jurídica, a diretoria e o conselho de administração eram compostos exclusivamente por homens”, lembra.

A TCB, fundada em 8 de maio de 1961, já tinha tradição de inovação: nos anos 1970, foi considerada modelo nacional e pioneira na implementação do câmbio automático em seus veículos. Essa tradição de pioneirismo também passou a se refletir na ampliação da liderança feminina ao longo dos anos.

Na TCB, Maria Cecília passou por diferentes funções, de gerente de projetos especiais a chefe de gabinete, até assumir a presidência, em maio de 2025. “Ter recebido a confiança do governador para dirigir uma empresa de um setor historicamente masculino revela uma visão contemporânea de gestão pública, baseada em mérito e credibilidade”, reconhece.

Segundo ela, essa mudança também está presente no cotidiano da empresa. Hoje, dois dos três principais cargos da alta direção são ocupados por mulheres — a diretora-presidente e a diretora técnica.

Na TCB, Maria Cecília passou por diferentes funções, de gerente de projetos especiais a chefe de gabinete, até assumir a presidência, em maio de 2025 | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

“Pela primeira vez, todos os contratos da empresa são assinados por mulheres. Foi o chefe do jurídico quem chamou minha atenção para esse fato, e foi um momento de orgulho. A TCB se tornou um espaço em que as mulheres ocupam posições de liderança com naturalidade e competência”, comemora Maria Cecília Martins.

A diretoria técnica, ocupada por Lilian Carolina Borges, também desempenha papel estratégico na condução da empresa. “A presença feminina em uma área historicamente masculina reafirma que a gestão técnica se sustenta na competência e no preparo”, ressalta.

Outro destaque é o Conselho Fiscal formado totalmente por mulheres. O colegiado é responsável por acompanhar e fiscalizar a gestão econômico-financeira da empresa. “É a abertura de um caminho concreto para que outras mulheres ocupem espaços de decisão e controle, sempre com base em competência técnica e independência”, destaca a conselheira-presidente Ivanise Machado.

Mulheres no volante

A presença feminina na empresa vai além dos gabinetes. No transporte escolar supervisionado pela TCB, há equipes com motoristas, monitoras e gestoras formadas exclusivamente por mulheres, graças ao projeto Mulheres no Volante.

“Decidimos valorizar as profissionais e mostrar que as mulheres têm plena capacidade técnica e emocional para atuar no transporte. Ver mulheres na presidência e na diretoria é inspirador — mostra que podemos estar tanto na operação quanto na gestão”, explica a gerente administrativa, Mozzana Araújo.

Para a diretora-presidente, a experiência da TCB mostra que mulheres podem ocupar espaços estratégicos com firmeza, sensibilidade e alegria. “Para as mulheres fora da empresa, a mensagem é de encorajamento. Ocupação de espaços estratégicos exige preparo, constância e coragem, mas não precisa significar isolamento ou endurecimento”, finaliza Maria Cecília Martins.



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MUNDO

Cuba deve ficar em segundo plano na reunião entre Lula e Trump


A situação de Cuba e as recentes ameaças dos Estados Unidos contra a ilha caribenha devem ficar em segundo plano na reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. A informação foi confirmada por interlocutores do Itamaraty, ouvidos pelo Metrópoles sob condição de reserva.

No fim de abril, o líder brasileiro criticou a possibilidade de uma intervenção norte-americana em Cuba e pediu que os EUA “deixem os cubanos viverem a vida deles”. Lula ainda exigiu o fim do embargo econômico de Washington contra a ilha, em vigor há mais de 60 anos. 

Ainda assim, fontes com conhecimento sobre a agenda de Lula nos EUA afirmam que o foco da reunião com Trump são “questões bilaterais”. Por isso, assuntos regionais ou globais vão depender do tempo disponível para o encontro e da “própria dinâmica da reunião”.

Conforme mostrou o Metrópoles, a programação do presidente do Brasil nos EUA começa às 11h de quinta-feira (12h pelo horário de Brasília), com a reunião de trabalho com Donald Trump. Os dois ainda devem almoçar na Casa Branca após a conversa.

A expectativa é de que o combate ao crime organizado, as tarifas norte-americanas contra produtos brasileiros, a guerra no Oriente Médio, minerais críticos e a indicação de Michelle Bachalet para a chefia da Organização das Nações Unidas (ONU) sejam os temas centrais do encontro entre Lula e Trump.



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SEGURANÇA

STF determina a prisão de ex-integrantes da cúpula da PM-DF envolvidos no 8/1 após fim do processo


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão definitiva dos cinco ex-integrantes do comando da Polícia Militar do Distrito Federal condenados por omissão durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes da República foram invadidas e depredadas por manifestantes bolsonaristas.

Marcelo Casimiro, que foi comandante do 1º Comando de Policiamento Regional, responsável pela área da Esplanada dos Ministérios, se apresentou à Corregedoria da PM. As defesas dos policiais foram informadas diretamente pelo órgão sobre a necessidade de apresentação ao Departamento de Controle e Correição para início do cumprimento definitivo da pena.

As prisões ocorrem após o trânsito em julgado do caso, que ocorreu nesta terça, e atinge, além de Marcelo: Fábio Augusto Vieira, comandante-geral no dia 8; Klepter Rosa Gonçalves, que era vice-comandante e assumiu o posto após o afastamento e prisão de Vieira, determinados depois dos atos; Jorge Naime Barreto, chefe do Departamento de Operações; e Paulo José Ferreira de Souza, subchefe do Departamento de Operações; e Marcelo Casimiro.



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Agências do trabalhador têm vagas com salários de até R$ 3,8 mil nesta terça (10)


As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta terça-feira (10), 555 vagas para quem procura um emprego. As oportunidades contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários chegam a R$ 3,8 mil.

O posto com remuneração mais alta é o de mecânico de motor a diesel, no Setor Habitacional Vicente Pires. Há uma vaga aberta e os interessados precisam ter ensino fundamental completo e experiência comprovada.

Também há oportunidades voltadas à inclusão no mercado de trabalho. Dez vagas exclusivas para pessoas com deficiência (PcD) estão abertas para o cargo de auxiliar de cozinha, na Asa Sul. A função oferece salário de R$ 1.750,68, além de benefícios, e não exige experiência nem escolaridade.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

 



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MUNDO

Trump: guerra contra o Irã valeria a pena mesmo com petróleo a US$ 200


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira (6/5), que a guerra contra o Irã “teria valido a pena” mesmo se os preços do petróleo tivessem disparado a ponto de chegar a US$ 200 ou US$ 250 por barril.

“O preço do petróleo poderia ter chegado a US$ 200, US$ 250, mas agora está em US$ 100. Acho que você está surpreso, e eu também. Mas mesmo que tivesse chegado a US$ 200, teria valido a pena”, declarou.

A declaração do republicano ocorre em meio às negociações entre Washington e Teerã para encerrar o conflito no Oriente Médio e após uma forte queda das cotações internacionais do petróleo.

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Irã diz que EUA não pode "ditar suas políticas a nações independentes"
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Irã diz que EUA não pode “ditar suas políticas a nações independentes”

Foto: Al Drago/Getty Images

Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial
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Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Lara Abreu/ Arte Metrópoles

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Alex Brandon-Pool/Getty Images

Emirados Árabes anunciam saída da Opep e da Opep +
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Emirados Árabes anunciam saída da Opep e da Opep +

Divulgação

Na visão de Trump, os custos econômicos da escalada militar seriam justificáveis diante dos objetivos estratégicos dos Estados Unidos no Oriente Médio.

O chefe da Casa Branca voltou a associar, ainda, o conflito ao controle das rotas energéticas globais e à contenção do programa nuclear iraniano.

Ao comentar a situação, o presidente também revelou encontros recentes com executivos das gigantes petrolíferas norte-americanas Chevron e ExxonMobil. Segundo ele, as conversas envolveram principalmente a expansão das operações na Venezuela e os impactos da guerra sobre o setor energético.

Petróleo despenca com expectativa de acordo

Apesar da retórica adotada por Trump nas últimas semanas, os mercados reagiram positivamente aos rumores de uma aproximação diplomática entre Estados Unidos e Irã.

Com os avanços nas últimas 24 horas, as negociações podem resultar no encerramento da guerra. O possível acordo envolveria uma moratória do programa nuclear iraniano, além da suspensão gradual de sanções econômicas impostas pelos EUA.

Outro ponto central da negociação seria o desbloqueio marítimo no Estreito de Ormuz, região vital por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

Com a perspectiva de redução das tensões, os preços internacionais do petróleo despencaram nesta quarta-feira.

Pela manhã, o barril do tipo WTI, referência no mercado norte-americano, caía mais de 12% e era negociado abaixo de US$ 90. Já o Brent, referência internacional, recuava mais de 10%, ficando abaixo dos US$ 100.

A queda amplia o movimento iniciado nessa terça-feira (5/5), quando os contratos futuros do petróleo já haviam fechado em baixa após semanas de forte volatilidade provocada pela guerra. Na última semana, o barril chegou a ultrapassar US$ 126 — o maior nível em quatro anos.



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BRASIL

Decisão sobre transição do fim da 6×1 pode ficar para depois da PEC


Com o andamento da proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 na Câmara, deputados estudam passar as regras de transição para um projeto de lei a ser discutido pela Casa depois da aprovação do texto. A PEC ainda precisa ser chancelada pelo plenário e, posteriormente, pelo Senado.

A separação é levantada pelo relator Leo Prates (Republicanos-BA), que estuda que o texto discutido na comissão especial foque somente no estabelecimento do teto de 40 horas semanais e oito diárias, e das duas folgas remuneradas. Para o deputado, esse seria um “caminho interessante”, dada a complexidade do tema.

Na quarta-feira (6/5), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu que, além da PEC, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), dê andamento a dois projetos de lei para tratar de regras específicas.

“A PEC tem tarefa e o PL também. Da PEC, a tarefa é determinar qual a jornada máxima que vai vigorar no país. Mas as especificidades têm papel no PL, então não faz sentido a PEC andar e os PLs continuarem parados”, disse o ministro.

O presidente da comissão, o petista Alencar Santana (SP), no entanto, a exemplo de Prates, também sinalizou ser a favor da tramitação do PL para estabelecer as regras posteriormente à aprovação da PEC.

“Os dois são extremamente importantes. De uma certa maneira, o PL vai regular a partir da mudança constitucional. Se vai ser concomitante, é uma hipótese, se vai ser um pouco depois, é uma hipótese. O que não pode é ser depois do prazo estabelecido na Constituição para garantia desse direito efetivo ao trabalhador”, declarou.

A fragmentação pavimentaria o caminho para que a PEC chegue ao plenário antes do fim de maio, como quer Motta e também  o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aposta na proposta para alavancar sua popularidade à frente das eleições.

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Presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB)
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Presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

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Depois, o parecer ainda deverá ser analisado pelo Senado. Prates deverá se reunir com Motta e com Alencar  durante  viagem à Paraíba para discutir as possibilidades. O estado recebe a primeira audiência pública estadual da comissão nesta quinta-feira (7/5).

“Nós temos a matriz [o fim da escala 6×1]. Agora tem uma hora que você tem que decidir. Então nós temos que saber como vai ser feito, de que forma vai ser feito. Eu vou dar os caminhos, mas eu volto a dizer que o presidente Alencar e o presidente Hugo serão nortes pra gente ter uma aprovação”, declarou Prates na comissão especial.


A tramitação da PEC pelo fim da escala 6×1

  • Novembro de 2019: Reginaldo Lopes (PT-MG) protocola a PEC 221/19 para reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais
  • Fevereiro de 2025: Erika Hilton (Psol-SP) protocola a PEC 8/25  para reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e limitar o trabalho a quatro dias
  • 9 de fevereiro de 2026: Hugo Motta apensa e encaminha as PECs para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
  • 22 de abril de 2026: CCJ aprova PEC do fim da escala 6×1
  • 29 de abril: a comissão especial é instalada sob a presidência de Alencar Santana (PT-SP) e relatoria de Leo Prates (Republicanos-BA)
  • 21 de maio: deverá ser apresentado o relatório e concedida vista aos integrantes da comissão
  • 26 de maio: o relatório deverá ser votado pela comissão especial
  • 27 de maio: PEC do fim da escala 6×1 poderá ser votada no plenário da Câmara dos Deputados

Projetos em discussão

Existem  dois projetos em tramitação na Câmara mais consolidados sobre a redução da jornada: o PL 67/25, relatado pelo próprio Leo Prates na Comissão de Trabalho, e o PL 1.838/26, protocolado pelo governo com urgência constitucional no começo do ano. Apesar de ambos coincidirem sobre as 40 horas semanais, eles diferem sobre a transição.

O PL relatado por Prates estipula que a transição para o fim da escala 6×1 seja gradual, com duas horas sendo reduzidas a cada biênio nos próximos quatro anos. A proposta ainda abre caminho para que, por acordo coletivo, setores possam instituir a escala 4×3, respeitando o limite máximo de 10 horas diárias, mantendo o teto semanal de 40 horas.

O projeto chegou a ser apresentado na Comissão do Trabalho da Câmara em 2025, mas nunca foi votado. Os termos colocados por Prates tiveram à época o apoio de sindicatos e movimentos sociais, em intermediação feita pela autora do projeto, a deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), uma das precursoras da discussão do modelo.

A proposta do governo, por outro lado, não estipula um período de transição para a redução da jornada de trabalho e especifica que a legislação deverá entrar em vigor na data da publicação. Esse ponto tem sido defendido pelo Planalto, que diz que a redução de quatro horas pode ser absorvida pelo mercado.

“A redução de jornada de trabalho, historicamente no Brasil e no mundo, é compensada pelo ganho do ambiente de trabalho, o ganho de melhoria da qualidade e da produtividade. É comprovado que, quando você reduz a jornada de trabalho, você elimina absenteísmo, você evita acidente, você evita doença. Tem um custo oculto aqui que os empregadores estão carregando. Eles vão eliminar esse custo oculto e essa é a compensação”, afirmou o ministro Luiz Marinho na comissão especial.



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SEGURANÇA

Instalada comissão da medida provisória que reajusta salários das polícias do DF e ex-territórios – Notícias


03/03/2026 – 19:55  

Joel Rodrigues/ Agência Brasília

MP busca manter equilíbrio com outras forças policiais do país

A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi eleita presidente da comissão mista responsável por analisar a medida provisória que reajusta a remuneração das forças de segurança do Distrito Federal e dos ex-territórios federais, instalada nesta terça-feira (3). A MP 1326/25 busca recompor salários e manter o equilíbrio com outras forças policiais do país. O deputado Alberto Fraga (PL-DF) assumiu a vice-presidência do colegiado.

Leila afirmou que a medida é resultado de uma articulação construída ao longo dos últimos dois anos.

“Essa MP é fruto de um longo trabalho coletivo. Era uma demanda histórica”, disse.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), eleito relator revisor, explicou que os antigos territórios federais (Amapá, Rondônia e Roraima) trabalharam na consolidação das fronteiras nacionais e ressaltou a importância da reparação histórica.

“A equiparação dos policiais e bombeiros militares dos ex-territórios era algo que se esperava há muito tempo”, declarou.

A relatoria foi designada ao deputado Rafael Prudente (MDB-DF), que afirmou estar comprometido com a rápida análise da proposta, que já recebeu 113 sugestões de emendas. Ele pretende apresentar o parecer em até 15 dias, para que a Câmara vote a matéria ainda em março e o Senado possa analisar em abril.

“Já começamos a trabalhar para entregar um relatório sério e ágil, que atenda à maioria”, garantiu.

Para se tornar lei e ter caráter permanente, a medida precisa ser aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados até o início de maio.

Sobre a MP
Publicada em 1º de dezembro de 2025, a medida prevê aumento na remuneração da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, estendendo a medida também aos agentes dos ex-territórios federais e do antigo Distrito Federal, com pagamento em duas parcelas.

Para a PM e os bombeiros do DF, o aumento acumulado varia entre 19,6% e 28,4%. Nos ex-territórios, o reajuste é de 24,32%, dividido em duas parcelas de 11,5%. Já na Polícia Civil do DF, os percentuais variam entre 24,43% e 27,27%, também em duas etapas.

A MP também atualiza o auxílio-moradia das categorias, com aumento de 11,5% em cada parcela. Para viabilizar esse reajuste, a proposta prevê a extinção de 344 cargos efetivos vagos no Ministério da Gestão (MGI).

As demais despesas serão custeadas pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal.

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado



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cidades

Tecnologia avisa a pacientes se tem medicamento na rede pública de saúde


Sem filas, sem ligações difíceis e sem viagens perdidas. Pacientes do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) passaram a contar com uma ferramenta que permite consultar, pelo celular, a disponibilidade dos remédios antes de sair de casa. A solução, implantada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), utiliza um QR Code que dá acesso a um painel atualizado, trazendo mais autonomia e evitando deslocamentos desnecessários. Na prática o usuário recebe o código impresso na farmácia ambulatorial, depois de passar pela consulta.

Em tratamento oncológico no HBDF, Iraci Marinho de Araújo toma medicamentos de uso contínuo e já percebeu a diferença na rotina. “Com o painel, ficou muito mais fácil. Agora consigo consultar pelo celular antes de sair de casa. Isso evita viagens perdidas e me dá mais tranquilidade”, conta. Segundo Iraci, cada facilidade faz diferença. “É simples, mas muda tudo. Dá mais segurança, mais autonomia”, completa.

Para a superintendente de Administração e Logística do instituto, Bárbara Santos, a ferramenta representa mais do que uma inovação tecnológica. “Estamos oferecendo um cuidado que começa antes mesmo de o paciente chegar ao hospital. É uma forma de tornar a jornada mais simples, mais humana e mais eficiente”, destaca.

Ferramenta intuitiva

A ideia surgiu a partir de uma experiência real. O coordenador de Dados e Gestão da Informação do IgesDF, Gleidson Tavares, percebeu de perto a dificuldade de obter informações sobre a disponibilidade de medicamentos.

“Ao acompanhar minha esposa, vi que essa incerteza não era um caso isolado. Muitos pacientes enfrentavam a mesma dificuldade. Foi isso que me motivou a buscar uma solução simples, que trouxesse mais transparência e reduzisse a ansiedade de quem depende desses medicamentos”, relata. 

Ferramenta simples e intuitiva foi rapidamente assimilada por pacientes e funcionários em farmácia ambulatorial | Fotos: IgesDF/Divulgação

A proposta foi rapidamente acolhida pela equipe da farmácia ambulatorial do HBDF e, em poucos dias, saiu do papel. “Foi um trabalho conjunto, com foco em criar uma ferramenta simples, intuitiva e realmente útil para o paciente”, explica Gleidson.

Para a gerente de insumos do instituto, Jéssica Nobre, a iniciativa mostra a capacidade de o IgesDF transformar necessidades em soluções concretas. “A ideia surgiu em março e, pela relevância para o atendimento, foi rapidamente desenvolvida e implementada em abril. Hoje temos uma ferramenta funcional, com atualização automática e acesso fácil”, destaca.

Mudança de rotina

Na rotina da farmácia ambulatorial, os efeitos foram imediatos. A farmacêutica Shirley Vanessa observa uma mudança clara na forma como os pacientes utilizam o serviço. “Agora, eles conseguem se planejar melhor. Consultam a disponibilidade antes de sair de casa, o que reduz deslocamentos desnecessários e traz mais tranquilidade”, afirma.

Segundo a farmacêutica, a ferramenta também melhorou a organização do atendimento. “Com menos ligações e interrupções, conseguimos focar mais no atendimento ao paciente. O acesso à informação ficou mais direto e o fluxo mais organizado”, avalia. 

*Com informações do IgesDF



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DISTRITO FEDERAL

PM acusado de matar jovem em boate foi promovido 2 anos após o crime


O policial militar do Distrito Federal Carlos Eduardo Lopes Vidal foi promovido a primeiro-sargento dois anos após ser acusado de matar o pintor e mecânico Ithallo Matias Gomes, 20 anos (foto em destaque). O crime ocorreu dentro de uma boate no Itapoã (DF), em 2019. O policial será julgado por homicídio doloso no Tribunal do Júri do Paranoá nesta quinta-feira (7/5), às 9h.

Carlos Eduardo foi promovido a primeiro-sargento em 23 de dezembro de 2021, dois anos após o crime que ele foi denunciado e pronunciado. Atualmente, o acusado recebe um salário bruto de R$ 17,4 mil, segundo o Portal da Transparência do DF.

Ithallo foi assassinado em uma boate do Itapoã, na madrugada de 28 de junho de 2019, após uma briga generalizada envolvendo Carlos Eduardo, segundo-sargento da PMDF à  época. Após ser atingido por um tiro, a vítima foi levada ao Hospital da Região Leste (Paranoá), mas não resistiu ao ferimento. A vítima não tinha nada a ver com a confusão e somente estava no espaço.

Ithallo foi morto após ser atingido em boate
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Ithallo foi morto após ser atingido em boate

Reprodução/Redes sociais

Local onde ocorreu o crime
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Local onde ocorreu o crime

Michael Melo/Metrópoles

Boate onde aconteceu o crime
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Boate onde aconteceu o crime

Michael Melo/Metrópoles

No dia do crime, o militar se apresentou espontaneamente à polícia, e alegou que reagiu a um roubo. No entanto, outras testemunhas apresentaram outra versão. Carlos chegou a ser preso em 29 de junho de 2019, mas foi solto em setembro daquele ano e responde o processo em liberdade.

Em recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a defesa de Carlos conseguiu retirar as qualificadoras de tentativa de homicídio e comunicação falsa de crime que poderiam aumentar a pena.


Mais detalhes do crime

  • De acordo com as investigações, Carlos Eduardo chegou ao Bar Secret embriagado, juntamente com amigos, e deu uma “carteirada” para entrar no local sem passar por revista.
  • Já no interior do estabelecimento, segundo o MPDFT, observou que uma garota com quem já havia tido um relacionamento extraconjugal dançava com um rapaz. Ele, então, passou a discutir com a jovem e, quando o homem que a acompanhava tentou intervir, Carlos Eduardo sacou sua arma e efetuou um disparo. O tiro não atingiu o sujeito pretendido e acabou ferindo fatalmente Ithallo Matias, que não estava envolvido na confusão.
  • Mesmo diante dos acontecimentos, o policial Carlos Eduardo, em vez de socorrer Ithallo, juntou-se a seus amigos e o grupo passou a agredir o verdadeiro alvo. O denunciado fugiu do local do crime e, horas após, procurou a 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) alegando que havia sido vítima de tentativa de assalto e, por isso, disparou nas proximidades do bar. Essa versão, de acordo com o MPDFT, foi criada para se esquivar de eventual prisão em flagrante, fato que gerou dificuldade no início das investigações.
  • Os investigadores ouviram mais de oito pessoas, entre elas os envolvidos na briga, seguranças da casa noturna e o proprietário do estabelecimento. A história contada pelo agora terceiro-sargento foi desmentida logo pela primeira testemunha, que seria amante de Carlos Eduardo. Aos policiais, a mulher explicou que se relaciona de maneira extraconjugal com o militar há pelo menos três meses. Ela teria dito que sabia que o PM é casado e tem filhos.
  • A investigação da PCDF apontou que a cena do crime teria sido limpa antes que a perícia fosse feita no local.

Assessor de ministros do STF

Na época do crime, o Metrópoles mostrou que Carlos Eduardo Lopes Vidal tem um histórico de dedicação a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 6 de fevereiro de 2018, ele foi nomeado assessor-chefe da Assessoria de Segurança Institucional do gabinete da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob comando do ministro Luiz Fux. Em agosto, passou a atuar como assessor na equipe da ministra Rosa Weber, onde ficou apenas um mês.

No mesmo dia da exoneração, Carlos Eduardo passou a ocupar cargo similar no gabinete do ministro Luiz Fux, atual vice-presidente da Suprema Corte. O PM deixou o STF apenas em maio deste ano.

A Polícia Militar do DF foi acionada para se manifestar sobre o caso, mas não havia respondido aos questionamentos da reportagem até a última atualização deste texto. O Metrópoles não conseguiu confirmar se o Carlos Eduardo segue atuando na corporação ou se foi afastado enquanto não ocorre o julgamento.

 



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MUNDO

Gaza: 4 mil crianças foram internadas com desnutrição nos últimos 2 anos


Um relatório da organização Médicos Sem Fronteiras, divulgado nesta quinta-feira (7/5), relata que, entre janeiro de 2024 e março de 2026, 4.950 crianças menores de 15 anos, sendo que 98% delas eram menores de 5 anos, foram internadas com desnutrição aguda em programas ambulatoriais na Faixa de Gaza.

De acordo com a ONG, o número é resultado da dificuldade de acesso a alimentos no território após o início do conflito com Israel. O relatório ressalta que, antes das ofensivas israelenses, não havia registros de desnutrição em Gaza.

O impacto da falta de alimentos também pode ser sentido nos recém-nascidos. A organização reporta que, no mesmo período, atendeu 201 mães internadas em unidades de terapia intensiva neonatal (UTINs) em dois hospitais. Mais da metade delas tinha enfrentado quadros de desnutrição em algum momento da gestação e 25% ainda estavam desnutridas no momento do parto.

O resultado foi que 90% dos bebês dessas mães nasceram prematuramente e 84% apresentaram baixo peso ao nascer. Além disso, a mortalidade neonatal foi duas vezes maior entre os bebês nascidos de mães afetadas por desnutrição em comparação com aqueles nascidos de mães sem desnutrição.

Bebês deixaram acompanhamento

Segundo o relatório, entre outubro de 2024 e dezembro de 2025, as equipes da MSF receberam 513 bebês com menos de seis meses em programas ambulatoriais de alimentação terapêutica. No entanto, 32% deles abandonaram o tratamento, principalmente devido à insegurança e ao deslocamento. Outros 48% foram curados, 7% morreram, 7% foram encaminhados para um programa para crianças maiores e alarmantes.

De acordo com a Classificação Integrada das Fases da Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês), cerca de três quartos da população de Gaza enfrentaram altos níveis de insegurança alimentar aguda entre 16 de outubro e 30 de novembro de 2025. A região teve estado de fome declarado em agosto — a primeira no Oriente Médio.

Segundo a Organização das Nações Unidas, classificar fome significa que a categoria mais extrema é acionada quando três limiares críticos — privação extrema de alimentos, desnutrição aguda e mortes relacionadas à fome — são ultrapassados.



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